Notas iniciais
Olá! Aqui está mais um capítulo de QOVNS (acabei de criar essa sigla para a fic kkk'). É o maior capítulo até agora, que emoção! T.T Seres leitores, por favor, não deixem de comentar, saibam que isso me ajuda muito, principalmente, a crescer como "escritor". Garanto que com as críticas de vocês, sendo elas positivas ou negativas, me motivarão a escrever mais e melhor. Só não me xinguem, por favor HAHA Obrigado pela atenção. Boa leitura! ~~(^-^)~~

Eu tive que esperar todo o meu corpo acostumar-se com a situação, e parar de tremer para poder levantar. Quando fiz isso, acordei a todos. Foi bem rápido. Batemos a areia contra a roupa, entramos no carro e fomos para a pousada que ficaríamos poucas horas até irmos embora. Eu e Mila ficamos em um quarto, Léo e Edu ficaram em outro. Banhamos e, logo depois, fomos para a área do almoço da própria pousada, mais ou menos um restaurante. Não tínhamos tomado café, quem se lembraria de tomar café? Poupe-me.

Durante muito tempo ficamos sem dizer uma palavra, provavelmente, com medo de descobrir o que tinha acontecido com todos nós na noite de ontem, que até então era, de cera forma, um mistério. Eu estava com medo.

– Não podemos fingir que nada aconteceu. – Não acreditei que a Mila falou isso. Ela quebrou totalmente o silêncio.

– Eu ia perguntar exatamente isso. – Léo parecia querer ser engraçado como a maioria das vezes, mas como ninguém se atreveu a rir, ele ficou sério e falou. – Tínhamos bebido demais, acabamos dormindo ali mesmo. Simples.

– Primeiro: eu não bebi álcool para ficar bêbada e cair de sono por aí. Segundo: não deixaria vocês caírem de sono por aí, como vocês estavam. – Nesse instante, pensei “Mas você também estava lá!”. – Terceiro: estávamos bem longe do local aonde aconteceu a festa.

– Está querendo dizer que fomos arrastados até aquele local na areia? – Perguntou Edu, com o semblante preocupado e sério.

– Sim, eu me lembraria se estivesse nos deslocado para lá. – Mila estava com um aspecto interrogativo, mesmo não fazendo perguntas. Talvez estivesse fazendo isso consigo mesma. Fiquei com mais medo ainda.

– Sabe o que eu acho?! – Falei explodindo, já irritada com tanto mistério. – Isso tudo é bobagem. Estávamos bêbados, e a Mila morta de sono, provavelmente, porque já era tarde. Saímos de lá para beber de nossa própria bebida, que estava no carro e o Léo trouxera. Paramos um pouco para descansar e acabamos dormindo.

– Não, espera. Eu me lembro... Lembro de que eu ainda estava na festa quando desmaiei, sim, eu sinto que desmaiei. Lembro-me de você, Soph, me perguntando se tinha algo no seu olho. – Léo parecia ter saído de uma amnésia temporária. Olhei para cada um, tinham cara de que estavam se lembrando de várias coisas. Sei disso porque eu também estava.

FLASHBACK ON

A festa estava ótima! Muita gente bonita, um cheiro de mar agradável, eu me divertia para caramba! Aproximo-me do bar e peço uma bebida, logo em seguida um cara alto, robusto, bonito veio falar comigo.

– Olá, senhorita.

– Oi? Não me lembro de ter visto você antes na minha vida! – Estava gritando, pois o som estava alto.

– Desculpe! Meu nome é Rodrigo, tenho 17 anos! Está gostando da festa?! – Ele também gritava.

– Ah, sim! Está ótima! – Nesse instante, o barman colocou minha bebida em cima do balcão, avisou-me e foi atender outra pessoa.

– Que Bom! Veio com mais alguém?! – Rodrigo, meu suposto stalker, encostou-se no balcão.

– Sim! Vim com mais três amigos! E você?! – Juntei-me a ele no balcão, peguei minha bebida e dei um gole.

– Estou sozinho! Não tenho muitos amigos!

– Ah, que pena! Se quiser, posso ser sua amiga... Ou até mais que isso! – quando falei isso, Rodrigo aproximou-se de mim e deu-me um beijo. Foi o beijo mais inesperado que já tive. Ele pegou em meu pescoço e continuou beijando-me. Depois de uns segundos, parou. – Nossa! Como você é rápido!

– Se quiser posso continuar! – Disse ele. Comecei a rir, dei um gole na minha bebida, e puxei-o para beijar-me.

Rodrigo alegou que precisava ir embora. Estava de passagem pela cidade nesse final de semana e precisava acordar cedo para partir. Logo fiquei sozinha. Foi nesse momento que meu olho começou a coçar. Muito. Parecia que estava com areia dentro dele. Doía também. Avistei Léo de longe, fui para falar com ele, queria saber se tinha algo dentro do meu olho. Léo não completou a resposta, pois dormiu do nada ali mesmo, bem perto da pista de dança.

– Léo, acorda! Léo! – Comecei a gritar bem perto do ouvido dele, agachada ao chão para alcançá-los. – Léo, isso não é um bom local para dormir!

Meus olhos arderam muito nessa hora. Fechei-o com força e rapidamente. Não o abri mais. Só na manhã seguinte, deitada na areia.

FLASHBACK OFF

–*-*-

Soph lembrara-se do que tinha acontecido no último instante em que adormeceu. Isso aconteceu com todos, foi repentino. Não comentaram um com o outro sobre nada.

–*-*-

FLASHBACK ON

Depois de entrarmos na festa, nos separamos, e fomos para lugares distintos. Eu fui para o bar, encontrei-me muito com o Léo e com a Soph, pois iam frequentemente lá pedir outra bebida. A Mila não bebia, logo a vi pouco pela festa. Eu estava sozinho, mas percebi que tinha uma garota encarando-me de longe. Não fui até ela, pois pelo olhar, não estava me observando com boas intenções, parecia que estava com raiva. Ignorei-a, deixei minha bebida no balcão e fui para a pista. Lá encontro a Mila, sorridente e dançando com um cara que não conheço. Será que ela é inteligente para paquerar um cara? Pergunto-me de pirraça. Danço um pouco, várias garotas passaram por mim. Música eletrônica às alturas. Depois volto para meu lugar no bar. Bebo um gole da minha bebida que eu deixara lá. Alguns minutos depois, sinto uma pequena dor de barriga. “Não acredito!”, penso. Não deixaria aquilo estragar a noite, logo fingi que não liguei. Mais minutos se passaram e a dor aumentava.

– Oi! Sabe onde fica o toalete?! – Pergunto gritando ao barman, para que ele me ouça.

– Vá direto e dobre à esquerda! – Ele me respondeu.

– Obrigado! Já volto!

No caminho ao toalete, olho uma cena bem incomum: Soph está agachada ao lado do Léo falando com ele enquanto o memso... Dorme? Perguntei-me. Desviei do caminho ao toalete e fui em direção a eles. De repente a dor aumenta muito. Precisava ir ao toalete urgente. Penso bem e volto ao meu caminho principal, começo a correr para dá tempo de chegar. Abro a portinha do pequeno espaço que fica o vaso sanitário e começo a vomitar nele. Por fim, desmaio.

FLASHBACK OFF

–*-*-

FLASHBACK ON

Eu estava bem entediada naquela festa. Vendo pessoas da mesma idade que eu se divertirem muito na pista, a maioria acompanhada. Viro-me para o lado e vejo a Soph beijando um cara. “Arrasou amiga!”, penso. Viro-me para o outro lado e vejo uma garota dançando para o Léo. “Selvagem!”, penso. Ainda não tinha visto o Edu em lugar nenhum desde que chegamos, provavelmente estava no bar.

Um cara baixo, gordinho e de cabelo cacheado, ficou do meu lado. Não disse nada, muito menos eu. Depois de alguns minutos, ele virou para mim e disse:

– Oi!

Um mísero “Oi”.

– Oi! – Falei.

–Você é bonita! – Do nada ele grita bem perto do meu ouvido. A música estava alta, mas não era para tanto!

– Você é gordinho! – Disse de brincadeira. Sei ser engraçada às vezes, quer dizer... Ele riu, pelo menos.

– Eu sei disso! Está entediada?! – Ele começa a falar movimentando-se, acho que estava tentando dançar.

– Sim! – Grito.

– Então vamos dançar?! Sou bem melhor na pista!

Eu não estava podendo escolher. Então era com ele mesmo.

– Tudo bem! – Aceitei o pedido.

Fomos para a pista, o carinha que ainda não me dissera o nome estava arrasando nela, dançando feito um louco! Até pegou uma bebida para mim, mas eu disse para ele que não bebia.

– Então é por isso que estava tão entediada!

– Não me diga! – Peguei a bebida e dei um gole. Não pensei ao fazer isso.

Minutos depois, ainda estávamos dançando. Vi o Edu na pista, ele parecia beijar várias garotas. Desviei o olhar e continuei a dançar com o gordinho dançarino. Várias músicas se passaram, minha energia tinha acabado, distanciei-me da pista e me senti sonolenta e elétrica ao mesmo tempo. Vejo o mesmo Edu pegador da pista indo correndo para o banheiro masculino. Estranho. De repente, o sono toma parte do meu corpo, minhas pernas cedem e caio no chão. Procuro por alguém: Soph, Léo e até o gordinho dançarino. Não vejo nenhum deles. Fecho os olhos e durmo ali mesmo.

FLASHBACK OFF

–*-*-

FLASHBACK ON

Ao entrar na festa, fui logo para a pista. PercebI que muitas garotas estavam dando mole para cima de mim. Aproximei-me e troquei algumas idéias, depois as beijei, lei da vida. Fiquei assim: entrando e saindo da pista de dança.

Uma garota ruiva se aproximou de mim e começou a dançar, querendo chamar minha atenção, percebi. Começamos a dançar juntos, ela sempre me provocando com aquele corpo sensual. Dá-me selinhos fazendo com que eu queira beijos de verdade, com pegada.

– O que você quer de mim?! – Pergunto por fim.

– Deixar você louco! – A garota riu baixinho e me deu outro selinho.

– Por que não me beija de uma vez?!

– Eu vi você com as outras garotas. Acha que sou igual a elas?!

–Então está me espionando?! É isso?! – Parece que a deixei com vergonha. Gostei disso.

–Claro que não! – Ela ficara séria.

Coloquei minha mão em sua nuca e beijei-a. Beijei de verdade. Não selinhos aleatórios. Depois parei.

– Você beija bem! – Ela falou ao limpar o canto dos lábios borrados de batom.

–Que bom que gostou. – Falei.

–Vou lhe pagar uma bebida! – Ela falou já indo em direção ao bar.

Para chegarmos até lá, passamos pela pista. Vi o Edu dançando, e logo mais distante, vejo a Mila dançando com um cara gordo. “Ah, meu Deus!”, penso, logo riu baixinho. Quando chegamos ao bar, falei-lhe:

–Não precisa fazer isso!

–Preciso. Seu hálito de álcool é muito sexy.

Ela pediu ao barman, ele veio logo depois com uma bebida. Ela pegou a bebida e deu-me.

–Muito abrigado, senhorita!

–De nada, cavalheiro! – Ela falou com todo um charme. – Agora preciso ir, meus pais não deixam que eu chegue muito tarde em casa! A gente se encontra por aí! – Ela completou já se distanciando, nem deu tempo para eu falar-lhe que não morava ali, só estava de passagem.

Minutos depois, eu fiquei parado perto da pista de dança, ainda com a bebida que a garota que não sei o nome pagara para mim. Escuto a voz da Soph, me aproximo. Ela me pergunta se tinha algo em seu olho, mas eu não conseguia ficar em pé porque minha cabeça estava girando, tudo ficara embaraçado do nada. Não termino de responder e desmaio.

FLASHBACK OFF

–*-*-

Os quatro, ao lembrar-se de tudo, fizeram silêncio absoluto. Ainda não sabiam o que realmente tinha acontecido, mas desconfiavam de possíveis acontecimentos.

Mas tarde eles pegaram a estrada. Voltaram falar-se normalmente, mas não tocaram no assunto. Mesmo depois do que o Léo disse no restaurante da pousada. Caíram em suas lembranças e esqueceram-se disso, parece até contraditório.

Finalmente voltaram às suas casas, e dormiram a espera de uma segunda-feira agitada.

Notas finais
Está cheio de FLASHBACKS, eu sei kkkk' mas foi necessário, juro! Espero que tenham gostado do que leram, não deixem de comentar o que acharam, senão nunca saberei. Até o próximo capítulo :)