Que Vontade de Amar!
1 Capítulo 1 - De volta viajando.
Notas iniciais
- Mãe, pelo amor de Deus, cade o papai? — Eu disse deitada no banco de trás do carro.
- Ele foi ali comprar os suprimentos. — Ela disse calmamente enquanto bebia uma água.
- Pelo amor de Deus, ele morreu no mercado? — Eu disse quase gritando.
- Calma, filha. — Ela diz.
- Ai. — Eu digo após cair do banco.
- Aprendeu a não ficar enchendo o saco. — Ela diz se virando e sorrindo.
- Desde quando você fala isso? — Eu pergunto no chão.
Papai entra no carro e coloca as coisas pra trás, pego um saco de batatas e roubo algumas até papai começar a dirigir. As sacolas me apertavam.
- Ai, eu preciso de espaço. — Eu disse e empurrei as coisas pro chão.
Quando faltava uma sacola, eu empurrei com o pé, mas ele estava enroscado e eu cai junto.
- Ai, que bosta. — Eu digo.
- Filha, sossega. Quer aparecer, é? — Meu pai diz.
- Aparecer pra quem? — Eu digo.
- Para com isso! — Ele grita.
- Parar com o quê? — Eu pergunto.
Deito no banco e depois sento, eu estava com uma calça preta, uma regata branca e com os cabelos negros soltos, minha mãe usava um vestido floral.
- Chega logo nessa porcaria. — Eu digo.
- Mi, pelo amor de Deus, sossega! — Minha mãe diz.
- Mãe, sossega você, parem de falar, " Estão cansando a minha beleza " — Eu digo com a voz de minha, vamos dizer, inimiga.
- Está imitando quem? — Ela pergunta.
- Vanessa. — Respondo rapidamente.
- Então, Shh. — Ela diz.
- " Shh " — Imito ela baixinho e me deito no banco.
Uma freiada me chama a atenção.
- Chegamos? — Eu pergunto.
- Sim. — Minha mãe responde.
Ela sai do carro com sua mala e papai também. Faço o mesmo e coloco um pé na casa.
- Poxa, que casa brega. — Eu digo.
Ele ri.
- Da próxima vez, me deixa ficar com a vó. — Eu digo entrando.
- Jamie Winster, não, você sempre virá com a gente, cantora. — Ele diz.
- Aí, não me chama assim. — Eu digo.
Eu guardo meu violão e os outros pertences musicais, guardo as roupas e fico com a mesma.
- Filha, vem comer. — Ele diz.
- Me leva pra casa da vó, na próxima vez, por favor. — Eu digo.
- Já falei, nem pensar. — Ele diz.
- Ai que saco! Você só sabe encher. — Eu digo.
- Olha, olha! — Ele diz.
- Eu vou pra escola. — Eu digo rapidamente e vou em direção a porta.
- Vá se arrumar, filha. Uma roupa mais... — Ela diz com uma careta.
- Eu-Iria-Até-De-Pijama — Disse travando e saio de casa, começo a andar até chegar na escola.
Entro no pátio, e vejo todo mundo olhando pra mim, faço uma careta.
- Não vai ter ninguém legal nessa... Escola. — eu digo não querendo dizer a outra palavra.
Meu celular toca alto. Atendo.
- Que foi pai? — Eu digo.
- Vamos ficar nessa cidade! — Ele diz com alegria.
- Nossa, que felicidade! — Eu digo.
- Tchau, filha. — Ele diz e desliga.
A gente não vai se mudar, é meio bom. Começo a andar por um corredor vazio até que bato com alguém ( típico de filme, eu nunca queria que isto tivesse acontecido ).
- Ai — Eu digo e caio no chão.
- Nossa, sinto muito! — Ele me ajuda a me levantar.
Um menino de cabelos loiros, olhava pra com cara de culpa.
- Desculpe! — Ele diz.
- Tudo bem! — Eu digo.
- Sou Nathaniel. — Ele diz.
- Mirella. — Eu digo.
- Que nome lindo. — Ele diz e sorri.
Fico um pouco constrangida.
- Você está mesmo bem? — Ele pergunta novamente.
- Tô — Eu respondo.
- Que bom! Você é a novata? — Ele pergunta.
- Sou, já virei famosa, por acaso? — Eu pergunto e nós dois rimos.
- Com licença, Mirella. — Ele diz e vai embora.
Nossa, que menino educado, nem faço um tipo de menina assim, vou ao pátio, deve ter alguém lá e tinha, um rapaz de cabelos ruivos tocava uma guitarra preta e escutava música. Ele me viu e falou após eu sentar.
- Que foi? — Ele perguntou.
- Não posso sentar? — Respondi.
- Tanto faz. — Ele responde ainda tocando.
- O que está ouvindo? — Eu pergunto, conheço aquele ritmo.
- Nada. — Ele responde.
- Gosto de Winged Skull. — Respondo, agora reconhecendo.
- Jura? — Ele olha pra mim.
- Não, estou mentindo. — Respondo irônica.
- Tá. — Ele responde.
Me levanto e fico em sua frente, com as mãos na cintura.
- Que foi, garota? — Ele me pergunta.
- Eu sou Mirella. — Digo.
- Eu sou o Castiel, se você quer saber.
Rapidamente, eu fui pro corredor, o sinal tocou, sentei na última carteira. Eu estava trocando mensagens de texto.
- Aula de matemática, tédio. — Escrevi.
- É mesmo. — Castiel respondeu, virando-se para mim, o idiota se sentava em minha frente.
- Ai, desgruda chiclete. — Disse.
Ele riu.
- Castiel e a mocinha aí, eu quero dar aula e quero silêncio, você é nova aqui menina? — A professora loira perguntou.
- Não, sou velha, tenho 59 anos. — Disse ironicamente e nem aí.
Eu ouvi risadas.
- Qual a graça, eu posso saber? — Ela perguntou.
- É, qual a graça? — Eu perguntei. — Ele fez uma pergunta e respondi.
- Menina, sem brincadeiras. — Ela disse — Qual seu nome?
- Mirella e o seu? — Digo.
- Sou a Professora Milena. — Ela diz educadamente.
Eu faço um pouco de cara de nojo.
Depois de 200% de tédio, eu fui ao refeitório e peguei um hambúrguer e um suco de laranja e me sentei, em uma mesa, completamente sozinha.
- Ei, Mirella. — Uma voz me chamou a atenção.
- Que? — Eu pergunto, era Castiel.
- Seu nome se espalhou pela escola. — Ele diz com um sorriso.
- Uhum, vou faturar. — Digo.
- Você? Nem comendo feijão com os pés.
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