Queimar Ou Não Queimar?

4 Capítulo 4 - Queimar ou não Queimar?


Notas iniciais
Esse capítulo não té tão grande, porém maior que os outros! O porque dessa fic? Notas finais u-u Boa Leitura!!

“Time stands still

Beauty in all she is

I will be brave

I will not let anything take away

What's standing in front of me

Every breath

Every hour has come to this”

–Christina Perri

Dois anos se passaram, eu e James éramos muito amigos, éramos como carne e unha, lápis e borracha, carro e gasolina, etc.

Nesses anos todos de amizade, James me dera várias coisas – que não pude aceitar como eu explicaria para os inúteis como as ganhei? –, mas nunca o que eu queria realmente. Liberdade, um beijo, uma vida longe da casa abandonada, um beijo, apagar meu passado, um beijo, casar com ele, um beijo e eu já disse um beijo?

Sim eu sou obcecada por James Diamond, porque tipo, que o conhecia há dois anos, o amava há dois anos, guardava esse sentimento há dois anos. Sempre tentando esquecer o que eu sentia por ele – o que era impossível, já que eu ficava com ele doze horas de minha vida.

Eu só não sabia que naquele dia tudo entre nós ia mudar, mas ao mesmo tempo eu iria ficar muito confusa.

(...)

–Oi – disse ele quando me viu.

–Olá James Diamond.

–Uau quanta formalidade – ele riu.

Revirei os olhos e corri para o rio que estava atrás dele.

Ele se virou para mim e me fuzilou com os olhos.

–Que é Diamond? – falei.

–Tem certeza que vai entrar no rio?

–Claro, por que não deveria? – ergui uma sobrancelha.

–Não sei, talvez porque seu amigão aqui preparou um piquenique lá no jardim.

Olhei para ele animada, eu nunca havia feito piqueniques, e tinha contado a ele ia fazer um mês.

–Jura? – pulei no pescoço dele – James Diamond eu te AMO!

–Eu sei, eu sei.

Ri e puxei-o pelo braço em direção ao jardim – que eu já conhecia muito bem, sabia onde cada flor ficava, ou onde cresciam novas, etc.

Chegamos lá e estava tudo realmente lindo, James havia caprichado!

O pano quadriculado – roxo e branco – era realmente diferente, já que o normal de piqueniques são quadrados vermelhos e brancos – sabia disso porque James havia me falado -, havia também uma cesta de piquenique marrom com flores vermelhas. E muita comida, maçãs, uvas, sanduíches, sucos.

Olhei para o ser ao meu lado e abracei-o novamente.

–Obrigada.

–Ah tudo para minha melhor amiga – fiquei meu triste pelo uso da palavra “amiga”, mas estava feliz demais para ligar.

Sentei logo no pano e roubei uma uva verde. Ele riu e sentou ao meu lado.

Começamos a comer em silêncio, o que estava muito chato, normalmente jogávamos conversa fora, mas o James estava muito nervoso com algo, sempre olhando de um lado para o outro, outrora para mim. O que me dez ficar nervosa também, o que acontecera? Algo com alguém de sua família? Espero que não. Estava começando a me irritar com James que percebeu isso e falou:

–Desculpe por isso.

–O que houve contigo? – perguntei.

–Nada.

–Então por que está tão nervoso?

–Não estou nervoso!

–Ah não, imagina. Você só deve gostar de morder o lábio e olha pros cantos – ironizei.

Ele mordeu o lábio inferior e me encarou.

–Ah quer saber, você não está tornando as coisas fáceis, fala o que houve James...

–Só se você me fizer rir. – desafiou.

–Hmmm. Por que o mercado estava voando?

–Não sei, por quê?

–Porque ele era um supermercado – ele riu.

–Idiota.

–Pronto te fiz rir! Agora fala.

–Ok, ok você venceu.

Esperei ele começar a falar. Ele respirou fundo, como se estivesse criando coragem para falar.

–Então... – começou.

–Então... – repeti.

–Olha Roberta – ele falou sério – Faz um tempinho que eu quero lhe falar isso, e, bem, não sei por onde começar.

“Vou começar por quando você chegou lá na casa hospital do Logan. Na real nós te achamos caída no chão, toda rasgada, com cabelos bagunçados, então Logan logo lhe carregou, dizendo que você precisava de ajuda, e eu o ajudei. Então você melhora e abre os olhos, os lindos olhos castanhos, e me olha confusa, eu fiquei tão animado por você ter acordado, não sei o motivo, talvez fosse porque queria ou quarto, ou talvez não. Então eu vou até perto de sua casa, começamos a nos falar e viramos amigos, melhores amigos. Sabe qual foi meu dia favorito ao seu lado? Quando você caiu de meu skate, e eu tive que te ajudar, você ficou tão linda machucada, não que eu tenha gostado que você se machucou, mas, mas quando você estava ali impotente, eu senti que tinha alguém para cuidar, então eu não sai daquele quarto.

“Cada detalhe de seu rosto me encantava dia pós dia, era incrível como uma menina conseguia fazer isso comigo, eu nunca fui de me apaixonar, mas quando eu te vi parecia que eu a conhecia há anos, parecia que eu conhecia seus olhos, seus cabelos, seu rosto, seu corpo, melhor que ninguém. Daí eu percebi que era amor. James Diamond estava apaixonado por uma garota que mal conhecia. Então com o tempo eu percebi que não era uma simples paixão, não havia sido fisgado pelo seu corpo nem pela sua beleza nada escassa, eu havia me apaixonado por sua alma. Isso é estranho não é? Eu sei. Olha Roberta, eu só quero que saiba que te amo. Tinha medo de falar e acabar com nossa amizade, então se não sentir o mesmo vamos esquecer que isso acontec... – interrompi ele com um beijo, um beijo bem dado, o melhor beijo de minha vida, o beijo que mudou tudo entre nós, quando toquei seus lábios senti que tudo a nossa volta sumira, senti que estávamos em um espaço branco, em uma dimensão diferente, em outro mundo. Mas como tudo que é bom dura pouco, eu escuto ruídos vindo da nossa passagem secreta e rompo o beijo.

–Hmm, então é aqui que a vadia vêm todos os dias... – disse uma voz masculina que reconheci como o inútil macho – Então você vem aqui para se prostituir e esse é um de seus clientes? Aposto que iam tirar as roupas se eu não interrompesse o momento “vou pegar ele por dinheiro”. Sinto muito, mas você vem comigo – segurou meu braço me arrastando.

–Você não tem o direito de fazer isso com ela! – gritou James.

–Uh, olhe só senhor cliente dela, sinto muito depois devolveremos seu dinheiro.

–Eu não sou cliente dela seu inútil! Eu sou o garoto que a ama!

–Iludido – murmurou – Sinto dizer que não pode amar uma vadia meu garoto, adeus.

E simplesmente me arrastou para o fim de mundo que sou obrigada a chamar de casa.

Ele tirou meus pais, tirou minha vida e tinham acabado de tirar o James de mim, isso não iria ficar assim, ah, mas não iria!

(...)

–Quero que conheça uma pessoa que talvez conserte você, vadia – disse o inútil macho, vulgo, Paul.

–Não quero conhecer ninguém! Quero o James!

–Hmmm. Não. Entre por favor, Sr. Garcia.

Um homem com cerca de vinte e três anos, realmente bonito passou pela porta, ele trajava um jaleco branco – que, em minha opinião, deixava ele com cara de louco – com uma blusa social preta por baixo, calça jeans. Ele era baixinho, e tinha um sorriso infantil em seu rosto, o que deixava seus olhos castanho-avermalhados mais escuro.

–Olá, sou Carlos Garcia, prazer conhecê-la senhorita Rashid – falou para mim – Poderia nos deixar sozinhos? – perguntou para Paul que acenou positivamente com a cabeça e se retirou – Então, me explique essa história de prostituição na mata – riu.

–Eu não estava me prostituindo! – exclamei exaltada – Eu o amava, e ele correspondia, era só isso. Guardamos nosso amor por muito tempo, e nós só estávamos nos beijando!

–Prossiga...

–Eu o conheci quando... – então contei a minha historia de amor a um estranho que nunca havia visto em minha vida, mas ele parecia tão confiável que eu contaria até meus segredos mais profundos.

–Bem senhorita Rashid, eu tenho duas opções para você – disse – Queimar, ou não queimar.

Como assim Queimar ou não queimar? O que deveria escolher? Se queimasse morreria e viveria sem James, se não queimasse viveria trabalhando para os inúteis, vulgos , Paul e Elise, e não veria James. Qual era a menos pior?

–Me responda hoje a noite. Tenho que ir, até logo senhorita, foi um prazer conhecê-la – disse se levantando.

Murmurei um “o prazer foi meu” e olhei para o teto. Eu não havia entendido. O que ele me dissera? Mandara eu me matar ou não? Eu deveria decidir logo, mas o que faria? Morrer e ficar sem o James no céu, ou até mesmo no inferno, ou viver e ficar para sempre com os inúteis sem o James? Não conseguia compreender nada, para mim não havia saída, era morrer ou morrer.

Resolvi pegar um dicionário para ler, sim eu gosto de ler dicionários, abri-o e ele caiu bem na pagina que falava sobre o sentido figurado:

“Termo da Língua Portuguesa. Sentido figurado são os diversos sentidos que uma palavra ou expressão pode adquirir dependendo do contexto pelo qual é empregado. É também chamado de sentido conotativo”

Bingo” pensei. Como não havia pensado nisso antes? Eu poderia queimar no sentido figurado, esquecer, acabar com tudo aquilo que estava acontecendo comigo, acabar com meu sofrimento.

Fiquei horas pensando se era isso mesmo que ele estava tentando dizer, e acabei concluindo que sim.

(...)

–Olá – disse ele entrando em meu quarto – Então decidiu?

–Sim – respondi animada – Eu entendi o que você queria me dizer, não era para eu me queimar e morrer, eu poderia queimar no sentido figurado! Então minha resposta é Queimar.

Ele deu um sorriso sincero para mim e fez que sim com a cabeça.

Eu decidi queimar, queimar meu passado, acabar com tudo de ruim da minha vida, ter uma nova vida, novas escolhas e até mesmo estudar, talvez conseguisse ser uma escritora famosa. Eu teria uma vida nova, uma vida nova com ele.

When the lights turned down

They don't know what they heard

Strike the match, play it loud

Giving love to the world

We'll be raising our hands, shining up to the sky

'Cause we got the fire, fire, fire

Yeah we got the fire, fire, fire

And we gonna let it burn”

–Ellie Goulding

Notas finais
Serio que ninguém sabe? Jura? Querem uma pista? Começa com G. Ainda não? Hmm é uma mistura de nomes. Não? Tá tá um ano de #Giberta gods, demigods, rushers, hunters, vampire maniacs, etcs, #GibertaRules ! Feliz um ano de Giberta para mim e para a Iz. 'u'
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!