Que a verdade do meu coração seja dita!
19 Por que eu não presto muita atenção?
Notas iniciais
Paula: — Para onde você está me levando garota?
Mary: — Vamos nos divertir um pouco.
Paula: — Como?
Mary: — Não enche Paula, na hora você vê!
Mary me levou para a área da frente, na onde estava a maioria das pessoas. Ela pegou um drink e me deu.
Mary: — Beba.
Paula: — Estou sem vontade!
Mary: — BEBE LOGO!
Peguei a garrafa da mão da Mary e bebi tudo rapidamente e em poucos goles.
Paula: — Eu ainda não entendi o que você está querendo fazer.
Mary: — Não entenda, apenas beba o quanto quiser e divirtas-se.
Paula: — Não estou a fim de fazer nada, eu acho que vou embora.
Mary: — Já vi que vai ser mais difícil do que eu imaginava... Toma esse outro... Nem sei o que é, mas beba.
Paula: — Mary estou falando sério, eu só quero ir apenas para a minha casa.
Mary: — Pare de ser boba, você vai para a sua casa e não vai ter nada para fazer lá. Depois você vai ficar na sua na sua cama chorando o resto da noite por causa de uma cena dessas que acabou de acontecer, enquanto você poderia estar aqui se divertindo, dançando, bebendo, paquerando...
É incrível como ela tinha o dom de convencer as pessoas. Mas realmente eu ia fazer isso mesmo que ela acabará de dizer, a única coisa que eu queria fazer era chegar em casa, tomar um belo de um banho quente e demorado e depois ficar debaixo que um cobertor pensando (chorando) em como o meu coração amava o Bill, mas o meu cérebro discordava disso de um jeito irônico.
Paula: — Certo, você me convenceu. Me dá isso logo, antes que eu me arrependa.
Mary: — Nossa até que fim você entendeu, e pode apostar, você não vai se arrepender!- Ela pegou uma garrafa para ela e começou a beber junto comigo.
Logo já estávamos dançando, bebendo um pouco, de olho em alguns garotos, dando várias risadas...
Paula: — Mah! Pega mais um pouco para nós? Vai lá querida!
Mary: — Você não manda em mim...
Paula: — Pega lá Mah!
Mary: — Eu só vou por que acabou a minha também.
Paula: — Vai lá e volta logo amiguxa...- Continuei dançando e a Mary foi na direção das mesas na onde estava a maioria das bebidas.
– Oi princesa – Falou um garoto que se aproximou de mim e logo começou a conversar.
Paula: — Oi! Qual é o seu nome?
– Marcello, e o seu?
–Paula!
Marcello: — Oi Paula... Gostei de você!
Paula: — Sério? Não sei por que...
Marcello:- Nossa! Já vi que os seus dias não estão sendo os dos melhores...
Paula: — Não, não quero falar disso...
Marcello: — Tudo bem... Aqui não dá para falar direito, vamos para um outro lugar?
Paula: — Para onde?
Marcello: — Você só vai saber se for comigo...
Paula: — Assim não vale, eu sou curiosa...
Marcello: — Mais um motivo para você vim comigo.
Paula: — Você está me convencendo...
Marcello: — Ótimo, então vamos?
Paula: — Espera, eu tenho que avisar uma amiga.
Marcello: — Se for aquela ali, eu acho que ela não vai voltar tão rápido! – ele apontou para um lugar e eu olhei seguindo a direção do dedo dele.
Vi Mary, beijando um garoto. Eles estavam na maior animação e Mary deveria ter se esquecido de mim, isso que é amiga.
Paula: — Certo, então vamos logo!
Marcello deu uma risada maliciosa, que me vez ficar vermelha,com certeza. Ele pegou nas minhas mãos, e começou a andar, me fazendo o acompanhar. Depois de nos deviar de várias pessoas, entramos dentro da mansão.
Paula: — Essa mansão é realmente linda – disse olhando para todos os cantos da sala.
Marcello: — Obrigado...
Paula: — Ela é sua? – Falei com um tom meio tímido.
Marcello: — Sim, vem me acompanhe.
Paula: — Você não vai me dizer para onde está
Marcello: — Calma, já estamos chegando.
Depois de subirmos as escadas e passarmos por vários cômodos, Marcello parou em frente de uma porta.
Paula: — Eu não estou entendendo tanto suspense.
Marcello: — Garota, você é tão boba.
Paula: -Desculpe, mas do que você está falando?
Marcello: — Seus pais não te ensinaram a nunca falar com estranhos?
Paula: — Você está me assustando – Soltei da mão dele e comecei a andar, mas ele segurou no meu braço. – Me solta!
Marcello: — Não posso deixar uma oportunidade dessas simplesmente ir embora.
Paula: — Eu ainda não entendi
Marcello: — Não se faça de boba, até por que eu sei que as semi-deusas, de bobas, elas não tem nada.
A partir do momento que ele disse “semi-deusa” eu congelei, como ele sabia da existência de semi-deusas? Como ele sabia que eu era uma? E a pergunta que não queria sair da minha cabeça, o que ele queria comigo? Mas meus pensamentos foram interrompidos.
Marcello: — Você precisa ver a sua cara de assustada.
Paula: — O que você quer comigo?
Marcello: — Só uma coisa, os seus poderes, que eu ainda não sei quais são.
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