Queen Of Blood Os Ramos Do Pecado
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Mas aqui está!
P.S.: Para meus leitores de Change of The Past, eu vou começar a postar a fic no Fanfiction.net, desde que o Nyah proibiu fanfics dos personagens lendo os livros de suas sagas!
Espero vocês lá! Bjs e boa Leitura!
P.S².: Vou postar em Três Tons Mais Escuros de Cinza hoje, e já estou trabalhando nos capitulos de A Herdeira Elementar... Malditas Visões e My Sccubbus!
Bella POV:
O homem estranho continuou parado na porta me olhando como se eu fosse algo muito complexo a ser desvendado.
- Interessante... – Ele murmurou para si mesmo olhando com o que parecia ser admiração e interesse para os ramos do pecado. – Seu poder é algo fascinante... – Disse voltando a olhar para meu rosto, com grande curiosidade, enquanto dava alguns passos em minha direção, aproveitando minha hesitação em atacá-lo.
Meus batimentos cardíacos aceleraram fortemente com sua súbita aproximação, eu sentia o sangue bombeando mais rápido em minhas veias, como o medo e o pânico ameaçavam tomar nublar qualquer hesitação de ataque.
Meus olhos pegaram um leve movimento em suas mãos e algo estalou em minha mente ao ver uma varinha presa firmemente em seus dedos apontada quase desleixadamente em minha direção, não que isso me enganasse, eu sabia. Estava diretamente apontada para mim. Ele era como os outros! Eu não me deixaria ser pega viva desta vez! Eu não passaria por tudo de novo!
Os pensamentos corriam a mil por meu celebro sendo descartados assim que apareciam, e substituído por um esboço de um esquema de ataque.
Antes que ele se aproximasse mais um pouco, eu ataquei.
Os ramos do pecado chicotearam em sua direção em uma velocidade tão grande que eram apenas um borrão vermelho no ar. Mas ao contrário dos outros ele não foi nocauteado tão facilmente. Ele acenou com a varinha que parecia perturbadoramente com um osso humano esculpido, e os ramos do pecado não foram capazes de tocá-lo sendo parados por uma barreira invisível.
Um baixo rosnado quase selvagem escapou de meus lábios.
Não vou me render tão fácil!
Os ramos do pecado em minhas mãos se retraíram rapidamente, e eu estendi a mão em sua direção odiando o sorriso satisfeito e o interessem em seus olhos.
Tão rápido quanto o ramo do pecado sumiu, pequenas partículas de sangue dispararam para fora da minha palma, indo em sua direção, de forma semelhante a pequenos projéteis de bala, usadas em armas de fogo. Mas era muito mais forte e mais poderoso que elas. Era um dos meus golpes mais poderosos, um ataque a prova das barreiras de som, muito mais forte que um vampiro recém nascido.
Os projéteis bateram em seu escudo, e lentamente a bolha translúcida foi ficando mais visíveis como as balas de sangue a atingiam rachando a proteção. As balas batiam no escudo fazendo um ruído que poderia deixar alguém surdo, eu era imune, visto que eu já tinha morrido, e era a única a controlar os ramos do pecado. O escudo lentamente foi desaparecendo, enquanto as balas espalhavam gotículas de meu sangue por todo o quarto, e eu sentia-me cada vez mais drenada. Eu não podia mais me dar o luxo de perder mais sangue. O escudo tinha caído. Eu precisava agir rápido, e não podia disparar mais nenhum projétil em sua direção.
Um dos ramos do pecado chicoteou em sua direção novamente e desta vez enrolou-se ao redor do pulso que segurava sua varinha apertando-o com força o suficiente para causar uma dor enorme. Ele não demonstrou nenhum sinal de sentir a dor causada pelo ramo do pecado, e para minha raiva e frustração o sorriso continuava gessado em seu rosto estúpido.
Pelo menos ele não tinha sua vari...
Meu pensamento foi cortado brutalmente ao vê-lo acenando com a mão fazendo sua varinha flutuar para sua mão livre. Ele aproveitou meu pequeno momento de surpresa disparando um raio roxo bastante conhecido por mim, em minha direção, sem dizer uma palavra, eu não vacilei quando o raio me atingiu, nem quando a dor da maldição se alastrou por meu corpo. Meses atrás eu teria gritado e caído em uma poça. Agora era diferente. O feitiço pareceu funcionar como um gatilho para a minha raiva.
Senti algo dentro de mim, como um animal selvagem jogando-se fortemente contra sua jaula, que neste caso era meu corpo. Para meu horror, eu realmente senti o impacto, como se algo quisesse sair de dentro de mim, um animal furioso, um animal que não seria mais submisso. Um animal que não seria mais posto em cativeiro.
Senti o animal empurrar contra mim novamente, e junto a ele veio uma sensação diferente, uma sensação de poder, algo grande e terrível. Um poder selvagem e sem controle. Eu registrei vagamente o homem estranho lançando um feitiço que cortou o ramo do pecado que segurava seu pulso fazendo sua mão banhar-se em meu sangue.
Eu estava de joelhos com a dor da luta feroz dentro de mim, os ramos do pecado agora livres voavam descontroladamente ao meu redor, formando uma cúpula de sangue impedindo o homem estranho de se aproximar sem ser cortado.
Eu sentia o impacto de seus feitiços contra os ramos do pecado, sentia também os feitiços voltando em sua direção.
O animal empurrou contra mim novamente dessa vez usando suas garras, eu gritei de dor sentindo as garras metafísicas rasgando a carne do meu estômago, como se um bebê monstro estivesse rasgando seu caminho para fora de mim.
Ao mesmo tempo o poder acumulava mais e mais, e eu sentia-o se preparando para um impacto dentro de mim, sentia-o se preparando para atacar.
Senti meus ossos se partindo, minha pele se rasgando, meu interior queimando.
Eu podia sentir agora, a borda de selvageria, a loucura, a insanidade, a mente primitiva do animal enjaulado e ameaçado que eu sentia dentro de mim, eu podia sentir sua mente se unindo a minha, eu podia senti-lo em uma batalha de controles contra mim e eu lutei para ganhar, lutei contra ele. Lutei porque eu não achava que poderia sobreviver a isso e meus instintos de sobrevivência deadmen gritavam para correr, mas eu não podia correr porque o monstro estava dentro de mim, eu não podia correr de algo que vivia dentro de mim, não podia fugir de algo que partilhava meu corpo e minha mente.
O poder se tornava mais e mais maçante, eu não poderia resistir por mais tempo. Eu não poderia sobreviver. Eu sentia o poder se acumulando em uma carga poderosa de eletricidade como se mil raios se unissem para cair em um só lugar. E eu sabia que esse lugar era a minha mente.
Eu senti o animal lutando contra mim em minha mente, assumindo mais e mais dos meus pensamentos. Eu podia sentir o desejo primitivo de correr entre as árvores sentindo a terra abaixo das minhas patas, eu sentia o desejo destruir o que estava me ameaçando, eu queria rugir e atacar o que tinha me mantido presa por tanto tempo, eu queria correr e caçar, queria sentir a carne e sangue da minha presa se misturando entre meus dentes... Eu queria ser livre...
Por um segundo tudo paralisou. Então um pequeno ruído, tão baixo que eu quase não escutei, ecoou no silencio súbito em minha mente, então um click alto soou em minha mente, como o impacto doloroso e eletrizante do poder construído dentro de mim batendo contra uma parede invisível que eu nunca tinha percebido que protegia minha mente.
As paredes se rasgaram de forma dolorosa, e eu senti como se estivesse partindo ao meio. Eu senti como se estivesse no lado receptor de uma cadeira elétrica no meio de uma tempestade de raios, todos eles passando por meu corpo, queimando minha pele, o sangue em minhas veias sentia-se como água fervente, meu coração batia mais rápido do que nunca. Eu senti novamente meus ossos se partindo em mil pedaços, minha pele rasgando, minhas unhas crescendo dolorosamente, em seguida meus ossos passaram a se remodelar e de alguma forma foi ainda mais doloroso.
Era uma dor inimaginável. Minha mente agora uma só com a do animal rugia em agonia, nenhuma de nós tinha sentido tal tortura antes. Nenhuma de nós tinha passado por algo tão bruto e doloroso, e nossas mentes não eram poderosas o suficiente para impedir que toda a dor corrompesse nossas sanidades, não éramos poderosas o suficiente para fazer a dor ir embora.
Nosso escudo tinha sido rasgado em pedaços, deixando nossas mentes a mercê de toda a dor, nós sentíamos os pensamentos coerentes fugindo de nossas mentes, sentíamos nossas personalidades deslizando para longe deixando apenas a dor e loucura que ela trazia para trás.
Voldemort POV:
Eu ouvia os gritos desesperados e dolorosos, incrivelmente selvagens como se não viessem da garganta de um ser humano, seguido de barulhos secos levemente abafados, típicos de ossos se partindo, isso continuou por um tempo incrivelmente longo, os gritos foram se tornando mais primais, transformando-se em rugidos altos, como os de um animal furioso, ainda eram dolorosos e selvagens, os gritos de alguém que estava sendo torturado de uma forma inimaginável.
Eu lançava todos os feitiços e maldições que me vinham a mente para a cúpula maldita de sangue, e podia ver rachaduras aparecendo onde era atingida, mas era um progresso terrivelmente lento. E pelos ruídos que ecoavam por toda a mansão, eu não tinha muito tempo antes que a garota morresse.
Enviei uma chamada poderosa que queimou mais do que nunca nos braços de todos os meus comensais da morte, chamando os mais poderosos deles, o Círculo interno para mim. Eu não podia deixar a garota morrer! Ela era poderosa, e tinha um poder incrivelmente raro e benéfico.
Ouvi o circulo interno aparecer atrás de mim todos paralisando chocados com a situação que viram, antes que rugi para eles me ajudarem a destruir a cúpula tendo o cuidado de ordená-los a não matar a garota dentro da cúpula.
Alguns minutos depois, o progresso de destruição da cúpula estava muito mais rápido, mas ainda não o suficiente, os gritos ficavam mais altos e mais dolorosos. De repente a cúpula parou de girar, os fios de sangue que a garota controlava paralisaram no ar, e tudo se silenciou por um instante.
Todos olhamos para o centro de onde estava a cúpula, e ao invés de uma garota, uma pantera negra do tamanho de um hipogrifo estava deitada respirando fortemente, parecendo muito ferida e sentindo muita dor. O mais fascinante era que os fios de sangue ainda se prendiam a sua nuca, onde uma linha de pelos dourados-alaranjados, em chamas, que não pareciam queimar o animal, faziam caminho para sua calda que tinha a ponta também em chamas, embora essa fosse mais avermelhada, da mesma cor que seus olhos, vermelhos crepitantes como duas chamas furiosas, embora demonstrassem dor eterna nesse momento.
Ouvi os outros engasgarem ao meu redor, mas não dei atenção, não conseguia desviar o olhar do animal, vagamente ciente de uma pressão se construindo ao nosso redor.
De repente a tensão cresceu mais e mais, me fazendo perceber o que realmente acontecia. Arregalei os olhos com os súbito conhecimento e gritei para os outros para aparatarem para longe enquanto fazia o mesmo enviando uma ordem de evacuação imediata pela marca interna para qualquer um que ainda estivesse na mansão.
Desaparatei depois das alas fortemente construídas ao redor da mansão a beira da floresta sentindo meus comensais aparatarem atrás de mim seguindo minha aparatação através da marca negra, um segundo depois que meus pés pousaram no chão um barulho semelhante ao que se fazia ao destravas uma granada trouxa ecoou até onde eu estava em seguida uma forte explosão ecoou de dentro da mansão. Reflexivamente fechei os olhos sentindo, mesmo através das alas o poder incrivelmente forte, batendo meu corpo, o ruído da mansão explodindo ecoou até a floresta e eu sentia um poder selvagem e muito forte para ser solto sem controle batendo contra as alas da mansão. Abri os olhos, vendo os detritos do que segundos antes era uma mansão voarem para todos os lados antes de pararem flutuando no ar, como se a gravidade tivesse diminuído drasticamente no local.
As alas ficavam cada vez mais fracas, e eu mantinha minha varinha em frente a mim, preparado para quando elas caíssem, assim como todos ao meu redor.
Senti no momento em que as alas não foram mais o suficiente, e se quebraram fazendo o poder, semelhante a um tornado de magia, passar por todos nós forçando os escudos conjurados para proteção. O poder se expandiu, se expandiu, se expandiu... Antes de voltar fortemente, como um elástico esticado ao estremo antes de solto. Senti o poder se infiltrando na terra abaixo dos meus pés antes de uma sensação de formigamento fria, quase como se sentia ao lançar a maldição da morte, só que muito mais poderosa ao meu redor, e o poder desapareceu.
Por vários minutos, ninguém,nem mesmo eu, me atrevi a fazer nenhum movimento, como se a espera do que aconteceria.
Após um bom tempo sem nenhum sinal de mais poder, ou qualquer outra coisa. Lentamente, acenei com a varinha fazendo a poeira que subiu ao nosso redor se dissipar, e um grito feminino foi ouvido dentro da multidão.
Virei-me para ver o que causara o grito, enquanto via os comensais formarem uma roda ao redor de algo alguns disparando maldições, principalmente do fogo.
Abri caminho pela multidão, me deparando com um cadáver. Um cadáver de pé no centro do circulo feito pelos comensais, sendo atingido por várias maldiçoes do fogo, não reagindo a nenhuma delas. Seus olhos firmemente focados a um ponto, que levava diretamente ao centro da explosão na mansão. Nunca piscando ou fazendo nenhum ruído enquanto era queimado. Obviamente, não havia nenhuma vida, nenhuma magia negra animando o cadáver, não era um inferi... Parecia o que os trouxas relatavam como... Zumbis...
Voltei a olhar para o que antes era a mansão, sentindo o poder, a magia pura emanando do zumbi, não era nem magia das trevas, nem magia da luz, apenas o poder. Caminhei em direção ao que restara da mansão, sentindo minha magia se agitar indicando que o centro de todo aquele poder vinha de lá.
Alguns comensais, principalmente do circulo intimo me seguiram, mas eu os ignorei, passando pelos detritos flutuantes, sentindo a magia poderosa os mantendo ali.
Ouvi vagamente resmungos de feitiços numa tentativa falha de derrubar os detritos, mas ignorei, me dirigindo ao centro de todo o caos. Uma enorme cratera formada no chão, indicando que ali era o centro da explosão.
Parei na beirada do enorme buraco na terra e olhei ao redor. Tinha o que pareciam vários outros zumbis ao redor de pé olhando diretamente para o centro da cratera, como se a espera de ordens. Todos eles emitindo a mesma sensação de poder que o primeiro.
Olhei para o centro da cratera, para o lugar onde os zumbis olhavam. E uma onda de incredulidade e choque passou por mim.
Lá dentro. No centro do buraco. Tinha um corpo. Um corpo feminino, pálido, enrolado em si mesma, sem nenhuma roupa o cobrindo, os cabelos cor de mogno escurecido, mesmo a distancia, o leve levantar de seu peito indicando a respiração, era claramente evidente.
No centro de toda a cratera. Estava Isabella Swan. No centro intacto do chão do que era antes o quarto que ela estava instalada, ela parecia estar em um sono pacifico, como se a explosão não fosse nada além de uma mera melodia calmante que a colocara em sono.
Fim do Capitulo.
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