Notas iniciais
Desculpem o atraso. Sem "mas"... Ah, tô sentindo falta de muita gente aqui, em! Vamos voltar, my babies.

Acordei sobressaltada e tomei um susto enorme ao ver Edward ao meu lado. Ai meu Deus, o que eu fiz? Voltei a deitar por causa da dor latejante em minha cabeça e virei para o outro lado, pensando e tentando lembrar de algo que eu fiz na noite passada. Caramba, só branco e vento dentro da minha cabeça. Respirei fundo e soltei lentamente. Juntei todo o meu cabelo e amarrei num coque e com muito cuidado, sai da cama e vesti minhas roupas. Eu só quero saber onde é que estou. Cheguei à um lugar que percebi ser a sala e lá vi vários retratos do Edward e acho que a família. Ferrou, mas que droga, como eu vim parar no apartamento dele? Fui à cozinha, tomei um pouco de suco de laranja e procurei um analgésico. Qual é, eu não vou sair por ai com dor de cabeça. Devo deixar um bilhete? Não! Vou embora logo ou me atrasarei para a aula. Fechei a porta atrás de mim bem devagar e assim que cheguei na rua, parei um táxi e corri para casa.



– Bella, onde esteve? — Virei a cabeça para a sala de jantar e estavam todos sentados à mesa, tomando café da manhã.

– Longa história, mãe. Deixa eu me arrumar ou vou chegar atrasada – Tomei um banho a jato, vesti uma calça jeans preta, uma blusa e um cardigã preto. Calcei meu tênis e me juntei ao pessoal.

– Então, onde esteve?

– Pai, eu realmente não quero falar sobre isso. Estou com uma dor de cabeça do cão e só quero ficar quieta – Todos me olharam desconfiados. Acho que meus irmãos já devem ter uma ideia de onde eu fui parar. Se tiverem sidos linguarudos, provavelmente meus pais também. Não vou mentir, foi uma noite divertida. O pouco que me lembro, o sexo foi maravilhoso. Mas foi só! É, talvez, só talvez, o Edward não seja tão chato assim. Mas o que eu estou falando? Sua idiotice está corroendo minha sanidade aos poucos! Rosálie já estava dentro do carro e só fui pegar minha mochila. Liguei a rádio e estava passando minha música.

– Runaway Baby? Sério, Bella? — Falou Rose rindo.

– O Bruno a fez especialmente para mim – Fui batucando no volante e cantando, até que chegou o refrão e não evitei cantar alto — Run run runaway, runaway baby. Before I put my spell on you. You better get get getaway, getaway darling.'Cause everything you heard is true. Your poor little heart will end up alone. 'Cause what knows I'm a rolling stone. So you better run run runaway, runaway baby.



Chegamos no campus da faculdade e o trio já nos esperava. Estacionei o mais vagaroso possível e Rose me olhou feio. Ok, estou tentando fugir do Edward, porque sei que o que quer que tenha acontecido ontem, pode ter sido diferente para ele. Pus a mochila nas costas e caminhei sem vontade até eles.

– Bom dia, ursinha – Emm tirou a Rose do chão e lhe tacou um beijo que até eu fiquei sem ar. Jazz foi mais discreto e apenas deu um selinho na Alice e depois de um abraço, beijou o alto de sua cabeça. Baixei a cabeça e tentei não pensar que Edward estava ali.

– Oi Bella – Falou. Continuei de cabeça baixa, até Rose me acertar uma cotovelada e o olhei. Ele veio em minha direção e me deu um abraço. Quando se afastou, me encarou e baixou a cabeça, virei o rosto ao perceber sua intenção e seus lábios encontraram minha bochecha.

– Eu...eu vou para a aula – Sai a passos largos e respirei fundo ao sentir o seguro de minha carteira. Mas logo voltei a ficar tensa ao lembrar que o Edward tinha aula comigo. Por que esse menino tinha que fazer o mesmo curso que eu? A sala foi enchendo e chamei a Angel para sentar do meu lado. Edward sorriu ao passar por mim e apenas levantei um canto da minha boca como sorriso. As aulas passaram, até que a última, para meu prazer, ia ser vaga para os cursos de Design de Interiores, Medicina e Moda. Resumindo, meus irmãos, seus amores e eu e Edward estaremos reunidos na cantina.







[…]





– Bella, estava pensando, você não quer ir lá em casa? — Disse Alice.

– E por que eu iria?

– Eu e Rose vamos nos reunir para colocar o papo em dia. Sei lá, conversar, tomar sorvete e fazer coisas legais.

– Dispenso, tenho mesmo que ir para casa – Mordi meu pedaço de pizza e ficamos conversando lorotas, até eu sentir alguém sentar ao meu lado e passar o braço por meus ombros. Virei a cabeça e quase que beijo o Edward. Ele sorriu e me afastei.

– Oi – Sussurrou.

– Edwin – Tirei seu braço de mim – Para com isso.

– Parar com o quê?

– Com isso – Fiz sinal com os braços – Não somos nada, não é porque transamos ontem que vamos engatar em algo.

– Mas eu pensei...

– Pensou errado – O interrompi – Foi só uma transa, uma noite – Essa hora já estavam todos calados e tensos ao nosso redor – Nada mudou. Estávamos bêbados, eu nem sequer lembro exatamente o que aconteceu – Me afastei um pouco mais.

– Desculpe – Falou depois de um tempo e sorriu – Não está mais aqui quem falou.

– Bom, eu estou indo para casa – Eu sei que não da mais para ficar aqui, o clima tá tenso demais – Você vem, Rose?

– Não, hoje vou sair com o Emmett. Quer vir, a All e Jazz vão.

– Nops! Até amanhã, pessoal. Tchau, Edwin – Liguei o carro e sai cantando pneu. Deus, que momento mais constrangedor. Cheguei em casa e aproveitei para tirar um cochilo antes de ir pro trabalho.









[…]







– Bella?

– Sim, senhor Ronnie? — Levantei-me imediatamente, quase derrubando minha xícara de café.

– Calma – Sorriu – Só queria te pedir para passar esse relatório para o computador e depois enviar uma cópia para mim e outra para a empresa FLB. Pode ser? — Como se eu tivesse a escolha de recusar. Segurei meus olhos para que não revirassem. Mas não evitei de segurar uma careta – Algo errado?

– Não, nada. Só lembrei o quanto de trabalho que tenho que fazer da faculdade. Mas claro, eu posso fazer isso. Para quando?

– Você está precisando de férias. Já faz mais de cinco anos, bem antes de começar a faculdade, e nunca te vi tirando férias.

– Talvez seja porque eu não preciso – Sorri.

– Eu posso te obrigar – Revirei os olhos dessa vez.

– É, eu sei que pode. Mas, não vai, porque você precisa de mim – Puxei a posta de sua mão – Agora me deixe fazer meu trabalho. Ou quase – Deu um beijo na minha testa antes de sair. Ele é uma ótima pessoa, com seus 45 anos e já é viúvo. Ficamos amigos logo após um seis meses que comecei aqui como aprendiz, sua mulher morreu em um acidente no trabalho, sua parede do escritório era de vidro, mas não tão forte, ela escorregou, a janela quebrou e acabou caindo do décimo andar. Foi horrível, me arrepio até hoje só em lembrar. Então, eu o ajudei a cuidar da Melanie, sua filha que na época tinha um ano. E desde então, somos inseparáveis. Sentei em minha cadeira e me pus a digitar. Isso não é muito minha área, mas eu faço mesmo assim. Meu salário compensa tudo. Ri com o pensamento. As horas passaram e finalmente pude ir para casa. Reunimo-nos na mesa e sem muita conversa, e eu até sei o porquê, cada um olhava para seu prato.

– Que silêncio – Rose bufou – Bella, será que você pode contar o que aconteceu entre você e o Edward?

– Como assim?

– Como assim? — Minha mãe imitou minha voz. Só para constar, eu não falo assim.

– Gente, ontem fomos todos juntos para a balada. Dançamos, bebemos, ficamos fora de controle, ele me levou para o apartamento dele, que aliás, eu nem sabia que ele tinha. E o resto vocês já sabem – Minha mãe soltou um gritinho de felicidade e meu pai continuou comendo. Acho que ele já está acostumado com meu jeito que nem reclama mais. Ele diz que pelo menos eu sou discreta.

– Então agora vai? — Charlie se manifestou.

– Não, não vai nada. Foi só uma noite, gente. Vocês nunca tiveram uma noite casual?

– Bella, você foi bastante insensível com ele hoje. Ele gosta de você – Ia falar, mas me impediu – Cala a boca, todo mundo vê isso. Ele praticamente anda com uma camisa escrito “pertenço a Bella e só a ela”. As meninas passam quase esfregando a bunda na cara dele e ele agi como um cego. Até quando você coça o braço ou o menor movimento que você faz, ele acompanha – Falou de uma vez e cada um com sua careta, a encarava – O quê? Eu sou uma boa observadora – Deu de ombros.

– A Rose tem razão, Bells. Talvez você devesse pedir desculpas – Jazz falou e voltou a comer.

– Eu não vou pedir desculpas. Desde o começo, eu deixei bem claro que não sentia nada por ele. Ontem foi uma coisa do calor do momento, eu estava com raiva do James por ele ter ficado com aquela menina, o Edward me ajudou e uma coisa levou a outra. Sinto muito se ele confundiu tudo, mas nada vai mudar.

– Você ainda vai quebrar a cara e eu vou ser o primeiro a apontar o dedo na sua cara e dizer “Você está ferrada, eu te avisei” e com muito orgulho.

– Valeu pai – Zombei.

– E eu vou cumprir minha palavra e te dar um soco – Rose riu.

– Quanto amor envolvido nessa família. Mas segurem suas mãozinhas onde estão, nada vai acontecer. E se acontecer, eu disse SE, eu mesma me mato. Obrigada – Todos acabamos rindo.

– Ainda acho que devia pedir desculpas.

– Puta merda, ok. Eu peço! — Fui salva pelo toque do meu celular – Licença – Segui para o jardim e atendi – Pode falar.

– Bells, tenho uma boa notícia – Jake!

– Manda.

– Estou indo passar o final de semana na sua casa – Falou super empolgado e sorri – Eu ouvi um glória?

– Glória! — Gritei rindo.

– Eu ouvi um amém?

– Amém!

– Isso é para glorificar de pé irmã – Caímos na gargalhada como dois retardados.

– Ai, isso animou e muito meu dia. Venha mesmo, estou morrendo de saudades. A Nessie vem?

– Mais é claro, e eu saiu sem essa tampinha? — Riu – Claro, a prioridade vai ser sua esse final de semana, vamos nos divertir muito. Prometo!

– Os meninos não podem vir no último dia? Podemos fazer uma fogueira aqui no quintal ou na praia, sei lá. Estou com saudades de todos.

– Claro que podem, eles já estavam mesmo pensando em fazer isso. Só dá um remediozinho ao Charlie para ele não surtar – Gargalhei.

– Pode deixar – Conversamos mais um pouco e entrei para avisar a minha mãe.

– Mãe! — Gritei – O Jake está vindo para cá amanhã e o resto dos meninos no domingo.

– Ai meu Deus, todos? Tipo, todos mesmo? — Meu pai arregalou os olhos.

– Todinhos – Sorri.

– Jesus, é muita testosterona num lugar só.

– Calma pai, vai ficar tudo sobre controle – Falei.

– A Nessie vem? — Perguntou Rose.

– Vem, ele disse que ia trazer ela.

– Não se preocupe, Charlie – Falou minha mãe aparecendo na sala – Sua mãe acabou de ligar e quer que nós vamos para a casa dela. É sobre ajudar ela a resolver umas papeladas.

– Ai pai, o que essa veia aprontou agora – Ri.

– Isso quer dizer que a casa vai ficar só para nós? — Perguntou Jazz animado.

– Sim, vai. Mas não destruam minha casa, pelo amor de Deus. Se forem trazer seus namorados para cá, usem camisinha. São crescidinhos, mas ainda não quero neto.

– Renée – Ralhou meu pai.

– O quê? Meu amor, a Bella vai fazer 24 anos, o Jazz e a Rose 25. Você ainda acha que são virgens? A Bella é a prova viva que não – Meu pai fechou a cara.

– Mas não precisa ficar passando na cara, não é nada agradável para um pai escutar isso – Revirei os olhos e o abracei.

– Prometo que você não vai escutar isso de mim, sou um anjo no pedestal, pai – Todos riram.

– Não exagera, né filha – Beijou minha testa e seguiu para as escadas – Vou arrumar minhas malas. Você vem, amor? — Minha mãe não pensou duas vezes e o seguiu.

– Eu também vou subir, terminar umas coisinhas aqui e me preparar psicologicamente para amanhã. Boa noite, maninhos – Peguei meu notebook e continuei digitando o documento que o senhor Ronnie me pediu. Quando deu 23:50, eu tirei minha roupa e desabei na cama. Adeus mundo, te vejo amanhã.

Notas finais
Por que gente apaixonada ou que está começando a gostar, é danado para negar as coisas? kkkkk Alguém já descobriu sobre isso? Anyway, comentem por favor, cadê minha recomendação, galera? Também vi pouquissimas pessoas pedindo para entrar no grupo que criei com tanto carinho, não me deixem tristes, por favor. Estou aguardando todos, beijão