Que a verdade do meu coração seja dita!
2 Eu te amo
Notas iniciais
Acordei com o barulho do despertador, aquele barulho que sempre irrita. Virei-me para o lado, mas não encontrei o Bill na cama. Estiquei o braço e desativei o “incomodo”. Levantei-me e fui ao banheiro e fiz minha higiene matinal.
Sai do banheiro secando o cabelo com a toalha, quando me deparo com o Bill sentado na cama, me fazendo levar um susto.
Paula – Que susto Bill... Bom dia!
Bill — Bom dia amor, desculpa por ter assustar. – Ele deu um sorriso inocente.
Paula – Foi nada... O que você está escrevendo?
Bill – Uma nova musica...
Troquei de roupa e dei uma olhada nas minhas coisas de faculdade, queria ter certeza de que não estava esquecendo nada...
Bill – Vamos descer?
Paula – Sim...
Fechei a minha mochila e descemos as escadas, com ele na frente, pensativo. Tomamos café da manhã em silêncio, algo que nunca aconteceu, o Bill estava com uma cara séria, o que estava me deixando preocupada.
Acabamos de tomar café da manhã, o Bill pegou a chave do carro dele e fomos para a garagem, percebi que o carro do Tom não estava lá:
Paula: — Cadê o carro do Tom?
Bill: — Mandei o motorista levar para arrumar...
Paula: — Que horas que você acordou?
Bill- Um pouco antes que você! — Ele respondia seriamente, cadê aquele Bill que eu conhecia que era agitado, gostava de conversar e fazer piadas?
Ele apertou o alarme do carro, abri a porta e entrei, ele entro logo em seguida, ligou o carro o trajeto inteiro fomos em silêncio... De vez em quando eu olhava para ele e Bill estava concentrado, dirigindo, olhando fixamente para frente.
Paramos em frente do prédio da minha faculdade, ele era enorme, sua cor do lado de fora era vermelho, com alguns detalhes dourados e na entrada tinha uma escada com poucos degraus, mas com a largura grande, com um corrimão ao meio e mais dois em cada lado.
Bill: — Boa aula amor.
Paula: — Obrigada, vou precisar, sempre fico nervosa quando tenho que falar em público.
Bill: — Vai dar tudo certo, se você se atrapalhar é só pensar em mim que tudo volta ao normal...
Comecei dar risada
Paula: — Ai que eu me atrapalho mesmo, vou me lembrar do seu sorriso, dos seus olhos, da sua voz, da sua boca... – Fui me aproximando do rosto dele, o beijei.
Estávamos aproveitando tanto o beijo que só paramos quando alguém bateu no vidro da janela do carro. Era a minha amiga, a Roberta.
Roberta: — Oi meu casal favorito! Paula você está um pouco atrasada...
Olhei para o relógio que estava no meu punho, ele marcava 7:28, ou seja, tinha um minuto para me despedir do Bill e um minuto para sair correndo que nem uma louca...
Paula: — Tenho que ir agora, estou atrasada...
Bill: — Só mais um beijo
Dei um selinho nele e abri a porta do carro, ele me segurou pelos braços:
Bill: — Eu te amo não se esqueça disso, ok?
Paula: — Eu nunca vou esquecer, e eu também te amo.
Dei mais um beijo nele, a Roberta me chamou.
Paula: — Tenho que ir, tchau amor!
Bill: — Tchau... – Ele deu um sorriso de canto.
Subi as escadas correndo, entrei na faculdade. Tinha uma fila enorme na frente do elevador, eu e Roberta nos entre olhamos e decidimos subir seis lances de escadas, resultado: quando cheguei à sala de aula estava descabelada, ofegante e cansada. Adentrei-me e fiquei prestando atenção no que o professor falava, mas por pouco tempo, meus olhos começaram a ficar pesados, encostei minha cabeça na parede e adormeci...
Acordei com a Roberta me chacoalhando. Abri os olhos e vi que não tinha mais ninguém na sala de aula.
Paula: — Cadê o resto do povo?
Roberta: — Já desceram, é o intervalo agora... Vamos logo!
Levantei-me e saímos da sala... Legal... Perdi a aula inteira.
Roberta: — O eu você ficou fazendo essa noite?
Paula: — Nada, Fiquei caminhando um pouco com o Bill e depois dormi na casa dele, por quê?
Roberta: — Por isso que você está cansada... – Ela olhou para o outro lado tentando disfarçar o sorriso malicioso.
Paula: — Não aconteceu nada, você tem uma mente poluída garota!
Fomos para a cantina e nos sentamos em uma mesa junto com a Carla e a Mary, minhas amigas.
Carla: — Oi lerdas, demoraram!
Roberta: — A “ocupada” da Paula que resolveu dormir no meio da aula.
Paula: — Aff! Não tenho culpa, quando percebi a Roberta já estava me acordando!
Mary: — A Paula, ocupada??? Com que???
Carla: — Sei lá. Talvez ela tenha ficado o dia todo com o senhor Bill Kaulitz!
Paula: — Fiquei sim, e daí?
Roberta: — Aff, já falei para você me apresentar para o irmão dele, né?
Paula: — Hahaha, Para o Tom? O Tom está enrolado com uma garota!
Mary: — Pois é Roberta, não foi dessa vez...
Roberta: — Pelo menos tentei Mariany!
Mary: — Não fale o meu nome inteiro, você sabe que não gosto...
Carla: — Eu acho ele bonito...
Meu celular começou a tocar, o peguei e só faltou meus olhos brilharam quando vi quem era.
Paula:- Oi Bill, o que foi?
Bill: — Nada, só liguei para falar que te amo.
Paula: — Tá... Isso e já sei! Agora fala o que realmente você quer!
Escutei o Bill rir: — É que eu quero ir te buscar quando acabar as suas aulas.
Paula: — Mas você não está ocupado hoje?
Bill: — Não, eu desmarquei os compromissos de hoje à tarde.
Paula: — O David vai te matar... Mas tudo bem vou estar te esperando.
Bill: — Okay! Tchau!
Paula: — Tchau!
Desliguei o celular e olhei para as garotas, elas estavam com os olhos brilhando!
Roberta: — Era o Bill?
Paula: — Sim, você é curiosa, e antes que vocês me perguntem, ele me ligou avisando que ele vai vim me buscar quando acabar as aulas.
Carla: — Queria um namorado desses...
Paula: — Tem certeza?
Carla: — Tenho, por que Paula?
Eu poderia contar para elas sobre o que eu passei na noite passada, mas elas não tinham nada a ver com aquilo...
Paula: — Nada não, esquecem... Pensei alto...
O sinal bateu, fomos para a sala de aula, meios forçadas, mas dessa vez de elevador. Naquela aula tive que falar sobre o trabalho.
Levantei-me da carteira e fui à frente da sala. No começo eu fiquei um pouco nervosa, mas aos poucos fui me acostumando... Como o Bill consegue fazer tantos shows em frente de uma plateia enorme?
Acabei de falar e me sentei na minha carteira. Eu ainda tinha mais duas aulas, dessa vez eu não dormi... Mas tive vontade.
As aulas passaram rápidas... Ou eu que estava gostando delas, guardei as minhas coisas. E encontrai a Roberta conversando com a Mary.
Paula:- Bem, eu acho que já vou indo...
Mary: — O Bill já deve estar te esperando...
Paula: — Eu sei, credo, parece que você quer me ver longe!- fiz uma cara de que estava magoada.
Roberta: — Não quero te ver longe... Mas imagina que dó o Bill esperando alguém...
Mary: — Verdade... Ele é tão lindo – Mary começava viajar.
Paula: — Ei! A namorada dele está do lado de vocês...
Mary: — Desculpa amiguxa...
Paula: — Vocês têm razão, ele já deve estar lá em baixo... Vou descer. Beijos!
- Tchau!- as duas se despediram.
Desci e fui para a entrada\\saída principal. Tinha um tumultuo logo em frente, com certeza eram alguns alunos pedindo autógrafos para o Bill. Andei na direção da multidão e eu estava certa. Entrei no carro, mas o Bill ainda continuava do lado de fora. Passei para o banco de motorista, esperei uns cinco minutos e nada do Bill entrar, então apertei a buzina. Ouvi o Bill se despedindo e ele entrou no carro.
Bill: — Oi!
Paula: — Oi, parece que eu que tive ficar te esperando.
Bill: — Desculpa você sabe como são os fãs... Você vai dirigindo?
Paula: — Sim, eu dirijo agora – Confesso que naquele momento me senti “poderosa”.
Bill: — Certo! Até por que eu estou cansado...
Paula: — Por quê? O que você estava fazendo? – liguei o carro.
Bill: — Coisas da banda...
Ficamos um tempo em silêncio... Até o Bill falar:
Bill: — Para onde você está indo?
Paula: — Para a minha casa...
Bill: — Mas você não ia para a minha?
Paula: — Já não sei de mais nada...
Bill: — Vamos para a minha!
Paula: — Só vou para lá por que deixei uns livros – Na verdade, era uma desculpa para eu não voltar para casa. Depois daquele vulto, fiquei com medo de ficar sozinha lá.
Bill: — Ótimo... Você vai dormir lá essa semana!
Paula: — Eu vou é?
Bill: — Sim, quero ficar próximo da minha namorada...
Paula: — Mas eu tenho que pegar várias coisas na minha casa então!
Bill: — Não se preocupa... Antes de eu vim te buscar, passei na sua casa. Peguei umas roupas suas e todos os seus livros. Se tiver faltando algo, eu compro...
Olhei pelo retrovisor e realmente tinha algumas coisas minha no banco de trás.
Paula: — Você pensa em tudo garoto!
Bill: — O que seria de você sem mim?
Paula: — Convencido!
Bill: — Achei que eu era do mal...
Paula: — Continua sendo...
Agora estávamos indo para a mansão do Bill. Fomos o percurso inteiro conversando. Ótimo, Bill já estava normal... Espero...
Fale com o autor