Quebrando a Roda
8 Cartas
Jon estava extremamente espantado e feliz com o que aconteceu. Rapidamente recobrando os sentidos, fez logo o que mais queria fazer e o que achava ser o certo a se fazer.
—Espere Daenerys — ele pediu, sem conseguir conter o sorriso no rosto.
—Fiz algo errado? — ela estranhou — sinto muito, mas achei que também...
—Eu quero — ele assegurou — e é por isso, que agora, formalmente, peço permissão para cortejá-la.
—Sim, sim, você a tem — concordou ela animada, jogando-se contra Jon num grande abraço.
Ele apenas riu em resposta e dessa vez, ele a beijou.
Quando voltaram de seu passeio, a primeira coisa que Jon fez foi conversar com seu pai sobre o compromisso que pretendia firmar com sua ajudante.
—Pai tenho que lhe comunicar uma coisa e espero que... compartilhe da minha alegria — Jon disse de uma vez, o que chamou a atenção de Ned.
—Está tudo bem Jon, prossiga — Ned riu, desconfiando do que se tratava o assunto.
—Eu peço que permita que eu corteje Daenerys Targaryen — disse o jovem com determinação — já tenho o consentimento dela.
—Se já tem o consentimento dela, então também tem minha aprovação — Ned apertou a mão do filho — meus parabéns. Fez uma excelente escolha. Eu espero que logo venha o casamento.
—Ah sobre isso — Jon ficou um pouco sem graça — pensaremos sobre isso com mais calma e mais tempo.
Pai e filho trocaram um sorriso compreensivo.
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Catelyn ficou espantada com o que Jon havia anunciado. Por se afeiçoar a Daenerys não esperava que a moça escolhesse justamente o filho mais velho de seu marido para firmar um compromisso. Jon era um bom rapaz, mas não combinava com a Targaryen na opinião de Lady Stark.
Ao contrário de sua mãe, Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon celebraram as boas notícias e o que ela traria. Com o tempo, Daenerys seria oficialmente parte de sua família, pois ela já era uma Stark no coração de cada membro da família.
Antes que Robb e Jon voltassem à sua tropa, Jon a convidou para um novo passeio, dessa vez perto da Muralha que ficava ao extremo do território Norte. À essa altura, a neve caía e cobria tudo sem restrição. Mesmo com todo o frio, Daenerys não recusou a oportunidade de ficar um pouco com Jon antes que eles se separarem.
—Li sobre esse lugar nos seus relatórios — ela comentou quando chegaram ao lugar — executou operações militares aqui.
—É — Jon confirmou — foi onde comecei a ser espião, procurei me infiltrar no meio dos moradores da região, saber de que lado estavam, se num momento de necessidade se juntariam a nós na luta contra o Sul.
—Pelos relatórios teve sucesso nisso — Daenerys se recordou — mas imagino que não me trouxe aqui para falar sobre o trabalho.
—Tem razão — Jon riu e assentiu — tenho outras lembranças daqui também, como eu e Robb aprontando travessuras.
—O sério Tenente Stark fazendo travessuras? — Daenerys brincou.
—Eu era um garoto! — Jon tentou se defender — costumávamos subir na Torre de Vigia e jogar neve em quem passava.
—Não acredito — ela fingiu indignação — alguém deveria dar uma lição em vocês dois.
Daenerys pegou um pouco de neve do chão e jogou em Jon.
—Então é assim que quer me dar uma lição? — ele disse num tom de desafio e brincalhão ao mesmo tempo — arque com minha vingança aide-de-camp Targaryen!
Em meio às risadas, surgiu uma guerra de bola de neve entre eles.
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Logo nos primeiros raios de sol do dia, Jon e Robb estavam se despedindo de toda família. Mais uma vez sua responsabilidade com o papel que exerciam naquela guerra os havia chamado.
—Eu prometo que vou voltar — Jon fez a mesma promessa que fez a Arya, agora a Daenerys.
—Eu vou escrever — ela respondeu com a voz cheia de preocupação — me escreva sempre que puder. Eu... Jon, eu te amo.
Daenerys lhe deu um abraço apertado, o que fez com que ele adiasse ainda mais a partida.
—Eu te amo Dany — ele disse olhando bem nos olhos violeta, que ficariam vivos na sua mente não importasse a distância entre eles.
Eles se beijaram uma última vez antes da partida.
Todos viram Robb e Jon partindo, mesmo em meio a incerteza, confiando na esperança de que eles voltariam.
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Meu amado Jon,
Sinto sua falta todos os dias. Ao me sentar, olho ao meu lado e me lembro do primeiro bilhete que me entregou. Seu jeito tímido me é encantador, revela sua humildade, sua postura honesta diante de tudo e sua bondade. Sei que essa guerra revela horrores da humanidade, mas nunca, meu amor, deixe que isso mude quem você é. Continue fazendo a diferença e então assim, levará esperança, que produzirá paz e trará o fim dessa guerra.
Eu o amo muitíssimo e anseio por seu retorno.
Para sempre sua,
Daenerys Targaryen.
A carta confortou Jon em uma noite escura e fria. Por mais falta dela que sentisse, suas palavras tão habilidosas e sinceras, enchiam seu coração de conforto naquele momento difícil.
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Querida Daenerys,
Quando fecho meus olhos, tudo que vejo são os seus, lindos, acolhedores, violetas, cheios de amor. Quando tudo está silencioso, o que escuto é seu riso ecoando pelo ar, o som que mais aquece meu coração. MInha missão não tem sido fácil, mas suas palavras são meu maior alento. Releio suas cartas e minha esperança se renova. Espero ansiosamente o momento em que poderei tê-la em meu abraço novamente. Espere por mim, meu amor, assim como eu tenho te esperado. Não duvide do meu amor, ele tem aumentado apesar da distância. Sigo confiando que a verei novamente.
Eu te amo Dany,
Do seu eternamente
Jon Stark.
Ninguém jamais havia dito ou escrito algo parecido para Daenerys como o que Jon tinha expressado. Seu amor pelo rapaz era confirmado com a distância, como seu coração batia mais forte ao ler e reler cada palavra. Jon era seu maior tesouro conquistado em Westeros.
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