Que Chegue Até Você.
11 Parte XI - Namorados.
Notas iniciais
Vou contar uma coisa... Foi realmente muito difícil sair esse capítulo. Eu tava completamente brochada graças à bela prova de matemática que vou fazer amanhã!
Pois é, pessoal. Matemática é a minha kriptonita. DD: Preciso de um ponto pra não ficar de exame, então to desesperada. XD
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Mas seja o que Deus quiser. @@
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Enfim. Segue o capítulo. Não estou certa se ficou ou não muito bom, mas eu o fiz com muito esforço! E só terminei de escrevê-lo ontem, às quatro da manhã, e não tive tempo de betar direito... Espero que esteja certinho, e que curtam!:3
PARTE XI – Namorado.
Nem Naruto nem Hinata desejavam que aquele momento acabasse. Definitivamente ali, enquanto tinha seus lábios tão carinhosamente beijados e seu rosto tão docemente alisado, Hina tinha certeza que aquele era o momento mais mágico em toda sua vida. Ela estava alienada de tudo à sua volta, tão concentrada nos lábios quentes e carícias suaves que mal pôde ouvir o chamado de Hanabi. Naruto, entetanto, tinha desenvolvido ouvidos muito bons enquanto ainda era um dos "pegadores", então se afastou milímetros para que pudesse ter certeza. Hina parecia ofegante, e com motivos; ela não era o tipo de garota acostumada à trocas de beijos demorados, e o loiro, encantado com tanta pureza, esqueceu-se de quaisquer ruídos, centrando-se na respiração acelerada da moça.
Hinata, porém, não mais tinha com o que se concentrar após os lábios serem separados, então se afastou quase meio metro ao ouvir o animado“Onee-chan!” que Hanabi exclamava pela décima vez, ainda de longe, e ambos se lamentaram com a interrupção.
Neji, que trazia a prima, por outro lado... Não escondeu o sorriso maldoso e prazeroso, fazendo o Uzumaki cerrar os olhos em desgosto. – He? Naruto-nii?! – Hanabi não escondeu a surpresa, mas reverenciou-o com toda a educação do mundo. Estava pronta para perguntar o que havia acontecido para que ele estivesse ali ao invés de buscar Mayu, como fazia geralmente, quando se surpreendeu com a camisa branca manchada de vermelho, vermelho que até mesmo a menina pôde compreender que eram das feridas cobertas da irmã, que usava o uniforme de educação física da escola. – Onee-chan! – Ela exclamou assustada, correndo até a mais velha e abraçando sua cintura. – O que aconteceu?!
- Sua irmã foi atropelada por uma bicicleta, acredita? – Naruto soou chocado enquanto se agachava na altura da Hyuuga mais jovem. – Mesmo comigo correndo atrás dela, gritando para olhar pra rua... Pode acreditar em algo assim?! – Os olhos da de cabelos castanhos se arregalaram, surpresos.
- Está dizendo que a onee-chan saiu correndo no meio da rua e foi atropelada, mesmo com o Naruto-nii dizendo pra tomar cuidado?! – O loiro assentiu com a cabeça, olhando para a namorada em potencial de canto, divertindo-se com a expressão frustrada dela.
- Não ouça ele, Hanabi. – Neji falou enquanto se aproximava. – Se ele fosse mesmo um herói, teria entrado na frente da sua irmã para salvá-la não é? – Hana concordou.
- M- Mas o Naruto-kun me salvou! Ele tirou a bicicleta de cima de mim e-... – Parou assim que notou que já estava do lado do loiro mais uma vez, suspirando de desgosto. Naruto, por outro lado, riu com gosto e ao se levantar, agarrou a cintura da moça, deliciando-se com o olhar assassino que o primo dela havia lhe lançado.
- Ouviu Hana-chan? Eu sou o herói da sua onee-chan. Eu a salvei da bicicleta maléfica e a trouxe de volta para casa... Não acha que eu daria um ótimo namorado? – O rosto de Hinata enrubesceu, e o corpo literalmente travou.
- Definitivamente eu acho! – A mais nova aplaudiu, animada com a ideia.
O Uzumaki mais uma vez olhou para o rosto da amada, e com uma piscadela travessa, pediu: — Pense nisso sim? – Bem a tempo de se desviar da pasta que Neji havia atirado em sua direção – e que por sorte não atingiu Hinata.
- NÃO ABUSE DA SORTE, UZUMAKI! – Ele berrou enquanto corria furioso na direção do loiro, que por sorte ou por piedade do Hyuuga após ouvir as gargalhadas das primas, conseguiu fugir.
Embora Neji não gostasse da ideia, Hina só quis passar um dia em repouso, e no seguinte já estava pronta para a sala de aula. Foi só pisar os pés no terreno escolar que foi bombardeada de perguntas feitas por literalmente todos. Era incrível, mas de “princesinha egocêntrica dos Hyuuga”, Hinata passou para “a coitadinha acidentada” de uma hora para a outra.
Havia sido muito bem recebida pelos colegas da sala, e todas as atenções estavam focadas nela. Talvez fosse por isso que Naruto, embora tivesse a ansiedade estampada nos olhos não se aproximou enquanto ela era alegremente recepcionada pelo restante. Era incrível como mesmo com o seu passado ele ficar envergonhado de se aproximar dela em publico.
Ela recebeu abraços, beijos e muitos desejos de melhoras. Mas foi só quando a professora Kurenai chegou e colocou todos em seus devidos lugares que ela realmente se sentiu feliz, já que foi só se sentar e pôde notar o pequeno papelzinho enrolado ao lado de sua pasta, que ela tratou de abrir de forma cautelosa, para que ninguém percebesse.
“Encontre-me no terraço, no intervalo.”, era o que o papel dizia. E mesmo sem estar assinado, Hina sabia exatamente quem era seu autor, então esperou ansiosamente até que o bendito sinal soasse.
Quando soou, entretanto, ela quase não conseguiu se desvencilhar do círculo de garotas que se formou ao redor dela. Em outra ocasião explodiria de felicidade, mas naquele momento só conseguia pensar em Naruto e na declaração do outro dia. Então, com uma discreta ajuda do Time Cupido, Sakura e Ino, que sacaram no mesmo momento em que o loiro se retirara da sala com o rosto vermelho, ela conseguiu fugir depois de um tempo.
Ela hesitou antes de abrir a porta. Afinal a última vez que tinha estado ali não havia sido exatamente agradável, mas depois de muita coragem conseguiu abrí-la.
Naruto estava sozinho, com as mãos nas grades que impediam qualquer aluno suicida ou desajeitado de pular do prédio. Parecia estar mais tenso que o normal, e não usava o sobretudo habitual. A garota se aproximou lentamente, ansiando por ver o rosto dele sério, mas assim que ele a notou, um sorriso iluminou o rosto bonito. – V- Você está melhor? – Ele parecia ansioso.
- Sim... – A resposta soou incerta, fazendo as sobrancelhas loiras se estreitarem. – É verdade. – Ela garantiu nervosa, e ele suspirou. Aproximou-se e com uma intimidade surpreendente, puxou as mãos pequenas.
- Vamos sair sábado? – Ele perguntou enquanto as beijava. – Como namorados... – O rosto dela foi de rosa a rubro num piscar de olhos. Mas ainda que os lábios do rapaz beijassem as costas de suas mãos, os orbes azuis fitavam os seus com uma intensidade indescritível, como se procurassem ler sua mente.
Nervosa, a única coisa que conseguiu fazer na situação foi assentir positivamente com a cabeça enquanto sentia o coração à mil. O sorriso do loiro foi ainda mais radiante, e ela sentiu os braços fortes envolverem-na num abraço quente e acolhedor.
Claro que, depois do combinado, eles não conseguiram mais que trocar olhares tímidos durante as aulas. As amigas comemoraram quando as novidades foram ditas no banheiro feminino, embora Sak se sentisse um pouco desapontada com seu próprio relacionamento.
Por mais que gostasse de Sasuke, era incrível como ele não tinha o mínimo senso do que era de fato um relacionamento. Mesmo que eles estivessem um dia a mais adiantados se comparados a Naruto e Hinata, ele sequer cogitou um primeiro encontro. Dizia que os encontros poderiam ficar para o natal – que a propósito, estava consideravelmente próximo – e que no momento, eles deveriam se focar nas provas. Mas Sak não se importava muito com estudos – afinal, ela era naturalmente inteligente: boa em matemática, ciências humanas, lógica e com uma interpretação invejável -, mas o namorado era tão fixado em estudar que ela não pôde recusar a proposta.
Diferente do que a maioria pensava, Sasuke era surpreendentemente esforçado. Oposto ao irmão, o gênio da família, ele sempre dava o melhor de si em qualquer coisa que idealizasse. Ele sequer precisava ser pressionado por Fugaku para isso, uma vez que era naturalmente trabalhador e cauteloso. Mas graças à personalidade Uchiha, não gostava de transparecer suas fraquezas ou preocupações – embora raras vezes não conseguisse se segurar, como diante às provas de fim de ano. Claro que com a brilhante Sakura como namorada, ele teria a vantagem de ter aulas particulares sem a interferência dos sempre barulhentos Naruto e Ino. Mas aquilo não era suficiente para a rosada, que por mais que gostasse do novo casal formado, não conseguia deixar de invejá-los, mesmo que um pouco.
Mas eles não eram os únicos. Ino também estava às mil e uma maravilhas com o novo paquera. Tinha oficialmente aberto mão do Uchiha, e agora investia horas e muitas mensagens de texto com o atropelador de Hinata, o sexy e mais velho Sai.
Então o final de semana chegou, cheio de expectativas para todos que não fossem a pobre Sakura Haruno.
Eles – Sak e Sasuke – estavam sozinhos na casa dos Uchiha, mas o interesse do namorado nos estudos era tão grande que chegava a ser decepcionante. Estavam sentados na sala de estar, ao redor da mesa de centro cheia de livros espalhados, e enquanto o Uchiha resolvia complicados problemas matemáticos, a Haruno batucava a lapiseira tediosamente no carpete. Vez ou outra, os orbes verdes vigiavam o relógio no intuito de contabilizar quanto tempo Mikoto levaria para voltar. – Você parece chateada. – Sasuke não estava exatamente interessado, mas conhecendo Sak como conhecia, sabia que era melhor se mostrar. Ela virou o rosto para fitá-lo, mas encontrou os olhos negros fixos nos deveres, e suspirou.
Pousando a cabeça sobre o móvel, se deleitou com a expressão séria do amado enquanto lia e escrevia incansavelmente. – Todos foram em encontros, por que somos os únicos a ficar aqui, estudando?
- Por que somos os únicos que se importam com isso? – Ela bufou. – Eu não te obriguei a vir. – Ele a lembrou, e ela fez um beicinho triste.
- É claro que eu viria. Você é meu namorado... – Ouviu-a murmurar. – Não pode deixar os estudos de lado só um pouquinho? Nem que seja pra irmos até a praça e-... – Ele bufou quando conferiu o resultado errado, e fechou o livro com irritação, finalmente levando os ônix até as esmeraldas da namorada.
- Sinceramente, Sakura... Se for pra ficar reclamando, é melhor ir pra casa.
- Não estou reclamando! – Ela se defendeu. – Só acho que você deveria reservar pelo menos meia hora do seu precioso tempo pra sua namorada!
- Se queria um namorado com tempo livre, devia ter continuado com Naruto. – Arrependeu-se no mesmo instante que pôde ver o rosto de Sak empalidecer. Os olhos verdes tão lindos haviam perdido o brilho por um segundo, para que no seguinte, brilhassem novamente, doloridos com palavras que ela jamais pensaria ouvir sair da boca de Sasuke. Ela se levantou, pegou a bolsa de lado e deu passos pesados até a saída, fazendo o teimoso rapaz se levantar e andar rápido para alcançá-la. – Sakura... – Ele tentou chamá-la, mas não foi retribuído. – Por favor... Desculpe. – Ele pediu, mas foi completamente ignorado, vendo a provavelmente futura ex- namorada sair de sua casa sem nem mesmo um “até logo”.
Assim como deveria ser, Hinata estava extremamente ansiosa para seu primeiro encontro como namorada. Passara a noite inteira lendo as historinhas da irmã, de romances cotidianos para poder ter uma ideia do que fazer em dada situação.
Estava tão feliz que não conseguia manter-se parada no mesmo lugar, tudo aquilo tinha acontecido tão rápido... O atropelamento, o pedido de namoro, o convite para sair e a surpreendente aceitação do primo que até então, ela julgava ser a pessoa que mais odiava o loiro em toda a vila. Mesmo que ela tentasse colocar na cabeça que Neji só estava fazendo aquilo por sua felicidade, não conseguia deixar de se surpreender, e muito menos de se perguntar se o rigoroso pai aceitaria como ele aceitou. Naquela altura do campeonato, quase não conseguia se lembrar do passado do namorado. Quase.
Não demorou muito até que Naruto se aproximasse alegremente, acenando e beijando a testa da nova namorada como um cumprimento totalmente espontâneo. – Aonde vamos hoje? – Ela quis saber enquanto era guiada pelas ruas de Konoha, em direção ao centro da pequena vila.
- Você vai conhecer o meu lugar favorito em todo o universo. – Ele comentou sorridente. – Tenho certeza que vai adorar. Depois... Vamos ver um filme, o que acha? – Ela murmurou um “Hum...” enquanto imaginava que tipo de filme ele escolheria, sem sequer imaginar que ele não estava exatamente interessado nas produções.
Eles não demoraram a alcançar o lugar favorito do Uzumaki em toda Konoha: uma cabana simples, que parecia um restaurante improvisado, mas muito bem cuidado de macarrão. Macarrão!
O choque de Hinata foi grande, mas apenas momentâneo. Afinal, o que esperar de uma pessoa como Naruto? Aquilo não parecia absolutamente nada!
Ele se sentou num dos banquinhos como se fosse de casa, e bateu num acento ao lado do seu, chamando a morena que o obedeceu sem pestanejar. – Ei tio! – Ela o ouviu gritar. – Me trás dois especiais!
- He? Dois?! – E viu um senhor não muito velho saindo detrás de algumas cortinas que davam na cozinha. – Naruto! – Ele exclamou alto. – Uma nova namorada?! Será que nunca vai tomar jeito?! – Hina se sentiu mais incomodada do que constrangida, e preferiu olhar para o balcão. O loiro riu em resposta, e após enlaçar os braços da garota, disse com convicção:
- É claro que tomo jeito, tio Ichiraku! Ela será minha futura esposa! – O rosto pálido da Hyuuga enrubesceu e dessa vez, ela ouviu com gosto as gargalhadas do senhor.
- Ouviu isso, Ayame? Naruto achou uma esposa! – Ouviu-se um riso de dentro da cozinha e mais uma vez, de trás das cortinas, surgiu alguém. Dessa vez, uma jovem moça que devia ser no máximo cinco anos mais velha que os dois adolescentes. Ela tinha uma estatura mediana, cabelos castanhos e olhos negros, e ria como se aquela fosse a piada do século.
- Senhorita Ayame, essa é Hinata, minha futura esposa. – E ele apontou mais uma vez para a namorada, que sentiu a mente borbulhar em vergonha. – Me trás dois especiais, tio! Estou faminto, sabe! Nem tomei café, graças à Mayu! – O senhor Ichiraku, depois de mais uma satisfatória gargalhada, tornou a cozinha para preparar os pedidos.
Foi quando Ayame, com um sorriso maldoso e olhos sugestivos, se aproximou da Hyuuga de maneira cautelosa. – Sabe, ele sempre foi muito namoradeiro, mas você é só a segunda garota que ele trás aqui. – Foi possível ver o rosto de Naruto perder a cor. – Ele nos considera uma família, então é evidente que só nos apresenta namoradas sérias. Fico feliz por vocês! Só que vai ter que aprender a fazer rámen, hein! Esse garoto é um tarado por macarrão, nunca vi igual. Sabe, quando era pequeno, vinha aqui mais de oito vezes por semana! O pai dele, senhor Minato sempre o acompanhava nessas escapadas... Eu era uma menina, mas me lembro como se fosse ontem! – E afagou a cabeleira loira do rapaz agora pálido. – Mas você parece ser uma boa garota. – E sorriu para a Hyuuga. – Fico feliz por vocês. Naruto é como um irmão menor, então... Espero que dessa vez dê certo. – Desejou antes de entrar na cozinha para acudir o pai, que a segundos atrás havia gritado praguejando.
Hina ficou em silêncio, assimilando tudo que aquela quase irmã de Naruto havia revelado. Mesmo que soubesse que ele tinha tido um passado e lá suas garotas, nunca imaginou que ele havia levado uma, além dela, a sério, e se preocupou com isso. Principalmente pelo fato do rapaz estar tão silencioso desde a citação da tal Ayame. – Você teve outra namorada séria? – Foi só o que ela conseguiu questionar, depois de muitos minutos tomando coragem, sem esconder o tom surpreso. Naruto forçou uma risada alegre, que mais saiu nervosa do que qualquer outra coisa, e após coçar a nuca assentiu positivamente.
- Sim, mas ela não gostava de mim. – Ele confessou, sem conseguir disfarçar o olhar de desapontado, causando na pobre Hyuuga um sentimento de medo muito mais forte do que qualquer outro que ela poderia ter sentido. Afinal, não era um medo físico, de levar broncas ou tapas do pai... Era um medo sentimental, tão grande que ela não pôde formular frases nem assuntos, levando-os a um almoço tão silencioso e formal que assustou os donos da barraca. – E você não precisa se preocupar... – Ele murmurou num tom em que apenas ela poderia ouvir. – Eu e ela... Nós dois terminamos há muito tempo... – E o silêncio se estendeu.
Era evidente que nenhum queria falar no assunto, principalmente Naruto, que com sorrisos não tão contagiantes como costumavam ser, elogiava incansavelmente os novos ingredientes postos no pedido especial, fazendo o temor de Hina aumentar ainda mais.
Afinal... Talvez ela não fosse tão amada quanto desejava.
Sakura entrou em casa como um furacão, e sem nem um “Oi” aos tios, se trancou no quarto. Se os três fossem uma família normal, eles evidentemente se preocupariam com a moça, mas Sakura era tão temperamental que estavam acostumados a entradas daquele tipo. E como sabiam que ela devia estar com Sasuke naquele momento, fizeram questão de não perguntar o que havia acontecido. Porque se Sak já era nervosinha com qualquer assunto, quando se tratava do seu precioso Sasuke, então... Aí sim, ela era completamente irracional.
Jogou a bolsa sobre a cama e fechou as janelas do quarto. Sabia que cedo ou tarde, ele apareceria para se desculpar, mas ela não queria saber de desculpas. Não no momento. E depois de apagar todas as luzes do cômodo, tirar os sapatos e jogar o relógio para longe, se enfiou entre a escrivaninha e a parede, encolhida, e tapou os ouvidos.
E ali, isolada de tudo e de todos, lembrou-se de um passado não tão distante... Um passado de dois ou três anos atrás, que mesmo que ela quisesse, não podia apagar de sua vida.
Um passado amargo onde ela, uma pobre garota apaixonada pelo mesmo alvo de sua melhor amiga, confusa com a morte dos seus pais, com a acolhedora presença dos tios e com a torturante rivalidade imposta pela mesma garota que a apresentou para o mundo, aceitara uma confissão sincera de um garoto até então extremamente bondoso, um rapaz acolhedor e caloroso, que era tudo o que ela precisava... Mas não quem ela precisava. E ainda assim, com uma impensada atitude inconsequente, ela o aceitou, sem sequer imaginar as terríveis consequências que causaria na cabeça do mais velho filho dos Uzumaki.
Notas finais
A maior parte dos leitores quer saber qual é o temível passado do Naruto... Bem, eu não iria contá-lo até a chegada da "vilã" da história, mas achei um jeito útil e legal de mostrar uma parte dele pra vocês.
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SIIM. Naruto e Sakura já saíram. D: Me dói fazer isso, NaruSaku... Mas enfim.
Vocês vão entender tudo no próximo capítulo, que será titulado "Memórias". :)
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Dúvidas, críticas, sugestões? São sempre bem vindas!:D
Obrigada por lerem, espero que tenham gostado...:D
E me desejem uma boa prova amanhã!
Bye bye, até semana que vem! Beijo da tia Candy! o
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