Quem Diria?

22 Capítulo 22


Notas iniciais
Heeeey, cá estou eu! Sim people, cheguei na hora! kkkkkk "Simbora" ler, cookies?

Aviso a família que vou ficar o final de semana com o Edward, jogo minha mochila no banco de trás e toco o caminho para o apartamento. Chego lá, cumprimento o senhor Morais, que é muito gentil e sorri ao me ver e pego o elevador. Assim que entro, vejo tudo escuro e rolo os olhos. Puxo as cortinas e abro as janelas, jogo minha mochila no sofá e vou até a cozinha, bebo um pouco de água e abro as portas dos armários e a geladeira. Vazios! Podia até fazer eco se eu gritasse ali perto. Ok, vou ter que ir ao supermercado. Pego minha carteira na bolsa, as chaves e desço tudo de novo. Dirijo até o mercado mais próximo, que tive que parar cinco vezes para perguntar onde era, e compro todo o necessário. Pego um pequeno trânsito na volta, uma árvore tinha caído no meio da rua, mas o fluxo de carros logo voltou a fluir. 40 minutos depois eu chego lá, peço ajuda ao senhor Morais com as sacolas e subimos pelo elevador, batendo um papo legal. Tomei um susto quando a porta abriu antes que eu pudesse colocar a chave na fechadura. Edward sorri para mim e pega as sacolas que eu carregava, paga um dinheirinho ao senhora Morais e fecha a porta.

– O que eu disse sobre não dar mole a ele? — Solto uma risada divertida.

– Não resisti, foi mais forte que eu – Beijo-o – Desculpe.

– Eu cheguei e não te vi, só não fui atrás de você porque vi sua mochila.

– Não tinha comida nessa joça, tive que ir comprar se quisermos ficar em paz por esses dias.

– Obrigado, mas não quero que fique gastando seu dinheiro com essas coisas. Pelo menos não até nos casarmos – Ergo as sobrancelhas.

– Oh, é mesmo?

– Uhum – Sentamos no sofá e continuamos a nos beijar.

– Eu amaria transar com você bem aqui, mas eu estou morrendo de fome.

– Conte-me uma novidade – Suspira e me ajuda a levantar – Você vai guardando as coisas e eu vou começando a fazer o jantar – Ajudou-me a tirar as coisas da sacola e eu o entreguei uma caixa de leite condensado.

– Faz brigadeiro para eu comer agora?

– Claro – Continuei guardando as coisas no armário e depois segui para a geladeira.

– Aqui, prova isso – Deu-me a colher lambuzada e passei o dedo, o que me arrependi imediatamente.

– Droga, Edward, essa merda está pegando fogo – Sacudo a minha mão sem parar e ele a segura.

– Deixa eu ver isso aqui – Analisa meu dedo, que está parecendo um tomate e solto um gemido de alívio quando ele o põe na boca. Ele chupa e sinto sua língua fazer circulas ao redor do meu dedo.

– Oh Deus, isso está me dando umas coisinhas lá embaixo – Comento em um sussurro e ele me encara.

– É mesmo? — Dá um chupão forte e gemo alto – Que pena que você está com fome – Pisca para mim – Podemos conversar sobre isso mais tarde – Larga minha mão e volta para o fogão.

– Seu idiota – Sento no balcão e puxo o prato com brigadeiro. Pego biscoitos recheados de chocolate e os encho de brigadeiro antes de pôr tudo na boca.

– Vai acabar virando uma vaca de tanto comer isso – Edward brinca.

– Tem muitos caras por ai que amam vaquinhas como eu – Ele caminha até mim e pisca sensual.

– Ainda bem que eu sou um desses cara, amo vaquinhas – Dou um tapa no seu braço e riu.

– Muuuh! — Faço o som de uma vaca e rimos mais ainda.

– Sem noção – Fala de costas. Termino de comer tudo em meia hora e lavo o que sujei, logo então eu comecei a ajudá-lo com o que restava. Arrumo a mesa, ponho tudo o que precisamos e enfim podemos jantar. Comemos com um silêncio reconfortante, conversando algumas amenidades de vez em quando, eu ainda não queria desgrudar dele. Então, comi sentada em seu colo e ele ria toda vez que me olhava.

– Podemos assistir algum filme? — Pergunto enquanto seco a louça que ele lavou.

– Acho que tenho alguns na estante, dá uma olhada.

– Promete que não vai dormir na metade do filme? — Tiro sarro dele.

– Olha só quem fala, foi você quem dormiu da outra vez – Mostro-lhe a língua.

– Se dormir, posso chamar o senhor Morais para ficar comigo.

– Não se atreva.

– Você viu só aqueles braços? — Continuo brincando.

– Caramba, acho que vou ter que entrar na academia – Exibe seus bíceps – Não acha? — Aproxima o seu braço do meu rosto, me fazendo rir.

– Saí daqui, seu bobo – Gargalho – Muito bobo... Mas vai ter mesmo, ninguém supera ele – Edward me pega nos braços e me carrega até a sala, derrubando-me no sofá sem nenhuma gentileza.

– Senta essa bunda deliciosa ai que eu vou escolher o filme – Esfrego meu bumbum e abro o sofá-cama e puxo a manta para me cobrir.

– Estou esperando.

– Que tal – Puxa o primeiro que vê – Vizinhança do Barulho?

– Hum, me mostra outros – Pega mais cinco em sua mão e me mostra.

– A Espiã? — Mando mostrar os outros – Os Balconistas, Mulheres ao Ataque, A Era do Gelo e Shrek. Tem mais por aqui.

– Calma, eu acho que nunca assisti esse Mulheres ao Ataque, põe ele mesmo – Dá de ombros e o coloca no Blu-Ray. Fiquei feliz ao ver que o filme era com a Cameron Diaz, gosto da Nick Minaj também. Aquele popozão enorme é assustador, mas adoro ela.

– Edward, você ia gostar que eu tivesse um bundão assim? — Aponto para a Nick.

– Não, muito obrigado. Acho esse bumbum dela muito estranho – Riu – Mas ela é linda, isso não posso negar.

– Ok, chega de análise – Deitamos no sofá-cama e ficamos assistindo ao filme. Gargalhei horrores com a mulher traída que ficou bêbada e saindo do táxi. Essa raça de bêbado é uma merda mesmo, não é? Engraçados, porém uma merda.

– Se casarmos um dia, espero que você não pense em me enganar assim – Falo do nada.

– Você e suas ideias, não começa cabeção – Riu. Já reparou que estou muito risonha hoje?

– Acho bom, você sabe que eu vou fazer bem pior que elas – Passo minha mão pelo seu amiguinho e ele rapidamente a tira.

– Eu já entendi – Sorri – Mas fique com suas mãos longe dai, a não ser que eu peça para colocá-la.

– Safado.

– Gostosa – Morde minha orelha. Voltamos a prestar atenção na TV, agarrei-me ao Edward e sentia seu corpo vibrar quando sotava uma risada. Por um instante eu me desliguei de tudo, tudo o que pude sentir foi o meu corpo exalando felicidade por estar ali com ele. Levantei um pouco a cabeça e fiquei o encarando.

Meu coração dizia a mim que ali é onde estava minha felicidade, o lugar de onde eu nunca mais deveria sair. É como se fosse a natureza e céus gritando que fomos mesmo feitos um para o outro.

– Por que está me encarando desse jeito?

– Eu te amo, sabia? — Seu sorriso quase rasga seu rosto e me bato por nunca ter feito ele sorrir assim mais vezes.

– É, estou vendo que sim.

– Sinto-me radiante e tão feliz aqui com você.

– Então nunca saia de perto de mim.

– Não pretendo fazer isso – Deito novamente em seu peito – Edward?

– Hum?

– Promete para mim que a gente não vai ser como eles.

– Eles quem? — É a vez dele se levantar e me encarar confuso.

– Aqueles casais que dizem se amar, mas logo depois começam a se odiar, a se machucar e a trair. Eu não quero viver desse jeito, não quero ter uma vida miserável como essa.

– Bella, o que deu em você? Está tão sentimental? Sua mestruação está atrasa?

– Ficou maluco, eu não estou grávida – Arrepiei toda agora – Sangue de Cristo, vira essa boca para lá – Benzi-me – Isso não, Deus me livre. E eu não posso mais ficar romântica com você, seu ingrato.

Edward ria do meu desespero.

– Oh meu Deus, que coisa mais linda – Beijou-me várias vezes – Não fica chateada, é só que não estou acostumado.

– Nem eu, para falar a verdade – Falo mais para mim que para ele.

– Eu também te amo, agora vamos prestar atenção no filme que está chegando a melhor parte.

O filme realmente era maravilhoso, me apaixonei e já adicionei aos meus filmes favoritos. Senti uma energia boa, como se fosse Deus dizendo a mim que eu estava seguindo, trilhando o caminho certo. Isso aconteceu quando começou a tocar a música The Sun Is Rising da Britt Nicole, música fantástica e que faz você querer viver intensamente.

– Edward, podemos tirar um cochilo? Toda aquela comida me deixou mole.

– Claro, pode descansar.

– Não está com sono?

– Prefiro apreciar a vista – Fechei os olhos e não muito depois peguei no sono. A sensação de ser amada e protegida, era o que eu mais sentia nesse momento.

[…]

Acordei sobressaltada, tive um sonho horrível. O Edward me abandonava, largada em meio a rua e deitada sobre o chão frio e molhado de uma madrugada sombria. Eu gritava, chorava...Implorava para que ele não me abandonasse, mas a única coisa que recebi foi seu sorriso frio e irônico.

– Edward? — Vi pela janela que já era manhã. Caramba, eu dormi isso tudo? — Edward? — Voltei a chamar e não ouvi sua voz. Meu corpo inteiro entrou em alerta e saltei da cama já com a respiração entrecortada. Entrei no banheiro e nada dele, corri para a sala, cozinha, outros cômodos e nada. Ele não estava em qualquer lugar. Escancarei a porta da varanda e sai, olhei para baixo para ver se conseguia vê-lo e meu coração só apertou mais ainda. O celular! Joguei-me contra o sofá e peguei o telefone. Digito quase todos os números, quando a porta da sala é aberta.

– Oi, já acordou? — Larguei o telefone no mesmo momento e me joguei em seus braços. Edward sustentou meu corpo em seus braços antes que eu caísse e me abraçou de volta.

– Você está aqui – Sussurrei contra sua camisa.

– É claro que estou – Separou-me um pouco de seu corpo e me fitou – O que você tem? Bella, você está tremendo – Sua voz subiu um pouco.

– Eu... Eu... — Não conseguia falar, estava com muita falta de ar.

– Senta aqui – Correu até a cozinha e voltou com um copo d'água. Bebi tudo de uma vez e tentei controlar a minha respiração.

– Se sente melhor? — Assenti – Me diz agora, o que foi que te deixou daquele jeito?

– Eu tive um sonho horrível, foi horrível Edward – Passei a mão no rosto – Você me deixava, ia embora sem sequer me dar a chance de tentar fazer você ficar.

– Não, Bella, não! Eu não faria isso.

– Eu acordei e não te vi em casa, entrei em desespero e estava prestes a te ligar e...

– Calma, calma – Abraçou-me e beijou o alto de minha cabeça – Eu fui apenas comprar torradas, ia fazer o nosso café da manhã e vi que tinha acabo. Mas eu voltei, estou aqui.

– Eu sei, eu sei – Funguei – Só me dê alguns minutos aqui – Passei os braços por sua cintura e fiquei apenas quieta, escutando as batidas do seu palpitar acelerado.

– Quer comer alguma coisa?

– Agora eu quero, o colapso passou e a fome veio contudo – Riu. Preparou algumas torradas enquanto eu o suco e café. Comemos rapidamente e limpamos tudo.

– Bella, tudo bem se eu mandar alguns e-mails para a empresa? Vai levar apenas meia hora ou algo assim.

– Não, tudo bem. Vou assistir TV enquanto isso – Ele entrou no escritório e isso me fez lembrar que daqui duas semanas estarei voltando ao trabalho.

Suspiro de tristeza e ao mesmo tempo alívio, sinto falta do trabalho. É estressando e até mesmo enlouquecedor muitas vezes, mas quando se está acostumada com a correria, não consegue mais viver sem.

Liguei a TV e estava passando um desenho animado qualquer. Mantive ali mesmo e me joguei no sofá.

As horas passaram voando, logo estávamos jantando e escutando música, tudo a luz de velas. Edward e eu dançamos no meio da sala, cada um ao seu tempo e balanço.

– Você dança muito bem, senhor Cullen.

– Você também não é de ruim ao todo – Gargalhei.

– Sim, espero que seu pé esteja bem.

– É o seu jeito desengonçado que faz as pessoas se apaixonarem por você.

– É horrível – Resmunguei.

– É fofo – Beijou-me.

– Sabe o que é engraçado?

– O quê?

– Não fizemos sexo desde que nos reconciliamos – Fiz cara de triste.

– É mesmo? Nossa, não tinha nem reparado – Fez-se de desentendido – Não foi você mesmo que disse que as relações não são baseadas e só sexo.

– Sim, eu disse. Mas para tirar o Emm do meu pé, não é nada legal discutir sua ida sexual na mesa onde seus sogros estão.

– Uhum – Beijou meu pescoço.

– Mas se não quer... — Dei as costas fazendo charme e me afastei um pouco. Ele me abraçou por trás e sussurrou em meu ouvido:

– Para que a pressa? — Lambeu minha orelha – Nunca se deve ter pressa para o amor – Continuou sussurrando.

– Mas eu estou com pressa – Gemi já sentindo sua excitação.

– Gosto de fazer tudo com calma com você – Deitou-me no sofá vagarosamente.

– Gosto mais quando temos pressa – Fechei os olhos ao sentir seus dedos deslizarem pelos botões da minha blusa.

– Sexo tântrico é maravilhoso, devíamos tentar algum dia.

– Ah não, não devemos. Não consigo me controlar tanto, desculpe – Segurei sua nuca forte e o obriguei a me beijar. Virei-o no sofá e tomei o controle da situação.

[…]

– Eu não acredito que estamos, ou melhor, você está mesmo fazendo isso – Falo pela centésima vez ao Edward.

– Bella, são águas passadas. Antes da Tânya se tornar a vadia que é hoje, eramos amigos. Eu a perdoei, se ela não tivesse feito tal coisa comigo, eu não teria te conhecido.

– Mesmo assim, isso é algo que eu jamais ia querer um dia olhar para a cara dessa pessoa de novo.

– É só dessa vez, ok? Logo vamos embora e não teremos mais que olhar a cara feia dela – Rimos.

– Tudo bem. Espero que ela não tente nenhuma gracinha com você, faz tempo que não soco a cara de alguém.

– Minha briguenta – Passa os braços ao redor da minha cintura – Você está magnífica.

– Ah, isso? — Dei uma volta para lhe mostrar o vestido preto longo que eu usava, com as costas nuas e manga longa – Não é nada, a Rose me emprestou.

– A noiva vai ter um sério problema, você está mais linda que ela.

– Nem a viu ainda.

– Ma eu já sei – Ri de sua cara de pau.

– Você também está maravilhoso, somos o casal perfeito da vida real – Não discutimos mais, pegamos o carro de Edward e fomos para a igreja.

Essa história ainda não me desceu a goela, tenho certeza que ela faz isso de propósito, como se quisesse mostrar ao Edward que ainda tem algum tipo de controle sobre ele, mesmo tendo feito o que fez. Não sei, talvez eu seja paranoica, mas não se deve confiar uma segunda vez em uma pessoa que já te traiu tão gravemente. Duas traições em uma tacada só, ê vida desgraçada.

A igreja estava bem agitada e lotada ao descermos do carro, avistamos a família de Edward e eu fui até eles enquanto o mesmo se dirigia igreja a dentro.

– Bella, você está maravilhosa – Esme me abraçou.

– Você também, obrigada. Oi Emm, como vai, cabeça oca?

– Tudo fica melhor quando você chega. Só eu estou achando tudo isso uma palhaçada?

– Bem-vindo ao clube – Resmungo e meus sogros riem.

– Paciência, querida, logo tudo estará acabado – Carlile tranquiliza-me. Uma organizadora vêm até o lado de fora e avisa que todos devem entrar e tomar os nossos lugares. Lembro que estou segurando o smoking do Edward e paro no caminho.

– Tenho que entregar isso ao Edward, ele esqueceu comigo.

– Vou com você, Bellinha – Reviro os olhos para ele e continuo andando. Demorou um pouco para acharmos a sala onde os padrinhas e madrinhas ficavam, mas ainda bem que cheguei na hora certa. Escutei a voz de Edward e uma voz feminina que não reconheci.

Parei na porta e fiquei escondida, apenas observando o que iria acontecer.

– Edward, você está apetitoso – Vi uma loura se aproximar dele descaradamente.

– Obrigada, Alexia, minha namorada me ajudou a escolher – Sorriu para ela. Hum, pelo menos ele falou que tinha namorada.

– Ah, está comprometido – Fez cara de ofendida – Como pode aceitar ser padrinho da minha amiga depois de tudo que ela te fez?

– A vida segue, conheci alguém melhor que ela – Deu de ombros e andou até a mesa de comes e bebes que tinha ali. A desgraçada não se deu por vencida e seguiu-o.

– Lembra quando eu te disse que podia me procurar quando precisasse de consolo? — Assentiu bebendo seu suco – Por quê não o fez quando a Tânya te traiu?

– Alexia, para com isso. Já são assuntos passados – Ela colocou a mão em seu braço e apertou, mordendo os lábios então.

– Podemos conversar agora – O virou para ela e tentou o beijar. Foi a gota d'água para mim, adentrei a sala pisando forte e empurrei Edward para longe, distribuindo um soco na cara da piranha.

– Fica longe dele, sua idiota. Não sabe receber um não? Só podia ser amiga daquela lá – Virei-me para Edward, que me fitava assustado, e lhe entreguei o smoking.

– Bella...

– Tudo bem, só termine logo essa merda e vamos embora – Mesmo com raiva, lhe dei um sorriso e sai.

– Meu Deus, eu te amo, mulher – Emmett estendeu a mão para mim e choquei a minha na dele. Rimos e fomos tomar nosso lugar.

Notas finais
Agradeço muuuuuito os comentários de todas, quem ainda não comenta, não seja tímido, pode se chegar que eu vou abraçar muito. Tô correndo que estou tentando terminar ainda hoje a 2° temporada da série que peguei kkk. Beijokas meus cookies...