Quebrando As Regras - Scorose
8 Pesadelo
Regra 8: Uma Weasley não se importa com um Malfoy.
** Rose lhe sorria, tão perto, seus lábios tão próximos, mas quando ele tentava toca-la ela se afastava, numa brincadeira de pega-pega, ele não gostou, queria senti-la logo, toca-la, mas ela se aproximava somente para se afastar logo em seguida.
– Rose! – ele disse num pedido mudo para que ela parasse com aquilo.
Ela lhe sorriu marota e se postou ainda mais perto que antes, ela já ia se afastar novamente quando ele a segurou pelo braço e colou o corpo dela ao seu, ela sorriu ainda mais.
– É assim que eu quero você – disse ele – Bem pertinho de mim.
Ele passava as mãos pelos cabelos volumosos, pelos braços e finalmente ele as deixou percorrem o colo, desabotoando os botões de SUA camisa que ela vestia, ele entreviu sua pele dourada subindo e descendo rápido, o desejo mais intenso a cada segundo.
Rose derrepente parou de sorrir e retirou as mãos dele se afastando. Ela o olhava em uma analise e então sorriu, agora de forma sombria. Enquanto ele a olhava sem entender oque acontecia.
– Oque eu poderia querer com você Malfoy? Eu poderia ter quem eu quisesse. Porque você acha que eu te escolheria? Logo eu irei embora, para longe de você.
Ela se aproximou e sussurrou em seu ouvido:
– Você nunca me terá.
Scorpio sentiu uma dor desconhecida no peito e ....**
... Acordou derrepente, era um sonho, apenas isso, um sonho que terminou em pesadelo, não significava nada, no máximo que Rose precisava partir, e o quanto antes melhor. Ele não deixaria que o que ocorrera no ano anterior se repetisse, ele não era mais um garoto, agora ele era um homem, capaz de fazer escolhas melhores, de não se deixar levar por sentimentos tolos. E respirou fundo se convencendo de que o que sentia por Rose era apenas atração física.
Rose acordou e o encontrou como sempre já acordado preparando o café da manhã.
– Quer ajuda?
– Não!
– Tem certeza?
– Tenho.
Rose estranhou, já faziam quase duas semanas que estava ali e nos últimos dias era bendizer só ela que preparava o desjejum, Scorpio nunca pareceu se incomodar, na verdade demonstrava gostar da sua comida.
– Ok – ela se sentou a mesa.
Poucos minutos depois ele colocou na frente dela um prato com bacons passados do ponto – com uma coloração meio negra – e ovos quase crus. Rose evitou fazer comentários sobre a péssima refeição e só quando percebeu que ele já saia da cozinha voltou a falar.
– Você não vai comer?
– Não!
Scorpio a olhou por alguns segundos e depois simplesmente desceu e começou o processo diário de passar os produtos do estoque para o bar, sem nem sequer dizer oque ela devia fazer.
Rose se pôs a pensar no que havia ocorrido, se havia feito algo errado, mas não encontrou uma falha em suas atitudes.
Scorpio foi para o estoque, mas não conseguia esquecer o sonho, quando ia pegar uma das caixas acabou chutando sem querer a mesma, fazendo seu estresse aumentar consideravelmente, soltou alguns palavrões e só então percebeu que Rose o observava de braços cruzados e olhar inquiridor.
– O que houve Scorpio? Fiz alguma coisa errada? Algo para você?
Ele pensou que o grande erro de Rose era existir, pois a sua existência era o que o deixava assim, mas achou que não seria muito educado e nem sábio externar isso devido a forma como ela o olhava.
– Não!
– Suas falas de apenas uma palavra não confirmam isso! – ela ainda o fitava questionadora.
– Não é nada.
– Mais de uma palavra! Que evolução! – ela ironizou enquanto se aproximava.
– Não tem nada haver com você!
– Então porque você está agindo assim comigo? – ela apontou para ele e depois para si mesma.
– Não é nada Rose! Deixa pra lá! – ele jamais iria falar pra ela do sonho.
– Não dá, eu sei que tem algo acontecendo e eu quero saber!
– Porque!? – Scorpio já estava exaperado.
Rose tentou segurar a verdade, mas ela foi mais rápida e saiu de sua boca.
– Porque eu me importo. Eu me importo com você.
Rose parecia ainda mais surpresa de que Scorpio ao perceber oque havia dito. Ela segurou a língua dentro da boca tentando evitar novas verdades fugitivas e observou Scorpio fazer cara de nada. Ele não esboçava nenhum tipo de reação ao seu comentário. Será que ele não dava a mínima pelo que ela sentia? Não havia deixado claro ao dizer que se importava com ele? Mas afinal oque ela estava sentido? Chegou a conclusão de que nem ela mesma sabia.
Scorpio acreditava que Rose se importava com ele tanto quanto se importava com as outras pessoas, não conseguia imaginar uma preocupação especial, ela parecia treinada para se preocupar e se importar com outros mesmo que eles não merecessem, assim como ele.
– Não é nada Rose. Sério. Apenas tive uma noite péssima. Acho que é culpa de problemas no bar.
Rose demorou um pouco, mas acreditou no que ele dizia, afinal era perceptível que apesar de o bar ter algumas noites bem movimentadas não era o suficiente para suprir as contas. O bar estava entrando em um processo de falência. Scorpio não comentava, mas Rose conseguia sentir que ele andava preocupado, principalmente depois que Ana voltara, ele quase não as ajudava mais, ficava horas trancado no escritório provavelmente em busca de uma solução.
Ela queria poder ajuda-lo de alguma forma assim como ele a ajudara. Já havia até conversado com Ana e elas haviam até tido uma ideia, talvez fosse a hora de falar para ele.
– Quanto a isso Scorpio, eu e Ana temos um plano.
– Que plano?
– É uma ideia que pode dar certo, mas nós vamos pesquisar mais e depois te falamos.
Rose abriu um largo sorriso, feliz por poder ajudar e Scorpio se controlou para não dizer que oque o estava preocupando naquele momento era a presença dela e oque ele sentia, dizer que eram preocupações com o bar era uma ótima desculpa, mas não mudava o fato de que até o provável fechamento do bar não o afetava tanto quanto ela.
E Scorpio chegou justamente a conclusão que não queria chegar: estava apaixonado por Rose Weasley.
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