Notas iniciais
Oiee! Gente muito obrigada pelos Reviews! Sério amei!
Sem mais delongas boa leitura.

Terceira Pessoa POV:

– Como assim nenhuma pista? Será que todos vocês não passam de inúteis? – Voldemort Gritou com raiva para seus comensais.

– M-meu s-enhor... A g-garota... Desapareceu... N-não encontramos nada... Além de u-uma casa abandonada há meses... – Gaguejou Rabicho ajoelhado de frente a seu mestre.

– Ela não pode ter desaparecido! Porque vocês idiotas não usaram um feitiço de rastreamento com um fio de cabelo ou algo assim? Certamente em sua casa teria isso! – Rosnou Voldemort com fúria. Já tinha quase um ano! Quase um ano maldito desde o ataque a Phoenix e tudo o que seus comensais conseguiram foi descobrir que a garota misteriosa tinha se mudado para Nova Jersey comprado uma casa lá, trabalhado durante três meses numa academia de lutas e então comprado uma passagem de avião para Londres após se demitir. Passagem que nunca foi usada. Outra coisa que eles descobriram foi o nome, ou melhor os nomes da garota. Em Phoenix ela se chamara Isabella Kentury Blade, e em Nova Jersey ela se chamava Anabella Caroline Clarke, fora isso nenhum deles tem idéia do paradeiro da garota que não saia da mente do Lord das Trevas. Ele a queria do seu lado, custe o que custar! Ela era bonita, misteriosa, poderosa e ardilosa, não que ele tivesse interesse romântico ou sexual para a garota afinal ele tinha perdido seu corpo humano há anos, e agora seu corpo era uma espécie de ofídico e humano, uma mistura bizarra e monstruosa dos dois. Ela nunca iria querer nada com ele. Mas ele a queria, queria seu poder para ajudá-lo a ganhar essa guerra. Queria que ela ajudasse a derrotar o velho e o Potter estúpido.

Voldemort sabia através de seu espião que o velho não sabia de nada sobre a garota, o que era bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque o velho não a tinha encontrado, e mal porque nem ele mesmo sabia onde a garota estava escondida!

– Meu Senhor... A casa estava limpa... Sem um fio de cabelo... Uma gota de sangue ou qualquer coisa que nos ajudasse a encontrá-la. Ela não deixou pistas de sua localização... – Bellatrix falou olhando para o chão.

Voldemort a encarou com raiva e erguendo a varinha sibilou.

– Crucio.

[...]

Dor.

Uma palavra tão pequena que reflete um sentimento tão grande e perturbador.

Tortura.

Muitos podem pensar conhecer o significado dessa palavra, mas somente quem já passou pela experiência verdadeira entendem realmente no que consiste a palavra tortura.

Oito meses.

Oito meses de tortura diária física e psicológica é o que Isabella suportou e continuava a suportar.

Todos os dias ela era dopada por uma combinação específica de remédios que impediam-na de usar seus poderes como uma Deadman, as dosagens eram apenas o suficiente para que ela não conseguisse atacar ninguém, não o suficiente para que ela ficasse inconsciente, sua mente continuava acordada sentindo toda a dor que seu corpo era exposto.

Isabella já acostumara-se com dor. Aprendeu que se a renegasse tudo se tornaria pior, por isso a aceitou de bom grado como uma velha amiga, e a partir disso todo seu sofrimento se tornou um tipo de passatempo ao qual ela esperava ansiosamente. Sua mente se envolvia ao redor da tortura de uma forma que muitos achariam cruel, doentio ou masoquista, mas depois de tanto suportá-la sua mente foi modificando traços em sua personalidade que a faziam apreciar calorosamente toda a dor recebida.

Victória realmente era muito habilidosa com toda a tortura. Isabella passou diversas vezes pela dor da queimação do veneno vampiresco em seu sangue, apenas o bastante para causar dor sem transformá-la em uma imortal. Suportou ter sua pele esculpida pela ponta de uma adaga, surras incrivelmente dolorosas dentre outras formas de torturas.

O rosto foi uma das únicas partes de Isabella as quais permaneceu intacto. Sem nenhum arranhão. Ela realmente não entendia o porque disso, mas estava agradecida por isso.

Com o tempo, ela já não dava a Victória a satisfação de escutar seus gritos, o que irritava muito a vampira ruiva. Isabella suspeitava que após uma sessão de tortura onde Isabella riu ao invés de gritar, a ruiva tenha ficado um pouco assustada e preocupada com a sanidade da morena, mas logo arranjara novas formas de tortura que conseguiram fazer Isabella gritar novamente embora não por muito tempo, e rapidamente Isabella retornara aos risos e olhares insanos para seus torturadores.

Os novos integrantes do grupo, eram pessoas semelhantes àquelas que estavam no ataque a Phoenix tantos meses atrás. Rapidamente Isabella descobriu que as ‘varas’ se chamavam na verdade ‘varinhas mágicas’, e as pessoas que as usavam eram bruxos. Os únicos seres mais poderosos que os Deadmans. Ela também descobriu que eles precisavam falar algumas palavras estranhas como as que ela ouvira no dia do ataque, para poder lançar os raios de luz que eram na verdade feitiços e maldições.

Isabella também reconhecera alguns dos rostos dos bruxos que ajudaram em sua tortura. Eles estavam em Phoenix no dia do ataque. E faziam parte do grupo que saíra da fumaça esbranquiçada que chegou momentos depois que os mascarados apareceram.

[...]

– Meu Senhor... – Lucio Malfoy saudou curvando-se respeitosamente ao entrar no escritório.

– Lúcio. – Reconheceu Voldemort olhando friamente para seu seguidor. – Espero que tenha vindo aqui para me dizer que já encontraram a garota... – Comentou acariciando distraidamente a cabeça de sua serpente.

– N-não meu Senhor. Ainda não encontramos a garota...

– Então o que você está fazendo aqui seu incompetente? – Lúcio se encolheu com a fúria na voz de seu mestre.

– N-Nós encontramos frios meu senhor... – Voldemort arqueou uma sobrancelha desdenhosa como se perguntasse que merda isso tinha haver com qualquer coisa de seu interesse. – Eles estão em um galpão em a duas cidades de Nova Jersey... Temos informações de que alguns bruxos andam fazendo visitas regulares ao galpão... Parece que o velho está tentando recrutar esses vampiros... – Voldemort agora parecia interessado. – Mas... Há algo de estranho no galpão meu senhor... Eles parecem... Ter alguma atividade suspeita enquanto estão lá... Ultimamente alguns dos bruxos que visitam o galpão... Eles sempre saíram ensangüentados, mas agora eles parecem com medo de algo... Certamente os vampiros não podem intimidar um bruxo então... – A mente de Voldemort trabalhava rapidamente em infinitas possibilidades que poderiam causar os acontecimentos relatados por Lúcio.

Após um instante de consideração ele fixou seus olhos rubis em Lúcio que fez o máximo para não se encolher ou ser desafiador de mais.

– Reúna alguns grupos de Comensais. Vamos invadir esse galpão. – Ordenou se levantando.

[...]

Isabella acordou com a dor de um soco em seu estômago, abriu rapidamente seus olhos encarando a face de Victória e abriu um grande sorriso insano para a ruiva que estreitou os olhos.

– Hora de brincar queridinha... – Victória zombou.

– Hm... O que vamos fazer hoje Vicky? Facas? Surra? Ferro quente? – Perguntou Isabella animada embora sua voz estivesse rouca. – AHH! Já sei! Você vai dizer para aquele pessoal esquisito falar aquela linda palavra Cruisi... Crusis... Uh... Eu não me lembro... Mas tenho certeza que eles sabem... Ummm Será divertido! – Tagarelou com um sorriso crescente. Victória fechou a cara com e deu um tapa no rosto de Isabella que gemeu apreciativamente em seguida estourou em risadinhas enquanto o sangue escorria por seu lábio.

– Você não deve estar animada Humana! – Cuspiu a ruiva. – Você deve sentir dor! Já é ruim o suficiente que você decidiu falar! – Rosnou.

– Ahhh, mas eu sinto Vicky! E é tão bom! – Riu Isabella olhando com malicia para Victória. – Você deveria tentar... Mas considerando os sons que eu escutei pelos últimos você tem muita diversão não é? James estaria tão orgulhoso... Da vadia que ele usou... Você sabia Vicky... Ele não gostava de você... Apenas usava seu dom e seu corpo em seu benefício... Pra ele você era só um “pedaço de carne”, por assim dizer... – Victória rosnou enquanto pegava uma Isabella divertida e irônica pelo pescoço e a lançava pelo quarto com uma força tão forte que fez a porta, onde Isabella impactou, se quebrar.

Isabella Riu cuspindo um pouco de sangue, ela sentia algumas de suas costelas quebradas, assim como vários cortes alguns deles com lascas de madeira ferindo-a, Isabella lentamente se mudou ficando em suas mãos e joelhos enquanto se apoiava para levantar. Ela riu ainda mais quando sentiu Victória chutando-a, o que a fez atravessar a sala novamente. Seu riso, como passou a ser costume ultimamente era irônico, como se ela soubesse algo que ninguém mais sabia. Isso irritava Victória. Ao longo das ultimas semanas Isabella, que tinha entrado em um silencio sepulcral desde o segundo mês voltara a falar, sempre provocando e insultando...

– Torture-a! – Berrou Victória irritada para o par de bruxos que vinham ajudando na tortura de Isabella. Ambos olharam com receio para a vampira em seguida para a garota, mas não hesitaram em apontar suas varinhas ambos dizendo ao mesmo tempo. – Crucio.

O raio azul da maldição da dor atingiu Isabella que estremeceu embora não fosse pelas razões certas. Ela então voltou a lentamente fazendo seu caminho aos seus pés embora fosse um pouco difícil pelos risos que saiam de sua boca fazendo-a ofegante.

– Porque você está rindo sua vagabunda? – Victória rosnou tão furiosa que não escutou vários barulhos de galhos quebrando, ou percebera as súbitas presenças as suas costas. — Seu namorado estúpido te abandonou como o lixo que você é, junto com a família de merda que não te amava, seu pai e seu melhor amigo tentaram te matar... Você vai morrer aqui enquanto eu te torturo e... Por que vocês pararam seus idiotas estúpidos? – Rosnou ela para os bruxos que tinham deixado a maldição se esvair enquanto olhavam com medo para algo atrás de Victória.

[...]

Voldemort deu as ultimas instruções para seus seguidores, olhando na mente de Lúcio para o lugar certo em que aparatariam. O Plano era simples... Matar os frios e interrogar os bruxos antes de matá-los também.

Reunindo-se em grupo os comensais vestiam suas vestes negras e mascaras de prata que consistia em seus uniformes de comensais. Suas marcas negras arderam e esse foi o sinal para aparatarem.

Segundos depois todos eles, silenciosamente desaparataram já dentro do Balcão deparando-se com uma vampira ruiva gritando para uma garota de aparência sangrenta, enquanto a garota ria ao ser torturada com um Cruciatus duplo.

Os dois bruxos, que lançavam a maldição na garota paralisaram com medo ao ver o Lord das Trevas acompanhado por dezena de seus comensais. O que os fez pararem de torturar a garota.

Quando a vampira ruiva gritou para os bruxos, os comensais prepararam-se para atacar, mas foram impedidos por Voldemort que ordenou que nenhum deles interferisse sem seu comando. Ele olhava atentamente para a garota enquanto a mesma, por um segundo retribuía o olhar.

Com choque e triunfo girando em sua mente Voldemort reconheceu os olhos incrivelmente castanhos do rosto que o atormentou durante todo o ultimo ano. Ali rindo enquanto na dor, estava ela. A mulher a qual ele faria, a todo custo, se juntar ao lado escuro

A garota parecia divertir-se bastante ao voltar o olhar para a vampira e lentamente ela levantou-se ainda tendo ataque de risos. Voldemort estava extasiado, ele a encontrara! E melhor ainda, parecia que em segundos ele veria do que ela era capaz de fazer.

[...]

Isabella riu ainda mais quando olhou para o que havia as costas de Victória, em seguida falou enquanto finalmente conseguia se levantar.

– Sabe Vicky... – Começou ela retirando com a ponta das unhas algumas lascas de madeira de suas feridas. – Há algum tempo... Os calmantes não fazem mais efeito... – Victória arregalou os olhos. – Há algum tempo... Eu tive de volta meu poder... Eu poderia ter usado em você antes... Mas eu queria me fortalecer... E eu precisava de tempo... E Raiva... Acho que tenho os dois de sobra não é? Bem... Talvez não o primeiro... Mas eu posso garantir... Que eu tenho raiva o suficiente para acabar com você mais rápido do que você possa dizer “Vadia”... – Isabella riu novamente agora sem a aparência cansada ou fraca.

– CALE A BOCA HUMANA ESTÚPIDA! – Victória berrou correndo na direção de Isabella, mas antes que alcançasse seu objetivo foi lançada pelo quarto ao ser atingida por um chicote de sangue. Victória, assim como os dois bruxos que a torturaram, e alguns comensais olharam horrorizados para Isabella ao vê-la flutuando alguns centímetros do chão, os olhos vermelhos escuros, e vários tentáculos de sangue ao seu redor, ligados ao seu corpo como membros extras.

– Vamos lá Vicky... Você sabe que a ultima coisa que sou é humana... – Zombou Isabella em um tom de voz sarcástico. – Ah... Nananinanão... Nada de fugir da brincadeira queridos... – Isabella riu enquanto envolvia alguns de seus ramos do pecado ao redor dos dois bruxos que antes a torturaram, após perceber que eles tentavam sair de fininho. – Que tal brincarmos de roda gigante? Devo avisar que a velocidade é um pouquinho... Maior que o normal... – Antes que alguém pudesse fazer algo os tentáculos começaram a girar enquanto os bruxos gritavam. Em segundos um borrão gigante em forma de circulo pairava acima da cabeça de Isabella que ria como uma criança no parque de diversões.

– Você... Você é o demônio! Mas não importa... Eu vou matar você! – Victória gritou se levantando e correndo na direção de Isabella que soltou os dois bruxos fazendo-os voar em uma velocidade alarmante por todo o armazém. Um dos comensais levitou um deles, afinal eles ainda tinham que interrogá-los, enquanto isso os tentáculos de Isabella se reduziram aos dois em suas mãos. Ela estalou um como um legítimo chicote enquanto um sorriso maníaco brilhava em seus lábios, e o outro fio de sangue se erguia a sua frente formando lentamente uma espada.

Victória continuou avançando confiante de que nada além de um vampiro poderia matá-la e avançou diretamente para Isabella sem dar atenção aos ramos do pecado.

Um barulho de mármore se partindo tomou conta do armazém enquanto Isabella mantinha seus olhos loucos e seu sorriso maníaco no rosto chocado de Victória. Um dos ramos do pecado, que estava em forma de chicote se enrolou ao redor do pescoço da ruiva enquanto o outro atravessara seu peito.

– Mas... Como... Não... Nada... – Victória balbuciou.

– Nos vemos no inferno Vicky... E de acordo com meus cálculos... Será muito em breve... – Isabella disse sem perder o sorriso, mesmo que sentisse os dedos frios de Victória cravados em seu peito.

Com outro sorriso os ramos do pecado ao redor do pescoço de Victória se apertaram ao mesmo tempo em que a espada de sangue em seu peito se torcia causando ao corpo de Victória se partir, sua cabeça caindo metros longe dos outros pedaços restantes.

Isabella sentia sua vista embaçada e tinha certeza que o homem com rosto de serpente dizia algo a ela, mas parecia distante e ela não entendia. Os ramos do pecado se desfizeram fazendo seu sangue cair em cascata no chão e então a escuridão a engoliu.

Fim do Capitulo.


Notas finais
Ihh! A Bella se machucou novamente... O que será que vai acontecer? E aí gostaram do fim da Cabelo Mestruado? *sem ofensa as ruivas, até porque meu cabelo é vermelho...*
Então o que acharam do capitulo? E aí como foi? Ótimo *Sorriso* ? Excelente *Sorrienormementeenquantobalançaospompons* ? Excede Espectativas *Risadamaníacaenquantosaipulandoegritandoanimada* ? Aceitável *Caradetédio*? Pobre *Biquinhochateado* ? Trasgo *Caradechoro* ? Terrível *ChoChangChorona* ?
Sinto muito pela falta de ação no capitulo e pelos erros também... Se tiver algum... Em fim, espero que tenham gostado!
Bjs e até mais!