Que O Jogo Comece...
1 Amy Martinet Hansen
Notas iniciais
P.O.V Autora — Amy
O celular de Amy tocava, provavelmente era a Jenna.
–Oi Jen! – disse Amy animada ao telefone.
–Oi Am.Como você está? – perguntou Jenna.
– Bem e você? – perguntou Amy agora mais calma.
– Estou bem também. Mas, que barulheira é essa? É o vizinho gostoso de novo? – indagou maliciosa.
– É, é o energúmeno promovendo mais uma de suas festas estúpidas. – esclareceu com uma raiva aparente na voz.
– E que energúmeno! Só de lembrar dele de sunga boxer naquela piscina gigante dos Collins... Ai, eu fico toda arrepiada. – completou Jenna.
– É infelizmente é uma beleza jogada fora. – lamentou Amy.
– Minha filha, aquilo não é beleza, é o significado de perfeição. – exagerou Jenna, agora animada.
– Significado de perfeição? Não acha que é um pouquinho só demais? – foi irônica.
– Você não presta atenção naquela obra-prima de corpo por que você supostamente o “odeia”, mas se não o “odiasse” sei que diria o mesmo. – Jenna foi objetiva.
– Eu o odeio de verdade e se você não parar com essas suposições eu também vou te odiar. – Amy usou de chantagem emocional.
– Você não conseguiria me odiar nem se quisesse e eu sou sua melhor amiga, não tente mentir para mim. Esqueceu que eu sei tudo sobre você? – Gabou-se orgulhosa.
E era verdade... Jenna realmente sabia.
– E eu sei tudo sobre você. – retribuiu o orgulho.
–Nem tudo... Ainda não te contei do meu encontro com o Tyler. – Jenna fez-se de misteriosa.
– Tudo bem, embora eu não goste muito do Tyler eu quero saber de tudo! – Amy disse entusiasmada.
–Bom, ele na verdade foi muito fofo... – contava Jenna.
– Espera Jen, eu não consigo te ouvir direito. – Amy cortou-a sem ser rude.
Amy levantou-se do sofá e foi em direção à janela... Da que se dava para ver a casa dos Collins.
– Nathaniel! Baixa esse volume! – gritou Amy como se falasse com uma criança.
– Não! Se quiser, vem aqui e baixa. Só que para entrar na festa tem que estar de vestido... Um vestido bem curto. – ele falou dando ênfase no “bem” e com um sorriso malicioso e quase irresistível.
Amy fechou novamente a janela, batendo-a com muita força devido à raiva que tomava conta do seu corpo.
– Alô? Jen? – Amy retornava ao celular.
– Oi, não adiantou, não é? – Jenna ria.
– Você conseguiu ouvir?! – perguntou Amy surpresa.
– Sim, eu ouvi tudo... Até a parte do vestido bem curto. – Jenna imitava Nathaniel.
– Ele que aguarde. Essa festa não vai durar muito tempo. – falou Amy confiante.
– O que você vai fazer Am? — perguntou Jenna confusa e curiosa
Amy Martinet Hansen era uma garota estudiosa e centrada. Ela era muito meiga e sociável embora fosse tímida, e era vingativa se provocada. Uma garota de cabelos castanho-escuros assim como seus olhos cheios de sinceridade, rosto com traços delicados e agraciada com um corpo de belas curvas — as que, ela nunca deixava aparentes-.
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