Que O Jogo Comece...

17 Sorriso involuntário


Notas iniciais
Oie leitores lindos! Muito obrigada à todos que mandaram reviews! Vocês sabem que eu amo vocês, né?!
Eu estou tão feliz com esse Cap! Eu espero que gostem de lê-lo assim como eu gostei de escrevê-lo.
Esse é um P.O.V. Nathaniel e finalmente ele vai perceber!
*-*
Bom, vou parar de falar do cap. Leiam e vejam. ^^
Boa leitura!
Dicas de leitura:
Te beijar ou te matar?: https://www.fanfiction.com.br/historia/222258/Te_Beijar_Ou_Te_Matar/ageconsent_ok
Torta de limão: https://www.fanfiction.com.br/historia/211802/Torta_De_Limao

P.O.V. Nathaniel


Eu a tinha levado para a enfermaria e colocado ela em uma maca. Ela parecia frágil, eu senti novamente vontade de cuidar dela.

Aquela enfermaria normalmente não era muito utilizada, até porque não havia alunos com grandes problemas no colégio, então as enfermeiras habitualmente não estavam na sala, como no momento em que cheguei com a Amy em meus braços.

Amy... Sentia-me culpado quando olhava para ela, mas, eu gostava de olhar para ela. O estranho é que não é só por causa do corpo dela. Eu tive um sentimento ruim quando a vi caindo, algo como medo de não vê-la sorrir novamente. Aquele sorriso tímido e apaixonado que enchia o rosto dela toda a vez que ela olhava para mim. Ela não se cansava de gostar de alguém como eu?

Coloquei-me a admirar o rosto dela novamente. Ela estava inconsciente, mas continuava linda. Aqueles lábios carnudos me seduziam naquele rosto delicado, era enorme a vontade que eu tinha de beijá-la. Era inevitável. Eu me aproximei abaixando meu tronco ao lado da maca e encostei meu peito em seu corpo, colocando assim, meus braços ao redor dela. Pra que, desse modo, não depositasse o meu peso naquele corpo tão desejável.

Ficando com o meu rosto a poucos centímetros do dela olhei novamente seu rosto completo e em seguida pressionei meus lábios contra os dela suavemente. Os lábios dela eram tão aprazíveis quanto da primeira vez que tínhamos nos beijado. Com essa aposta seria a segunda vez que eu a magoaria. Será que se ela soubesse que tudo até aqui não passa de fingimento meu ela continuaria a gostar de mim?


– Desculpe, Am.- eu sussurrei no ouvido dela. Ela não me escutaria, mas de qualquer maneira eu me sentia bem em dizer. E então beijei seus lábios novamente, os apreciando ainda mais do que da última vez. Tanto que nem percebi quando a enfermeira entrou na sala.


– O quê aconteceu com a sua namorada? — Minha namorada? Claro! Ela me viu beijando a Amy.


– Ela desmaiou há pouco tempo. — disse tirando minhas mãos da maca.


A enfermeira chegou perto da Amy e começou a verificar a pulsação dela, o quê eu já havia feito. Depois de alguns segundos se virou para mim:


– Você não tem aula? — ela perguntou.


– Eu tenho, mas... — eu apenas comecei, pois logo fui interrompido.


– Não se preocupe. Eu cuidarei dela. — ela disse e sorriu. Eu apenas afirmei com a cabeça e saí da enfermaria.


Durante a aula eu não consegui parar de pensar na Amy. O quê ela teria? O professor de história tinha o costume de nos dispensar cinco minutos antes que o sinal soasse para o intervalo e logo me dirigi à enfermaria. Chegando lá vi Amy ainda deitada na maca com aplicação de soro na veia.


– O quê ela tem? — perguntei à enfermeira que estava na sala.


– Nada preocupante. Provavelmente anemia. Agora só devemos esperá-la acordar. Eu tenho que ir à sala 210, você vai ficar aqui? — ela perguntou.


– Sim, vou esperá-la acordar. — respondi olhando para a Amy.


– Tudo bem. Mas espere sua namorada acordar para beijá-la novamente, está bem? — ela ria do meu feito anterior.


– Pode deixar. — Eu respondi sorrindo.



A enfermeira saiu da sala, pouco tempo depois o sinal soou. O intervalo tinha começado. Eu estava escorado na porta da enfermaria de pernas e braços cruzados olhando para a Amy quando ela acordou.

A maca ficava de costas e à direita da porta da enfermaria, dessa forma, ela não percebeu que eu estava na sala. Ela olhava ao redor da sala e tocava a sua cabeça com a mão esquerda, agora sentada na maca.


– Que bom que acordou. — esbocei um sorriso de canto. — Como se sente?


– Eu estou bem, obrigada. O que aconteceu exatamente? -ela parecia confusa.


– Você desmaiou. A enfermeira disse que provavelmente você está anêmica. Parece que você não está se alimentando direito. Será que eu vou ter que começar a cozinhar para você? — eu descontraí.


– Não precisa, obrigada. — ela respondeu e sorriu aquele sorriso tímido. Aquele era o sorriso que eu temia não ver novamente.


Cheguei mais perto da maca onde ela se encontrava e sentei-me na mesma. Olhei nos olhos da Amy e pronunciei: — Eu já disse que o seu sorriso é lindo? — ela não disse nada, só ficamos nos encarando durante algum tempo em silêncio. Eu senti vontade de beijá-la novamente, de sentir o sabor dos lábios dela e vê-la corresponder a mim.


A expressão do rosto dela era tão linda...


Aproximei meu rosto do dela lentamente e ela correspondeu da mesma forma. Eu queria que ela quisesse, ela queria. Mas antes que eu pudesse beijá-la a enfermeira entrou na sala.


– Ah! Vejo que a moça acordou. — ela disse. — Como se sente querida?


– Bem, obrigada. — a Amy respondeu se afastando de mim.


– Não agradeça a mim, agradeça ao seu namorado que te trouxe até aqui. — eu tinha que fazer alguma coisa rápido.


– Nós não somos... — a Amy começou, mas eu não a deixei terminar.


– Não precisa agradecer meu amor. — disse e beijei a testa da Amy. A enfermeira tinha que continuar pensando que somos namorados. A Amy não podia saber que eu a tinha beijado enquanto ela estava inconsciente, ela não podia pensar que eu era um pervertido sexual. Coloquei uns fios de cabelo dela atrás de sua orelha e acariciei a bochecha dela com o meu polegar. Logo pisquei para ela, para que ela entendesse que eu estava brincando, embora eu estivesse "me livrando" de ser visto como o pervertido que eu sou.


– Você poderia ter se machucado se ele não tivesse te segurado.- continuava a enfermeira.


– Como? — a Amy perguntou.


– O seu namorado. Ele te segurou antes que você caísse no chão e te trouxe até aqui. — a enfermeira repetiu. A Amy olhou para mim e eu apenas sorri.


Logo a Amy se aproximou de mim, que ainda estava sentado na maca e ela me abraçou: — Obrigada. — ela disse. Eu fiquei imóvel por um momento, surpreso com o abraço dela. Eu nunca tinha sentido aquilo antes, nunca tinha ficado sem reação por causa de uma garota e era só um abraço, mas eu sentia mais... Mais do que eu estava acostumado. Eu então a envolvi em meus braços e me lembrei do que havia sentido naquele abraço do parque. De novo, eu não queria soltá-la.

– Eu também gosto muito de você. — um sorriso involuntário invadiu o meu rosto. Ela também tinha se lembrado. Eu a abracei mais apertado. Mas que droga ela estava fazendo comigo?! Fazendo-me sentir coisas que eu desconhecia e sem vínculo nenhum com sexualidade. Eu poderia estar... Não! Eu não sou esse tipo de homem. Se bem que A Amy é diferente. Diferente de todas que já conheci.

Eu a soltei relutante comigo mesmo e vi novamente aquele sorriso no rosto dela. Eu precisava ter certeza...

Eu continuei na enfermaria com a Amy, mas eu já não prestava mais atenção em nada além do que eu pensava e cada pensamento parecia pior que o outro. Ao mesmo tempo em que me deixavam plenamente feliz. Pensar nela me deixava feliz.

O intervalo acabou e então eu voltei para a aula. Mesmo longe dela, eu não conseguia tirar a Amy da cabeça.


– Simon! — ele estava como sempre em uma das últimas classes da direita da sala.


– O quê foi? — ele perguntou me olhando surpreso.


– Como é estar apaixonado? — eu tinha que ter certeza de que eu não estava.


Ele começou a rir. — A Amy já conseguiu?! — ele continuava rindo.


– Me responde! — ele parou subitamente.


– Tudo bem. Vou te fazer três perguntas. Você tem que responder com sinceridade.- ele continuou.


– Pode falar. — eu disse normal.


– Você pensa muito nela? — foi a primeira pergunta.


– Não muito. — Só a todo o segundo.


– Você se sente bem quando está com ela? — foi a segunda pergunta.


– Me sinto normal. — Tirando quando eu olho para ela, quando falo com ela e quando imagino ela eu fico totalmente normal.


– Há quanto tempo não faz sexo? — era a terceira pergunta.


– Por que quer saber? — por que eu tinha que falar isso?


– Faz parte do teste! Fazer o quê?! Não vai responder? — se eu tinha...


– Há seis dias. — era verdade.


Ele riu descontroladamente de novo. — Caidinho, caidinho. — ele disse e continuou a rir.


– O quê?! Você ouviu as minhas respostas?! — como eu poderia... Estar...


– Nate, eu sou seu melhor e quase único amigo. Primeiro: O Nathaniel Gregory Collins que eu conheço jamais me perguntaria como é estar apaixonado por que ele nunca relevaria essa possibilidade. Segundo: Eu te conheço e sei que mentiu nas respostas. E terceiro: Você não faz sexo há seis dias?! Só pode ter acontecido o milagre de você se apaixonar! Não tem outra explicação. Não para o Nathaniel imoral que eu conheço.

Depois de ouvir aquilo eu me sentei na minha classe pasmado.



Mas a quem eu estou tentando enganar? Eu nunca tive tanta vontade de estar com outra garota tanto quanto eu sinto vontade de estar com ela, mesmo que estejamos somente abraçados. Eu a desejo, mas a respeito e a admiro. Ela sempre foi inteligente, interessante e especialmente linda. Mesmo que eu não admitisse nem para mim mesmo.

Mas eu fui o canalha habitual com ela da última vez, eu não repetiria aquilo. Era só questão de tempo para que isso acontecesse.


Eu sorri novamente um sorriso involuntário olhando para o nada. Eu tinha que admitir... Eu estava completamente apaixonado pela Amy.

Notas finais
Ah! O Nathaniel apaixonado é tão fofo! *-*
Podem me mandar reviews me dizendo o que acharam do Cap, ok?! Reviews são importantes para mim. ^^
Muito obrigada por ler a fic! Você fez uma escritora muito feliz.
Obrigada;*-*