Quem Tem Medo Da Flor De Cerejeira?
28 Invasão noturna
Notas iniciais
“E desde estão, ele estava perdido naquele belo sorriso de Rin.”
POV.3:
Junto da brisa noturna, Naraku, camuflado na escuridão, se aproximou da vila infelizmente sem nenhum imprevisto e farejando o ar, sentiu o cheiro adocicado de cerejeira com o amargo e doente odor de sangue, e a mistura daquele aroma, era tudo o que o vilão queria sentir naquele momento. Mesmo estando longe, ele já identificou a cabana em que Sakura estava, mas não foi até lá de imediato, seus olhos vermelhos estavam presos naquela feliz festinha que estavam fazendo na vila. Naraku examinou lenta e minuciosamente cada uma das pessoas ali presentes, e não deixou de estreitar seu olhar em Inuyasha e Kagome, como se pudesse matá-los só com o olhar, mesmo com anos tendo se passado desde a luta final entre eles, Naraku ainda sentia o desejo de vingança. De súbito, uma idéia maléfica e vaidosa surgiu em sua mente e com um sorriso maldoso, o moreno afundou suas unhas na própria carne da palma da mão, fazendo com que grossas gotas de sangue minassem de sua pele mortalmente pálida e pingassem continuamente, e mesmo assim, o moreno não apresentava nenhum sinal de que sentia dor.
Alguns segundos se passaram, o youkai permaneceu observando seu sangue pingar, até que de repente o som de uma arvore caindo irrompeu o silencio com violência, como se rasgasse a floresta. Enquanto as pessoas da vila haviam se assustado com o barulho, ficando inquietas, Naraku alargou seu sorriso, como se fosse uma criancinha e se dirigiu até a casa em que a Haruno estava. A janela estava aberta, e foi por onde ele entrou no quarto em que a rosada repousava. Ao vê-la ali, tão debilitada, tão frágil, tão vulnerável a ele, o youkai não deixou de sentir certa ansiedade de fazer o que tinha vindo para fazer. Lentamente, Naraku se aproximou da cama em que Sakura estava, com passos solenes, como se temesse estragar aquele momento com sua pressa, e perfeição era tudo o que o moreno desejava naquele momento em especial.
O youkai tocou a testa da Haruno com seus dedos gélidos, numa carícia até mesmo humana. Mesmo estando centrado em seu plano, ele não deixou de olhar para o corpo e traços femininos da garota e antes que se desse por si, sua mão já descia até a curva de seu pescoço, tentado a ir além. De repente, a risada debochada e rouca da Jóia de Quatro Almas encheu o ar, fazendo com que Naraku despertasse de seu transe pela ninja, mesmo que a contragosto.
—Por favor, não ouse profanar meu futuro corpo, Naraku.— Falou a pedra, e em resposta o homem soltou um rosnado irritado e tirou a sua mão do corpo de Sakura.— Bem, eu vou ficar de olho em você, já que você vai ter que tirar esse kimono que ela está usando.
Sem esperar por nada e nem responder aos gracejos da irritante Jóia de Quatro Almas, o moreno abriu delicadamente a vestimenta da Haruno, e tentou desviar seu olhar dos seios fartos da humana, tentando domar sua mente.
A ferida que procuravam no corpo dela estava começando a cicatrizar, o que não foi problema para Naraku que suas unhas longas unhas, abriu a ferida novamente. O sangue minou da ferida, manchando as unhas do moreno que as lambeu avidamente, saboreando aquele gosto, no mínimo, exótico.
—É doce...—Murmurou o mesmo, extasiado com o gosto do sangue da garota.—É mesmo uma pena que eu não possa tê-la ao meu lado...—Disse frustrado, imaginando as coisas nada puras que ele poderia fazer com Sakura.
—Ande logo, vá em frente com isso.—Reclamou a Jóia, impaciente.
Como que para confirmar a fala da Jóia de Quatro Almas gritos desesperados foram ouvidos, acompanhados de estrondos de destruição e guinchos animalescos.
Naraku fechou a cara numa carranca e vendo que não poderia perder mais tempo ali, observando Sakura, o moreno introduziu a mediana Jóia de Quatro Almas no corpo da rosada, a mesma sendo logo absorvida. E no fundo, o youkai se sentia até feliz por ter se livrado, mesmo que temporariamente, daquela pedra irritante...
Notas finais
:*
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