Queen of ice and fire
40 Víbora e dragão

A cada momento que passava sozinha naquele quarto, Elaene sentia o coração querer saltar pela boca. Não era sua primeira noite com Arthur, mas era sua primeira noite com seu marido. Levantou da cama e caminhou em direção a janela para encarar as estrelas incrivelmente mais vívidas aquela noite.
Ouviu entrar e sentiu perder uma batida do coração. Fechou os olhos e quando virou para encará-lo, seu olhar era enigmático.
Elaene usava uma camisola de seda prata e transparente, com uma suave alça que teimava em escorregar pelo seu ombro. Seus cabelos estavam soltos e seus cachos formavam cascatas brilhantes em tons de vermelhos que iam até sua cintura. Ficaram um tempo se encarando de longe, sem dizer nada. Apenas decorando o momento.
Arthur aproximou-se enquanto Elaene puxava a outra alça para baixo segurando a camisola com um abraço em si mesma, nunca tirando o olhar do dele. Ele entendeu o que ela pedia, e delicadamente retirou seu gibão e sua túnica de seda vermelha.
Assim que Arthur ficou com o dorso nu, Elaene soltou o tecido e deixou que a camisola caísse aos seus pés. Havia se passado pouco tempo desde quando se amaram na cabana, mas ele sentiu como se houvesse esquecido o quanto a pele dela brilhava sob a luz da lua. Admirou cada curva e cada perfeita imperfeição enquanto terminava de retirar suas roupas.
Estavam ali, despidos de roupas ou qualquer obstáculo que os impedia de serem um só. Entregues um ao outro, corpo e alma.
Ele aproximou seus corpos e a abraçou pela cintura, enquanto sentiu os delicados dedos dela fazerem o conhecido caminho no meio de seu cabelo. Ela lhe puxou para um profundo beijo, e iniciaram uma sensual dança pela dominação.
Elaene sentiu Arthur ficar ainda mais excitado e a puxar impossivelmente para mais perto dele, então interrompeu o beijo o encarando com intensidade. O pegou pela mão e lentamente caminhou até a cama, deitando nela de costas, apenas para manter o contato visual com ele.
Arthur engatinhou sobre ela como um gato e depositou seu corpo delicadamente sobre o dela, notando que os olhos verdes estavam quase negros pelo desejo.
— Unidos aos olhos dos deuses e dos homens. – a beijou levemente a sentindo levantar os lábios suavemente em um sorriso.
Logo aprofundou o beijo e apertou a cintura dela contra ele. Elaene não conteve um gemido baixo quando ele avançou no lóbulo de sua orelha.
— Não me torture dessa forma, Arthur... – disse em uma súplica e ele desceu os beijos para o pescoço. – eu quero você...
Arthur desceu os beijos pela garganta e colo, até alcançar o bico do seio dela, chupando delicadamente enquanto brincava com o outro com uma mão. Ela suspirou profundamente quando ele abocanhou um deles sem nenhum tecido para impedir o contato com sua boca quente e macia.
Elaene arqueou as costas e levou às mãos ao cabelo de Arthur, recebendo um gemido de satisfação dele, que logo depositou a atenção no outro.
Arthur ouviu o seu nome em forma de gemido, e concluiu que não haveria nenhum som mais encorajador no mundo. Deixou sua mão descer lentamente pelo corpo dela, o venerando como se fosse um objeto sagrado, e depositou a mão em sua coxa.
Usou a unha para deslizar por cada pedaço da pele de sua coxa, e sentiu os seus pelos se eriçarem até que encontrou o meio de suas pernas, gemendo ao constatar que ela estava pronta.
Elaene puxou seu cabelo com ainda mais força, o fazendo soltar um suspiro onde beijava, deixando-a ainda mais inquieta. Arthur parou o beijo e a observou enquanto usava a mão para deslizar entre sua dobra, deixando com que o néctar dela ensopasse seus dedos. Notou ela soltar um gemido mudo com os olhos fortemente fechados, e parou o movimento.
Quando sentiu que ele parou, ela olhou para baixo para encontrar seu olhar. Ela estava com o rosto corado e seus lábios entreabertos, procuravam por ar. Os olhos verdes lembraram os de um gato na penumbra.
— Deuses, como eu te amo!
Arthur lentamente deslizou um dedo pela região sensível dela, fazendo-a bater a cabeça de volta no colchão, fechando os olhos novamente e puxando o lençol embaixo de si com uma mão.
— Quero lhe mostrar tantas coisas, meu amor... – Disse próximo ao seu ouvido, deixando os lábios encostarem levemente em seu lóbulo.
Elaene arqueou as costas mais uma vez em agonia, sem conseguir responder algo coerente, pois Arthur havia massageado seu ponto sensível com mais pressão.
Sem aviso, ele parou os movimentos novamente e levou os dedos à boca, fechando os olhos e os chupando como se estivesse provando uma doce fruta.
Elaene soltou um suspiro de frustração pela interrupção do toque, mas quando o viu lambendo os dedos com o néctar dela enquanto soltava um gemido de satisfação, sentiu o rosto ficar ainda mais quente com a timidez.
Sem dizer nada ele a encarou, e ela viu chamas nos profundos olhos azuis dele. Sentiu as mãos firmes do cavaleiro em sua cintura enquanto deslizava sobre o corpo dela. Com um puxão firme lhe trouxe mais para baixo, e ela não conteve o suspiro de susto quando sentiu que ele a posicionou na beirada da cama, e suas pernas estavam no ar.
Arthur se ajoelhou em frente à cama, e ela apoiou-se sobre os cotovelos, o olhando sem entender. Ela sentiu o rosto queimar ainda mais com a timidez que sentiu com a exposição total em que estava diante dele. O cavaleiro segurou seu tornozelo com um sentimento de posse e o colocou em seu ombro depositando beijos ali e seguindo um caminho tortuoso para cima, saboreando sua panturrilha, joelho e coxa.
Então ela lembrou-se o que Gwen disse sobre os beijos lá embaixo...
— O que você está fazendo, Arthur? – perguntou tímida e assustada, quando viu que ele se aproximava de sua virilha.
— Eu irei lhe beijar, Elaene. Bem aqui... Há tanto tempo que imagino o seu gosto. – Disse passando a mão levemente sobre o ponto sensível dela, admirando a umidade que ele mesmo produzia nela. — Você é absolutamente deliciosa. Eu preciso sentir o teu gosto na minha boca!
Quando Elaene preparou-se para protestar, Arthur aplicou-lhe um generoso beijo lá em embaixo. Sentiu-se arrepiar e não controlou o gemido alto que saiu de sua boca, soltando o corpo novamente sobre o colchão, quando seus cotovelos entraram em colapso.
— Deuses... – disse assustada e nem sentiu-se envergonhada quando Arthur, mais uma vez, gemeu de satisfação enquanto deslizava a língua sobre sua intimidade, a fazendo quase perder os sentidos com as sensações que ele provocava.
Arthur continuou o beijo intercalando velocidades e a explorou enquanto ela puxava o lençol embaixo de si com a mão, e dizia palavras sem nexo. Com a outra, ela aplicou um forte puxão no cabelo de Arthur contra ela mesma, como se quisesse deixá-lo ainda mais perto dela.
Ele entendeu o gesto como um pedido para aumentar a intensidade dos movimentos e notou que os gemidos de Elaene começaram a ficar cada vez mais altos. Arthur sentia que o clímax dela estava muito próximo, e imaginou que se alguém subisse as escadas e caminhasse por aquele corredor do castelo, ouviria os gemidos e suspiros que ela produzia sem nenhum pudor.
Quando sentiu que ela atingiria o ápice, aumentou a pressão e a velocidade e dedicou-se ao ponto sensível dela, fazendo-a se contorcer e pegar um travesseiro para colocar no rosto e abafar os sons constrangedores que produzia.
Arthur levou a mão até o travesseiro e o arrancou de cima do rosto dela, lançando um olhar intenso para lhe dizer que queria ver o seu rosto.
Elaene sentiu a pressão se tornar insuportável em seu baixo ventre, e sem pensar em constrangimento ou culpa, arqueou as costas e deixou que seu corpo explodisse na boca dele levantando o próprio quadril contra ele, enquanto um incontrolável gemido saía de seus lábios e preenchia o quarto.
Ele foi diminuindo os beijos enquanto a sentia dar sobressaltos com a repentina sensibilidade. Voltou a subir sobre ela a puxando para cima novamente, enquanto sussurrava em seu ouvido.
— Deliciosa... muito melhor do que poderia imaginar que fosse... – quando terminou a frase, ela o havia empurrado e já estava montada em seu colo.
=^=
Elaene acordou com suspiros quase febris e o viu mexer agitadamente ao seu lado. Ela conhecia bem os sinais: malditos pesadelos.
Observou ele dizer palavras desconexas, mas percebeu que ele sonhava com seus raptores e os horrores que viveu enquanto estava nas mãos do maldito Snow.
Arthur começou a balançar a cabeça e sua respiração ficou ainda mais agitada. Elaene acariciou o rosto dele tentando o acordar lentamente, mas ele não reagiu e o toque teve o efeito oposto, pois ficou mais agitado e agressivo.
Aproximou-se do ouvido dele e o chamou baixinho.
Ele acordou em um pulo completamente assustado com algo o havia feito ficar aterrorizado. Ele afastou a mão dela para longe, como se não a reconhecesse, e demorou vários instantes a olhando para acalmar-se e voltar à realidade.
— Sou eu, Arthur. Sua Elaene... Está tudo bem... Você está a salvo agora... – disse tentando se aproximar dele, e encostou sua mão em seu rosto novamente, o vendo fechar os olhos enquanto suspirava.
— Sinto muito, Elaene.
— Você está brincando, Arthur? Pedir desculpas por ter pesadelos? Devo lembrar-lhe que terá que presenciar muito dos meus durante os vários anos de nossas vidas?
Elaene viu o olhar assustado e tenso dar lugar a um sorriso doce. Ele lhe puxou pela nuca e depositou um beijo suave nos lábios.
— Arthur, algum dia me dirá o que aconteceu lá?... – perguntou com cautela.
Arthur suspirou tenso.
— Nada de bom virá dessa conversa, Elaene. Fui torturado, e é só isso que deve saber. Por favor, vamos esquecer tudo isso.
“Eu vou matar esse desgraçado... eu lhe prometo isso, Arthur”. Pensou em silêncio.
=^=
Ficou durante um tempo a observando de longe enquanto treinava com seu arco no pátio de treinos. O sol refletia em seu cabelo preso em um coque, e seu negro jogava reflexos como fogo para seus olhos. Admirou sua boa mira, e não conseguiu deixar de sentir orgulho da sua esposa: uma bela guerreira Targaryen.
Logo pensou que a determinação dela em treinar, significava que ela iria querer participar ativamente da batalha. Balançou a cabeça, deixando essa preocupação para outro momento e aproximou-se dela.
—Lembro como se fosse hoje: você treinando no pátio de Winterfell. – a sentiu paralisar enquanto o ouviu às suas costas – você lançou um golpe contra mim quando sentiu meus passos se aproximando então, por favor, não lance uma flecha em meu peito agora... – disse sorrindo.
Ela lembrou-se de quando se cruzaram no pátio de treinamentos em Winterfell e ele lhe interrompeu o treino de espadas. O toque dele em seu braço e mão quando lhe corrigia a postura, queimou-lhe a pele, e quando ele se aproximou tão perto de seu rosto, sentiu toda a energia que emanava entre eles lhe fazer congelar enquanto descaradamente Arthur encarava a sua boca.
Naquele dia, quando Arthur lançou um último olhar para trás antes de abandonar o pátio, teve a sensação que já se conheciam há muito tempo. Talvez um tempo, há muito esquecido. Foi tão vívido.
Ela sorriu enquanto lembrava, e Arthur lhe abraçou por trás, depositando um beijo em seu pescoço.
—Você é realmente muito boa com o Arco, Lady Pendragon.
Elaene acariciou as mãos dele que lhe abraçavam, e virou sua cabeça para o lado para beijá-lo suavemente.
— E você não é nada mau com espadas, Sor Arthur – respondeu provocante.
Arthur olhou para o lado e viu soldados próximos treinando espadas, então tomou o cuidado de sussurrar mais uma vez no ouvido dela.
— Eu acho que formamos um casal adorável, mas porque não deixamos esse treino para mais tarde, e vamos para um lugar mais tranqüilo para ficarmos a sós, minha esposa? – disse enquanto lhe puxava para mais perto dele e usando uma mão para ir perigosamente em direção ao seu seio.
— Eu sei o que pretende, Arthur.- respondeu suavemente enquanto ele atacava o seu ponto sensível no pescoço – você não ficará no castelo, acuado como um animal indefeso. – o sentiu congelar o beijo – e você sabe que eu também não farei o mesmo, não é? Meu lugar é ao seu lado. Não ficarei esperando por alguém que pode nunca mais voltar. Se esses forem nossos últimos dias, quero passar ao seu lado, até o último instante.
Arthur suspirou em seu pescoço.
—Eu sempre fui um cavaleiro destemido. Julgava-me invencível e nada poderia me fazer tremer. – abraçou-a mais firme contra seu peito – mas agora que tenho você, eu sinto tanto medo. Estou apavorado... tenho tanto a perder...
— O medo nem sempre é ruim. Use-o a seu favor e volte para mim! – levou braço para trás, até o cabelo e afagou enquanto dizia — o faremos juntos.
=^=
Quando o mensageiro dornês lhe disse que Oberyn e Ellaria lhe aguardavam em sua tenda para o jantar, ficou ansiosa. Tinha curiosidade para conhecê-los melhor, diante do belo presente que lhe deram em seu casamento, e não vacilou em aceitar o convite.
Procurou por Arthur, mas soube por Gwen que estava em reunião com alguns senhores, organizando as informações tragas pelos batedores, contando os suprimentos e traçando estratégias para o confronto. Sabia que Arthur estava determinado a convencer os senhores a encontrarem o inimigo e não esperar serem cercados em Camelot. Então, apenas pediu a amiga para avisá-lo que faria a refeição com os senhores de Dorne.
Quando entrou pela tenda, sentiu-se em um continente diferente. O local cheirava a incensos de rosas e ervas, e havia tapetes de Lys coloridos por todos os lados. Na mesa de centro, havia várias comidas típicas de dorne, e seus temperos arrancaram água da boca de Elaene.
Ela estranhou a mesa ser tão baixa, e logo presumiu que eles comiam sentados no tapete, de forma bem despretensiosa.
Ellaria abriu logo um sorriso receptivo quando a viu. Trajava um leve vestido de seda laranja, trançado em seu pescoço, e um cinto demarcava sua cintura. Seus cabelos estavam presos no alto da cabeça, e os olhos marcados com um traço negro.
Oberyn surgiu logo atrás dela, usando um gibão amarelo com detalhes bordados em laranja em seu peito. O dornês lhe recepcionou com um beijo na mão e fez um gesto para que se sentasse no tapete, em volta da mesa.
—Lady Pendragon, por favor, fique à vontade. – disse enquanto se juntava à ela no chão. Oberyn sentou-se em sua frente, do outro lado da mesa, e Ellaria ao seu lado.
Com um aceno Ellaria autorizou que seus servos lhe servissem e Elaene viu diferentes pratos em sua frente, todos com um ótimo aspecto, apesar do forte tempero lhe causar estranheza.
—Sor. Oberyn, muito obrigada pelo convite... Lady Ellaria... – fez uma reverência.
—Não se preocupe com essas formalidades querida. – respondeu Ellaria saboreando o forte vinho dornes e acenando para que ela pegasse sua taça e brindassem.
—Tudo bem. – disse sorrindo- eu realmente fiquei maravilhada com o presente, muito obrigada!
Oberyn saboreou o primeiro pedaço de carne ao mel, enquanto a encarava.
— Eu tinha certeza que gostaria dele – sorriu enigmaticamente – vocês pareciam bem felizes, minha senhora. Digo, no casamento. Quando soube da pressa para a união, imaginei que seria mais uma jogada política de Uther, do que qualquer outra coisa. Dragões estão sempre planejando algo...
Elaene mexeu desconfortavelmente em seu lugar, estranhando a afirmação atrevida e cheia de intimidade de Oberyn, enquanto experimentava a comida.
—Eu e Arthur passamos por muitas provações juntos Sor., garanto-lhe que nos casamos por amor.
Oberyn transformou o sorriso em um enigmático olhar para o nada, desviando dos fortes olhos verdes que lhe encaravam.
—Você tem sorte em casar-se por amor, minha Lady. Isso é raro hoje em dia.- tomou outro longo gole do vinho para continuar – mas devemos tomar cuidado com ele: o amor, não acha? Não precisamos ir muito longe para percebermos o mal que isso trouxe ao reino, e em quantas pessoas saíram feridas no final de tudo. Nada, nem mesmo o ódio, matou mais do que o amor em Westeros.
Elaene não conseguia parar de pensar na imagem da irmã de Oberyn, sabia que ele falava sobre ela e a traição de Rhaegar. Havia sonhado com ela quando chegou em Camelot. Havia visto Rhaegar e Lyanna feliz correndo e cantando por um campo florido, e Elia Martell chorando com seu bebê ainda de colo, nos braços.
—Quando cheguei em Camelot, há algumas semanas atrás, tive um sonho. Eu vi sua irmã, Sor Oberyn. – sentiu os olhos de Oberyn se estreitarem em sua direção – Eu sei, de alguma forma, que Rhaegar jamais seqüestrou Lyanna Stark. Eles se amavam. Mas tenho consciência de que, a despeito disso, seus atos são condenáveis. Todos julgavam Rhaegar como um nobre e honrado cavaleiro, um brilhante príncipe com sua armadura polida em rubis. Mas o honrado cavaleiro não pensou em sua mulher, e seus filhos na capital, ameaçados por Aerys de um lado e pelo inimigo de outro – tomou outro gole do forte vinho e aproximou seu rosto do dele – Eu sonhei com Elia chorando com seu bebê ainda de colo, em seus braços, enquanto o honrado príncipe cantava para sua amante. Eu digo o que o príncipe era, Sor. Oberyn: um hipócrita!
Oberyn olhou de lado para Ellaria e fechou o semblante enquanto alisava seu cavanhaque.
—Deve saber que fui noiva de Robb Stark antes da guerra eclodir. Éramos apaixonados desde muito jovens, e tivemos que abdicar de nosso amor para que conseqüências drásticas não se desenrolassem. Eu não me arrependo, Sor. Ao contrário do que pensas, o amor não foi a causa da mar de sangue em Westeros, e sim, o egoísmo romântico de Rhaegar.
Oberyn encarou intensamente Elaene para analisar suas expressões.
— Por que está me dizendo essas coisas, Lady Pendragon? – perguntou friamente e Elaene sentiu-se encolher com o olhar intimidante do dornês.
—Desculpe Sor, eu não quis ser invasiva. – tomou outro gole do vinho nervosamente – eu só... queria que soubesse que sinto muito por Elia, Aegon e Rhaenys... sempre vi todos à minha volta em Winterfell tratarem Robert Baratheon como um herói por derrubar o rei louco, mas sempre achei estranho nunca questionarem a morte de crianças inocentes. Elia e seus filhos não deveriam ter sido esquecidos jamais...
=^=
Arthur sentia-se esgotado quando saiu do salão. As informações desencontradas sobre os movimentos dos inimigos e seus números, geravam estranheza e receio de todos. Sentiu uma fisgada no ombro e botou a mão no local, enquanto viu Gwen pelo corredor.
—Você está abatido, Arthur. Elaene lhe deu uma canseira essa noite, hã? – disse com um sorriso malicioso arrancando um riso dele.
— Eu consigo me virar com minha Lady, Gwen... onde ela está?
—Oberyn Martell a convidou para jantar essa noite em seu acampamento.
Ele sabia que Oberyn dominava a arte dos venenos e sentiu o pavor explodir dentro de si. Arregalou os olhos, e com o coração disparado, teve dificuldades para mover as pernas do lugar. Quando conseguiu em um impulso, deixou Gwen para trás com um olhar confuso.
Arthur atravessou o pátio de Camelot em direção ao acampamento dos Martell a toda velocidade. Com seu coração já disparado, tinha dificuldades para respirar com o esforço que fez para se mover ainda mais rápido ao seu objetivo.
Quando avistou a tenda, botou a mão na bainha da espada e sentiu tudo ficar vermelho à sua volta.
Quando aproximou-se, um dos guardas lhe barrou e pediu para que se afastasse. Tomando um pouco de consciência, e tentando evitar um desastre diplomático, não retirou a espada, e apenas se identificou como Arthur Pendragon e exigiu que lhe desse passagem.
Agradeceu aos deuses o homem lhe reconhecer e afastar para o lado deixando Arthur passar e pedindo desculpas.
“se você a envenenar Oberyn, morrerá sofrendo...” pensou quando entrou na tenda.
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