Quebrando Barreiras
11 Capítulo 11
Notas iniciais
— Bonnie! — Jacob saudou, feliz de mais. Bonnie sorriu e o abraçou rapidamente, depois me cumprimentou.
— Ficaremos ao redor da fronteira, caso precise de algo. — Stefan anunciou, com um olhar sério para Jacob, depois para Quin e Seth atrás de nós.
— Ficará tudo bem. — o assegurei, sorrindo fraco. — E aposto que ela sabe se defender, se precisar.
— Qualquer coisa nos avise. — Elena disse diretamente para ela, depois me mandou um sorriso leve e se afastou um pouco. Olhei para Bonnie contente e a beijei no rosto.
Fomos caminhando ate o quintal de Jacob, os dois conversando o motivo da fronteira, porque não abriam uma “exceção” para os amigos dela. Ao chegarmos, a fogueira já estava acessa e alguns lobisomens já estavam sentados ao redor, conversando e rindo.
— Seu pai não viria Bella? — Bonnie pergunto enquanto se sentava ao meu lado.
— AH, não. Ele não sabe sobre os lobos.
— Não seria bom ele saber? Pelo que Jake contou, ele é muito amigo da maioria aqui.
Olhei para Jacob, imaginando contar essas coisas para Charlie. Talvez não contar necessariamente dos vampiros, mas de lobos e bruxas poderia ser uma coisa que até o tiraria da solidão habitual.
— É algo a se pensar depois que toda essa guerra acabar.
— É, temos que acabar com esses sanguessuga logo. — Embry disse sorrindo, levando uma cotovelada de Seth. — vamos mostrar quem é que manda.
Após algumas palhaçadas, Billy se aproximou de nós, um pouco carrancudo. Alguns de seus amigos mais velhos sentaram ao seu lado, esperando para começarem.
— Ou bruxinha! — Quin chamou Bonnie, com um sorriso arteiro no rosto. — Sabe deixar o fogo azul?
— Saber eu sei... — ela disse um tanto tímida pela quantidade de olhares. — posso mostrar depois.
— O fogo colorido pode deixar a história ainda mais interessante. – Billy declarou com um sorriso. – Sinta-se livre para fazer, se assim quiser.
Ela fechou os olhos e ajeitou sua postura. Começou a sussurrar umas palavras baixas, quase inaudíveis. Fiquei admirada pela sua leveza e postura. Então, olhei para o fogo.
É difícil escrever essa maravilha. Não é aquele azul que acostamos a ver no fogão. Mas um azul mais forte, mais chamativo, que ia nascendo aos poucos do centro da fogueira e se espalhando ao redor, deixando o centro de uma cor viva e as pontas de um leve verde. Muitos arfaram admirados, comentaram sobre isso, entusiasmados pelo fogo colorido.
— Agora sim. — Billy chamou a atenção de todos, sorrindo. — podemos contar nossa historia da melhor forma possível.
— Por que não aproveitamos o momento para falar da união das bruxas com os lobos? — Sam disse com um sorriso leve no rosto, abraçando Emily de leve. Rapidamente olhei para Leah, vendo-a emburrada enquanto olhava para o fogo.
— as bruxas já estavam aqui quando os lobos chegaram. Ambas espécies não se conheciam, apenas residiam próximas e deixavam os limites do penhasco definir o território de cada. Até que um sanguessuga apareceu. — Billy disse, olhando calmamente para cada um, atraindo a atenção. — e foi este sanguessuga que, além de trazer o reconhecimento de cada tribo sobre a outra, trouxe um amor irracional, indestrutível e proibido. O amor de uma loba por um bruxo.
“As bruxas sempre foram muito rigorosas a respeito do casamento. A reprodução era um dos pontos mais importantes da vida. Afinal, a cada reprodução com um não-bruxo, os poderes diminuíam, o clã se fragilizava. Esse amor impossível quase acabou com nossa tribo ainda e seu início, e foi o que mudou, para sempre, a nossa linhagem.”
“ Não foi fácil aceitar o amor dos jovens. Assim que descoberto pelos líderes de cada clã, uma guerra ameaçou surgir. Um amor impossível de lidar e com uma terrível consequência. Uma aliança não seria fácil, ainda mais quando as bruxas não compreendiam o poder de um imprintg e os lobos não conheciam o poder de uma bruxa. Até que aconteceu; a loba gerava um filho do bruxo. E levo muitas brigas, muitas discussões, até a criança gerada trazer paz. E foi essa criança gerada que não somente fortaleceu os poderes das bruxas como também nos libertou da maldição da lua.”
Billy continuou a história, narrando algumas brigas de bruxas, como duas diferentes tribos se tornaram uma só. Eu, assim como Bonnie, estava vidrada, imaginando a cena a cada palavra dita, surpresa e maravilhada pela grandiosidade da historia.
Não percebi que a hora passava. Achei que os bocejar dos lobos era pela “chatice” e “repetição” das histórias da tribo. Mas logo a fogueira foi encerrada, alguns se afastavam apenas com um sorriso educado. Quando peguei o celular para chegar as mensagens, me surpreendi por ser quase duas horas da manhã. Foram mais de três horas de história.
— Vamos? Elena esta na fronteira nos esperando. — Bonnie me chamou, coçando rapidamente os olhos. — Eu queria ficar mais, escutar mais, mas...
— Haverá mais na semana que vem. Sempre tem. — Jacob a interrompeu sorrindo, ansioso. Mandei-lhe um olhar repreensor, tentando fazê-lo entender que deveria ir com calma.
— ótimo! Estou ansiosa por mais.
Olhei para a fogueira que agora cessava lentamente, com um azul claro, quase voltando a sua cor normal. Nos despedimos rapidamente, e antes de ir embora, Bonnie sorriu para a fogueira e ela voltou a sua cor azul intensa. Mandei-lhe um sorriso agradecido e me senti mais relaxada. Havia presenciado uma cena incrível de magia, e esperava pela oportunidade de apreciar cada vez mais.
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