Quem Diria?

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Oiii meus cookies lindos! Minha net deu problema durante esses dias, então não tive como postar o capítulo novo. Esse daqui eu tive que dividir porque ia ficar muito grande, mas a conversa deles não passa do próximo. "Simbora" ler!

Já se passaram três dias. Deixei que passassem esses dias, para que o Edward estive um pouco melhor, e até mesmo eu, para enfim conversarmos.

Não foi fácil passar tanto tempo sem falar com ele, ainda mais agora que me sinto tão sozinha. Os meninos me ligavam pelo menos uma vez no dia para perguntar como estavam as coisas e era sempre a mesma notícia: Vou ficar bem!

Eu sei que pisei feio na bola, eu sei que sou uma pessoa egoísta e horrível, mas eu pretendo consertar isso. Só espero que o Edward esteja disposto a me perdoar.

Mas uma vez, lá vou eu, usar as mesmas palavras que pensei nunca mais ter que usar. Pedir desculpas por mais uma cagada que eu fiz com a pessoa que mais me faz bem.

– Bella? — Fui interrompida – Caramba, parecia uma morta ai. Estou te chamando faz é tempo.

– Desculpa, Jazz. Estou pensando em possibilidades de a minha vida dar uma merda.

– Pensei que já estava – Sorriu — Edward?

– Sim. Acho que hoje é o dia de eu ir atrás dele.

– Tem certeza? — Afirmei – Talvez sim, talvez não. Hoje vai ter uma almoço na casa dos Cullen, para comemorar o aniversário do Emmett ou coisa assim.

– Mesmo? Como eu não sabia disso?

– Todos foram convidados aqui em casa, mas você estava tão desligada que deve ter deixado passar.

– Hum – Foi o que consegui falar. Hoje é um dia de comemoração, será que é um bom momento para eu ir falar com ele? Tenho medo de acabar estragando o dia de todos.

– Se você for, corre para se arrumar porque estamos de saída – Exitei um pouco em tomar a decisão – Vamos Bellinha, a única coisa que pode acontecer de ruim é alguém acabar com a cara enfiada na torta ou vomitando álcool no jardim da Esme – Ri com seu comentário.

– Tudo bem, isso acontece o tempo todo, não é? — Assentiu sorrindo e eu fui para o meu quarto. O dia estava frio, então coloquei uma calça jeans preta escuro, uma blusa cinza, um casaco fino preto e uma jaqueta. Calcei as botas, depois de borrifar bastante perfume, o perfume que ele me deu, e desci.

– Se eu tivesse um pênis, ele estaria em apuros – Comentou Rose e meu pai balançou a cabela, saindo em seguida – Você está linda. Hoje vai ser o seu dia, não se preocupe – Sorri para ela e seguimos para o carro. Fiquei tanto tempo perdida em pensamento, que não percebi que já tínhamos chegado. Tomei um grande fôlego e desci, seguindo todos até a porta. Para minha surpresa, não foi ele que nos recebeu, foi o Carlile.

– Que bom que chegaram, já estão todos aqui. Entrem – Nos deu espaço. Passei por ele e sorri.

– Oi Carlile, como vai?

– Bem, meu amor e você?

– Estou vivendo – Sorrimos.

– Só para você saber, o Edward está na sala de TV. Ele também está vivendo – Agradeci a ele e segui para a sala de TV. Fui me aproximando e escutei umas risadas altas, cheguei mais perto e pude ver ele e a Tânya vendo algo depositado em seus colos. Ok Bella, respira fundo. Eles são primos, apenas bons e velhos primos. Inspirei e expirei mais umas dez vezes e bati na porta.

– Com licença – Sorri vacilante – Oi.

– Vou ver se a tia Esme está precisando de ajuda – Tânya se pôs de pé e deu sorriso em minha direção ao passar por mim. Edward me fitou e cruzou os braços, adentrei mais a sala e tranquei as portas quando passei.

– Oi – Sorri. Ai caramba, por quê todo meu corpo está reagindo como se fosse a primeira vez que nos falamos? Ele me olhou e me deu as costas, sentando em seguida no sofá.

– Vai me ignorar? Eu vim aqui em missão de paz e pretendo sair apenas quando você me perdoar.

– Rum – Bufou.

– Edward, por favor – Sentei ao seu lado e ele tomou um espaço – Dá para parar? Você está me magoando desse jeito – Ele riu dessa vez.

– Que ironia você dizer isso. É ruim quando as pessoas te desprezam, não é Isabella? — Ok, e lá vem a “jogação na cara” do dia. Eu mereço, eu sei.

– Por favor, só não se afasta de mim – Baixei a cabeça para não deixar que as lágrimas descessem – Eu sinto sua falta – Sussurrei. Senti que ele se remexeu no sofá.

– Você não vai me perdoar nunca mais? — Perguntei ainda de cabeça baixa. Mais silêncio – Fala alguma coisa, esse silêncio machuca muito.

– Eu estou tentando me controlar, para não te beijar, correr para te abraçar e te perdoar tão fácil. Estou tentando te fazer sentir como eu me sentia sempre que você me dava um fora e eu continuava sorrindo para não deixar você ver o quanto me afetava. Sabe, naquele dia que você disse que eu nunca tirava o meu maldito sorriso do rosto. Mas teve um dia, sim. O dia em que eu acordei sem você ao meu lado. Aquilo me machucou tanto, que eu me senti um boiola por se importar tanto. Qualquer homem ficaria feliz em transar e não ter o trabalho de dispensar a menina depois. Mas eu não, eu fiquei puto e muito chateado com você – Ele não olhava para mim enquanto falava, mirava o nada, como se enxergasse através da parede.

– Eu sinto muito – Sussurrei sem conseguir falar muita coisa – Eu preciso que você me perdoe.

– Bella, esses dias têm sido os mais felizes e ao mesmo tempo os mais tensos da minha vida. Tanto fazia eu estar feliz e do nada tudo mudar bruscamente. Sabe quando as pessoas dizem que têm medo quando as coisas estão boas demais? É assim que me sinto a cada momento que estou com você. Nunca sei até quando vamos ficar bem.

– Nós podemos ficar bem, por favor, não fala essas coisas para mim – Lágrimas me cegavam, eu quero mais é que se dane, eu quero que ele veja o quão vulnerável eu sou com/por ele.

– Você me disse isso da última vez e veja onde estamos.

– É diferente, eu estou diferente. Tudo isso que aconteceu me fez amadurecer, eu vi e percebi coisas. Só me deixa falar, eu preciso que você saiba o tudo o que eu tenho para dizer.

– Eu...

– Só me escuta, por favor – Como ele não protestou mais, tentei me aproximar o máximo que pude e soltei a respiração vagarosamente.

– Eu te peço perdão por tudo. Eu percebi o quão idiota e egoísta eu sou, eu não presto, não sou apita a viver com ninguém. Não estou fazendo drama, é só a realidade que eu enxergo agora. Todo esse tempo, eu tinha um pensamento idiota de que eu nunca devia ser a primeira a ceder, que se o cara me quisesse, ele que teria que correr atrás e ser o único lutando para manter o relacionamento por eu não ser obrigada a tal coisa. Eu sempre estive na defensiva, sempre fui assim, não tenho culpa. Quando uma pessoa fala algo a mim e eu tomo isso como ofensivo, eu acabo falando coisas que muitas vezes eu não penso, apenas falo. E as consequências vem depois e eu simplesmente não sou mulher suficiente para correr atrás e consertar tudo.

“Até eu te conhecer. Antes eu pensava assim, ainda pensava uns dias atrás, mas eu sei o quão babaca eu fui. Sempre foi você, Edward, sempre foi você que lutava por nós, eu nunca fiz nada. Você era o primeiro a ceder, o primeiro a dizer coisas lindas para mim, o primeiro a me amar, o primeiro a tudo. Eu nunca fiz nada para te agradar a não ser te insultar quando você me cobrava algo por direito. Eu me sentia na obrigação de ser permitida a sentir ciúmes, mas odiava quando você fazia o mesmo”

Meu soluços já eram altos, minha voz estava muito embargada que eu já nem sei se ele consegue mais entender alguma coisa do que falo. Se lá fora não tivesse tocando alguma música, tenho certeza que as pessoas já teriam me ouvido.

– Eu estou disposta a ser o que você precisa que eu seja, ceder a todo momento, saber a hora certa de falar, eu quero ser o que você precisa. Eu estou deixando de lado todo meu orgulho, todo o meu egoísmo, eu só preciso que você não me deixe – Minha voz sumiu. Ele continuava a não me encarar, levantou do sofá e foi para perto da porta. Meu Deus, ele está desistindo de mim.

– Você não me quer, não é? Não mais, já seguiu em frente.

– Você me magoou muito, eu não sei mais o que é certo a fazer. Desculpe-me, acho que talvez seja melhor pararmos enquanto podemos – Levantei num impulso e quando ele estava abrindo a porta, eu falei algo que surpreendeu até a mim.

– Eu te amo! — Ele estancou no lugar.

– O que você disse? — Vi suas mãos se fecharem com mais força nas fechaduras.

– Eu te amo, Edward, muito – Falei entre lágrimas. Tomei um grande susto quando ele andou a passos largos até mim e me jogou na parede, não de uma forma agressiva, mas mais pelo impacto.

– Nunca mais fale isso, não repita essa frase perto de mim. Você não sabe o que é amar – Tinha suas mãos em meu pescoço, mas não apertava, apenas a mantia ali. Sua respiração era pesada e descompassada.

– Eu sei que sou um ser desprezível, mas eu jamais mentiria sobre isso e você sabe que é verdade – Falei sufocada.

– Não, não – Sacudia a cabeça sem querer acreditar.

– Pode ser tarde demais para mim, mas eu preciso que você acredite em mim. Tudo o que vivemos foi real, eu te amei e te amo. Você pode não me querer mais, mas, por favor, só não duvide disso – Seu aperto foi ficando mais fraco, até que suas mãos foram para o meu rosto. Ficou me encarando, hora se aproximando, hora apenas fitando minha face. Eu espera ser beijada, ansiava por isso. Ele cerrava seus lábios e acarinhava com os seus, mas nunca me tocando totalmente.

– Por favor, não minta para mim – Sussurrou – Eu não aguento mais.

– Eu não vou – Murmurei desesperada e coloquei minhas mãos ao redor de sua nuca – Eu juro que nunca menti para você. Eu prometo, eu prometo que vou ser o que você precisa. Não me abandone, por favor, eu te imploro.

– Eu não posso, não consigo. Tenho medo – Voltou a sussurrar.

– Não me abandone – Repito várias vezes. Ele se afastou sorrateiramente e saiu da sala sem mais nem menos. Escorreguei até o chão e desabei no choro. Deus, isso machuca muito. Eu não sei até quando vou aceitar viver sem ele, eu não posso.

– Burra, burra, burra – Bati em minha cabeça repetidas vezes – É tudo culpa sua – Chorei até não ter mais lágrimas, até não ter mais forças para isso. Levantei-me de onde eu estava e subi as escadas vagarosamente até o banheiro.

– Oh – Assustei-me ao abrir a porta – Desculpe, eu não sabia que tinha gente.

– Não, tudo bem, eu já estava de saída – Tânya sorriu para mim, mas logo seu sorriso morreu.

– Andou chorando? — Perguntou e segurou meus braços quando tentei sair – Não fuja.

– Não precisa ser boa comigo – Murmurei. Ela apenas riu.

– Eu sei que você me odeia – Abri a boca para argumentar, mas percebi que não tinha nada para argumentar – Não te culpo por isso. Meu primo é um gato e eu sei que o passado dele assusta qualquer uma. Mas, Bella, acredite em mim, ele te ama como nunca. Nenhuma prima, Exs ou qualquer outra pessoa faria ele te deixar – Ela gargalhou num momento de silêncio.

– O quê? — Passei a mão no meu nariz que escorria. Eu sei, nojento.

– Tudo o que eu acabei de dizer, é tão clichê e idiota de se falar para uma pessoa. Eu não acredito que falei toda essa baboseira, me desculpe – Gargalhou mais ainda e soltei uma risadinha sem querer.

– Tem razão, é algo bem idiota de se dizer – Ela me fez sentar na privada fechada e me entregou uma caixa de lenço.

– Gosto de você, Bella, gosto mesmo. Não tivemos a oportunidade de nos conhecer melhor, mas o meu primo falava tanto de você, sério, o tempo todo, que é como se tivéssemos nascido do mesmo útero até – Riu de si mesma – Desculpe se te passei a imagem errada, juro que não sou uma vadia ladra de namorados, aquele idiota lá é como um irmão/pai para mim. Ele é quase tudo o que tenho e é por isso que sou tão apegada a ele. Mas entendo, vou ter que me afastar dele agora.

– Não, não Tânya, você não precisa fazer isso. Eu não sou nada nem nunca vou ser melhor que você para te pedir isso. Eu que te peço perdão, eu devia ter me esforçado mais, procurado te conhecer mais e não sair julgando por ai.

– Não se preocupe com isso, como eu te disse, eu te entendo perfeitamente – Segurou meu rosto e me ajudou a limpar os borrados nos meus olhos – Pronto, está linda de novo.

– Obrigada – Sorri para ela – Sinto-me tão ridícula, agora. Não acredito que achei que você era uma vadia.

– Ah, mas eu sou uma vadia – Parei de rir – Estou brincando, bobinha. Agora, vamos descer e achar o nosso amor platônico – A encarei de novo – Estou brincando mais uma vez – Gargalhou.

– Bella, você tem que aprender a ser mais segura de si mesma. Você é linda, é talentosa pelo que ouvi e tem o coração do Edward em uma bandeja a seu dispor. Pare de se menosprezar e curta mais a vida. E falo sério, não desista agora.

– Vou tentar, juro que vou – A olhei agradecida.

– Agora, vamos descer que a festa está bombando – Não tive nem tempo de protestar, ela saiu me arrastando escada a baixo e por pouco não a derrubo quando parou bruscamente.

– Oi pessoal, vejo que cheguei a tempo da festa do meu queridinho – Escutei alguém falar e sai detrás de Tânya.

– E ai está o seu verdadeiro problema – Ouvi Tânya dizer e tudo o que pude pensar foi que estou muito, muito ferrada.

– Tânya? — Sussurrei para ela de mau humor.

– A própria, e sim, eu também odeio ela.

– Por quê?

– A desgraçada não pensou duas vezes em largar meu primo para ir morar em Los Angeles – Bufou – Com o amante dela – Fiz cara de espanto.

– Que horror – Murmurei.

– Eu sei e é por isso, mas uma vez vou te contar um clichê, que o Edward virou mulherengo. Botou na cabeça que toda mulher era vadia. E adivinha?

– Mais um clichê? — Falei.

– Pois é, ele te conheceu – Sorriu – Vem, vamos sentar ali – Segurou minha mão e me fez segui-la até uma mesa um pouco distante de todos.

– Vem cá, você não é muito de ler, não?

– Até gosto, mas tudo hoje é muito clichê. Todo mundo é todo mundo até conhecer alguém – Rolou os olhos.

– Mas não é a verdade?

– Sim, é. Mas eu prefiro viver do que ler, senão enjoa – Deu de ombros. Cara, que mulher mais viajada. Gostei dela.

– Tânya, você é legal – Sorri por admitir isso e me sentir mais idiota ainda – Só em pensar que eu podia ter evitado tudo isso – Suspirei tristemente.

– Hey, tenha calma, mulher! — Fez cara de séria – Você ainda tem o dia e o tempo todo para fazê-lo mudar de ideia – Ela foi interrompida por um pigarro alto.

– Pessoal, eu sei que estão todos se divertindo e conversando com seus amigos. Mas – Fez barulho de bateria com a boca – Está na hora do Ka.ra.o.ke!!! — Emmett gritou empolgado até demais.

– Quem vai ser o primeiro? — Alice mirou a multidão, tão empolgada quando o irmão.

– A Bella! — Tânya gritou e demorou uns minutos para eu entender que ela tinha falado o MEU nome.

– O quê? — Gritei de um modo baixo, mas perceptível demais para o meu desespero – Eu não vou cantar coisa nenhuma. Não estou no clima.

– Eu tive uma ideia – Sorriu – Você quer fazer mais um clichê na sua vida?

– Do que você está falando, menina? — Sério, eu não estou entendo merda nenhuma do que ela quis dizer.

– Como é que é, vem ou não vem, Bella? — Alice falou no microfone.

– Vai lá e canta uma música para o Edward.

– Ficou maluca, Tânya? Eu nunca cantei em público em toda minha vida.

– Existe uma primeira vez para tudo, certo? — Não tive como protestar, ela saiu me empurrando até o palco improvisado e o Emm foi logo metendo o microfone na minha mão.

– E a Bellinha vai ser a primeira do dia! Aplausos para a Bella, pessoal – Todo mundo aplaudiu, assoviou, gritou e meu coração quase falhou. Virei para a Tânya bruscamente e choraminguei.

– Eu não posso fazer isso!

– Claro que pode, pense no prêmio. Você canta, conquista ele de volta e vai ver que valeu a pena. Que música você vai cantar? — Foi até o notebook e se curvou. Fiquei um bom tempo olhando para sua pessoa, sem acreditar no que ela estava me obrigando a fazer.

– Eu vou te matar – Falei entre dentes.

– A música, Bella. As pessoas estão esperando – Sínica! Respirei uns 50 anos luz para enfim decidir a música que iria cantar.

– The Reason, do Hoobastank – Senhor, isso tudo é por amor, me ajuda e não deixa eu vomitar na frente de todo mundo.

– Achei! — Fitou-me – Quando estiver pronta, é só assentir – Fui mais para a frente e segurei firme o microfone. Se é para fazer a merda, mergulha logo na foça, né?

– Oi – Falei sem graça – Uma vez eu li no livro, uma menina machucou muito o homem que ela amava e teve a ideia de cantar para ele num festival de música. Ela tinha medo de público, nunca tinha feito isso antes a não ser banheiro – Ri nervosamente – Mas ela pensou: por ele vale a pena. E foi o que ela fez, enfrentou seu medo e o fez. Eu magoei muito uma pessoa que está aqui – Procurei por Edward no meio da multidão e o encontrei, quase escondido, perto da escada – É um clichê, tudo isso – Algumas pessoas riram – Mas a menina fez e deu certo, então eu quero arriscar. Espero que eu saia ganhando também – Olhei para Tânya e fiz sinal que soltasse a música. A letra foi aparecendo na TV, mas eu não precisa delas, eu já sabia cantar a música perfeitamente.

– Eu não sou perfeita.

Tem muitas coisas que eu não gostaria de ter feito.

Mas eu ainda estou aprendendo.

E eu nunca quis fazer aquelas coisas com você.

E então eu tenho que dizer antes de ir.

Que eu só quero que você saiba – Procurei novamente pelo Edward e ele me fitava de olhos arregalados. Ele não foi embora, isso é um bom sinal. Eu acho.

– Eu encontrei uma razão.

Para mudar quem eu costumava ser.

Uma razão para começar tudo novo.

E essa razão é você – O pessoal aplaudiu pelo bom desempenho até agora. Hey, eu até que estou indo bem. Vamos lá, falta pouco para terminar. Lembre-se Deus: sem vomitar.

– Me desculpe que te machuquei.

Convivo com esses erros todo dia.

E toda a dor que eu te causei.

Eu queria poder levá-las embora.

E ser aquela que limpa todas as suas lágrimas.

E é por isso que eu preciso que você me escute.

Eu encontrei uma razão.

Para mudar quem eu costumava ser.

Uma razão para começar tudo novo.

E essa razão é você.

Eu achei uma razão para mostrar.

Um outro lado meu que você não conhecia.

Uma razão de tudo o que eu fazia.

E essa razão é você.

Terminei de cantar e em todo esse momento eu manti meu olhar nele, penetrante e perfurante. Ele também não tirou seus olhos de mim, e aproveitei para cantar com todo meu coração, com toda alma e emoção. Respirei fundo e entreguei o microfone ao Emm, que sorriu e me abraçou.

– Caramba, primeiramente uma salva de palmas para essa branquela – E foi o que todo mundo fez, fiquei até sem graça por ser tão bem aplaudida – E depois, menina, que voz é essa. Estou todo arrepiado! Muitos aqui não sabe ainda para quem ela dedicou essa música, mas adivinhem? Eu sei de tudo nessa merda – E o povo vibrou com ele. Meu, esse povo já deve estar tudo bêbado.

– Edward, maninho, não quer vir aqui fazer as honras? — Ele virou para Edward e o mesmo se assustou com a atenção que recebeu – Qual é, não seja tímido, eu sei que isso não é do seu feitio. Sobe logo aqui e mostra como é que se faz – Edward me encarou e logo depois ficou parado no seu lugar, com uma expressão pensativa.

– Vamos pessoa, todo mundo dando força ao Edward – Tânya tomou o microfone das mãos do Emm e agitou a galera – Edward, Edward... — E todo mundo a acompanhou, começaram a chamar o nome dele repetidas vezes e eu apenas o olhei e levantei meus ombros.

– Não tem como escapar priminho, se fugir, vai parecer um boiola – E o pessoal agitou mais ainda. Ele deu dois passos e parou novamente. E meu coração, e meu sentimento? Como ficam? Acho que ninguém liga para isso, senão já teriam notado que eu estou a ponto de vomitar/desmaiar bem aqui.

– Vem logo, seu mané – Emm murmurou sem paciência. E ele finalmente tomou controle de seu corpo e caminhou até o “palco”. Meu estômago revirou e minha garganta secou quando ele tomou o microfone do Emm e veio na minha direção. E agora estávamos os dois, de perfil para a “plateia” e de frente um para o outro.

– A Bella sabe o quanto eu odeio ter que fazer isso – Engoli em seco – Mas eu percebi que ela odeia muito mais que eu e mesmo assim o fez – Relaxei um pouco, mas nem tanto.

– Isso quer dizer que você vai cantar alguma coisa? — Isso aqui virou batalha de música, por acaso?

– Vou sim – Andou até o notebook e digitou alguma coisa – Emm, aperta o play pra mim? — Voltou ao seu lugar, de frente para mim e não desviou seus olhos em momento algum. Fez sinal para que o irmão desse play e não acreditei na música que começou a tocar.

– Ás vezes eu odeio cada estúpida palavra que você diz.

Ás vezes eu quero te dar um tapa na cara.

Balançou os ombros como se pedisse desculpas e meu corpo começou a ficar mais relaxado. O pessoal começou a bater palmas e alguns balançavam os braços de um lado para o outro.

– Não há ninguém como você.

Você toma toda a minha atenção.

Eu sei que a vida seria uma droga sem você.

Tânya me empurrou para mais perto dele e fiquei sem jeito, não sabia se ele ia se afastar ou não. Mas, para minha surpresa, ele segurou uma das minhas mãos e sorriu fraco.

– Ao mesmo tempo eu quero te abraçar.

Eu quero colocar minhas mãos ao redor de seu pescoço.

Você é uma idiota, mas eu te amo.

E você me enlouquece tanto que eu me pergunto:

“Por que eu continuo aqui?” Ou “Para onde eu poderia ir?”

Você é o único amor que eu conheço.

Mas eu te odeio.

Eu realmente te odeio.

Tanto que eu acho que pode ser.

Amor verdadeiro, amor verdadeiro.

Deve ser amor verdadeiro.

Nada mais pode partir meu coração como.

Amor verdadeiro, amor verdadeiro.

Deve ser amor verdadeiro.

Ninguém mais pode partir meu coração como você.

Eu não me importei de estar pagando mico e chorar na frente de todo mundo, eu quero mais é que tudo e todos se danem, ele está segurando minha mão e cantando para mim, isso é o que importa.

– Apenas uma vez.

Tente fazer seu cérebro entender meus sentimentos.

Apenas uma vez.

Por favor, tente não ser tão mau.

Repita comigo agora R-O-M-A-N-C-E-E-E

Vamos lá, eu vou falar devagar

Ele colocou o microfone perto da minha boca e eu repeti a palavra “Romance” vagarosamente e gargalhei com isso.

– Você consegue, querida.

Ao mesmo tempo eu quero te abraçar.

Eu quero colocar minhas mãos ao redor de seu pescoço.

Você é uma idiota, mas eu te amo.

E você me enlouquece tanto que eu me pergunto:

“Por que eu continuo aqui?” Ou “Para onde eu poderia ir?”

Você é o único amor que eu conheço.

Mas eu te odeio.

Eu realmente te odeio.

Tanto que eu acho que pode ser.

Amor verdadeiro, amor verdadeiro.

Deve ser amor verdadeiro.

Nada mais pode partir meu coração como.

Amor verdadeiro, amor verdadeiro.

Deve ser amor verdadeiro.

Ninguém mais pode partir meu coração como você.

Logo, então, a música teve seu fim e eu ria e chorava ao mesmo tempo. Foi lindo o que ele fez por mim naquele dia da apresentação, mas isso, isso não tem explicação e comparação. Todo mundo o aplaudiu e ele fez reverência agradecendo. Eu não me mexi e nem fiz algo, e ele mesmo assim não soltou minha mão. Meu Deu, estou sendo perdoada?

– Só digo uma coisa: Se vocês formarem uma dupla, já, já estão dominando o mundo. Quanto talento num dia só, meu povo – Emm falava animado.

– Ok – Tânya chegou até nós e pôs os braços em nossos ombros – Acho que agora é hora de vocês subirem e conversarem – E com sua linda mania, que eu notei em pouco tempo, ela nos empurrou até a escada. Edward não protestou, isso é um bom sinal, subiu em silêncio e eu apenas o segui sem falar nada.

Notas finais
E esse Batalha de Músicas ai, em? kkkkkkkkkkkkkkk. Esses dois, é um amor bandido que não sei não, viu. Deixem seus comentários, recomendações, beijokas e até sexta!