Que Droga, Cas!

2 Aparentemente Tudo é Culpa Minha!


Notas iniciais
essa cena é da 8 temporada se não me engano é o episódio 7! não vou seguir as cenas porque se não vou ter que seguir com as placas e continuar escrevendo até a série acabar. então vou pescar uma cena ali e outra ali. para deixar mais 'autentico'. e como vocês podem(irão) ver, eu tentei ao máximo trazer as características dos personagens pras páginas da minha fic -q

As semanas que se passaram, arrastou-se para Dean, ele não teve nenhuma noticia de Castiel. Ninguém sabia se ele estava lá embaixo ainda ou se alguém do Céu já o teria resgatado. E isso acabava com Dean por dentro. Ele não sabia ao certo, ou sabia, mas queria deixar bem quieto, mas estar sem o Castiel dessa vez estava pior do que das anteriores. Para ‘tapar’ a situação, concluiu que era uma reação do Purgatório. Aquilo deve ter mexido com ele e afinal, passar um tempo no Umbigo de Deus com uma pessoa, faz você se apegar a ela não? Ele tinha se apegado ao Benny também, esse vampiro se mostrou mais irmão pra ele do que Sam. Mas isso são aguas passadas.

Dean dirigia numa estrada que atravessava um bosque, arvores altas, porém não muito densas, com arbustos aos pés. Era a típica ideia de bosque perfeito. A menos é claro que de noite se escute um barulho, um sinal de garras e mais tarde um Wendigo. Isso acabaria com qualquer piquenique ou acampamento. Dirigia o mais tranquilo possível, até se arriscava a comer umas batatinhas. Seria uma ótima viagem de carro se não fosse pelo o que ele viu. Uma figura de sobretudo surrado, cabelo desgrenhado e andar cansado. Era Castiel. Muito revelador se não fosse a terceira vez que via ele. A primeira ele quase atacou um morador de rua que se encontrava nas mesmas condições que a figura logo à frente e a outra num posto de gasolina onde podia jurar que o viu entrando na sessão de salgadinhos. E em todas às vezes ele o seguiu e viu que ou era imaginação ou um mendigo. Não seria diferente agora. Com certeza ele pararia o carro e iria ver se de fato era seu amigo.

E assim ele fez. Deu marcha à ré para apenas ver um grande nada. Não havia nada no lugar, apenas um urso enorme segurando uma placa do motel onde Sam e ele estavam hospedados. Mas ele não confundira o urso com seu amigo. Ele realmente o viu, ou pensou ter visto. Arrasado por não ser desta vez que o vira e aturdido com todas essas alucinações, ele seguiu para o motel Twin Pines onde passaria as próximas noites até resolverem um caso.

– Eae – cumprimentou seu irmão que estava sentado à mesa olhando no computador novos casos.

– Descobriu alguma coisa?

– Nada que faça valer a pena irmos até lá. O que você tem? Parece que viu um fantasma. O que no seu caso acho que você iria gostar.

– Nada –Bufou – Apenas nada.

– Cara alguma coisa está te incomodando. E isso desde que você saiu de lá.

– Mas é claro que tem! Descobrir que seu irmão o abandonou não é lá bem uma noticia feliz. – falou Dean indiferente colocando as chaves no balcão.

– De novo isso? Pensei que já tivéssemos esclarecido isso há tempos! – Sam estava começando a ficar exaltado.

– Nunca iremos resolver isso. Nunca.

– Eu já te disse que VOCÊ me fez jurar que se um de nós morrermos, um não iria tentar salvar mais o outro! VOCÊ disse isso! E não é tão diferente de quando eu caí na jaula e você nem me procurou e foi se arrumar com a Lisa e o Ben. Agora me diz qual a diferença? – Sam estava completamente exaltado. Já estava farto de ouvir as acusações do seu irmão.

– Mas quando eu soube que você estava vivo e ainda vagando sem alma por ai, eu me arrisquei para trazê-la de volta! Eu arrisquei minha vida pra trazer de volta a droga da sua alma toda fudida e como você me agradece? Não me procurando? Nem o Castiel?!

– Eu fiz exatamente igual a você, DEPOIS que eu descobri que você estava vivo eu tentei fazer o máximo pra te fazer sentir melhor e o Castiel não é minha culpa se você preferiu trazer um vampiro asqueroso a seu amigo! O único culpado aqui é você Dean! Quer saber? Não vou ficar aqui escutando chororô de irmão mais velho! – Sam saiu batendo a porta e nem olhou para trás.

Dean já tinha problemas de mais para ir atrás de seu irmão e sabia que aquela discussão era toda culpa sua. ‘’Aparentemente tudo é culpa minha’’ pensou ele.

–Todo mundo fala que eu me culpo por tudo? E quer saber? É verdade mesmo! Eu o deixei morrer lá, por que eu não consigo nem proteger as pessoas que eu amo! Não consegui com Lisa, Ben, papai e agora o Castiel... Talvez eu devesse estar naquele lugar e não Castiel! Talvez Deus devesse estar naquele lugar, por que tudo isso é culpa dele! Que ideia é essa de deixar demônios, leviatãs e outras coisas vivas? Agora ele se foi e sobra pra gente limpar a bagunça! Talvez Deus deva usar fraldas e andar de chupeta por ai! – ele gritou pro nada. Apenas extravasou sua raiva para as paredes mofadas daquele motel barato. Logo em seguida dos gritos, sentou no sofá em frente à tevê e se permitiu fazer uma coisa que há anos não fazia. Ele começou a chorar. Primeiro com uma lágrima tímida no canto do olho esquerdo, depois uma enxurrada desceu pelos seus olhos verdes. Chorou por tudo que não conseguiu chorar. E se sentia horrível por estar chorando. Cresceu num lugar onde chorar era sinônimo de fraqueza, onde chorar não era uma coisa bem vinda. A ultima vez que chorou, foi na vez em que seu irmão caiu na jaula. E nem foi um choro direito, apenas algumas lagrimas teimosas que queriam por que queriam escapar. Mas como agora? Só quando era criança. Coisa que já até se esquecera de como era ser.

Já anoitecera quando ele acordou. Ainda deitado no sofá de qualquer jeito. Chovia forte lá fora, com direito a raios e trovões. Caminhou até o banheiro para lavar o rosto e comer alguma coisa. Fechou o espelho pregado na parede, revelando um reflexo atrás de si.

– Castiel?

Notas finais
Eu não me esqueci não! Obrigado as pessoas que estão acompanhando as postagens