Que a verdade do meu coração seja dita!
24 Você, sempre do meu lado!
Notas iniciais
Gustav: — PAULA ESTÁ ME OUVINDO?- Gustav gritou chamando a minha atenção.
Paula: — O que você disse? – Falei levantando do chão e limpando as lágrimas.
Gustav: — Eu disse que vão enterrar o corpo do Bill depois de amanhã, porem, você não vai estar viva para ver isso!
Agora Gustav tinha passado dos limites
Paula: — EU NÃO QUERO SABER DE MAIS NADA! OS SERES HUMANOS DESSE MUNDO SÃO MUITO ARROGANTES, NUNCA QUEREM ENTENDER O QUE AS OUTRAS PESSOAS PENSAM OU SENTE. Me Deixe em paz... E SÓ APAREÇA AQUI QUANDO VOCÊ FOR TIRAR A MINHA VIDA! Eu não sirvo para mais nada, a não ser para morrer...
Gustav: — Eu já ia me retirar mesmo, vou deixá-la sozinha...
Ele saiu do quarto trancado a porta. Depois disso a única coisa que eu consegui fazer era chorar e pensar no Bill, nunca achei que a minha vida se resumiria a nada. Adormeci com algumas lágrimas no rosto e soluçando.
...
Acordei com os raios de Sol no meu rosto. Por um instante desejei que tudo que tivesse acontecido fosse um sonho... Sonho não, um pesadelo.
Fui ao banheiro desejando um banho quente e demorado. Liguei a torneira e fui na frente da pia, esperando a banheira encher. Por curiosidade, abri o armário que ficava logo acima da pia e avistei uma lâmina. Peguei-a sem pensar duas vezes. Eu sabia exatamente o que ia fazer, apesar de estar um pouco nervosa. Sentei do lado da banheira.
Primeiro encostei a lâmina no meu pulso esquerdo e me cortei. Fechei os olhos senti a dor que fazia no local, ardia um pouco, uma dor prazerosa, quando abri os olhos novamente, vi que escorria sangue no local. Lembrei de quando eu era mais nova, com os meus 14 anos, eu fazia a mesma coisa, naquela idade, meu braço era todo marcado, o que me obrigava a usar blusas com manga comprida... Agora 6 anos depois volto a fazer a mesma coisa. Cortei mais uma vez, só que agora no meio do antebraço e mais profundo. Estava pronta para fazer mais um corte, quando fui interrompida.
Gustav: — O que você está fazendo?
Paula: — O que você está fazendo aqui?
Gustav: — Senti o cheiro do seu sangue.
Paula: — Saia daqui!
Gustav: — Quer dizer que você se corta!
Paula: — Por favor, eu vou tomar banho.
Gustav: — Deu para perceber o banho que você vai tomar... O cheiro do seu sangue é delicioso.
Paula: — SAI DAQUI!
Gustav: — Eu só vou sair por que eu acho que se ficar mais segundo aqui, eu não vou conseguir me controlar!
Paula: — Que seja!
Gustav: — Você é uma pessoa fria... Como o Bill pode ter gostado de você?
Paula: — Por que você fala tanto nele? – Levantei e fechei a torneira da banheira – Eu não quero mais ouvir falar dele.
Gustav – Mas confessa você ainda o ama.
Paula: — Não quero entrar em detalhes!
Gustav: — Posso considerar isso como um sim?
Paula: — Eu acho que pedi para você sair daqui!
Gustav: — Com certeza foi um sim!
Paula: — Você não tem mais nada para fazer?
Gustav: — Tenho sim... Mais tarde eu volto e então será a ultima vez que você verá alguém!
Paula: — Eu te odeio! Odeio todo o mundo!
Gustav: — Nossa não sabia que você era uma revoltada!
Paula: — Cala a boca!
Gustav: — Você não tem medo de mim, certo?
Paula: — De você? Nunca!
Gustav: — Que pena!
Paula: — Você era uma pessoa meiga, sempre te considerei como um irmão que nunca tive... As pessoas que eu mais era próxima, está fazendo isso comigo! Eu realmente devo ter feito algo na minha vida passada para estar pagando os meus erros agora!
Gustav: — O que você vez na sua vida passada eu não sei... Mas todo mundo morre, mais cedo ou mais tarde!
Paula: — Não venha me dar moral. A única pessoa que não tem direito de fazer isso agora é você!
Gustav: — Você é uma gracinha, “irmãzinha”.
Paula: — Você podia me chamar assim, mas agora não. Uma pessoa não faz isso com o próprio irmão ou irmã!
Gustav: — Você continua sendo uma graça!
Paula: — Já mandei você calar a boca.
Gustav: — Estou perdendo a paciência com você garota.
Paula: — Demorou!
Gustav: — Você não está para conversa.
Paula: — Claro, você quer que eu esteja “para conversa”, em um momento como esse? Eu vou morrer, o Bill está morto, e duas pessoas que eu mais gostava traíram a minha confiança.
Gustav: — Está certo, eu vou sair... Bom banho!
Gustav saiu do quarto me deixando sozinha novamente. Tomei banho e coloquei uma roupa qualquer.
Não tinha nada para fazer, deitei na cama e fiquei olhando para o teto.
Minutos depois ouvi algo bater na janela, estranhei, e fui até janela para ver o que ou quem fazia o som. Abri a cortina e me surpreendi com a pessoa que estava do lado de fora. Aqueles olhos que eu tanto amava, aquele rosto que achei que nunca mais ia ver, aquele sorriso malicioso que sempre me fazia ficar boba... Era ele!
Paula: — BILL?!
Notas finais
Bjssssss!
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