Notas iniciais
Oiê! Como vão vocês minhas leitoras maravilhosas? * Le eu desviando d uma pedra* Me desculpem pela demora, mas é q Agosto está sendo um mês muito corrido para mim, já que a correria comçeou depois do meu niver (dia 9). Enfim, espero que gostem do cap assim como amei escrevê-lo! o/

—Vamos, a nossa missão vai começar.

Naruto Uzumaki:

Suspirei maravilhado enquanto engolia mais um bolinho de arroz, em meus cálculos aquele era o sétimo seguido que eu comia, mas... É tão bom! Senti alguém olhando para mim e incomodado levantei a cabeça, limpando minha boca com a manga de meu quimono, sem me importar com as regras de etiqueta que condenavam quem fizesse isso. Em um canto escuro, encostado na parede Sasuke me fuzilava com o olhar e com um breve aceno de mão, me mandou parar de comer. Suspirei novamente, só que dessa vez de dó de deixar tanta comida, mas era necessário, já que eu estou em uma missão importante. Dei passos largos, me afastando da mesa tão tentadora e comecei a andar por entre os convidados que conversavam animadamente, curiosos e ansiosos pela entrada triunfal que a princesa Ichigo faria daqui a alguns minutos.

Andei por todo salão superlotado, e pelos jardins praticamente desertos, felizmente ou infelizmente sem encontrar ninguém suspeito. Olhei para a lua cheia que decorava aquela noite tão especial para o reino de Ai, e mentalmente calculei que horas seriam.

—Daqui a pouco será meia noite... —Murmurei a mim mesmo, voltando para o salão, onde logo, logo a princesa apareceria.

Quando cheguei ao salão, tudo estava no mais completo silêncio, enquanto os convidados olhavam para as escadas, onde Ichigo acabara de aparecer com um outro quimono, diferente do vermelho que usara para recepcionar os seus convidados. Seu longo cabelo negro estava solto, e seu kimono tinha um exótico tom de violeta quase lilás que eu nunca havia visto antes além de ser decorado com desenhos de simples flores brancas o seu obi era amarelo, mas não chamava tanta atenção, só complementava a vestimenta da garota que sorria, radiante por todos estarem olhando para si.

Calmamente, a morena foi descendo os degraus da longa escada acompanhada por Sakura que caminhava a poucos degraus dela, tentando não chamar tanta atenção para si, mas observando todos ao redor de Ichigo. Logo, a princesa começou a desfrutar de sua festa, sempre acompanhada pela rosada enquanto eu, o Uchiha e a Haruno usávamos toda a nossa atenção e perspicácia nessa missão, já que agora que Ichigo chegou, essa seria a hora em que o inimigo poderia atacar. As horas foram passando e nada de anormal acontecia, agora todos bailavam ao som dos afinados músicos do reino, e a morena parecia estar se divertindo bastante, nem se lembrando de que Saky a seguia feito uma segunda sombra. De súbito, eu ouvi o som de algo trincar ou rachar, o som não foi baixo, já que os outros convidados também ouviram e curiosos pararam de dançar e até a musica parou de tocar, o silencio se estabeleceu e o som se repetiu só que dessa vez mais alto e até um leve tremor abalou o salão, causando murmurinho entre os convidados que agora ficavam preocupados.

De repente ouvimos um grito desesperado e uma mulher gritou apontando para cima:

—Um demônio!

Sakura Haruno:

Olhei para cima um pouco antes da mulher gritar desesperada:

—Um demônio!

Todos olharam para cima e estreitando olhar eu pude ver melhor o que causava tanta histeria naquelas pessoas. Com um estrondo o teto se abriu e vários pedaços caíram, esmagando alguns convidados azarados que a essa altura já devem estar no outro mundo. Do mediano buraco do teto, entraram mais e mais homens, como formigas em um formigueiro e pareciam não se acabar mais. Foi uma questão de tempo até que o salão fosse tomado por aqueles brutamontes que destruíam tudo e puxavam jovens pelos cabelos. Desvie o olhar daquela cena e olhei para Ichigo que parecia estar em transe, assustada demais para fazer algo além de respirar.

Sem hesitar, puxei a princesa pelo braço a colocando atrás de mim.

—Sa-sakura- s-an... —Sussurrou a garota, se encolhendo atrás de mim, tentando se proteger do caos ao nosso redor.

—Confia em mim, Ichigo?—Perguntei e a morena assentiu sem hesitar. —Tenho que te proteger, então vamos nos esconder. Vamos primeiramente para o seu quarto.

Peguei a mão da garota e subi correndo os degraus com agilidade, enquanto a menina tentava não tropeçar neles. Finalmente chegamos no quarto da princesa Ichigo, que por enquanto estava intocado. Olhei para o quimono que Ichigo usava, precisava pensar rápido.

—O que está pensando, Sakura-san?—Perguntou a princesa, sua voz trêmula pelo medo.

Sem responder eu me abaixei um pouco e pegando o kimono da morena e em um rápido movimento o rasguei, deixando as pernas da garota a mostra.

—Mas... O quê... —Murmurou vendo que agora eu rasgava o meu quimono, na mesma foram que o seu.

—Você e eu precisamos de agilidade, Ichigo. —Retruquei. —Nem eu consigo correr de quimono.

Coloquei a mão sobre o queixo, pensando enquanto olhava o quarto. Era capaz de ouvir o som de passos velozes subindo os degraus da escada, mas felizmente eu consigo pensar sob pressão.

—Tem algo que possamos usar como armas?—Perguntei e a garota negou com a cabeça, confusa e eu resolvi reformular a pergunta: —Não precisa ser necessariamente uma arma, só preciso de coisas pesadas ou que furem e rasguem.

O rosto amedrontado e confuso de Ichigo pareceu se iluminar por alguns instantes e sem responder nada ela correu até uma gaveta atrás de si, procurando algo.

Sasuke Uchiha:

—Menos um... —Sussurrei depois de matar um daqueles ninjas malditos que invadiram o castelo.

Trinquei os dentes, ao ver que mais sete adversários se dirigiam a mim, é... Seria uma luta difícil. Enquanto desviava de um golpe, olhei para o lado, a procura de Naruto, mas tudo o que eu via era a sua cabeleira loira, que se evidenciava em meio a multidão, como um sinalizador e a julgar pelos seus movimentos, ele certamente está lutando. Por puro descuido idiota fui acertado por chute no abdômen, que me fez cair com violência no chão e deslizar alguns metros. Atrás de mim, pude ouvir o choro de algumas pessoas, em sua maioria mulheres que temiam por suas vidas. Tentei me levantar, mas um dos idiotas pisou em meu peito, me obrigando a continuar no chão, por mais que eu tentasse me levantar, o ninja aumentava a pressão contra meu tórax que a essa altura já sentia falta de ar.

O que chamou a minha atenção foi quando um dos invasores caminhou até as mulheres que eu protegia, e agarrou uma delas pelo pescoço e a mesma começou a chorar descontroladamente enquanto o seu torturador ria cruelmente de sua dor. Ele a jogou contra o chão para que se calasse e foi então que nossos olhares se encontram e seus olhos eram... Verdes... Apesar de estarem cheios de dor e de medo, a beleza de seus olhos verdes não estava apagada, eram da cor de uma floresta, densos e misteriosos, mas ao mesmo tempo pareciam ser inocentes e puros como a água. Não pense que eu tenha gamado na moça, muito pelo contrário, mas ao ver os seus olhos cor de esmeralda, era como se algo finalmente ligasse em minha mente, esta garota... Ela... Seus olhos... Lembram-me... A Sakura, os olhos são idênticos!

Sem eu poder fazer nada “flashes” invadiram a minha mente e nestas imagens, a rosada parecia com essa menina... Com medo, torturada e sozinha. De súbito algo quente envolveu o meu peito, como uma explosão vulcânica de dentro para fora, aquilo eu conhecia muito bem... Era fúria. Eu não poderia deixar que eles fizessem isso com nenhuma mulher ali, eu não desistirei, agora é uma desconhecida, mas eu não fazer nada, esses malditos poderão pegar a Haruno. Com os meus braços eu segurei a perna do inimigo que estava em mim, e usando toda minha força, acabei por quebrar o osso do indivíduo que caiu para trás, agarrando a pena enquanto urrava de dor, chamando a atenção de seus companheiros.

—Ei maldito... —Chamei sombrio, e o vi o ninja estremecer de medo ao ver o sharingan ativo em meus olhos. —Nunca... Jamais... —Falei pausadamente enquanto me aproximava do invasor que tremia. —Levante a mão contra uma mulher!—Gritei usando um genjutsu e na hora o inimigo colocou ambas as mãos contra a cabeça e se pôs a gritar dolorosamente, as mulheres encolhidas a poucos metros de nós choravam baixinho, os adversários recuavam se perguntando o que eu tinha feito para desencadear tanta dor no homem, já eu sorria cruelmente, gostava de ouvir aqueles gritos agonizantes e aquela expressão de dor em sua face era a melhor musica que eu poderia ouvir naquele momento, pois agora a raiva era meu combustível.

Logo o ninja caiu no chão, inconsciente ou morto, na verdade tanto faz para mim, o mundo não precisa de uma escória como esse aí. O silêncio se estabeleceu a não ser pelo choro das mulheres e pelas lutas que aconteciam ao meu redor. Calmamente eu me virei para o grupo que antes planejava me atacar e perguntei com um sorriso sombrio:

—Quem é o próximo?

Naruto Uzumaki:

Estava ofegante e quase dei garças a Deus quando os vi recuarem de medo e fugirem em disparada, se estivesse com mais fôlego correria atrás deles, mas acho que no estado em que me encontro, é bem provável que morreria depois alguns metros. Virei-me para trás encarando as jovens moças que estavam encolhidas e abraçadas, algumas choravam baixinho enquanto outras estavam chocadas demais para tal ato. Suspirei e exibindo o meu mais confiante sorriso, eu disse:

—Está tudo bem agora, garotas! É melhor fugirem para algum lugar seguro. —Falei e as garotas começaram a correr para a saída do palácio, mas sem antes fazerem uma reverencia exagerada, em agradecimento pela minha proteção.

—Naruto!—Berrou Sasuke do outro lado do salão, correndo até mim, desviando dos corpos inertes no chão. —Deixe de ser idiota!—Vociferou enquanto eu engolia a seco, o Uchiha está furioso. —Vi homens subindo as escadas, temos que ajudar a Sakura.

Antes de esperar uma resposta minha o moreno correu com uma velocidade impressionante pela escada, pulando alguns degraus com uma agilidade invejável, sem perder o equilíbrio. No andar de cima havia vários corpos espelhados pelo chão, não estavam mortos, mas feridos em pontos vitais por...

—Agulhas?!—Perguntei chamando a atenção de meu amigo que se aproximou de um dos inimigos feridos, que gemia baixinho de dor, com uma longa agulha de costura em sua nuca.

Sasuke exibiu o seu típico sorriso de lado e murmurou:

—É, a Haruno sabe mesmo improvisar.

De súbito ouvimos um grito feminino e agudo o suficiente para estourar os tímpanos de alguém desavisado. Eu e Sasuke trocamos um breve olhar e saímos em disparada em direção do grito. O lugar era a varanda do palácio, onde haviam cerca de nove ou dez soldados encurralando Sakura, que estava com pequena feridas que manchavam o que restou de seu quimono de sangue. A princesa Ichigo estava escondida atrás da Haruno tremendo e chorando de medo, e a cada passo que os inimigos davam, mais um grito ecoava no desértico palácio. Com o efeito surpresa ao nosso redor, conseguimos atacar e derrotar os inimigos que em poucos segundos estavam ao chão. Ao nos ver, a rosada sorriu e pareceu ficar um pouco mais aliviada, mas o nosso alivio durou pouco tempo.

Sakura Haruno:

Infelizmente mais adversários apareceram, e Sasuke e Naruto se puseram ao meu lado em posição de ataque.

—Princesa Ichigo... —Chamei para a garota que se agarrava a mim com medo. —Preciso de mais agulhas.

Rapidamente a princesa começou a procurar mais das nossas “armas”, e depois de poucos segundos procurando a morena me estendeu três finas e letais agulhas de costura.

—Só isso?!—Exclamei.

—Desculpe. —Falou Ichigo voltando a soluçar. —M-Mas as agu-lhas acabaram, S-akura-san.

Suspirei e olhei para as três ultimas unidades em minhas mãos, não posso me dar ao luxo de errar o alvo, tenho que proteger a princesa Ichigo! Logo os ninjas invadiram o quarto e por ironia do destino eram o triplo que os inimigos anteriores e estes estavam armados até os dentes. Atirei uma agulha que atingiu o pescoço de um homem, que caiu inconsciente no chão. Olhei de soslaio para meus companheiros, ambos estavam visivelmente dispostos a lutar, mas estavam ofegantes e cansando, sabe se lá quantos inimigos eles já não derrotaram, e apesar de sermos ninjas de elite, ainda somos humanos! A probabilidade de vencermos não era muito alta, mas também não era nula. Mas como ninjas, não podemos nos basear em suposições em uma missão de vida ou morte como essa.

Pense Sakura, pense! Olhei o ambiente ao nosso redor e vi uma das colunas que dava sustentação para a varanda, perfeito! Eram grande, roliças e iam até o térreo do palácio.

—Preciso de cobertura por alguns segundos. —Sussurrei e Sasuke me olhou enquanto Naruto assentia sem desviar o olhar de seus oponentes.

—Certo. —Respondeu o Uchiha desembainhando sua katana.

Logo a varando do palácio virou um campo de guerra, e aproveitando o tempo que meus amigos me davam eu me virei para a princesa Ichigo que tremia de medo do que poderia acontecer.

—Ichigo preciso que você faça uma coisa. —Falei tentando transparecer calma e segurança em meio aqueles caos de sangue.

E em resposta a morena assentiu rapidamente e eu suspirei colocando as mãos em meu Obi. Sem hesitar eu o desamarrei, deixando o que restara do meu quimono praticamente solto em meu corpo, revelando parte de minhas roupas intimas. Os olhos avermelhados da garota se arregalaram e corada ela pôs as mãos sobre a boca.

Sasuke Uchiha:

—Sakura o que você está fazendo?!—Gritei depois de derrubar mais um inimigo, Sakura se virou para mim bruscamente, fazendo com que seu “quimono” revelasse um pouco das roupas intimas e pequenas que usava, céus é difícil lutar assim, como uma mulher seminua ao seu lado!

Ao perceber o meu olhar nada puro sobre si, a rosada corou violentamente e ignorando a minha pergunta ela começou a falar com a princesa Ichigo.

—Ichigo, preciso que você seja corajosa agora, ok?

—O que precisa fazer?—Perguntou a princesa soando mais confiante do que antes.

A Haruno sorriu, e colocou o Obi em volta da cintura de Ichigo.

—Você precisa fazer exatamente o que eu mandar, princesa.

Ambas correram até uma coluna de sustentação da varando e Sakura começou a passar instruções para a morena que ficava pálida como papel devido ao pânico que sentia. De repente a princesa Ichigo subiu no parapeito e com a ajuda da rosada, ela conseguiu usar o Obi da Haruno para uma espécie de rapel, envolvendo a cintura da mesma contra a coluna, mas dando flexibilidade o suficiente para que Ichigo se movesse.

Com um sorriso confiante, Sakura voltou até nós nos ajudando a lutar com sua força estrondosa. Tudo ia bem, e nós três estávamos vencendo apesar das adversidades, mas por ironia do destino tudo mudou... Ouvimos a princesa gritar e quando olhamos para ela, um gigantesco mostro roxo, com um par de chifres na fronte segurava a morena de cabeça para baixo. De onde ele havia surgido?!

—O que é isso?—Sussurrou Naruto, eu nunca tinha visto anda igual!

—Ah não!—Murmurou a rosada ao meu lado, de súbito ela pegou as duas agulhas restantes e olhou para nós, mas não era um olhar comum, eu nunca havia visto esse semblante na face da Haruno, parecia ser... Culpa?—Sasuke, Naruto... —Sussurrou com os olhos marejados. —Me perdoem, mas eu prometi cuidar da princesa Ichigo com tudo o que podia...

—O que você quer... —Antes que eu terminasse a minha pergunta, algo agudo atingiu meu pescoço.

A dor não era tão intensa, mas era o suficiente para me fazer estampar uma careta de dor. Olhei para lado, ao ouvir Naruto cair de joelhos no chão, com a mão no pescoço, onde havia uma agulha de costura, que Sakura usava como arma. Fazendo um esforço sobre-humano eu toquei o meu pescoço, sentindo uma agulha nele também. Minhas pernas não sustentaram o peso de meu corpo e eu acabei caindo violentamente contra o chão, minha pele formigava e com o passar dos segundos eu não conseguia mais me mover. Meu peito subia e descia vagarosamente, o ar parecia pesado demais e eu tive a sensação de não ter pulmões. Mesmo com a minha visão turva, eu não deixei de encarar a Haruno que chorava silenciosamente. Seus lábios rosados desenharam palavras que eu não pude ser capaz de ouvir, mas pude interpretar fazendo uma simples leitura labial:

—Três dias é o suficiente. —Assim eu não ouvi mais nada e não vi mais nada, meu corpo e minha consciência sucumbia a escuridão.