Queen of ice and fire
7 Amuleto

Assim que saíram pelo pátio principal de winterfell rumo ao portão principal, Robb olhou para cima, entre as janelas superiores do castelo, e seu olhar cruzou com o de Elaene. Ela ainda permanecia com suas vestes de dormir e seus cabelos estavam bagunçados com seus cachos rebeldes. Ela lhe lançou um olhar ansioso e um sorriso que não lhe acompanhava os olhos.
Robb murmurou em silencio para que Elaene lesse seus lábios: Amo você...
Elaene sorriu, e dessa vez seus olhos acompanharam o sorriso. Amo você, Stark.
Com essa visão, Robb abaixou a cabeça não suportando esconder o orgulho que tinha pela mulher que amava, a mulher pela qual iria lutar.
Desde que a comitiva real chegou à Winterfell, Robb ainda não tivera um momento adequado para conversar com seu pai, e acreditava que naquela caçada, seria a chance de receber a benção da união com Elaene.
Passaram a manhã inteira cavalgando pelo campo, parando ao meio dia para a refeição. A tarde foi cansativa com a cavalgada ficando mais dura, quando adentraram por fim pela mata. A comitiva de 20 homens era composta por homens do Rei e da Rainha, e alguns poucos homens de winterfell.
À noite, os homens acenderam uma enorme fogueira em uma clareira na mata, para saborearem os produtos de orgulho da caçada. Robb observou que teu pai teve uma conversa tensa com o Rei na pausa do meio dia, e notara que desde então, Ned estava pensativo e calado. Ele estava sentado em um toco do outro lado da fogueira, enquanto ao seu lado dois nortenhos saboreavam carne de veado com molho de especiarias dornesas trazidas pela comitiva real, com um forte vinho para descer pra baixo.
Robb resolveu que seria uma boa chance de atrair seu pai para uma conversa franca, afinal não teria como fugir do que viria. Sentou-se ao lado do pai no toco de arvore.
—Sem fome, meu pai?
—Estou bem, Robb. Apenas martelando alguns problemas na cabeça.
—Creio que são problemas que nosso Rei trouxe junto com uma proposta perigosa, certo?
Ned olhou para Robb e lançou um sorriso frio
—Creio que isso não seja novidade para ninguém.
—Você aceitará, então?
—Já aceitei. Assim quando retornarmos para Winterfell, teremos uma conversa com toda a família.
Robb suspirou
—Quem irás levar contigo para Porto Real?
Sabendo que não haveria como fugir do assunto, Ned continuou
—Sansa, Arya e Bran. Rickon é ainda muito novo e ficará com vossa mãe em Winerfell, assim como você que irá me representar como Senhor de Winterfell enquanto estiver ausente.
—Minha mãe não irá ficar feliz em se separar de Bran...
—Ela entenderá. Ele precisa crescer. O inverno está chegando, meu filho. Sinto em cada vento gelado que está cada vez mais próximo. — Disse Ned observando os homens Lannisters do outro lado da fogueira cantando alegres e bêbados.
—Há algo grave que me escondes, pai?
—Não é hora e nem lugar para esse tipo de conversa, Robb...
Quando Ned se levantou caminhando para sua tenda, Robb o seguiu.
—Pai, precisamos conversar. Discutir alguns termos importantes. Poderíamos caminhar um pouco?
Ned abaixou o olhar para o chão, já imaginando o rumo que tomariam. Pegou uma tocha posicionada na entrada de sua tenda, e caminharam na beira do córrego raso, na proximidade sul da clareira.
—Senhor meu pai, nós precisamos de sua benção, de sua ajuda.
—”Nós” quem, Robb?
Robb soltou o ar dos pulmões para criar coragem
—Eu e Elaene.
—Robb... é complicado.
—O que acontece, meu pai? Sei que amas Elaene como se fosse do teu sangue... Sinto muito pela sua perda, sei que Jon Arryn era como um pai para ti, mas a objeção que fazia perante nosso amor, não tem sentido.
—Não é exatamente assim, Robb.
—Iremos nos casar, meu pai. Eu a amo. Sei que nada lhe daria mais alegria que compartilhar o sangue com Elaene, então porque não me diz o que há de tão errado nisso tudo?
Ned Stark olhou para trás, levando a tocha na procura de algum intruso ou vulto a ouvi-los.
—Robb, você tem toda razão, nada me daria mais orgulho e felicidade que isso. Há fatores que você não tem conhecimento, que tornam a questão delicada.
Quando sentiu a tensão nos ombros de Robb, e imaginando que viria protesto, acenou com as mãos e continuou
—Eu irei revelar para vocês, assim que esse tumulto estiver longe. Você não entende, meu filho. Temos inimigos dormindo ao nosso redor, e estas revelações são muito perigosas... Quero que saiba que eu como protetor de Elaene abençôo essa união. — Disse Ned fechando os olhos, com uma áurea de preocupação estampada na linha fina que formou sua boca.
Nesse momento Robb esboçou um sorriso que mal pôde conter.
—Porém, peço que mantenha segredo sobre esse noivado, pelo menos pelas próximas semanas enquanto resolvo algumas questões antes de partir para Porto Real. De maneira alguma revele ou chame atenção para esse noivado antes da comitiva real partir. Entendido?
—De acordo...
Disse Robb com um olhar desconfiado para o pai.
—Senhor meu pai, tenho que perguntar. Elaene é de uma casa nobre do Vale. Uma mulher cuja beleza é conhecida. Qual era a união entre casas que Jon Arryn estava mantendo em segredo à todo custo, que te deixa ansioso dessa forma?
Ned olhou para baixo, analisando se deveria revelar tanto, sem causar suspeitas...
—Pendragon. Elaene seria prometida à um dos irmãos Pendragon.
Robb arregalou os olhos com um misto de surpresa e raiva.
—Ninguém têm conhecimento disso, meu filho. Exijo que você mantenha segredo. Há muitas questões delicadas que tenho que lidar no momento. Por favor, tenha paciência.
Robb se ajoelhou perante o pai, tomando-lhe a mão para um beijo de respeito.
—Obrigado, senhor meu pai. Prometo honrar o teu nome enquanto estiver ausente. Não sei se sou digno de ser o seu primogênito, porém me doarei plenamente para que tenha grande orgulho de mim.
Ned fez aceno para se levantar. E botou as mãos nos ombros do filho, que lhe olhava com olhos emocionados.
—Você é o motivo de meu orgulho meu filho. Honre nossa casa, honre vossa esposa, honre vossos filhos. Winterfell não poderia estar em melhor mãos... Vamos, não quero que olhos suspeitos nos observem.
Mais tarde, naquela noite, a cabeça de Robb dava voltas enquanto rolava de um lado para o outro em sua tenda, tentando adormecer. Estava ansioso, assustado e feliz. Sabia que havia muito a ser desvendado, mas decidiu que não sofreria por antecipação. Confiava em seu pai.
Quando virou de lado, retirou do bolso e observou o amuleto que ganhara de Elaene quando ainda eram pouco mais que crianças.
Flashback
Elaene estava com o cabelo bagunçado, com fios de cachos soltos do alto rabo de cavalo, de tanto correr de Robb, entre as árvores do bosque sagrado. Sua risada era doce e quente. Antecipando a passagem de Elaene por uma árvore, Robb pegou o caminho inverso para trombar com a garota.
Com um baque oco, estavam os dois rolando e gargalhando sobre o chão macio do bosque e entre as folhas secas no chão. Depois de uma sessão de tortura com cócegas que Robb sabia onde aplicar, deu um momento de trégua para Elaene recuperar o fôlego.
Estavam deitados lado a lado, e Elaene lhe olhava com grandes olhos verdes, por debaixo de seus longos e espessos cílios.
Sentiu o coração acelerar, como nas estúpidas canções que as garotas bobas de winterfell suspiravam. Aproximou sua cabeça mais próxima da dela, e notou que a respiração dela ficou ainda mais acelerada.
Estava curioso e tomado pelo impulso quando encostou seus lábios aos dela. Sentiu perder uma batida do coração e Elaene congelar com o toque. Mas ela não recuou. Sem notar, Robb havia fechado os olhos, e quando os abriu novamente, ela lhe olhava com os mesmos grandes olhos verdes mas não parecia que estava assustada.
Elaene pousou delicadamente sua mão no rosto de Robb, o fazendo acelerar ainda mais as batidas no peito.
Em seguida, Elaene retribuiu o beijo, dessa vez não contendo a excitação da curiosidade em saber a textura ali. Sugou o lábio inferior de Robb, que não conteve um suspiro pela surpresa e pela sensação que invadiu suas veias.
Para retribuir o carinho no rosto, Robb também acariciou o rosto de Elaene, retirando uns fios rebeldes em sua bochecha.
—Robb, eu tenho medo.
—Você é a pessoa mais corajosa que conheço, o que poderia lhe causar medo Lê?
—Perder você...
—Você nunca irá me perder. Iremos nos casar um dia, e nossos filhos terão cabelos vermelhos e escuros, com grandes olhos verdes como os seus.
Elaene não conteve o sorriso, pois aqueles pensamentos também já haviam habitado sua mente várias vezes.
—Quero lhe dar isso.
Elaene retirou um pequeno amuleto de ferro do bolso da túnica de lã. Era um objeto metálico, com um desenho muito bem trabalhado.
— É um amuleto de sorte que trouxe comigo do Vale. Representa a transformação da natureza, do mundo, e de nós mesmos. Quero que fique com ele, assim sempre estarei lá contigo.
Robb pegou o amuleto, analisando a textura e admirando o trabalho artesanal tão bem feito.
—É lindo...sempre estará comigo, haja o que houver. Eu te amo, Lê.
—Eu também te amo, Stark.
=^=
No dia seguinte, cavalgaram para ainda mais interior da mata, quando o filho do intendente do castelo conseguiu alcançar a comitiva no final da tarde. Imediatamente dissera que teria um recado urgente a dar ao Senhor Stark. Um cavaleiro livre da capital foi quem viera avisar Ned e Robb que estavam à beira de um rio manso e gelado.
Quando localizaram o filho do intendente, receberam a dura notícia.
—Perdão meu Senhor, porém o Meistre pede que retornem com urgência para Winterfell. Bran Stark sofreu um acidente.
—Que acidente? Ele está bem?
— Não tenho maiores informações, meu senhor. Peço perdão. Vim mais depressa que foi possível para alcançá-los. Tudo que sei é que Bran caiu de uma torre enquanto escalava.
Ao ouvir aquelas palavras, Robb sentiu um frio percorrer a espinha. Sua mãe sempre ficava irritada quando Bran teimava em escalar muros, cercas, torres e árvores em winterfell. Bran sempre se vangloriava.
“Eu nunca caio”. Mas então, havia caído. Passou a mão nos cabelos, nervosamente.
Rapidamente, Ned e Robb cavalgavam a todo vapor de volta à winterfell. De vez em quando, olhava para o pai, e notava seu semblante duro e sério. Pararam apenas para comer e descansarem brevemente, pois desejavam alcançar o castelo antes mesmo do amanhecer.
Quando avistaram, do topo de um vale o castelo ao fundo, seu medo aumentou. Tinha medo do que veria em Winterfell. Poderia Bran ter morrido? Teria o filho do intendente escondido algo?
Sentiu a tensão do seu pai aumentar ainda mais, e a cavalgada se intensificou. Olhou para o horizonte e o sol anda estava com preguiça de aparecer. Apenas tímidos raios brilhavam em tons vermelhos no céu. Estava frio, e o vento gelado cortava seu rosto com a velocidade em que estavam.
Assim que abriram a porta do quarto de Bran, sua mãe estava ao seu lado na cama. Estava com um aspecto péssimo e podia jurar que não havia pregado os olhos entre esses dois dias desde o acidente.
—Filho, pode me dar um tempo com vossa mãe.
Foi então que Robb olhou para Bran. Estava pálido, muito pálido. Com grandes olheiras roxas em baixo dos olhos. Porém estava sereno. Parecia dormir profundamente.
“Ele ainda vive” pensou.
—Sim, claro. Com licença
Assim que saiu do quarto, escorou as costas na porta, soltando uma pesada bufada de ar. Era um misto de alivio, de tristeza, de incredulidade. Como isso pôde acontecer?
—Robb?
Elaene correu para os seus braços lhe dando um forte abraço e em seguida encostando a cabeça em seu peito.
—Sinto muito, meu amor.
—Como ele está?
Elaene olhou para cima para encontrar seu olhar.
—Estável, mas não resta mais nada a fazer. Está nas mãos dos deuses. Ele caiu da torre de vigília abandonada ao sul, Robb. Suas costas foram amassadas no chão. Preciso lhe avisar, lhe preparar para ser forte. Meistre Luwin disse que Bran poderá nunca mais andar...
—Se sobreviver, não é?
—Sim... sinto muito.
—Como estão meus irmãos?
—Sansa está controlada, Jeyne passa a maior parte do tempo com ela. E Arya também está bem. Porém Rickon está muito assustado. Ele não entende o que se passa, e pergunta pelo pai a todo tempo, por você, e por vossa mãe... Robb, Lady Catelyn não sai do quarto a dois dias. Sei que não come e não dorme também. Estou preocupada.
Robb fechou os olhos, mal podendo acreditar que tudo aquilo estava acontecendo. Não era o retorno à winterfell que esperava após a caçada. Depois de um suspiro, pegou o rosto de Elaene entre suas mãos lhe aplicando um beijo profundo. Sentiu que ela lhe olhava especulando algo por trás de seu olhar, algo além da tristeza pelo acidente com Bran.
—Irei conversar com Meistre Luwin e saber como andam as coisas por aqui. Podemos nos encontrar a noite no nosso lugar?
—Sim, estarei lá.
Com um ultimo beijo rápido, sumiu pelos corredores.
=^=
Quando chegou no bosque sagrado na hora combinada, encontrou Robb olhando para o horizonte que se formava acima das muralhas de Winterfell. Ficou o admirando por alguns segundos. Notara que havia algo diferente, Robb parecia ter envelhecido alguns anos desde chegara da caçada. O viu pegar uma pedrinha no chão e lançar de encontro ao lago, formando ondas na superfície.
Tentou se aproximar sem fazer barulho. Robb estava tão absorto em seus pensamentos que não notou sua chegada. Abraçou Robb por trás, encostando sua cabeça de lado, carinhosamente em suas costas. Ele apenas deu um pequeno gemido com o susto e continuaram abraçados ali por um tempo, enquanto Robb esfregava gentilmente as mãos nos braços de Elaene trançados em si.
Elaene interrompeu o silencio confortável.
—Você está bem?
—Sim, meu amor. Sei que preciso ser forte, existem muitas questões em minhas mãos agora. Minha mãe não está nada bem, e meu pai aparentemente não retirará a ideia de ir para a capital em breve.
Soltou os braços de Elaene e se virou para olhá-la nos olhos, segurando seu rosto com as mãos
—Ainda bem que tenho você ao meu lado. O que seria de mim sem você?
Elaene interrompeu o sorriso que teimava a brotar em seus lábios, com um beijo suave em Robb.
—Eu sempre estarei ao seu lado Stark. Providenciei isso quando lhe dei meu amuleto de proteção.
Disse sorrindo novamente, enquanto Robb retirava um cacho de seu cabelo que teimava em ficar no rosto dela.
—Por falar em providencias, você ainda tem planos para se tornar minha Stark?
Disse sussurrando as ultimas palavras no final da frase.
Elaene sentiu que seu sorriso era agora tão grande, que parecia que iria partir o rosto em dois
—Ned Stark aprovou?
—Sim...
Elaene não conteve e beijou Robb. Ele interrompeu o beijo para continuar
—Porém, meu pai não me contou tudo, Lê. Existem coisas obscuras que ele tem medo de me contar. E Ned Stark com medo, não é algo que se vê todo dia, por isso estou tão preocupado. Ele pediu para mantermos em segredo por um tempo até resolver algumas questões. Você estaria de acordo?
Disse com os olhos azuis brilhando por debaixo dos cílios em uma suplica silenciosa.
Elaene nem respondeu a pergunta, se jogou em seus braços laçando os braços sobre o pescoço de Robb, que lhe respondeu com um beijo profundo, enquanto a levantava do chão em um abraço apertado laçando os braços em suas costas, lhe fazendo girar em rodopios enquanto se beijavam e sorriam.
=^=
Queria esquecer os problemas, as preocupações, seus temores. Queria um momento de paz, sossego. Queria aproveitar o instante de alegria e emoção com aquele que era agora seu noivo. Mesmo que não pudesse gritar a plenos pulmões que estavam comprometidos, queria demonstrar para Robb o quanto estava feliz e realizada.
Não compartilhavam a cama desde quando recebera a trágica noticia do Vale. Decidiu que não havia nada demais. Se já haviam compartilhado outras vezes, agora que eram noivos não dava a mínima.
Robb sempre agia com seu jeito controlado, mas Elaene lá no fundo gostava de antagonizar com ele, de provocá-lo, levá-lo ao limite. Ele estava triste e merecia uma noite para esquecer um pouco os problemas antes de mergulhar fundo no turbilhão que se seguiria.
Quando abriu a porta sem bater, Robb ainda estava acordado. Estava com os braços cruzados acima da cabeça e olhava para o teto com um semblante pensativo e sentou-se com o susto da invasão.
—Elaene? Pesadelos?
—Não. Preciso sentir teu cheiro esta noite.
Enquanto se aproximava para sentar na cama com Robb, percebeu que ele lhe lançava um olhar de reprovação.
—Elaene...
Robb gemeu com misto de reprovação e desejo, antes de sentir o choque dos lábios dela com os seus e continuou sentado na cama, com as pernas esticadas.
Assim que separou os lábios, Elaene por um impulso sentou-se em seu colo, com as pernas esticadas encostadas na cabeceira da cama de repouso.
Ele tentou protestar, mas quando sentiu o corpo dela tão quente e próximo do seu, fechou os olhos e inclinou a cabeça para sentir o cheiro dela em seu pescoço. Notando que a túnica de lã que ela usava subiu até a metade da coxa, pousou a mão um pouco acima do joelho, e notou com as palmas da mão que os pêlos de sua coxa estavam eriçados.
—Elaene...
—Não pense, Robb... não pense... quero que você fique imóvel agora. Não se mova.
Elaene o olhou profundamente por uns instantes e aproximou seus lábios ao dele. Quando viu que Robb abriu os lábios e se preparava para beijá-la, interrompeu o movimento.
—Fique imóvel, não se mova. Quero sentir algo.
Robb acenou com a cabeça positivamente, sem entender o que Elaene iria fazer. Ela voltou a se aproximar e ao invés de beijar Robb, deslizou sua língua pelo lábio inferior de Robb, de um lado para o outro. A sensação era nova e resolveu repetiu o movimento, dessa vez fazendo todo o contorno da boca de Robb saboreando cada pedaço.
Assim que finalizou o movimento, sentiu um baque oco de suas costas na cama. Robb havia lhe jogado para trás e estava por cima dela, lhe olhando como um predador prestes a atacar a presa. Sua feição havia mudado, e sabia que ele havia deixado o controle para trás.
—Pelos deuses, Elaene. Juro que você quer me enlouquecer.
Sem nenhuma prudência, Robb deitou seu corpo sobre Elaene, lhe beijando profundamente e deslizando sua mão pela lateral do corpo dela.
Elaene sentiu a excitação de Robb em sua barriga e ansiava pelo contato para aliviar o fogo que lhe ardia no baixo ventre. Quando Robb deslizou as mãos por suas coxas, puxando ainda mais sua túnica para cima, abriu e cruzou suas pernas sobre as costas de Robb, e não conteve um gemido alto abafado pela boca dele, quando sentiu a excitação de Robb lhe apertar exatamente naquele ponto que implorava por alivio.
Robb interrompeu o beijo, implorando a si mesmo para retomar o controle da situação encostando sua testa na dela, quando Elaene usando as pernas cruzadas nas costas dele, empurrou mais uma vez seus quadris de encontro um ao outro.
Não conseguia raciocinar com Elaene repetindo o movimento várias vezes sem lhe dar trégua. Quando olhou para o seu rosto, foi sua perdição. Ela estava com os olhos fechados, com a cabeça inclinada para trás. Suas sobrancelhas quase se uniam no centro, e de sua boca saia o mais sensual ruído: Seu nome em forma de um gemido baixo e suave.
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