Que O Jogo Comece...
47 Para sempre.
Notas iniciais
É a última vez que eu vou escrever as notas iniciais de um Cap. nessa fic... ~le eu chorando~
Eu não vou me estender muito aqui, já que as notas finais vão ficar enormes, ok?
Inicialmente eu queria dedicar esse Cap. especialmente às garotas que me mandaram recomendaçãoes: nany, PatriciaNight e SaaChan! Muito obrigada pelas recomendações, meninas! Eu amei! *-----------* Mas eu também queria dedicar esse último Cap. à todos os leitores da minha fic, até aos fantasminhas. ^^
Espero mesmo que gostem do Cap, que oscila entre P.O.V. Nathaniel e Amy.
Ah! Algumas garotas me perguntaram se eu tinha algum projeto de fic e eu decidi procurar pelo meu computador... Eu achei uma fic da qual eu já um pouco da história escrita, então eu postei o Cap. que tinha e se vocês quiserem dar uma olhada esse é o link: http://fanfiction.com.br/historia/269815/Somente_Sem_Sorte/ - Ok?! ^^ -
E eu tenho outra coisa a dizer, na verdade é uma dica de leitura... Se vocês querem uma fic perfeitamente perfeita eu recomendo essa: http://fanfiction.com.br/historia/265863/Rescue_Me/ --> Fora as fics que eu já recomendo nas notas finais, ok? Mas essa é especial. *-------*
Camila Guijarro, minha linda, me perdoa mas eu não consegui achar uma foto descente da Amy para colocar aqui no Cap. Por favor, me desculpa. =(
Bom... Boa leitura, meus amores. Já me alonguei demais aqui... kk' ^^
P.O.V. Nathaniel
Era indescritível o que eu sentia... Eu nunca tinha feito sexo por amor antes, eu não imaginava o quão extraordinário seria tê-la finalmente. Sentir-me dentro dela... Ver aquela expressão linda em seu rosto... Ouvir os gemidos contidos, as palavras apaixonadas. Receber os carinhos suaves dela, sentir aquela pele macia, provar aqueles lábios doces... Eu não imaginava poder sentir tanto prazer com uma mulher. Pela primeira vez não era só físico... Eu a amava e não tinha dúvidas quanto a isso.
Eu não acreditei quando ela disse que me amava, mas que não era só como amigo. Eu sabia que ela se lembrava de quando eu me declarei para ela no meu carro. Mas ela tinha medo, eu a entendo. Ouvi-la dizer que me amava foi um dos melhores momentos da minha vida.
Eu sorria a admirando dormir me lembrando de tudo o que havia acontecido entre nós enquanto eu acariciava o rosto dela. Ela devia estar cansada, já que nós tivemos uma noite muito longa... A melhor noite da minha vida.
Eu não acreditava em quão perfeita ela era... As provocações, as inseguranças. Eu amei cada gesto, cada toque, cada olhar. Além de meiga e delicada ela era ousada e instigante. Ela parecia saber exatamente o que fazer para me deixar ainda mais excitado e apaixonado por ela, o que eu achava que não era mais possível, mas ela sempre me surpreendia. Ela era linda, única... E agora, só minha. Amy... Minha namorada, a mulher que eu amava. E se tudo corresse como eu queria, em breve, ela seria mais minha do que nunca.
Eu não conseguia parar de sorrir enquanto a observava. Lembrar de tudo o que eu havia sentido, do quanto ela tinha me deixado louco por ela e do que eu a fiz sentir, de quando ela gemia seguido o meu nome, do rosto dela quando a pedi em namoro e quando a fiz minha... Era inexplicável. Eu tinha plena satisfação por tê-la feito feliz, isso era o que eu mais queria. Embora para mim tenha sido difícil me segurar às vezes, já que ela era tão sexy e me deixava tão excitado. Se ela soubesse como me deixava quando me tocava... Eu estava desesperado para tê-la. Mas eu queria que a primeira vez dela fosse perfeita, eu sabia que ela jamais esqueceria. E eu também, nunca esqueceria a nossa primeira noite.
Eu aproximei o meu rosto do dela e beijei os lábios dela devagar e com cuidado para não acordá-la. – Eu te amo, Am. — eu disse ainda a admirando. Ela esboçou um sorriso. Devia estar sonhando, já que ainda estava dormindo.
Eu me levantei da cama dela e me vesti, pegando as roupas que estavam atiradas pelo quarto.
O meu celular começou a tocar, ainda bem que estava no volume baixo. Eu saí do quarto da Amy, indo até a sala de estar e atendi o celular.
- Alô? – eu disse com voz normal.
- Alô. Nathaniel? – era uma voz familiar.
- Sim. – eu disse ainda desconfiado.
- Eu só queria te parabenizar pela noite. – era o Tyler, agora eu tinha certeza.
- Como assim? – ele não poderia saber.
- Eu vi ontem você e a Amy quase transando na frente da casa dela. – ele ria. – E quando ela te puxou para dentro de casa. Parece que a Amy não é tão pura e santa quanto eu pensava. Para dormir com você ela não pode ser. – ele continuava rindo.
- Eu cumpri a minha parte da aposta, agora me deixa em paz. – ele tinha sorte que eu estava feliz demais para levar em conta as ofensas dele.
- Você ainda não contou para ela?! – ele perguntou não acreditando.
- Isso não te interessa. – eu disse e desliguei.
Eu subi a escada e entrei novamente no quarto da Amy, mas ela não estava mais lá. Eu a procurei por toda a casa, mas não a encontrei. Ela devia ter ouvido a minha conversa com o Tyler. Eu sorri. Ela sabia qual era o único lugar para onde ela teria ido.
P.O.V. Amy
Eu me acordei com o celular do Nathaniel tocando, eu pude vê-lo saindo do meu quarto para atender. Eu ainda não acreditava que eu tinha sido dele. Eu não conseguia parar de sorrir me lembrando de tudo enquanto vestia rápido minhas roupas. Eu desci a escada devagar para não fazer barulho, eu queria surpreendê-lo. Eu continuei caminhando passando pela cozinha e o vi pela porta, ele estava na sala, de costas, ele não havia me visto. Meu coração parou quando o ouvi dizer: — Eu cumpri a minha parte da aposta, agora me deixa em paz. – eu não acreditei que tudo o que tínhamos passado na noite anterior era parte daquela maldita aposta. Eu voltei alguns passos e depois saí de casa com lágrimas nos olhos.
Eu me surpreendi ao sair de casa. Eu havia esquecido o meu caderno, a caneta, o copo com água e até o meu celular na varanda ontem, depois que eu e o Nathaniel começamos a nos beijar eu não me lembrei de mais nada a não ser eu e ele. Peguei o meu celular e coloquei os fones. Eu só queria sair um pouco da realidade, pensar sozinha.
Eu fui até o parque central, eu amava aquele lugar por algum motivo. Eu olhei no visor do meu celular, eram 10h34min. Eu fiquei de pé observando as outras pessoas tão felizes no parque, até mesmo alguns casais que se beijavam e sorriam apaixonados, as lágrimas escorriam dos meus olhos. Por que só eu não podia ter aquilo?! E eu não conseguiria me arrepender da noite anterior nem se eu quisesse, foi a melhor noite da minha vida. Eu estava escutando a música “In your heart i’m home” ( http://letras.mus.br/alex-band/1584468/traducao.html ) de “Alex band” enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto.
- Bom dia, meu amor. – eu senti alguém me abraçando por trás, era o Nathaniel. – Eu queria ter dito isso quando você se acordou. – ele continuava com a cabeça escorada no meu ombro direito.
- Me solta, Nathaniel. – eu disse tentando sustentar as lágrimas que insistiam em escorrer pelo meu rosto.
- Não, eu não vou te soltar, Am. Você tem que me escutar, por favor. – ele disse me segurando mais forte. Era exatamente o que eu queria que ele fizesse, me envolvesse mais nos braços dele. – Me desculpa. – ele disse mais baixo. – Você não sabe o quanto eu me culpo por ter te magoado, Amy. Não sabe o quanto eu te amo. – ele disse e beijou o meu pescoço. – Eu apostei que te conquistaria, e no início eu só queria o seu corpo, eu jamais imaginaria que ia me apaixonar por você, eu não previa isso. – ele segurou minhas mãos, entrelaçando nossos dedos.
- Eu me sinto sozinho quando eu não te vejo, eu sinto sua falta quando eu acordo. Eu não paro de pensar em você e fico sorrindo sozinho. Eu nunca tinha ficado com ciúmes de uma garota antes, eu nunca tinha me contentado só com um abraço. Eu senti que te traí quando beijei outra garota pensando em você e tive vontade de me matar, mas nós éramos apenas amigos... Eu nunca tinha sentido isso antes, Amy. Eu nunca tinha sentido algo tão forte e eu não te contei da aposta por que eu tinha medo de não poder te abraçar mais, Amy, medo de não escutar a sua voz, eu tinha medo de te perder... Medo de que você não me perdoasse. E desde que eu descobri que te amava eu não podia mais ficar longe de você, Am. – ele continuava, a voz dele tinha muito sentimento, eu não conseguia conter as lágrimas.
- Eu sabia de tudo, Nathaniel. – eu disse soltando as minhas mãos lentamente e me virando de frente para ele. – Eu já sabia da aposta, eu vi quando você se agarrou com aquela garota no colégio... Você não sabe como foi doloroso. Eu estava consciente quando você se declarou no carro e depois daquilo quando você me pediu desculpas quando eu estava supostamente desmaiada, mas eu não conseguia acreditar no que você dizia. – as lágrimas escorriam pelo meu rosto sem impedimento, minha voz falhava. — E eu tentei te torturar, fazendo com que você gastasse seu tempo comigo, mas na verdade eu só queria estar com você... Eu pensei que ontem não fizesse parte dessa aposta, mas depois do que eu te ouvi dizer... Você realmente cumpriu a sua parte da aposta, mas eu acho que o Tyler não sabe que isso foi há quatro anos. E... Eu não agüento mais Natha... – ele não me deixou terminar segurando o meu rosto e colando os lábios dele nos meus. Eu mesma não sabia quanto precisava daquele beijo.
- Me desculpa por quatro anos atrás, Am. Eu me odeio por ter te feito chorar. – ele disse olhando em meus olhos a todo o momento e logo depois secou minhas lágrimas. — Mas se você me permitir, eu vou te compensar pelo resto da minha vida. Eu prometo que vou fazer de tudo para te fazer feliz... Eu prometo, Amy. – ele me beijou novamente, devagar e suave. – Mas não me deixa, Am. Eu não me imagino mais sem você. – ele disse com os olhos marejados ainda segurando o meu rosto com as nossas testas coladas. Eu segurei o rosto dele também, o acariciando. Minhas lágrimas continuavam escorrendo pelo meu rosto, mas agora eu sorria o contemplando.
- Eu não conseguiria te deixar, Nathaniel. – eu disse e ele sorriu meigo olhando hora para os meus olhos, hora para os meus lábios. Eu o beijei muito lento, o apreciando o máximo que eu podia. Quando afastamos nossos lábios em busca de ar ele me abraçou muito forte.
- Eu te amo, Amy. – ele disse no meio do abraço.
- Eu também te amo, Nathaniel. – era difícil acreditar que era real. Eu finalmente o tinha de verdade. Agora não havia nada entre nós, embora eu ainda sentisse o peso do passado, eu o amava, ele me amava e era só isso que realmente importava.
- Quer se casar comigo, Am? – eu fiquei estática enquanto ele se afastava do nosso abraço, me olhando nos olhos com um sorriso sincero.
- Nathaniel é... Eu... – eu comecei e ele logo me beijou sorrindo contra meus lábios.
- É brincadeira, Amy. – ele disse no meu ouvido me abraçando novamente. Eu encostei a cabeça no peito dele suspirando. Como ele pode brincar com uma coisa dessas?!
- Espero que o resto não tenha sido brincadeira. – eu disse com humor. Ele me abraçou mais forte.
- Jamais, meu amor. – ele disse me dando um selinho e sorrindo. Eu não poderia ficar brava desse jeito, eu acabei sorrindo o admirando. – Então, Am... Já que somos namorados... – ele começou, eu sorri me lembrando da primeira vez que ele tinha falado daquele jeito. -... O que nós fazemos agora? – ele me olhava nos olhos enquanto me segurava pela cintura, deixando nossos corpos colados enquanto ele em olhava libidinoso.
- Acho que seria uma boa idéia voltarmos para a minha casa. – eu disse e vi um sorriso malicioso se formando no rosto dele. – Mas não é o que você está pensando. – eu disse rápido.
- Amy, nós somos namorados agora. Não precisa ficar com vergonha se está com vontade de... – eu não o deixei terminar tapando a boca dele com as minhas mãos.
- Eu tenho que arrumar o meu quarto. – eu disse ainda o calando. – Meus pais irão chegar daqui a pouco. – eu continuei. Ele sorriu novamente malicioso.
- Eu te ajudo a arrumar seu quarto... Mas mais tarde você vai ter que me ajudar a desarrumar o meu. – ele disse com aquele sorriso de canto perfeito. – eu meneei a cabeça o olhando séria. O sorriso dele se tornou um pouco sem jeito.
- É claro, Nathaniel. – eu disse sorrindo pela expressão dele. – Eu nunca vou negar para você. – eu disse mais baixo no ouvido dele.
- Promete? – ele perguntou me segurando forte de novo.
- Prometo. – eu disse o sentindo.
- Eu vou cobrar. – ele falou com aquela voz rouca.
- Não será necessário, meu amor. – eu disse o envolvendo pelo pescoço e lhe dando um selinho, mas ele puxou mais meus lábios com os dele, me beijando com muita vontade e demorado. Ele colocou o braço direito dele sobre os meus ombros e nós saímos caminhando.
Depois de um tempo nós estávamos na minha casa novamente. Ele era mais carinhoso a cada segundo e eu não conseguia parar de sorrir enquanto tentávamos arrumar o meu quarto. Sim, só tentávamos. Já que quando o meu quarto estava praticamente arrumado o Nathaniel simplesmente me puxava contra ele e nós acabávamos desarrumando o quarto todo novamente.
- Você ouviu isso? – eu perguntei enquanto ele beijava o meu pescoço.
- O que? – ele não parava de me beijar. Eu ouvi novamente passos, mas agora na escada. Ele parou de me beijar e ficou me olhando. – São seus pais, não é? – ele perguntou. Eu só afirmei com a cabeça apavorada. — Você dormia na minha casa todos os dias ultimamente, Am. Por que está tão nervosa? – ele perguntou sorrindo.
- A situação era diferente, Nathaniel. Nós nunca tínhamos... – eu não quis terminar.
- Mas seus pais não sabiam, Am. – ele tinha razão. Será que os meus pais pensavam que eu não estava só dormindo com o Nathaniel todo esse tempo?
- Ai meu... – eu fui escorregando na cabeceira da cama chocada.
- Minha filha, nós chegamos. – era a minha mãe, que entrou no quarto. Eu segurei o lençol da cama, me cobrindo até a minha boca. O Nathaniel estava coberto até a cintura e disfarçando a excitação dele, não a deixando aparente.
- Bom dia, Sra. Hansen. – o Nathaniel disse sorrindo meigo. Como ele conseguia ficar tão despreocupado?!
- Lucy, Nathaniel. – a minha mãe disse o retificando quanto ao como chamá-la. – Me desculpem por interromper, mas eu não sabia que você viria para cá, Nathaniel. – a minha mãe continuou.
- Eu também não sabia, dona Lucy, mas a Amy estava... – o Nathaniel disse olhando para mim.
- Nathaniel, eu sei o que vocês fizeram. A Amy não puxou a ingenuidade de mim. – minha mãe o interrompeu sorrindo. – Só tentem falar mais baixo da próxima vez, por favor. – a minha mãe olhou para mim agora. — A vizinha da esquerda reclamou dos sons que ouviu na noite passada para o seu pai, Amy. Ainda bem que a sua mãe é rápida para este tipo de coisa. Eu consegui arranjar uma desculpa. – a minha mãe continuou. Eu engoli em seco, eu devia estar sei lá de que cor de tanta vergonha. – Tranquem a porta da próxima vez. – minha mãe disse saindo e fechando a porta.
O Nathaniel saiu da cama e trancou a porta do meu quarto. – Pronto. – ele disse subindo na cama novamente e se colocando sobre mim de novo.
- Você só pensa nisso? – eu perguntei agora divertida e sorrindo enquanto ele beijava o meu pescoço. Ele me olhou nos olhos profundamente.
- Eu só penso em você. – ele disse ainda olhando nos meus olhos. Como eu poderia resistir a tanta meiguice? Eu o beijei e inverti nossas posições, ficando por cima dele, sentada no abdômen dele.
- Eu também só penso em você. – eu disse o olhando nos olhos como ele tinha feito comigo, o beijando novamente em seguida. Nós começamos novamente.
Depois de um tempo o Nathaniel foi para a casa dele e eu fui tomar um banho demorado. Era até estranho pensar que eu não era mais virgem. Eu podia tê-lo a hora em que eu quisesse, era inacreditável. Eu saí do banho e me enxuguei, logo vestindo minha lingerie. Eu fui para a frente do espelho e percebi que eu estava cheia de marcas. Eu sorri pensando nisso... O Nathaniel também devia estar cheio de chupões. Demorei um tempo para cobrir todas as marcas mais aparentes com maquiagem. Terminei de me vestir e desci para almoçar.
Depois de almoçar eu subi ao meu quarto novamente. Eu troquei os lençóis da minha cama, já que aquele estava levemente manchado de sangue. Depois de lavar o lençol, eu liguei para a Jen. Eu não agüentava segurar toda aquela alegria dentro de mim, eu tinha que falar com ela, mesmo que não fosse sobre o que aconteceu entre mim e o Nathaniel, tem coisas que não dá para dizer por telefone. Nós ficamos conversando durante muito tempo.
À tarde, quando já estava quase escurecendo a campainha tocou e eu desci correndo a escada para atender. Quando eu abri a porta o Nathaniel colou os lábios dele nos meus, me puxando para a cozinha e me colocando sobre o balcão sem desgrudar os nossos lábios. – Nathaniel, meus pais estão na sala. – eu disse baixo o alertando enquanto ele sorria de uma maneira linda olhando para mim.
- Ótimo. Eu já volto, Am. – ele disse me dando um selinho. Eu não entendi direito, apenas saí de cima do balcão e peguei um copo de água. Eu não acreditei que ele fosse fazer o que eu estava pensando, mas eu sorria sozinha pensando na possibilidade. Depois de pouco tempo eu o senti me abraçando por trás e beijando meu pescoço.
- Agora nós temos a bênção dos seus pais. – ele disse sorrindo.
- Você pediu minha mão em namoro para os meus pais? – eu perguntei contente. Ele só afirmou com a cabeça. Eu me virei de frente para ele e o beijei. Ele novamente me ergueu fixando minhas pernas no quadril dele e depois me colocou sobre o balcão da cozinha novamente.
- Aqui não. – eu disse afastando meus lábios dos dele. Ele sorriu novamente olhando para os meus lábios.
- É claro. Você prometeu desarrumar meu quarto. – ele disse no meu ouvido e me ajudou a descer do balcão. Eu o puxei pela mão e subimos até o meu quarto. Ele me segurou pela cintura e me colocou contra a parede.
- Nathaniel, é só um minuto. – eu disse segurando o rosto dele.
- Mas eu não consigo resistir. – ele disse me olhando nos olhos.
- Então... Fecha os olhos. – eu parei um pouco para pensar, ele fez o que eu pedi. – Imagina que nós estamos no seu quarto e... – eu deslizei meu dedo indicador pelo peito dele e depois toquei a coxa dele.
- Amy, eu vou te agarrar de novo. – ele disse muito calmo me alertando. Eu saí de perto dele.
-... Pensa que eu vou fazer tudo o que você imaginar quando nós chegarmos ao seu quarto. – eu disse o deixando ainda mais excitado que antes. Eu peguei as minhas coisas e a minha bolsa. Eu voltei a ficar na frente dele e beijei os lábios dele, ele ainda estava de olhos fechados.
- Já quer que eu te fale o que eu imaginei? – ele perguntou ainda de olhos fechados, sorrindo muito largo.
- Nem precisa, meu amor. – eu disse acariciando o rosto dele.
- Como assim? – ele perguntou confuso.
- Eu já sei o que você imaginou. – eu disse e ele abriu os olhos, me fitando com aqueles mares azuis. Eu falei no ouvido dele e ele me olhou surpreso.
- Como sabia?! – ele me segurou pela cintura.
- A sua expressão agora era a mesma de quando eu te provoquei com chocolate no seu carro. – eu disse sorrindo.
- Então era intencional? – ele perguntou retoricamente. – Você viu como me deixou aquele dia, não é? – ele continuou. Eu sorri muito largo e afirmei com a cabeça. – Que maldade, Am. – ele me olhava semicerrado falando divertido. Ele parecia estar adorando meu lado provocante.
- Desculpa. Eu prometo que vou saber te compensar. – eu disse segurando a mão dele e o conduzindo para fora do meu quarto. – É só chegarmos ao seu quarto. – eu continuei.
Nós fomos para a casa dele e a Sra. Collins ficou feliz com a notícia de que estávamos namorando. Nós fomos para o quarto dele e tivemos uma longa noite. Eu ainda não tinha... Feito sexo oral no Nathaniel. Mas ele pareceu realizado quando eu fiz, eu fiquei plenamente feliz por tê-lo deixado daquela forma. Ele não parou de sorrir depois disso e ficou ainda mais carinhoso, ele ansiava por isso há muito tempo e eu fiz com todo o gosto possível. Eu queria ser o melhor possível para o homem que eu amava, assim como ele ansiava receber isso de mim, eu ansiava por fazê-lo. Foi tremendamente prazeroso vê-lo naquele estado por causa minha.
No dia seguinte eu e o Nathaniel nos acordamos muito tarde e quase nos atrasamos para a aula. Ver a expressão daquelas garotas quando o Nathaniel me beijava era muito satisfatório.
Uma semana havia se passado. Eu estava no quarto do Nathaniel. Eu ia dormir com ele, como já era habitual. Nós estávamos nos beijando ardentemente na cama dele. Eu estava por cima e ele inverteu nossas posições.
- Am, eu tenho uma coisa muito importante para te perguntar. – ele disse sério se sentando na cama e segurando minhas mãos. Aquilo me intimidou um pouco.
- Tudo bem, meu amor. O que é? – eu perguntei apreensiva me ajeitando na cama e dando um selinho nele. Ele sorriu olhando nos meus olhos, saindo de cima da cama e... Ficando de joelhos depois de pegar uma caixinha aveludada preta. Não podia ser...
- Am, eu queria ter feito isso antes. – ele sorriu de canto olhando nos meus olhos. — Quando eu fui te pedir desculpas no parque parecia o momento perfeito... – Ai meu... — Mas, eu não tinha falado com os seus pais e nem tinha comprado o anel, então... – eu já estava sorrindo incontrolável. –... E... Eu não quero estar sendo apressado, mas, eu quero que você saiba que eu quero ter um futuro com você. E nós não precisamos fazer isso agora, talvez depois da faculdade. Assim você vai ter bastante tempo para desistir de mim. – ele disse sorrindo sem jeito. — Mas... – ele se ajeitou melhor no chão, ainda de joelhos. -... Amy Martinet Hansen... Minha perfeita... A mulher que eu amo e sempre vou amar... – ele disse abrindo a caixinha que continha o anel mais lindo imaginável. –... Quer se casar comigo? – meus olhos se encheram de lágrimas enquanto um sorriso inundava meu rosto. Eu afirmei com a cabeça.
- Sim, sim. – minha voz saía fraca com a emoção. – É claro que sim! – eu disse mais alto o beijando e o envolvendo pelo pescoço, nós dois acabamos no chão, já que o Nathaniel se desequilibrou com o meu impacto contra o corpo dele enquanto eu o beijava. Eu não conseguia acreditar... Meu noivo, o garoto por quem sou apaixonada desde os meus treze anos. Nathaniel Gregory Collins... Meu futuro marido.
- Me deixa colocar o anel em você primeiro? – ele perguntou no meu ouvido enquanto eu beijava o pescoço dele. Eu sorri me sentando no abdômen dele enquanto ele segurava a minha mão e colocava o anel em mim, um anel de platina com um brilhante suspenso por seis garras trabalhadas. Logo ele beijou a minha mão. – Minha noiva. – ele disse olhando em meus olhos.
Eu segurei o rosto dele, o acariciando e sorrindo muito próxima. – Meu noivo. – eu o beijei. Aquele era o momento mais lindo da minha vida e a nossa primeira vez como noivos... Inacreditável. – Nathaniel... O anel é perfeito e... Eu ainda não acredito que o meu pai apoiou o seu pedido tão rápido. – eu disse ainda segurando o rosto dele e intercalando o que eu dizia com selinhos nos lábios dele.
- Ele protestou um pouco... Mas o que eu posso dizer? Eu vou ser um ótimo advogado. – ele disse nada modesto sorrindo de canto, se erguendo um pouco e segurando minhas pernas no quadril dele, logo depois me deitando na cama dele, me beijando a todo o momento.
Com aquela aposta em pouco mais de um mês minha vida tinha mudado quase que completamente... Eu e o Nathaniel nos esforçamos e estudamos bastante para o vestibular. Eu o ajudei a estudar principalmente para Física. Eu até acabei tocando algumas vezes no membro dele, como da primeira vez que eu o ensinei Física, mas destas vezes, foi intencional. Depois que nós dois terminamos a faculdade, o Nathaniel de advocacia e eu de medicina, nós nos casamos.
- Filha, você está linda! – minha mãe dizia com lágrimas nos olhos. Meu vestido era um no estilo princesa e tomara-que-caia, era branco, de renda e com decote coração, desenhado por mim. Eu sempre sonhei em desenhar o meu vestido de noiva. Minha maquiagem também foi feita praticamente por mim, mas a minha mãe me ajudou a finalizar, minha mãe era uma exímia maquiadora. Conhecendo-me como ela me conhecia, a maquiagem ficou admirável.
- Obrigada, mãe. A senhora vai me fazer chorar também. – eu disse a abraçando.
- Não, você não pode borrar a maquiagem. – minha mãe me repreendeu agora séria, eu sorri.
- Com licença. – era a voz da Jenna. Ela entrou no meu quarto com o Hector nos braços, meu sobrinho lindo. Eu tinha optado por me arrumar para o meu casamento na casa dos meus pais, eu mesma queria me arrumar. Aquele era o dia mais especial da minha vida, eu queria estar exatamente ao meu gosto... Simples e perfeita.
- Ah! Como o meu sobrinho está grande! – eu disse brincando com o Hector, que ainda estava nos braços da Jen. Ele estava com um aninho. – E como está o seu marido? – eu perguntei divertida.
- O seu irmão está bem. Dando-me mais trabalho que o Hector. – ela disse sorrindo. – Aliás, como padrinho, ele está com o seu noivo. – era até estranho pensar que o Nathaniel e o Nicholas tinham virado amigos depois de todas aquelas implicâncias. Mas o que uma tarde de vídeo-game com o auxilio de uma sondagem da minha parte e da Jen não poderia fazer? Eu sorri com esses pensamentos.
- Sim, com o Nathaniel e o Simon. Mas por falar em Simon... A Cheryl ainda não está pronta? – eu perguntei um pouco ansiosa.
- Ela já está pronta. Ela me ligou dizendo que já estava vindo para cá. Mas sabe como é a Cheryl, ela sempre se atrasa. – a Jen disse sorrindo.
- Cheguei, cheguei. A noiva já está pronta? A limousine já está aí. – a Cheryl perguntou um pouco avoada. Nós tivemos que rir com a cena.
- Quase. – eu disse colocando no meu cabelo a presilha que a minha avó havia me dado. – Agora é só retocar a maquiagem e estou pronta. – eu continuei.
- Você está pronta cedo, Am. Vai chegar na hora. – a Cheryl disse olhando para o relógio no pulso dela.
- Eu estou ansiosa e também... Não quero fazer o Nathaniel esperar. Por isso me adiantei o máximo possível. – eu disse me olhando no espelho. – Eu não acredito que vou me casar hoje! – eu disse alto e sorri muito largo olhando meu reflexo no espelho. Elas sorriram com o meu surto repentino.
- Ah! Fiquei sabendo de uma coisa... – a Jen começou com mistério.
- O que, Jen? – eu perguntei um pouco apreensiva.
- Imaginem quem foi preso? – ela continuava com o mistério.
- O Nikael? – a Cheryl perguntou com graça.
- Como sabia?! – a Jen perguntou.
- Eu não sabia. Era brincadeira. – a Cherry se explicou. – Por que ele foi preso? – A Cheryl indagou.
- Tentativa de estupro. Era uma ex-namorada dele. – a Jenna disse séria.
- Olha do que nós nos livramos, Am. – a Cherry disse olhando para mim. Eu afirmei com a cabeça ainda surpresa. Apesar de tudo... Eu não imaginaria isso.
- Vamos noiva, você vai se atrasar. – a minha mãe disse olhando para o relógio enquanto a Jen e a Cherry ainda conversavam.
Nós saímos da casa dos meus pais. Era o último dia em que eu morava naquela casa. Eu fiquei pensando no Nathaniel e o imaginando de terno, me esperando no altar. Quando eu percebi meus olhos já estavam marejados com meus pensamentos. Recolhi minhas lágrimas com cuidado enquanto me ajeitava na limousine. – Filha, você já ia esquecer. – minha mãe me entregou meu buquê. Um de rosas brancas intercaladas por rosas azuis.
- Obrigada, mãe. Estou muito nervosa. – eu disse e minha mãe sorriu passando a mão no meu rosto.
Quando nós chegamos à igreja eu estava o mais nervosa possível. O Simon estava do lado de fora da igreja, aparentemente esperando a nossa chegada. Eu o vi caminhar para dentro da igreja a passos largos, provavelmente para avisar ao Nathaniel que eu havia chegado. Quando eu saí da limousine meu coração parecia ter parado, eu nunca estive tão nervosa em toda a minha vida.
Meu pai estava ali fora me esperando. Ele beijou minha testa. – Você está linda, minha filha. – meu pai disse com lágrimas nos olhos, eu não estava diferente dele. Eu o abracei.
- Obrigada, pai. – eu disse enquanto o abraçava. Ele me olhou sorrindo e me deu o braço. Eu olhei para a igreja e sorri.
- Vamos, filha? – meu pai perguntou sorrindo. Eu afirmei com a cabeça. Nesse momento a minha mãe, a Jen e a Cherry já tinham entrado na igreja.
A cada passo, o nervosismo era maior. Quando meus pés tocaram o tapete vermelho da entrada da igreja todos se levantaram, me admirando enquanto a marcha nupcial era tocada por um pianista, escolha do Nathaniel. Meu rosto fervia, mas ninguém mais lá me importava a não ser o homem que me esperava olhando em meus olhos. Eu sorria enquanto lágrimas de felicidade já escorriam pelo meu rosto. Eu queria poder descrever o sorriso dele, mas é impossível, só posso dizer que... Era o sorriso mais lindo que eu já vi... Aquele sorriso de canto que habitualmente estava nos lábios dele, mas de alguma maneira era diferente, ainda mais perfeito. Os cabelos, como sempre perfeitamente desarrumados, os lábios entreabertos e ansiosos e aqueles olhos, naquele dia, azuis- esverdeados e com um toque alegre e malicioso. Eu como sempre via desejo nos olhos dele, mas também, amor. O terno, que lhe caía perfeitamente o deixava ainda mais lindo. Mas também, com aquele corpo o que poderia não lhe cair bem? Perfeito... É assim que poderia descrevê-lo.
E dos lados, as madrinhas: Jenna e Cherryl. E os padrinhos: Nicholas e Simon.
Quando nós chegamos ao altar meu pai beijou novamente a minha testa com um sorriso e os olhos marejados depois de me ajudar a tirar o véu que cobria meu rosto. – Você sempre será a minha filhinha. – ele disse olhando em meus olhos.
- Sempre, pai. – eu disse enquanto as lágrimas escorriam pelo meu rosto.
- Cuide bem da minha filha, Nathaniel. – meu pai disse ao me entregar ao homem da minha vida.
- Para o resto da minha vida, Sr. Hansen. – o Nathaniel disse olhando em meus olhos. Eu tive que sorrir enquanto meu pai se retirava. – Você está perfeita, Am. – o Nathaniel disse baixo enquanto a cerimônia ainda não começava. – Mas eu mal espero a hora de tirar o seu vestido com os dentes. – ele disse mais baixo no meu ouvido e me deu um beijo no rosto, eu sorri olhando para ele e mordendo meu lábio inferior. Esse era o homem que eu amava... O safado mais romântico que existe. Eu entreguei o buquê para a Jenna quando chegamos mais perto do altar.
A cerimônia foi longa e simplesmente linda...
- Eu, Nathaniel Gregory Collins, te recebo Amy Martinet Hansen, como minha esposa, e te prometo ser fiel, te amar e te respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da minha vida. – céus... Os olhos dele brilhavam fitando os meus enquanto um sorriso era evidente no rosto dele ao pronunciar aquelas palavras para mim, que não conseguia parar de chorar.
- Eu, Amy Martinet Hansen, te recebo Nathaniel Gregory Collins, como meu esposo, e te prometo ser fiel, te amar e te respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias da minha vida. – minha voz era fraca com a emoção, ele sorria um sorriso largo e satisfeito me ouvindo atentamente.
- Amy, recebe esta aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade. – ele colocou a aliança de ouro branco no meu dedo.
- Nathaniel, recebe esta aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade. – da mesma forma, eu coloquei a aliança no dedo dele.
- Pelos poderes a mim investidos, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva. – o padre continuou. O Nathaniel mais do que depressa se aproximou de mim e colou nossas testas, me segurando forte pela cintura e me beijando intensamente enquanto eu o envolvia pelo pescoço e as madrinhas e os padrinhos gritavam com o nosso beijo exagerado, diferente da maioria dos casamentos. Eu não queria parar de beijá-lo, principalmente quando as mãos dele começaram a acariciar a minha cintura e subir e descer lentamente pelas minhas curvas.
- Calma Nate, agora falta pouco para a Lua-de-mel. – eu ouvi o Simon dizer com humor enquanto eu e o Nathaniel ainda estávamos com nossos lábios colados. Eu sorri contra os lábios dele.
- Agora você é minha para sempre. – o Nathaniel disse ainda com as nossas testas coladas. Eu ainda o envolvia pelo pescoço e dei um selinho nele.
- Eu sempre fui, Nathaniel, e sempre vou ser. – eu disse sorrindo. – Agora nós temos que ir para o salão. – eu disse o admirando.
- É. Nós temos. – ele me segurou no colo, beijando meus lábios e me levando até a limousine que estava à nossa espera enquanto todos nos aplaudiam e assoviavam. Ele entrou na limousine comigo nos braços dele enquanto ele me beijava incessante. Separamos-nos em busca de ar. – Eu não vou conseguir esperar até a noite. – ele disse perto do meu ouvido, por causa do chauffeur.
- Com licença. – eu disse ao chauffeur que assentiu enquanto eu levantava o vidro separador. – Pronto, meu amor. – eu disse e logo o beijei, ele foi se ajeitando sobre mim.
- Você fica a cada dia mais safada, não é? – ele disse com a voz cheia de desejo.
- Eu disse que nunca ia negar para você. – eu disse o puxando mais contra mim.
- Eu não quero que faça nada obrigada, Am. – ele continuou agora olhando em meus olhos. Eu acariciei o rosto dele. Era lindo como ele sempre se preocupava comigo.
- Nathaniel... Assim como você me deseja eu te desejo. Eu quero que você me toque, eu quero te sentir, eu quero ser sua. Eu te amo e eu sempre vou te desejar, por isso eu nunca vou te negar, porque eu também te quero... – eu ainda acariciava o rosto dele, mas me ergui, chegando perto do ouvido dele. -... Eu te quero dentro de mim. – eu disse lembrando a nossa primeira vez e lambi lentamente o pescoço dele. Muito depressa ele me agarrou forte, me beijando afoito enquanto acariciava o meu corpo desesperadamente. Eu amava quando ele se descontrolava assim comigo.
Quando o chauffeur estacionou em frente ao salão nós estávamos terminando de nos ajeitar. – Como você sempre consegue se superar? – eu perguntei ao Nathaniel e selei nossos lábios. Ele sorriu malicioso e me puxou contra ele, me beijando novamente.
- Você que consegue ser mais deliciosa a cada dia. – ele disse no meio do beijo.
- Temos que sair, Nathaniel. – eu o lembrei enquanto ele abria o meu vestido novamente.
- Tem razão, minha esposa. – ele disse com um sorriso fechando o meu vestido.
- É, meu esposo. – eu selei nossos lábios novamente, mas agora nós saímos da limousine.
A festa de casamento foi incrível. O Simon e a Cheryl dançaram como loucos, divertindo todos no salão e eu não acreditei quando o Nathaniel se declarou para mim mais uma vez. Ele lembrava de detalhes que eram importantes para mim, coisas que eu achei que ele nem mesmo tinha percebido. Como o simples fato de que no dia seguinte que ele disse que preferia o meu antigo xampu, eu voltei a usá-lo. Nós dançamos várias músicas juntos, como: “Everything i do (i do it for you)”, “Far Away” e “I’m sexy and i know it”. Eu sorria com as lembranças, mergulhada naqueles olhos azuis que me inebriavam.
O dia mais feliz da minha vida...
Depois da festa nós nos despedimos de todos e fomos para a nossa Lua-de-mel, uma semana na maravilhosa cidade de Cancun. Eu nunca vou esquecer as nossas noites naquelas águas cristalinas do Caribe.
E depois da nossa Lua-de-mel eu e o Nathaniel voltamos, mas agora para a nossa casa, presente de casamento dos meus pais. A casa era linda, espaçosa, perfeita.
Pouco tempo depois o Nathaniel começou a trabalhar efetivamente como advogado e eu como neurocirurgiã. O Nathaniel era ótimo no que fazia, eu só não gostava de ver aquelas mulheres se atirando para cima dele, eu tinha vontade de fazer faculdade de direito, só para poder estar com ele o tempo todo. Depois de alguns anos eu percebi que o Nathaniel não era o único ciumento e possessivo na nossa relação.
E eu amava vê-lo tendo acessos de ciúmes por causa dos meus colegas de trabalho e meus pacientes, eu sempre mostrava para ele da melhor maneira que ele era o único para mim e eu sempre dizia que quando ele estivesse com ciúmes que ele me agarrasse do nada e me beijasse desesperadamente onde quer que estivéssemos, porque eu era dele. Ele começou a fazer isso e... Sempre quando ele ia ao hospital em que eu trabalhava e que os meus colegas se aproximavam ele me beijava até que eles saíssem nos deixando a sós.
- Eu te amo, Nathaniel. – eu disse acariciando o rosto dele. – Não precisa ter ciúmes, meu amor. Eu sou sua. – eu disse sorrindo olhando naqueles olhos azuis límpidos.
- Eu não consigo, exatamente porque você é minha, Am. – ele disse me abraçando e beijando a minha cabeça. Eu o envolvi forte, eu também não conseguia não ter ciúmes dele.
- Eu também não consigo não ter ciúmes de você. – eu disse baixo.
- Tem ciúmes de mim, Am? – ele perguntou como se realmente não soubesse.
- Nunca percebeu, Nathaniel? – eu perguntei ainda com a minha cabeça no peito dele. Ele riu.
- Não. Achei que só eu tivesse ciúmes. Você nunca demonstra. – ele disse sorrindo.
- Mas eu tenho. Muito ciúme. Principalmente quando aquelas mulheres vulgares ficam querendo se atirar em você. – eu desabafei.
- Amy, eu só tenho olhos para você. – ele disse o mais meigo possível me fazendo olhar nos olhos dele. Eu selei nossos lábios.
- Eu também só tenho olhos para você, Nathaniel. E isso não te impede de ter ciúmes de mim. – eu disse o óbvio. Ele sorriu.
- Então toda a vez que você ficar com ciúme, eu quero que você me agarre e me beije com toda a vontade. Tudo bem, Am? – foi o que eu disse para ele fazer comigo. Eu sorri afirmando com a cabeça. – Minha perfeita. – ele disse me puxando para um abraço e logo beijando a minha cabeça.
- Que lindo. – era a neurocirurgiã chefe falando com sarcasmo. – A Sra. não tem nenhuma cirurgia para fazer, Sra. Collins? – ela perguntava brava. Por algum motivo, ela sempre ficava inquieta quando o Nathaniel vinha me ver no hospital. Eu não queria cogitar a possibilidade dela sentir-se atraída pelo meu marido. Já que ela devia ter o dobro da idade do Nathaniel.
- Sim, tenho uma cirurgia daqui a pouco. – eu respondi. Ela saiu ainda brava.
- Acho melhor eu ir embora. – o Nathaniel disse me abraçando por trás e beijando o meu pescoço.
- É, acho que sim. – eu disse com pesar. – De noite você é todo meu. – eu disse baixo me virando e encarando aqueles olhos claros com um sorriso.
- Sempre. – ele disse e selou nossos lábios. – Até a noite, Am. – ele continuou. Eu sorri em confirmação.
Quase três anos depois do nosso casamento eu comecei a me sentir diferente. Era como se o Nathaniel não me desejasse mais. Eu não me sentia tão bonita, tinha ganhado peso e me sentia frágil... Às vezes cansada demais. E... Ele estava como sempre perfeito, os anos faziam com que ele ficasse cada vez mais atraente e eu gostava de vê-lo assim, mas me perturbava notar que eu não era tão excitante como antes era para ele. Não que ele não me amasse ou não demonstrasse me amar, ele continuava carinhoso, mas eu simplesmente não sentia nosso relacionamento fervoroso como era antes quando nós nos amávamos todos os dias várias vezes e passávamos muito tempo juntos.
Eu sei que, em parte, isso se deu por causa da nossa vida profissional, tanto eu como o Nathaniel éramos muito requisitados. Mas... Eu não queria incomodá-lo com as minhas inseguranças, mesmo que isso estivesse realmente acabando comigo. Eu sabia que ele estava se esforçando para ser o melhor advogado possível, aquele era o sonho dele, eu jamais o impediria... Mas mesmo cercada por todos, eu me sentia sozinha estando tão perto e ao mesmo tempo tão longe dele.
- Meu amor... O que você está fazendo? – eu perguntei acariciando o rosto dele enquanto chegava mais perto dele na nossa cama, toda essa carência me atormentava, mas eu precisava dele.
- Estudando leis e me preparando para um novo caso. – ele disse sem tirar os olhos do notebook que estava sobre o colo dele. Eu sorri e dei um beijo na bochecha dele.
- Eu sinto a sua falta. – eu disse baixo perto do ouvido dele enquanto passava a mão entre os cabelos macios dele. Ele sorriu e virou o rosto selando nossos lábios, eu achei que ele ia me agarrar como ele fazia antes, mas não.
- Eu também te amo, Am. – ele disse selando nossos lábios novamente e virando para frente, outra vez fitando a tela do notebook. Ele nem mesmo tinha ouvido o que eu disse... Eu não sei bem explicar o que eu senti, mas aquilo foi... Muito doloroso. Era como se algo estivesse me comprimindo por dentro, eu não agüentava mais. Eu me sentia desprezada, eu só queria que ele me abraçasse forte como antes e dissesse que me amava de modo que eu pudesse ver sinceridade. Eu apenas sorri, um sorriso definhado e sofrido. Eu queria sentir que estava tudo bem, queria me convencer disso... Mas eu não conseguia.
- Boa noite, meu amor. – eu disse e me virei de costas para ele na cama tentando permanecer com a minha voz normal enquanto eu deitava minha cabeça sobre o travesseiro. O tom da minha voz mudava bastante quando eu estava prestes a chorar.
- Boa noite, Am. – eu só o escutei dizer entre o som dos dedos dele no teclado do notebook. Eu tentei, mas eu não consegui não chorar... Quando eu tentava prender as lágrimas, minha cabeça parecia prestes a explodir. Eu havia suportado aquilo por muito tempo, eu não conseguia mais inibir aquele sentimento execrável dentro de mim, eu sabia que estava em depressão. Eu fiquei ali encolhida por muito tempo chorando em silêncio e me consumindo ao me lembrar de quando ele me beijava, de quando ele me tocava intimamente, de quando ele me via como uma mulher, como a esposa dele. De quando ele olhava para mim e dizia que estava excitado simplesmente, de quando nós tínhamos noites inesquecíveis, de quando eu via sinceridade quando ele dizia que me amava e me queria.
Eu não consegui desviar aqueles pensamentos, eu sentia as mãos dele pelo meu corpo quando fechava os olhos e quando os abria, só poderia vê-lo ali do meu lado, mas o mais longe possível de mim. E eu sabia que estava sendo egoísta e carente demais, ele tinha o trabalho dele, como eu não entendia isso? Por que eu não me conformava?! Eu acreditava nele e se ele dizia que me amava, então era verdade, mas... Nós estávamos tão separados, eu não sabia o que pensar.
Eu sentia meu rosto inchado, minha cabeça doía, já devia fazer pelo menos uma hora que eu chorava em silêncio ao lado dele na cama e ele nem mesmo tinha percebido. Mas a dor que eu sentia não passava de jeito nenhum. Eu o senti se mover na cama, ele me abraçou por trás e a lágrimas escorriam ainda mais rápido pelo meu rosto. – Boa noite, minha perfeita. – ele falou baixo e beijou minha bochecha. – Am? Por que está chorando? – ele aproximou mais o rosto dele do meu, se colocando sobre mim e me olhando nos olhos com preocupação enquanto me fazia olhar para ele. Eu não conseguia falar, só sentia lágrimas escorrendo pelo meu rosto. – Am, meu amor, o que aconteceu? – ele continuava preocupado.
Eu tentei suportar as lágrimas. – Eu sinto a sua falta. – eu disse baixo. – Eu sinto a sua falta, Nathaniel. – eu disse e me ergui o envolvendo pelo pescoço ainda chorando muito. Ele me envolveu muito forte, o que me fez chorar mais ainda. O Nathaniel não disse nada, somente ficou me abraçando por muito tempo enquanto me afagava, acariciava e me acalmava deitando minha cabeça no peito dele no nosso abraço. Aos poucos eu fui parando de chorar, realmente demorou para que eu voltasse ao normal.
- Melhorou? – o Nathaniel perguntou perto do meu ouvido. Eu afirmei com a cabeça, eu tinha medo de falar e começar a chorar novamente. Ele continuou passando a mão pelos meus cabelos, deitando a minha cabeça no peito dele. – Me desculpa, Am. Eu não tenho sido um bom marido para você. – eu comecei a chorar novamente, era incontrolável. – Só eu sei o quanto eu te amo, me desculpa por não te dar a atenção que você merece. – ele dizia calmo, eu sentia verdade no que ele me dizia. – Eu sei que você trabalha muito como neurocirurgiã, eu não conseguiria ter a coragem de fazer o que você faz e você ainda tem a generosidade de atender a pacientes que não tem condições financeiras. Isso é lindo, Am. Eu tenho orgulho de você. – ele beijou a minha cabeça. – E eu também sinto a sua falta... Sinto falta dos seus toques. Mas eu achei que você estivesse cansada por causa do trabalho e não queria te incomodar e acabar te prejudicando. – ele disse me abraçando mais forte.
- Eu pensei que você não me desejasse mais. – eu disse ainda chorando contra o peito dele. Ele me fez olhar nos olhos dele.
– Am, não tem um dia que eu não te imagine comigo. Eu sempre vou te desejar, sempre. Eu te amo, Am. Eu preciso de você... – ele disse e me beijou desesperado como me beijava antes segurando e acariciando o meu rosto com a mão esquerda enquanto a mão direita dele me deitava sutilmente na cama. –... Eu quero me lembrar do seu corpo... – ele disse se colocando sobre mim e beijando o meu pescoço com avidez enquanto as mãos dele corriam pelo meu corpo inteiro. Eu prendi minhas pernas na cintura dele, o sentindo, ele estava tão excitado... Eu suspirei. Eu seria dele novamente, eu ansiava por aquilo. – Eu te quero, Am. Eu nunca deixei de te querer. – ele disse rouco perto do meu ouvido e lambeu meu pescoço lentamente. Eu trouxe os lábios dele de encontro aos meus, eu os necessitava. E só então eu percebi o quanto ele também precisava de mim, ele estava na mesma situação que eu e eu não imaginava isso.
Dentre nossos gemidos, palavras pareciam desnecessárias. Eu não sei há quanto tempo eu não o sentia dentro de mim, há quanto tempo eu não deitava no peito dele daquele jeito, há quanto tempo eu não recebia aqueles carinhos, toques, há quanto tempo eu não via aquela expressão de prazer no rosto dele... Eu precisava tanto dele... Eu me sentia tão carente. Eu nunca fui tão carente assim.
Ele respirava fundo, eu estava deitada sobre o corpo dele, ele ainda estava dentro de mim. A minha cabeça estava sobre o peito dele, a qual ele afagava com a mão esquerda enquanto a mão direita dele deslizava pelo meu corpo todo, me acariciando de diferentes formas. – Me desculpa por ser tão carente, mas eu preciso de você, Nathaniel. Promete que nós nunca mais vamos nos afastar? – eu disse o segurando forte.
- Eu prometo, Am. Eu também preciso de você. – ele me abraçou mais forte, acariciando meu corpo lentamente. — Não peça desculpas por me desejar como eu te desejo. E eu sempre fui mais carente que você. – ele beijou a minha cabeça.
- Eu não sei o que está acontecendo comigo, mas eu me sinto sozinha quando você não está por perto. E... Eu não conseguia te ver longe de mim. – eu disse beijando o peito dele. Ele inverteu nossas posições com cuidado já que ele estava dentro de mim, ficando por cima de mim e sorrindo maroto.
- Am... Quando foi seu último período? – ele perguntou sorrindo largo depois de beijar meus lábios, ele estava acariciando a minha barriga.
- O que? – eu perguntei vidrada naqueles olhos azuis, querendo ouvi-lo novamente.
- Meu amor, há quanto tempo você não menstrua? – ele perguntou ainda sorrindo e beijando meus lábios novamente. Eu paralisei, fazia sentido. Eu poderia estar me sentindo frágil e carente por... Gravidez. Céus... Eu sou médica, como eu não percebi isso?! Eu levei a minha mão esquerda à cômoda e peguei minha agenda. Eu fiquei boquiaberta. O Nathaniel me beijou carinhoso novamente, sem parar de acariciar a minha barriga. — Quantos meses, meu amor? – ele perguntou beijando o meu rosto e depois o meu pescoço.
- Três meses. – eu disse com medo, nós nunca tínhamos falado sobre ter um filho. Mas meu medo foi embora quando eu senti os lábios do Nathaniel afoitos nos meus. Ele separou nossos lábios colando as nossas testas sorrindo, nós precisávamos de ar.
- Eu não acredito que vou ser pai. – ele disse olhando nos meus olhos e logo me beijando novamente.
- Como chegou à conclusão de que eu estou grávida, Nathaniel? – eu perguntei. — Eu posso não estar grávida já que eu tomo pílula. – eu disse um pouco insegura. Mas era bem possível que eu realmente estivesse grávida já que fazia bastante tempo que eu tomava o mesmo anticoncepcional, a chance de ter perdido o efeito no meu organismo era muito grande.
- Você está frágil e carente, sua barriga está bem redonda e seus seios estão maiores, Am. – ele disse sorrindo. – E no caso de você não estar grávida... Nós vamos ter que nos esforçar bastante. – ele disse sorrindo malicioso e me acariciando de maneira muito ousada e me fazendo gemer com os toques dele. – Você não quer estar grávida, Am? – ele me perguntou aflito, eu sorri.
- Eu sempre sonhei em ser mãe. – eu disse sincera o admirando. – Não sabe como eu fico feliz com a possibilidade de ter um filho seu. – eu disse e as lágrimas escorreram pelo meu rosto e ele novamente as enxugou. Ele beijou novamente meus lábios, mas agora muito suave. Ele foi descendo os beijos pelo meu corpo e continuou acariciando a minha barriga, mas agora a beijando também.
- Eu te amo, meu filho. – ele disse olhando para a minha barriga, depois a beijando, eu sorri com o gesto dele. Ele levantou o olhar olhando nos meus olhos e se aproximando. – E eu não tenho como te amar mais, mãe dos meus filhos. – ele disse e beijou meus lábios novamente. As mãos dele correram novamente pelo meu corpo e eu gemi inevitavelmente contra os lábios dele quando o senti totalmente ereto dentro de mim.
- Qual vai ser o nome? – ele perguntou contra meus lábios. Eu sorri. O Nathaniel era tão apressado e ansioso... Eu amava isso nele.
- Eu não sei, nós nem sabemos se é menino ou menina. – eu disse ainda sorrindo o puxando contra meus lábios.
- Fica sem graça se a gente souber. Mas eu espero que seja uma menina igualzinha à mãe. – ele disse e acariciou o meu rosto.
- E eu espero que seja um menino idêntico ao pai. – eu disse e ele sorriu.
- Se for menino... Que nome você vai querer, Am? – ele perguntou beijando o meu pescoço.
- Eu sempre gostei de Ethan. – eu disse passando meus dedos entre os cabelos dele. – E se for menina, Nathaniel... Qual nome você gosta? – eu perguntei.
- Por que gosta de Ethan, Am? – ele começou com o ciúme, eu não pude deixar de sorrir.
- Porque eu acho um nome bonito. Mas nunca vai se comparar a Nathaniel, é claro. – ele sorriu me beijando.
- Eu gosto de Eve. – ele disse selando meus lábios, eu sorri.
- Nunca conheceu nenhuma Eve, não é? – eu queria ter certeza. Ele riu.
- Nunca, ciumenta. Aliás, eu gosto de te ver com ciúmes. – ele disse divertido e me beijou muito intensamente. Nem parecia que eu era a mesma mulher que estava chorando em depressão há horas atrás, eu me sentia melhor do que nunca. Eu tinha o homem que eu amava me desejando e eu teria um filho dele, eu seria mãe. Eu e o Nathaniel não poderíamos estar mais felizes e estávamos mais juntos do que nunca. No dia seguinte o Nathaniel me acordou acariciando meus seios, desde então ele começou a sempre me acordar assim. Desse modo eu também o acordava com carícias, mas normalmente minhas carícias o faziam me agarrar simplesmente já que para acordá-lo eu acariciava o membro dele normalmente.
Depois daquele dia o Nathaniel e eu não nos afastamos mais, estivemos sempre juntos. Mesmo que eu continuasse atendendo no hospital, já que eu preferi continuar trabalhando até bem perto do momento do nascimento do nosso filho, mesmo que a cirurgiã chefe não aprovasse minha decisão. O Nathaniel sempre estava presente na minha gravidez e era super protetor, ele não queria me deixar fazer nenhuma tarefa doméstica e também não queria que eu trabalhasse no hospital, mas eu acabei o convencendo, ele não conseguiu resistir já que eu sabia os pontos fracos dele.
Ele me mimava ainda mais do que o normal e sempre conversava com a minha barriga, me fazendo rir. Como nós optamos por não saber o sexo do nosso bebê, eu não fazia idéia se teria um menino ou uma menina. Eu fiz ultrassonografia para verificar a saúde do bebê, o Nathaniel me acompanhou. Assim descobrimos que eu estava grávida de gêmeos. Eu sentia os bebês se mexendo ao escutar a voz dele e agitados quando o Nathaniel chegava atrasado, já que eu também ficava inquieta. E era bem mais provável que eu tivesse dois meninos ou duas meninas, mas eu tive um menino lindo, Ethan, e uma garotinha linda, Eve. Meus amores... Eles tinham a pele branca e o dom de ter olhos que mudavam de cor como os do pai e amendoados como os meus, os cabelos lisos como nós dois tínhamos e castanho escuros como os meus. Eles eram a minha vida, frutos do meu amor com o Nathaniel, o homem da minha vida.
P.O.V. Nathaniel
Fazia cinco anos que nós tínhamos nos casado. Ela estava tão linda no nosso casamento... Como sempre, perfeita. Nossos filhos tinham dois aninhos, eles eram tudo para nós.
- Bom dia, meu amor. – ela disse se virando de frente para mim, que acariciava o seio dela, era assim que eu a acordava desde o dia em que nos reaproximamos e eu descobri que ia ser pai.
- Bom dia, minha perfeita. – eu disse beijando os lábios dela. Ela sorriu, da mesma maneira que sorria dez anos atrás.
- Meu amor, nós temos que nos levantar. – ela disse enquanto eu beijava o pescoço dela e já acariciava o corpo dela ousadamente.
- Nós temos mesmo? – eu a olhei esperançoso. Ela afirmou com a cabeça.
- Mas nós podemos tomar banho juntos para demorar menos. – ela disse sorrindo maliciosa.
- Ótimo. – eu disse a segurando no colo e a levando para o banheiro enquanto beijava os lábios dela. É claro que nosso banho foi bem demorado.
- Eu vou acordar nossos amores. – ela disse selando nossos lábios enquanto eu terminava de me vestir. Nossos amores... Era assim que a Amy chamava os nossos filhos. Meu garoto, Ethan, e minha princesa, Eve.
Eu terminei de me vestir e fui até o quarto dos nossos filhos.
- Papai! – os dois gritaram vindo na minha direção, nós éramos muito apegados. Eu os segurei no colo.
- Minha princesa. – eu disse e beijei o rosto da Eve. – Meu garoto. – eu apertei mais o Ethan o fazendo rir. A Amy nos olhava sorrindo com os braços cruzados. – Olhem só a mamãe com ciúmes. – eu disse sorrindo fazendo a Amy me olhar semicerrado ainda sorrindo e negando com a cabeça.
- Eu não estou com ciúmes. – a Amy disse fazendo nossos filhos sorrirem com as nossas brincadeiras. – Para a sua informação, Nathaniel Collins, eles já me deram abraços e beijos. – a Amy disse se gabando chegando mais perto de nós.
- Sério, Amy Hansen? Ou melhor... Collins. – eu disse divertido e selei nossos lábios.
- Sério. – ela disse selando nossos lábios novamente e sorrindo. – Acho melhor pararmos. – ela disse por causa das crianças, que nos olhavam atentamente. Eu afirmei com a cabeça e soltei nossos filhos, que correram para as camas deles.
- Você vai passar a noite toda acordada, já aviso. – eu disse no ouvido da Amy a segurando pela cintura. Ela sorriu aquele sorriso meigo e tímido de sempre.
- Claro. E... Eu posso fazer aquilo que eu faço com a língua que você adora. – ela disse sedutora no meu ouvido. Ela queria me enlouquecer... E conseguiu.
- Quer que eu te agarre na frente dos nossos filhos? – eu continuei falando no ouvido dela. Ela sorriu negando com a cabeça e depois me abraçando.
- Nós temos filhos lindos, não é? – ela perguntou ainda me abraçando com a cabeça encostada no meu peito enquanto observava nossos filhos que pulavam nas suas camas. Eles amavam fazer isso desde que eu os ensinei.
- Perfeitos como a mãe. – eu disse beijando a cabeça dela.
- E o pai. – ele completou me abraçando mais forte. – Me ajuda a dar banho neles? – ela perguntou ainda me abraçando.
- É claro, meu amor. – eu disse a soltando. Nós demos banho nas crianças e depois eu os vesti enquanto a Amy preparava o almoço.
Depois que nós almoçamos a Amy lavou a louça e eu sequei e guardei enquanto o Ethan e a Eve brincavam no sofá, eles acabaram adormecendo e eu os ajeitei.
- Tudo pronto. Agora nós só temos que nos arrumar para o casamento. – a Amy dizia como que para ela mesma. Eu sorri a admirando com aquele vestido mais decotado. Ela sempre usava roupas mais sensuais quando estávamos sozinhos. Ela sorriu tímida e um pouco sem jeito.
- O que foi? – ela perguntou da mesma forma.
- Você está tão sexy, Am... – eu disse a segurando pela cintura e beijando o pescoço dela. -... Está me deixando excitado. – eu disse agora acariciando os seios dela com cuidado. Ela prendeu um gemido.
- Eu acho que nós temos um tempinho. – ela disse acariciando a minha nuca e me puxando contra ela. Eu a ergui a colocando sobre o balcão da cozinha.
- Gostosa... – eu disse baixo enquanto acariciava o corpo dela.
- Eu preciso tanto de você, Nathaniel... – ela disse com as mãos entre meus cabelos, já que eu beijava os seios dela lentamente.
- Eu também preciso de você, Am. – eu disse a apreciando. Era incrível. Depois de mãe, a Amy conseguiu ficar ainda mais gostosa. Como ela sempre se cuidava na alimentação e praticava exercícios, o corpo dela continuava perfeito, mas com a amamentação dos nossos filhos os seios dela ficaram ainda maiores e obviamente eu me deliciava neles.
Depois de passarmos aquele tempo afastados, um dos momentos mais dolorosos que eu já tive em toda a minha vida, eu e a Amy nunca mais nos afastamos. Nós conversávamos, brincávamos, transávamos muito e intensamente e agora tínhamos os nossos filhos, com os quais nós sempre estávamos nos divertindo, nós dois éramos protetores e carinhosos demais com eles. Plenamente felizes, era como estávamos.
- Mais uma vez? – ela perguntou acariciando o meu membro lentamente e me fazendo gemer com os toques dela enquanto ela beijava o meu pescoço. Ela sabia bem me dominar.
- Pelo menos mais três, Am. – eu disse entre gemidos. Ela beijou meus lábios com muita vontade e eu segurei forte na cintura dela. Como eu a amava...
Ela continuava sendo a minha perfeita, a única mulher pela qual me apaixonei, mas a cada dia ela conseguia ser ainda mais perfeita. Ela me mudou, me amou e sempre esteve comigo... Como eu a amava... Era inexplicável.
Depois de longas horas intensamente prazerosas juntos, nós nos arrumamos para o casamento e arrumamos as crianças também. Era difícil acreditar que a minha priminha Cherry ia se casar... E com o Simon.
P.O.V. Amy
Eu e o Nathaniel saímos de casa e nos despedimos selando nossos lábios e indo cada um para o seu carro, já que nós íamos para lugares diferentes. Eu ia com a Eve no salão de beleza onde a Cheryl estava e ele ia com o Ethan até a casa do Simon.
- Meu amor, vamos ver a tia Cheryl e a dinda Jen? – eu perguntei à Eve enquanto a colocava na cadeirinha para auto. Ela apenas afirmou com a cabeça enquanto sorria meiga, eu beijei a testa dela. A Eve e o Ethan não falavam bem ainda, já que tinham apenas dois aninhos.
Quando nós chegamos ao salão a Cheryl já estava com o cabelo e a maquiagem quase prontos. – Ah! Minha sobrinha! – a Cheryl gritou ao ver a Eve.
- Oi para você também, Cheryl. – eu disse com sarcasmo.
- Ah! Para de ser ciumenta, Amy. – ela me repreendeu. – Me dá minha sobrinha. – a Cheryl estendeu os braços. Eu entreguei a Eve nos braços dela. – Mais que linda a minha sobrinha... – ela disse admirando a Eve. – O Simon vai ter que me dar uma igual. – ela disse com humor, ela estava muito nervosa. – E o meu afilhado? – ela perguntou sobre o Ethan.
- Está com o pai e junto com o seu noivo. – eu a respondi. — Nervosa com o grande dia? – eu perguntei com humor.
- Pois é... Como é Amy? – ela fez uma expressão pensativa. — Eu não acredito que vou me casar hoje! – ela me imitou. Eu acabei rindo junto com ela.
- Engraçadinha. – eu continuava rindo. – Mas eu te entendo. Eu realmente estava muito nervosa no dia do meu casamento. – eu completei.
- É, eu estou muito ansiosa mesmo. – ela falava batendo os dedos na perna, muito apreensiva.
- Calma, vai dar tudo certo. – eu disse me abaixando e segurando nas mãos dela, de modo que a Eve ficava envolta pelos braços da Cheryl. Ela respirou fundo. – E eu sei que o Simon deve estar bem mais nervoso que você. – eu disse com humor.
- Eu sei, obrigada. – ela sorriu.
- Cheguei, cheguei. – era a Jen que vinha como a Cheryl no dia do meu casamento.
- Cadê o meu sobrinho? – eu e a Cherry perguntamos em uníssono.
- Se acalmem, por favor. Ele está com o pai dele. Ele já é um mocinho, tem que ficar com os homens. – ela explicou. – Mas me dá a minha afilhada. – A Jen continuou e pegou a Eve do colo da Cheryl.
- Não vale, eu recém peguei ela. – a Cheryl protestou.
- E já perdeu. – a Jen completou. – Você vai se casar, tem mais com o que se preocupar. – a Jen continuava.
- É exatamente isso, a Eve me distrai. – a Cheryl continuou estendendo os braços. Eu apenas sorria enquanto as mulheres do salão prendiam risadas.
- Vocês não sabem o que eu fiquei sabendo. – a Jen começou com suas notícias antes dos casamentos.
- Fala logo, Jenna. – a Cheryl não tinha mais paciência.
- Adivinhem quem também vai se casar hoje. – a Jenna insistia.
- Não faço a mínima idéia. – eu disse simplesmente.
- O Tyler. – ela disse direta agora.
- O Tyler? – A Cheryl perguntou. – O Tyler que fez a aposta com o Nathaniel?! Ele vai se casar?! – a Cheryl continuou. A Jen afirmou. Essa notícia também me surpreendeu. — E quem é a felizarda? – a Cheryl usou de sarcasmo.
- Essa é a parte mais surpreendente... A Lindsay. – a Jen continuou. Eu não acreditei.
- A Lindsay?! Lindsay Abrans?! – eu perguntei descrente.
- Exatamente. – a Jen continuou. – Foi por isso que ele fez a aposta com o Nathaniel. Ele queria que ele terminasse com a Lindsay e deixasse o caminho livre para ele. E por isso ele torturou o Nathaniel por causa sua depois, Am. O Tyler tinha raiva do Nathaniel já que o Nathaniel traía a Lindsay. O Tyler sempre foi apaixonado pela Lindsay, desde que ela foi transferida para o nosso colégio. – a Jen completou. Aquilo me surpreendeu. – E mesmo sabendo que a Lindsay trai ele, ele dá tudo o que ela quer e vai se casar com ela. Eles se merecem, os dois não valem nada. – a Jen disse.
- Corno e consciente. Desprezível... – a Cheryl se pronunciou.
- Eu tenho pena dele. – eu disse a verdade. – Mas eu fico feliz que ele ame ela, se não fosse aquela aposta provavelmente eu e o Nathaniel nunca teríamos namorado, nos casado e muito menos tido nossos filhos. – eu disse e acariciei o rosto da Eve. — E se ele está feliz com ela mesmo ela traindo ele... Bom, acho que... Eles realmente se merecem. Desejo felicidade para eles. – eu disse sincera.
- É, está certo. – a Cheryl disse olhando no relógio. – Ah! Eu já estou atrasada. – ela disse se levantando da cadeira.
- Nem precisa se apressar, Cheryl. O Simon conhece a mulher com quem vai casar, então é bem capaz que ele já tenha se programado para chegar à igreja duras horas depois do tempo marcado. – a Jenna brincou. Eu tive que rir. A Cheryl fingiu um riso exagerado com sarcasmo. A Cherry e a Jen sempre estavam se implicando, mas elas se amavam.
O casamento do Simon e da Cheryl foi perfeito. O Simon não parava de chorar, eu tive que rir. A Cheryl às vezes chorava um pouco, mas logo recolhia as lágrimas por causa da maquiagem. Eu e o Nathaniel deixamos nossos filhos com a dona Val, minha doce sogra enquanto nós estaríamos ali ao lado dos noivos, já que o Nathaniel era padrinho e eu era madrinha de casamento do Simon e da Cheryl.
Eu fiquei de frente para o meu marido, que esboçava sorrisos maliciosos, piscava e me mandava beijos. Eu o correspondia da mesma forma, mas um pouco envergonhada. Foi lindo ver meus filhos entrando na igreja com as alianças do Simon e da Cheryl...
Depois da festa no salão nós voltamos para casa e deitamos as crianças, que já dormiam nos nossos braços. Eu fiquei os admirando e depois eu e o Nathaniel demos beijos de boa noite neles, como de costume.
- Não esqueceu que eu disse que você ia ficar a noite toda acordada, não é? – o Nathaniel me abraçou por trás.
- É claro que não. E também não esqueci o que disse que ia fazer em você. – eu disse me virando para ele e o beijando. Ele me segurou no colo e me levou até o nosso quarto, me colocando sobre a nossa cama, me beijando a todo o momento.
- Eu te amo, Am. – ele dizia enquanto beijava o meu corpo e me despia.
- Eu te amo, Nathaniel. – eu disse suspirando, o sentindo excitado e me acariciando.
Sim... Depois daquela aposta minha vida mudou completamente... Eu finalmente tive o amor do homem que eu sempre amei, me casei com ele e tive nossos filhos, os bens mais importantes para nós...
Desde o verdadeiro início tudo foi um jogo bem elaborado... E a verdade é que eu era só uma jogadora coadjuvante, apenas uma pessoa usada para tirar outro da jogada... “O” outro, que era o homem que eu sempre amei... Talvez todos os relacionamentos sejam mesmo um jogo, com expectativa, emoção e muito sentimento... Mas tudo o que importa para mim é que sendo ou não um jogo... Eu sou uma vencedora.
Notas finais
Eu queria agradecer à Academia e... Não espera, não é esse o discurso. kk'
Bom... Parando com as brincadeiras, eu queria agradecer à todos vocês, amores da minha vida que lêem, já leram, ou até mesmo lerão a minha fic... E principalmente à minha bést Miah Salvatore que ficava aturando minhas loucuras e me ajudando o tempo todo. *--------* Muito obrigada por tudo, amiga!
Só eu sei como cada review, cada palavra e cada recomendação me alegrou. Eu Gritava, dançava, pulava e até cantava aqui vendo os números de reviews, recomendaçãos, leitores e favoritos aumentando. ~le eu cantando "We are the champions" - Só essa parte mesmo, já que eu não sei o resto da música kk'-
Eu nunca vou esquecer nenhum de vocês, leitores lindos do meu coração. Muito obrigada pela força de vocês, por me ajudarem e partilharem minhas loucuras. kk' Eu ganhei até fãs... Vê se pode uma coisa dessas?! Eu... Com fãs!!!! Ahhhhhh!!! *---------* kk'
Espero que vocês tenham gostado desse Cap. final. Eu sei que demorei, mas eu queria que fosse perfeito. *------*
Então... É isso meus amores... Eu tenho mais para falar, mas por enquanto eu não lembro, então... kk' ...Já era. Espero tê-los como meus leitores novamente um dia... Beijos, meus amores! *----------*
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Te Beijar Ou Te Matar: https://fanfiction.com.br/historia/250509/Te_Beijar_Ou_Te_Matar_Segunda_Temporada
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Rescue Me: http://fanfiction.com.br/historia/265863/Rescue_Me/
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When I See Your Face: https://fanfiction.com.br/historia/255061/When_I_See_Your_Face.
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Uma Nova Vida!:http://fanfiction.com.br/historia/249960/Uma_Nova_Vida/
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Aquela Noite...:http://fanfiction.com.br/historia/265040/Aquela_Noite.../ageconsent_ok
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E a minha nova fic: Somente Sem Sorte: http://fanfiction.com.br/historia/269815/Somente_Sem_Sorte/
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