Que a verdade do meu coração seja dita!
38 Morta?
Notas iniciais
P.O.V. Paula
“Um confusão enorme, muitas pessoas desesperadas, na verdade todos nós estávamos Enquanto os outros seres estavam indo para o outro mundo, As semi-deusas e os vampiros tentavam impedir os #483 de nos matar atentos a cada movimento que eles faziam.
Alexandre abriu a baca para falar algo, mas nada eu ouvia. Ele levantou a mão com arma apontando para o Bill. Não... Eu não poderia deixar ele acertar o Bill... Eu... Eu.... ainda o amo...
Desesperadamente comecei a correr na direção do Bill soltando um grito alto que se misturava com o barulho do disparo da arma. Fechei os olhos apenas enxergando o escuro, eu estava nos braços do Bill olhando para ele...”
Paula: — NÃO!! — Sentei na cama desesperadamente! — Caramba... Foi só um sonho... — Cochichei após dar uma boa olhada em volta, percebendo que estava no quarto! Bocejei levando a mão na boca. E senti a minha barriga roncar, lembrando que não tinha almoçado. Levantei-me da cama e sentir o chão gelado no meus pés.
Meg: Hum... Então você já acordou? — Ela passava pelo quarto, parando em frente da porta.
Paula: — É o que parece!
Meg: — Nossa, que grossa! — Ela riu.
Paula: — Desculpa, não consegui resistir.
Meg: — Você deve estar morrendo de fome, quer ir almoçar agora?? Até por que você tem que comer por dois agora!
Paula: — Claro, estou morrendo de fom.... Quer dizer, como você sabe??
Meg fez uma pausa, olhando para o corredor certificando que não tinha ninguém – Eu sei que você está gravida... Esqueceu?? Vejo a áurea das pessoas e em você vejo duas.
Paula: — Ai caramba!! Mais alguém sabe?? — Eu comecei a ficar nervosa.
Meg: — Não... A não ser que as outras garotas percebam...
Paula: — Eu não queria que muita pessoas soubessem disso... Não por enquanto...
Meg: — Eu te entendo... Não precisa ficar preocupada. Se precisar de ajuda, estou aqui!
Paula: — Obrigada! Mas agora vamos parar de falar disso... temos vampiros lá embaixo que podem ouvir a conversa. — Começamos a rir.
…
Eu acabara de comer, estava indo para sala para ver o que o pessoal assistia na televisão, e logo percebi que era uma filme de ação. Mas eu não achei a Ichigo com os garotos.
Paula: — Cadê a Ichigo? — Perguntei sentando no sofá ao lado da Cristynna (sim, ela já estava lá, Tom a buscou antes de ir para a nova casa)
Rô: — Bem... Eles foram treinar a Ichigo... Quanto mais cedo, melhor!
Paula: — Ah! Eu queria tanto ver o treino dela...
Samira: — Hum... Eu também... mas ele não deixaram nós irmos... Eles falaram que poderia ser perigoso para nós, já que não sabemos o qual forte aquela garota é!
Paula: — Mais o que poderia acontecer de tão ruim nesse treino? — Perguntei me levantando.
Mary: — Como nós ainda não sabemos até onde seus poderes vão... Digamos que ela arranque os seus pulmões e você nem perceba.
Meg: — Nossa... Exagerou agora... Eu acho...
Paula: — Tudo bem... Meu pulmão nem é tão importante assim. — Falei abrindo a porta – Alguém me acompanha? — Todas me olharam incrédulas, então tomei aquilo como um “Não”. Sai da casa, percebendo que começara a cair os primeiro pingos de chuva... mas mesmo assim continuei
Fui até a parte de trás da casa onde tinha uma grande área aberta, com um gramado bem verde e com árvores altas em volta cercando a casa e dando começo para a imensa floresta. Conforme eu chegava mais perto, ouvia os meninos gritando.
Georg: — É melhor pararmos um pouco... Vamos dar um descanso a Ichigo... Ela não vai aguentar se continuarmos assim.
Gustav: — Eu concordo, daqui a pouco ela vai acabar se machucando.
Tom: — Não... vamos deixá-la terminar e então paramos...
Gustav: — O que você acha Bill?
Bill: — Por que eu que tenho que decidir as coisas...? Mas eu concordo com o Tom, é melhor deixá-la terminar.... Estamos quase chegando no fim desse exercício... Ela precisa aprender a se controlar nessa forma mais poderosa. — Agora eu estava na parte de trás, os via perfeitamente... a Ichigo estava diferente... Igual o dia que me atacou: Caldas e orelhas escuras, unhas mais afiadas e um olhar de dar medo... mas agora parecia que ela Estava tentando controlar a “outra Ichigo” …
Depois de analisá-la, só me lembro de estar em um lugar escuro, não sabia exatamente onde era e do nada comecei a sentir pingos de água me molhando e, antes que eu pudesse entender o que estava acontecendo sinto algo cortar meu peito. Com uma dor infernal caio deitando no chão onde, de forma rápida, já havia se formado uma poça de sangue. Comecei a ouvir passos vindo em minha direção. Quando os passos se sessaram vejo vultos de pessoas paradas diante do meu corpo quase sem vida.
Paula!
Caramba... Avisamos a elas não virem até aqui!
Ah! o que eu fiz??
Fica Calma Ichigo... Não foi sua culpa
Como assim, não foi minha culpa... Ela vai...
Com pouca força que ainda me restava, olho para cima e, com uma visão meia embaçada, percebo que era a Ichigo que estava na minha frente, com sua mão direita cheia de sangue.. O meu sangue...
Assim... Os sons do meu redor foram tornando cada vez mais baixos, até sumirem por completo
A sensação de peso e do frio do chão molhado foi dando lugar a formigamentos que pouco a pouco foram se espalhando pelo meu corpo. Eu não sentia mais os pingos de chuva na minha pele, nem a sensação de frio ou calor. Nenhuma visão ou som, ou nem mesmo a sensação do tempo passar. Apenas o vazio e o nada.
Até que o ultimo sentido que me restara, minha consciência, foi aos poucos se apagando. E tudo que me restou, antes do ultimo lapso de consciência se dissipas, foi apenas uma única e ultima certeza....
A de estar morta.
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