Notas iniciais
Desculpa pela demora... longa demora... Mas eu sou um a garota "super comportada" e fiquei de castigo e blá blá blá....
Espero que gostem...

Estávamos no meio de uma estrada, isolada de tudo, você olhava para os lados e só via areia e alguns arbustos quase secos, a rua tão reta que nem víamos o final dela. Para disfarçar o tédio, escutávamos musicas do rádio.

Olhei para o lado e vi que Cinthia estava distraída olhando pela janela, olhei para o retrovisor e eu vi perfeitamente os olhos do Bill, que pareciam estar concentrados na pista. Mas essa concentração foi encerrada assim que ele decidiu olhar para o retrovisor e me ver olhando para ele.

Pega de surpresa desvio o olhar, mas Bill já tinha me visto e deu uma risada abafada.

Bill: — O que foi?

Paula: — Nada! – Olhei para Bill novamente pelo retrovisor, que ora olhava para a estrada ora olhava para mim.

Passamos por uma placa que dizia que estávamos perto de Fradesid.

Cinthia: — Parece que é nessa cidade!

Bill: — Então chegamos! – Ele pegou o celular que estava no bolso dele — Eu vou falar para ao Tom que já achamos a cidade e que eles podem seguir em frente.

Cinthia: — Certo... Paula!

Eu estava tão distraída que nem a ouvi me chamando.

Cinthia: — Paula!? – Ela me cutucou.

Paula: — Fala! – Olhei para ela, meio assustada.

Cinthia: — Não precisa ficar tão aflita! Você só vai conversar com os seus pais!

Paula: — Mas para mim, eles são uns estranhos!

Cinthia: — Mas fique calma! Vai dar tudo certo! Vai ser apenas uma conversa!

Paula: — Certo, vou tentar não ficar pensando muito nisso!

Bill: — “Tá... Até mais tarde...” ... Eu acho que tenho que virar aqui – Ele entrou em uma curva, já separando dos outros.

Paula: — “Bem vindos à Fradesid” – Li a placa que dava boas vindas.

A cidade parecia ser bem simples, não havia muitas pessoas andando nas ruas naquele horário. A cidade parecia ser bem simples, não havia muitas pessoas andando nas ruas naquele horário, apesar de ser quase hora do almoço. Em cada casa, pelo menos uma árvore, e isso tornava a cidade mais fresca, com brisas suaves. A cidade parecia ser bem tranquila um ótimo lugar para alguém quiser descansar.

Bill: — Cinthia! – Ele a chamou – Agora preciso da sua ajuda, preciso do lugar que eles moram.

Cinthia, que também parecia atraída pela cidade, se concentrou fechando os olhos, fazendo uma prevê pausa.

Cinthia: — Eles estão pertos... Vire essa rua agora à esquerda e logo em seguida a direita... O numero da casa é 89... Eles... Eles estão nos esperando na calçada em frente da casa deles!

Paula: — Como? –Olhei para ela, me surpreendi com a Cinthia falando isso, parecia que eles já sabiam que eu estava chegando.

Cinthia: — Parece que eles esperavam por esse dia á bastante tempo.

Bill: — Lá estão eles... Paula.

Olhei para a rua novamente, eles estavam do outro lado da rua, um do lado do outro. A aparência deles não mudou nada, mas eles pareciam bem aflitos com algo.

Bill estacionou o carro em um lugar vago e se virou olhando para mim.

Bill: — Pronta?

Tirei o meu olhar do outro lado da rua e fitei o Bill. Eu ainda não tinha certeza se estava pronta para vê-los, mas eu já estava aqui, não adianta eu voltar atrás.

Paula: — Acho que sim.

Bill: — Quer que eu vá com você? – Acenei com a cabeça suspirando logo em seguida.

Cinthia: — Eu fico aqui no carro... Podem ir tranquilos... E não precisem se apreçar.

Dei um sorriso ela.

Bill desceu do carro abrindo logo em seguida a porta para mim, desci logo em seguida, já olhando para os meus pais.

A expressão deles nunca mudava, aquela aflição deles já estava passando para mim. Esperamos um carro passar para começarmos a atravessar a rua, e quando chegamos do outro lado... Todos ficaram mudos, parecia que estávamos relembrando cada minuto das nossas vidas juntos.

Rosana: — Paula!! Quanto tempo minha filha! – Eu estranhei o jeito da minha mãe falar “minha filha” ela nunca se dirigiu a mim com esse termo.

Olhei para o Bill que também olhou para mim. Senti a mão dele segurar na minha, tentando me passar segurança.

André: — Entrem! – Meu pai sempre falava com uma voz seca. Eles se dirigiam até a porta, com eu e o Bill os seguindo, que pelo visto dava para a sala.

A casa parecia bem simples, porem eles não precisavam de uma casa grande só para os dois. Os móveis bem distribuídos, a maioria de cor branca ou marrom. Nas paredes algumas pinturas (minha mãe sempre gostou de pintar nos tempos livres), a casa parecia bastante antiga pelas suas decorações.

Rosana: — Sentem... Sei que tem algo para falarem e também temos várias coisas para falar a vocês!

Bill e eu sentamos no mesmo sofá um do lado do outro, meus pais sentaram no sofá da frente assim podendo ver uns ao outros.

Rosana: — Querem algo para comerem ou beberem?

Paula: — Não! – Respondi rapidamente.

Rosana: — Então tá, mas...

Paula: — Por quê?... Por que vocês me tratavam daquele jeito? Até hoje eu não entendo isso e...

Bill:- Calma Paula! – Bill chamou a minha atenção.

André: — Nos desculpa Paula, não queríamos te tratar daquele jeito, mas...

Paula: — DESCULPAS? EU QUASE MORRI POR CAUSA DE VOCES! SE NÃO FOSSE PELO BILL...

Bill: — Paula! Tenha mais calma! – Fechei os olhos suspirando.

Rosana: — Entendemos que foi duro para você, mas... Bem acho que devemos falar primeiro.

Se eu continuasse falando eu iria gritar novamente, então deixei eles falarem.

André:- Nós não tínhamos intenção de fazer tudo àquilo com você... Mas é que sabíamos que você era uma semideusa.

Rosana: — Tínhamos medo de algo acontecer com você e com nós. Além disso ficamos sabendo que semideuses têm poderes e tínhamos remorso da nossa filha ser diferente... Mas...

Paula: — Remorso... REMORSO DA PRÓPRIA FILHA! – Senti a mão do Bill na minha perna, percebendo que iam vim mais coisas graves.

Rosana: — Mas depois conhecemos o Bill.

Olhei para o Bill que estava de cabeça baixa.

Paula: — Bill?

Bill: — Eu já disse para você que investigava a sua vida antes de nos conhecer, quanto te salvei... – Ele olhou para mim- Quando vi que você quase se matou, eu resolvi conversar com os seus pais e chegamos a um acordo que eles comprariam uma casa para você.

Paula: — Não creio... Quer dizer que a metade da minha vida... Foi você que a direcionou... Não tive uma vida própria... Não vivi a minha própria vida... Eu...

Bill: — Não Paula... Eu só pensava no seu melhor, não podia deixar você morrer...

Paula: — Na verdade você não podia perder uma semideusa! Isso lhe causaria um grande problema!

Bill: — Não Paula, eu não podia te perder por que a amo!

Encarei o Bill por alguns instantes tentando segurar as lágrimas.

André: — Nós também queríamos apenas o melhor para você, Paula!

Rosana: — Paula... Nós também queremos falar outra coisa – Minha mãe encarou o meu pai, que afirmou com a cabeça, falando que ela podia prosseguir – Nós sabemos como popularizar um novo planeta.