Queen of ice and fire
29 Cama de rosas
Notas iniciais

Após o grande susto que tiveram com Arthur logo pela manhã, notou que ele havia tido uma pequena melhora até a noite. Deitou com ele embaixo das mantas se aconchegando em cima do braço bom dele e deitando a cabeça no peito, sorrindo ao constatar mais uma vez, que a febre abaixara.
Seu corpo estava tão cansado e sua mente tão agitada com as emoções do dia, que quando adormeceu agradecendo a febre baixa dele, que havia levado embora os gemidos e suspiros que a impediam de adormecer, mergulhou em um sono pesado. Poderiam ter se passado horas, dias. Não saberia dizer.
Quando abriu os olhos notou que a luz já havia deixado o horizonte, e pôde observar algumas estrelas no céu escuro das terras ocidentais, e ficou assustada quando fechou os olhos e o dia já iria nascer novamente. Ajeitou o corpo para espreguiçar e quando olhou para cima, Arthur lhe olhava com olhos fracos, porém profundos.
Elaene arregalou os olhos e ajeitou-se na cama, apoiando as mãos para levantar o dorso.
—Oi...dorminhoca – ele disse com uma voz cortada e um sorriso frouxo.
Elaene botou a mão na testa dele, testando sua temperatura e respirando aliviada quando notou que a febre havia dado uma trégua.
— Há quanto tempo está acordado? – Elaene lhe perguntou ansiosa
— Não sei. Há algumas horas acordei vi que você dormia tão profundamente, que não quis lhe acordar, e nem me mexer já que você decidiu fazer meu peito de travesseiro – disse sorrindo mostrando que não se importava — então acredito que dormi mais um pouco.
— Como você está? Sente fome, sede, dor? Porque não me acordou?
Elaene inclinou e o beijou suavemente nos lábios, deixando escapar um suspiro de alivio na boca dele, não o deixando ao menos responder alguma das perguntas que fez.
— Não consigo acreditar que você está aqui, cuidando de mim e dormindo em meu peito. Devo estar delirando de febre. Seria uma pena acordar agora...
Elaene sorriu, mergulhando o rosto no vão do pescoço dele.
—Trate de acreditar, estou aqui. E saiba que jamais deixarei que você vá embora outra vez. Se você tentar me manter em qualquer castelo que seja de novo, tratarei de enfiar uma flecha no que tem no meio das pernas, dragão!
Arthur riu, gemendo com a pequena dor que o movimento do riso provocou em si. Abraçou ela a deitando novamente no lado bom de seu peito, depositando um beijo no topo de sua cabeça.
—Definitivamente, essa é a Elaene verdadeira. Nada de delírios, por enquanto.
=^=
Três dias se passaram sem grandes sustos, e por fim os homens que Robb havia enviado retornaram. Por sorte, haviam encontrado uma vila nos limites das terras ocidentais com a campina, e trouxeram um Meistre que estava tratando dos camponeses e soldados feridos.
Meistre Cullan aparentava ser muito novo para um Meistre, notou Elaene. Deveria ter pouco menos que 40 anos. Possuía cabelos castanhos e crespos, e uma barba com discretos fios grisalhos. Elaene ficou o tempo todo ao lado do meistre, observando seus passos como uma sombra enquanto tratava de Arthur.
— Quem o tratou? — Perguntou o homem desenrolando os curativos em Arthur.
— Quando cheguei a Dente Dourado, procurei o próprio meistre do castelo, e ao que parece, ele sabotou não somente a mim. Mas a tive sorte de ser tratado antes que fosse tarde demais, até para um bom meistre. Sei que alguns soldados não tiveram a mesma sorte que eu ...
— Quem fez estes curativos e preparou estas ervas curativas?
— Eu mesma, meistre. – disse Elaene com uma voz tímida, temendo sofrer reprimendas do homem. — Senti que deveria fazer algo...
O homem olhou por sobre os ombros para encará-la.
— Muito bem, menina. Você fez um ótimo trabalho aqui. Ele teve sorte de ter você por perto.
Elaene sorriu ainda timidamente, e notou o olhar de gratidão que Arthur lhe lançava.
— Pelo que sei, há mais homens precisando de tratamento. Gostaria de poder contar com sua ajuda, Lady... – ficou a olhando, com a sobrancelha erguida, e Elaene notou que ele lhe perguntava o nome.
— Arryn...Lady Arryn.
— Sim, Lady Arryn. Estaria disposta a ser minha auxiliar? Sei que não é uma tarefa à altura de uma lady, mas preciso de alguém que saiba o que faz.
— Claro, Meistre Cullan. Por favor, deixe-me ajudá-lo.
=^=
Quando a noite chegou e andava pelos corredores de Dente Dourado, Elaene sentia o corpo esgotado e a mente não parava de rodar a imagem que presenciou da amputação da perna do pobre soldado nortenho ferido.
Quando abriu a porta do quarto de Arthur, o viu fora da cama, em pé em frente a janela, olhando para a movimentação no pátio lá embaixo.
— O que você está fazendo em pé, Arthur? – perguntou indignada
Ele levantou a sobrancelha para ela.
— Meu ferimento é no peito e ombro, Elaene. Não nas pernas.
Elaene atravessou o quarto e o segurou pelas mãos para que voltasse a sentar na cama.
— Observação perspicaz, Sor Arthur. Mas devo lembrá-lo que o senhor entrou em choque e teu coração parou por uns instantes, há poucos dias. Sente-se e não seja um mau garoto. – colocou a mão na testa dele e notou que sua temperatura estava controlada.
Ela estava em pé em frente a ele entre suas pernas, e ele a olhava examinar a temperatura de seu corpo. Arthur notou o quanto ela estava cansada e abatida, e a puxou para um abraço pela cintura, descansando a bochecha no estômago dela, após depositar um leve beijo ali.
Ela sorriu e acariciou os cabelos dele delicadamente com os dedos.
— Está tudo bem?
— Absolutamente. – disse beijando mais uma vez a barriga dela – Estava olhando os soldados se organizarem para partirem, no pátio. Fiquei triste por não poder guiar os meus homens. Mas quando você entrou por essa porta, me senti um idiota por em algum momento querer voltar para aquele inferno, enquanto posso sentir teu cheiro assim... – a puxou para um abraço ainda mais apertado, acariciando suas costas e beijando a extensão de sua barriga.
Elaene ficou com medo de o aperto estar machucando-o, mas como ele não reclamou, resolveu ficar quieta apenas acariciando os cabelos dele com os dedos e o vendo beijar sua barriga com uma veneração quase possessiva.
— Se você quiser dormir em seu próprio quarto, tudo bem. Eu já estou bem melhor, e entendo que as pessoas começarão falar, e ele...
Elaene segurou o ombro dele delicadamente, apenas o suficiente para fazê-lo afastar, para poder encará-lo nos olhos
— Você quer que eu vá? Quer privacidade? – perguntou com uma expressão firme no rosto.
Arthur a olhou assustado.
— Óbvio que não! — respondeu a puxando novamente para mais perto. – Só pensei que... você não iria querer problemas... as pessoas falam, e poderia chegar aos ouvidos do Rei... — Arthur a sentiu tensionar em seus braços e ficar em silêncio. — Imagino que vocês já tenham se encontrado, a essa altura...
— Arthur, você precisa descansar. Conversaremos outra hora.
— Eu estou descansando há dias, Elaene. Tenho certeza que estou bem o suficiente para uma conversa desagradável.
— Sim, nos encontramos. – Elaene notou o olhar dele vacilar e continuou — E eu estou aqui agora com você, não estou?
Soltou os braços dele de sua cintura e ajoelhou-se entre as pernas dele, para deixar seu rosto bem próximo ao seu. Segurou o seu rosto com uma mão e o puxou para um beijo delicado, sugando o lábio inferior dele.
— Eu não dou a mínima para o que essas pessoas dizem. Eu quero ficar aqui com você, e em mais nenhum outro lugar. – Encostou a testa na dele enquanto ele suspirava aliviado em seu rosto.
Arthur pensou em como o seu pai reagiria quando soubesse de seu envolvimento emocional com ela. Ele estava tão imprevisível e desconhecido para ele ultimamente, que não soube precisar se seria motivo para abraços de orgulho, ou apertos furiosos no pescoço, como da última vez.
=^=
— Bom dia... como se sente? – Disse aproximando-se dele que estava deitado na cama depois de longos dias se recuperando com os devidos cuidados que havia recebido, depositando um ruidoso beijo.
— Com um “bom dia” desses? Bem melhor, eu diria. – Respondeu com um sorriso torto, a segurando pela cintura, enquanto ela sentava ao seu lado da cama.
— Sem febre há três dias, isso é bom. Você me assustou como os sete infernos, Arthur. – disse seriamente. – Por um instante, você não estava mais aqui.
— Sinto muito. – apanhou sua mão para depositar um beijo ali – mas você me salvou!
Elaene deu um sorriso doce.
— Apenas devolvi o favor. – disse o sentindo cutucar sua costela, lhe fazendo dar um pulinho de susto.
Arthur levantou o dorso, e apanhou a boca dela. No começo Elaene evitou aprofundar o beijo, com medo de machucá-lo, mas ele deslizou a língua entre seus lábios, pedindo passagem, e ela logo concedeu. Ele passou seu braço bom pela cintura dela, laçando-a e puxando mais para si, quando sentiu o gemido dela em sua boca.
Ela interrompeu o beijo, pois sentiu o sangue esquentar nas veias. Colocou a mão no rosto de Arthur, enquanto permanecia com a testa encostada na dele.
— Então quer dizer que você gosta da ideia de Rhaenys Targaryen, se tivesse sobrevivido à rebelião, ahm? Você realmente gosta de dornesas...
Arthur deu um riso incerto.
— O quê?
— Quando estava delirando, disse ao “Rhaegar” que queria ficar, pois amava a filha dele. Ou há algum outro Rhaegar que você conheça, que tenha uma filha por aí?
Arthur sentiu que todo o sangue de seu corpo se dirigiu para as suas vísceras, pois o frio que ali chegou foi arrebatador. Enfiou a cabeça no pescoço dela, inalando seu cheiro, evitando que ela visse o olhar de pânico dele.
Teria dito algo mais comprometedor enquanto delirava de febre? Teria dito quem é a filha de Rhaegar que ele ama? Ela sabia quem era, e estaria jogando com ele? Duvidava disso. Mas sabia que ele estava a um passo de matar a charada.
Quando notou que ela esperava a resposta dele em silêncio, soube que teria que fazê-la esquecer o assunto. Desconcentrá-la.
Começou a beijar o ponto sensível, do jeito que sabia que ela gostava, e a sentiu ronronar afagando seu cabelo com uma mão. Deslizou a língua pelo pescoço dela, até encontrar o lóbulo de sua orelha e o mordiscou gentilmente, enquanto a apertava forte pela cintura.
— Arthur... – ouviu ela gemer seu nome baixinho, mas continuou a distribuir chupões pelos pontos sensíveis de seu pescoço enquanto usava uma mão para tocar levemente um de seus seios por cima do tecido do vestido.
Enquanto continuava a beijá-la no pescoço, deu um pequeno aperto em seu seio, a fazendo arfar e utilizar uma mão no lado bom do peito dele para afastá-lo.
— Controle-se, Arthur. O que deu em você? – disse com um sorriso assustado no rosto.
— Desculpe, não quis te ofender. – esforçou-se para lançar seu melhor sorriso sedutor – Acho que a possibilidade de morrer antes de aproveitar cada minuto com você, me deixou um pouco ansioso... – disse enquanto acariciava a nuca dela tentando a puxar para si para outro beijo
— Pois trate de se comportar, Sor! Você ainda não está em condições de aproveitar nada! – disse levantando e notando o bico charmoso que ele fez. – Vou buscar os materiais para trocar seu curativo como o Meistre Cullan me pediu.
Quando ela saiu do quarto, jogou a cabeça para trás em direção ao travesseiro soltando um suspiro de tensão.
Lembrou-se do dia em que chegou a Camelot, no retorno da viagem à Winterfell, desesperado em busca do pai para enviar notícias da captura de seu amigo Tyrion. Nesse dia, soube da verdade. E não agüentava mais esconder dela.
Flashback
— Você tem razão... mas quem teria melhor pretensão do que a filha de Rhaegar? – Uther disse com naturalidade espantosa.
— Como diz?
Arthur sentiu os olhos quase saltarem do rosto e levantou-se em um impulso.
Uther sentou-se na mesa, ficando de frente para o filho.
— Como alguns boatos muito discretos dizem, Lyanna Stark não foi raptada pelo príncipe dragão... ela fugiu com ele. O estopim da rebelião foi um ato de dois amantes inconsequentes.- Disse o senhor com um certo escárnio.
Arthur sentou-se novamente para processar melhor tantas informações.
— Quando Ned Stark chegou à torre da alegria, onde supostamente Lyanna estava confinada, encontrou a irmã em uma cama de sangue, com uma hemorragia decorrida do parto. Lyanna morreu com Elaene nas mãos... você bem sabe que os Targaryens não são monogâmicos, Rhaegar havia se casado em segredo com a irmã de Ned. Elaene é filha legítima de Rhaegar, e neta de Aerys, o louco. Herdeira de Westeros.
— Quem mais sabe disso?
— Lyanna pediu para que o irmão cuidasse da criança como se tua fosse, com medo de Robert Baratheon, porém, quando Ned encontrou-se com Jon Arryn no Vale, a caminho do Norte junto com o Lorde Reed, viu a então esposa de Jon, Rowena Arryn, também falecer durante a chegada do seu primeiro herdeiro. Tomaram a decisão de substituir a criança morta por Elaene e a manter em segredo e segura no Ninho da Águia. Depois que Jon foi para Porto Real, ele acreditou que seria melhor que o tio dela cuidasse de perto, por isso ela foi criada como sua protegida em Winterfell.
— Segura de quem? Robert?
— Robert e Tywin. Lembra-se do que aconteceu com os filhos de Rhaegar e Ellia?
— Foram massacrados enquanto dormiam.
— Por ordens de Lorde Tywin. O senhor do Oeste não se ressente em fazer o que é necessário para manter o poder, ou proteger sua família. Apenas eu, que estava no Vale com Jon Arryn, Jon Reed e Ned Stark, sabíamos da verdadeira identidade de Elaene. Por isso ninguém mais, nem mesmo ela própria, sabe sobre isso.
— O preço de seu silêncio, foi prometerem ela à mim? – Arthur perguntou sem poder olhá-lo nos olhos.
Uther apenas assentiu com um aceno e Arthur sentiu-se nauseado, e saiu pela porta, sem nada mais a dizer.
=^=
As primeiras noites que dormiram juntos na mesma cama, apenas ficaram abraçados e trocaram rápidos beijos antes de adormecerem tranquilos, e Elaene não teve nenhum pesadelo durante a noite.
Agora, Arthur já estava recuperado e passariam a última noite em Dente Dourado antes de partirem. O amasso na cama logo de manhã, deixou o clima entre os dois tenso naquela noite.
Arthur puxou a manta para que ela entrasse e deitasse ao lado dele, e sem olhá-lo nos olhos, ela deslizou para encostar a cabeça no peito dele.
Ficaram alguns instantes parados, fingindo estarem alheios um ao outro, até um ponto em que a tensão tornou-se insuportável. Elaene olhou incerta para cima, e quando encontrou os azuis dele, notou que eles estavam ansiosos e inseguros, mas o magnetismo que emanava deles, tornou impossível para ela desviar o olhar.
Ela levantou o dorso e aproximou-se lentamente do rosto dele, notando que a respiração ficou mais áspera com a antecipação. Ela podia sentir uma energia estranha irradiando entre eles, e não conseguia controlar os próprios movimentos. Quando encostou seu lábio no dele, suspirou com a eletricidade que percorreu teu corpo.
Arthur abriu o lábios e sugou o dela delicadamente, enquanto usava a mão para retirar os cachos negros dela, que caiam em seu rosto. Quando ela aprofundou o beijo e gemeu em sua boca, Arthur sentiu arrepios percorrerem o corpo até chegarem em seu baixo ventre, então alisou as costas dela e a puxou para cima de si, a fazendo deitar o corpo completamente em cima dele.
Era a primeira vez que ficavam naquela posição, onde ele podia sentir cada pedaço do corpo dela o prensando contra a cama.
O beijo a seguir foi diferente de todos que já dividiram. Era o primeiro beijo, em que a luxúria estava perfeitamente dividida com o afeto, e um certo desespero.
Elaene puxou o cabelo dele com os dedos, e angulou para que pudesse afundar em sua boca, usando a língua para provar tudo dele. Então Arthur segurou as costas dela contra ele, fazendo o peso ficar ainda maior, como se o contato que tinham ainda não fosse o suficiente. Ignorou a pontada de dor que sentiu quando esmagou as mãos nas costas dela, fazendo os seios esmagarem o peito dele, e resfolarem bem em cima de seu ferimento.
Ela gemeu com o aperto, e puxou o lábio dele entre os dentes. O som do gemido dela em sua boca provocou uma nova onda que percorreu o teu sangue até encontrar o lugar que já estava esmagado entre os dois, e que certamente ela já havia sentido enrijecer contra sua a barriga.
Instintivamente ele moveu o quadril contra ela para aplacar a onda que ali chegou. Ela gemeu mais uma vez, e ele paralisou o beijo e os movimentos tentando recobrar o controle, porque sabia que se ela continuasse a gemer em sua boca daquela forma, seria o seu fim.
Elaene aproveitou para colocar as pernas ao lado do quadril dele, montando em seu colo bem em cima de sua ereção, no local onde encontrava a fricção ideal para o que queria apagar entre as próprias pernas. Quando sentiu o contato ainda mais íntimo com ela, Arthur bateu a cabeça com força no travesseiro, fechando os olhos, e esforçou-se para não gemer alto, mordendo o próprio lábio. Queria implorar para ela parar o que fazia e sair de cima de seu colo, pois aquilo era desesperadoramente bom, mas tudo que conseguiu pronunciar, foi choramingos enquanto ela deslizava por toda sua extensão, agora bem evidente entre eles.
Elaene inclinou e tomou a boca dele com força, enquanto continuava os movimentos sobre ele, e Arthur levou suas mãos para os quadris dela automaticamente, enterrando os dedos e a empurrando ainda mais forte contra ele, arrancando outro gemido de ambos.
Quando abriu os olhos, sentiu perder a pouca consciência que ainda restava. Ela estava com um forte rubor no rosto e seus lábios estavam entreabertos. Botou a mão no peito dele, evitando o ferimento, e soltou um sôfrego suspiro enquanto se posicionava na ponta da extensão marcada sob o tecido da calça dele, procurando o melhor ângulo para escovar sobre ele mais uma vez, sem o menor pudor. E quando o fez, rolou os olhos para trás.
Arthur soltou um gemido gutural preso na garganta, e com um movimento ágil e preciso, a girou segurando as costas dela, a deitando sobre a cama enquanto se posicionava por cima, entre suas pernas, e atacava o seu pescoço. Ela laçou as pernas na cintura dele e cravou as unhas em suas costas, podendo jurar que foi doloroso, apesar do gemido de prazer dele em sua garganta.
Não conseguindo se conter, ele jogou o próprio quadril contra ela novamente, a fazendo arquear as costas embaixo dele, enquanto ela mesma ouviu o chiar dele em seu ouvido.
Arthur deslizou sua mão desde o joelho dela e foi percorrendo o caminho para cima lentamente, levantando o vestido enquanto explorava a pele dela, sentindo os pelos eriçados contra sua palma da mão. Elaene estava tão eufórica com todas as sensações repentinas que apenas percebeu que seu vestido estava levantado até a sua cintura, quando ele deslizou a palma da mão sobre a calcinha dela, gemendo quando constatou que ela estava muito úmida.
Como em um choque, Elaene entrou em pânico e segurou a mão dele que agora ameaçava entrar por dentro do pano. Mas sua força parecia estar comprometida, tanto quanto sua determinação em parar o que faziam.
— Arthur... – gemeu no ouvido dele, e ele não conseguiu identificar se o gemido era para lhe chamar a atenção, ou uma expressão da plena satisfação dela.
Continuou beijando o pescoço dela e dessa vez, deslizou o dedo dentro da lateral da calcinha dela arrancando um gemido alto de ambos com o calor e a umidade que emanou.
Elaene levantou o rosto tentando se desvencilhar dele, e ele sentiu a tensão nela. Imediatamente tirou o rosto do pescoço dela para encará-la.
Ela o olhou firme, e disse envergonhada em um suspiro tenso e baixo:
— Ainda sou donzela, Arthur... — As palavras dela bateram em seu rosto com força, o fazendo fechar os olhos.
Ele saiu de cima dela rolando as costas para o seu lado, botando a mão no rosto enquanto tentava controlar a respiração novamente, e processar o que havia escutado, enquanto Elaene fechou os olhos e sentiu a frustração queimar seu estômago.
Permaneceram quietos por um tempo que pareceu uma eternidade para ela. Elaene havia revelado algo de extrema importância, mas ele apenas ficava ali, com o mão no rosto, sem dizer nada ao seu lado.
Quando a ansiedade estava matando, ela se preparou para questioná-lo, mas ele começou a rir. No começo era baixinho, mas depois o riso virou gargalhada por debaixo da mão que ainda tampava o seu rosto.
Elaene sentiu o estômago revirar com raiva, e puxou uma das mãos dele para baixo enquanto dizia com os dentes cerrados com fúria:
— Por que você está rindo?
Arthur notou que ela havia interpretado errado. Ele não ria porque zombava dela, e sim porque estava estupidamente feliz em saber que o maldito rei do norte não havia a deflorado como alguns comentários maldosos diziam.
Os seus pesadelos imaginando as diferentes formas e lugares que Robb havia tomado Elaene para si, eram apenas pesadelos que nunca existiram. Estava feliz, por que mesmo diante de todas as suas inseguranças, ela estava ali com ele, e era com ele que ela queria dividir a sua intimidade aquela noite.
Ele levantou o dorso para segurar o rosto dela entre as mãos, nem notando que não conseguia esconder o tal sorriso que a deixou irada.
— Desculpe, meu amor. Não quero que me entendas mal.
— Por que você está rindo, Arthur? — Perguntou mais uma vez com os olhos arregalados em raiva.
— Eu estou rindo porque eu claramente não te mereço, Elaene. Estou rindo porque sou um boçal que está se sentindo o mais sortudo dos homens por saber que você ainda é donzela. Saber que você irá pertencer a mim, somente a mim, me deu mais prazer que mulher alguma jamais pôde me dar.
Então ela compreendeu. Arthur era desejado por muitas mulheres, e já teve muitas delas em sua cama. Mas com ela, ele era completamente inseguro, por conta de seu passado com Robb. Ela amava outro homem, e morou com ele sob o mesmo teto durante anos. Era difícil para qualquer um crer que ela e Robb nunca haviam consumado nada. Esse era um dos motivos que o deixava inseguro, pois ele se sentia inferior a Robb.
Ele continuou, quando notou o olhar pensativo dela.
— Por favor, não se sinta ofendida. Eu te amo independente disso, sempre amei. Eu não ligo se és donzela ou não, afinal eu nunca fui um poço de virtudes. É só que... eu estou muito feliz nesse exato momento, pois você poderá experimentar tantas coisas comigo. – disse a segurando pela nuca e passando a ponta do nariz pelo pescoço dela, fazendo-a fechar os olhos e esquecer a irritação de uma vez – ah Elaene, são tantas coisas que eu quero dividir com você. Os Sete sejam testemunhas, de que eu vou lhe ensinar bem.
Fale com o autor