Quatro Doses

4 Viagem, vinho e uma dose de amor


Uma semana se passou, e já estava tudo pronto. Fiz muitas horas extras no trabalho e conseguiria viajar com Shikamaru. Eu nem estava acreditando que tudo aquilo estava acontecendo. As coisas com ele eram sempre fáceis, simples e divertidas. Eu não imaginava que teríamos essa sintonia e nem que nossas vidas se cruzariam assim tão facilmente, parece que tudo já estava predestinado para nós.

Eu estava em casa, olhando sem parar para o celular esperando alguma mensagem de Shikamaru. Minha mala estava feita, eu estava arrumada e maquiada, queria que nossa viagem fosse a melhor de todas, eu estava mais do que ansiosa. Finalmente Shikamaru me manda mensagem.

“Estou no seu portão! ”

Me despedi de meus irmãos e fui rapidamente de encontro com Shikamaru. Coloquei minha mala de viagem no porta malas do carro dele e finalmente pé na estrada.

Demoramos algumas horas para chegar e no carro conversamos sobre nossos amigos, trabalho e como seria nossa viagem em si. Shikamaru começou a me explicar sobre os dias da viagem:

— Bom, ficaremos três noites e três dias, eu tenho que visitar alguns clientes, e tenho um jantar chique de negócios, só peço que me acompanhe neste dia, nos outros, eu pretendo ir logo pela manhã visitar os clientes. – Disse ele olhando sempre para a estrada. – O chalé que a empresa alugou é em uma pousada bem legal, então pode ter certeza que tédio você não terá. Mas também não ficarei o dia todo trabalhando, será bem tranquilo.

— Certo! Estou ansiosa, de verdade. – Eu falei com o coração palpitando de nervosismo, não sei como isso saiu da minha boca.

Começou a tocar uma música que eu adoro no carro e comecei a cantar deixando o ambiente descontraído. Depois de duas horas de estrada, chegamos na pousada e fiquei encantada. A entrada era grande, uma portaria cheia de câmeras, demos nossos documentos, fizeram nossos cadastros e o do carro. Nos deram um crachá para colocar pendurado no retrovisor e nos pediram para sempre andar com os nossos documentos, pois todas as vezes que saíssemos da pousada e entrássemos novamente, teríamos que nos identificar.

O nosso chalé era lindo, todo de madeira, o quarto era nem muito grande e nem muito pequeno, tinha um gaveteiro para desfazermos as malas, uma boa cama com lençóis brancos e travesseiros fofinhos e uma TV na parede. Tinha um banheiro dentro do quarto, impecavelmente branco, não tinha uma banheira, mas era lindo. A sala era também toda de madeira, tinha uma boa TV com muitos canais, um sofá cinza e macio, havia uma lareira pequena e um tapete por quase toda a sala. A cozinha era pequena e nela havia uma geladeira pequena, quase um frigobar e estava bem abastecida, havia também uma mesa para dois, uma bancada que tinha um micro-ondas e uma pia. Era tudo bem simples, até porque a pousada tinha um lugar separado para as refeições como café-da-manhã, almoço e janta.

Chegamos por volta de meia-noite, mas havíamos comido na estrada, então Shikamaru abriu a geladeira e me perguntou:

— Olha só, tem vinho. – Puxou a garrafa da geladeira e me mostrou. – Vamos na sala? Quero acender aquela lareira. Tá bem frio aqui.

Fomo, então, acender a lareira, demoramos um pouco, mas Shikamaru sabia o que estava fazendo, ainda bem porque eu nunca tinha acendido. Eu abri o vinho e começamos a tomar no tapete em frente a lareira.

— Amanhã cedo você tem cliente? – Perguntei preocupada em vê-lo bebendo a essa hora.

— Amanhã será o jantar que lhe falei, então só teremos compromisso a noite mesmo, mas nos outros dias sim, todos pela manhã. – Shikamaru respondeu dando um gole no vinho.

Ficamos conversando sobre o quanto aquele lugar era aconchegante e o agradeci muito pelo convite.

— Você não faz ideia do quanto estou agradecia por ter me trago com você. – Disse vislumbrada com o lugar, e Shikamaru me olhava dando um sorriso de canto de boca.

Ele me olhava profundamente, até que me beijou. Segurou meu rosto com uma das mãos e me beijava docemente. As nossas línguas dançavam e o beijo tinha o gosto de vinho com cigarro. Era incrível o quanto eu gostava desse gosto.

Shikamaru pegou a minha taça e a dele, colocou sobre o chão de madeira e voltou a me beijar, mas dessa vez mais intensamente. Fez eu me deitar no tapete e beijava meu pescoço até o meu decote.

— Já esperamos demais, não acha? – Disse Shikamaru olhando para mim depois de ter me deixado completamente arrepiada e excitada com seus beijos. – Eu quero você!

Não respondi e o puxei para beija-lo. Shikamaru me beijava e apertava minha cintura, eu gemia baixo com cada aperto mais forte. Ele subia sua mão tirando a minha camisa, assim que conseguiu, beijou meu pescoço e apertava meu peito, em pouco tempo, já havia tirado meu sutiã e passava a sua língua por todo o meu seio. Massageava e chupava os bicos de meus seios. Era extremamente excitante. Eu gemia com tudo aquilo. Comecei a beijar seu pescoço e ele mesmo tirou sua camisa. Shikamaru tinha um corpo lindo, seus músculos eram bem desenhados, me excitava só em vê-lo. Deite-o no chão e abri sua calça, Shikamaru me olhou com os olhos arregalados. Tirei a calça dele junto com a cueca e vi seu pênis pela primeira vez. Peguei-o firme e bombeei algumas vezes, Shikamaru fechou os olhos e gemeu baixinho. Vi que ele ainda estava com os olhos fechados e coloquei minha boca em seu pênis.

— Nossa! – Shikamaru gemeu e segurou meus cabelos.

Eu o chupava, tentava colocar o máximo de seu pênis em minha boca, o lambia e o passava em meus lábios. Shikamaru gemia:

— Isso... oh, que delícia! Mas agora é minha vez.

Shikamaru me deitou de novo no tapete, tirou minha calça junto com a minha calcinha, rapidamente e foi logo chupando minha vagina, sem rodeios. Ele me lambia com uma vontade que me deixava mais e mais excitada. Chupava meu clitóris e colocava o dedo dentro de mim. Eu gemia cada vez mais alto, era delicioso tudo aquilo. Shikamaru me chupou até eu gozar.

Pegou a camisinha que estava em sua calça, parecia que ele já havia se precavido. Colocou-a e logo subiu em cima de mim. Me beijava muito, me apertava para me ver gemer por conta da dor. E então, colocou seu pênis dentro de mim. Shikamaru estocava devagar, eu beijava seu pescoço e gemia baixo.

Depois de alguns minutos nessa posição, Shikamaru diz:

— Vamos para o sofá?

Balancei a cabeça positivamente e me levantei, Shikamaru me pegou pela cintura e me deixou de costas para ele.

— Fica de costas para mim, se ajoelhe assim no sofá e se apoie no encosto. – Ele disse com uma voz rouca e próximo a minha orelha.

Eu o obedeci e senti Shikamaru vindo atrás de mim, entrando e me estocando, cada vez mais rápido. Ele estocava e massageava meus seios com uma das mãos e com a outra mexia novamente em meu clitóris.

— Se continuar assim, eu vou gozar de novo. – Avisei-o porque eu realmente iria, a qualquer momento.

— Vamos gozar juntos então? – Ele perguntou e eu afirmei gemendo.

Shikamaru, então, estocava cada vez mais forte e mais rápido, eu gemia muito. Senti ele se derramando sobre mim. Nossos corpos se estremeciam assim que finalmente gozamos.

Foi a primeira vez que fizemos algo, e já foi tão intenso. Nunca imaginaria que uma ida ao mercado em um dia chuvoso, fosse ir tão longe assim. Eu tentava me fazer de durona, mas todo mundo dizia que eu estava diferente, talvez apaixonada.

Enquanto eu pensava em tudo, Shikamaru que agora estava ao meu lado no tapete, olha para mim e põe a mão em meu rosto me puxando para perto dele e me beija carinhosamente. Me traz para próximo dele fazendo com que eu encoste meu rosto em seu peito. E por ali adormeço.

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No meio da madrugada percebo que Shikamaru estava na cozinha, mas não vou até lá para saber o que ele faz. Olho para o relógio e percebo que são 5 da manhã. Shikamaru volta para a sala com duas taças de vinho e estava vestido só com a sua calça. Viu que eu havia acordado também, sentou-se ao meu lado e me deu uma das taças.

— Te acordei com o barulho, né? – Ele me perguntou brindando a taça comigo.

— Não tem problema. – Respondi dando um gole.

— Fiz de propósito, eu preciso te falar logo, mas não sei como. – Ele dizia e coçava sua nuca. – Enquanto você dormia eu tentei pensar em milhares jeitos e formas para falar isso, mas não consegui, eu já estava ficando nervoso e não conseguia dormir. Eu nunca tive insônia na vida, olha o que você faz comigo. – Deu um sorriso de lado, me encarando.

— Eu? .... Como assim, não estou entendendo nada. – Já estava afoita com aquele mistério.

Shikamaru deixou sua taça no chão de madeira e pegou em uma de minhas mãos.

— Temari! Você quer namorar comigo? – Shikamaru me disse isso olhando intensamente em meus olhos, eu paralisei, não sabia se sentia frio na barriga ou um calor enorme em meu peito. Será que era isso? Será que ele também sentia aquela boa sensação que eu sinto? Será que ele também sente todo esse carinho que eu também sinto? Eram tantas perguntas, mas nenhuma delas eu iria saber a resposta se não tentasse porque certamente ele não saberia responder e obviamente que eu também não saberia me expressar. Tudo ocorreu tão simples conosco.

Então eu sorri a ele, estava extremamente alegre com tudo o que estava acontecendo e com o homem que eu conheci, porque não tentar? Não me lembro a última vez que me senti tão à vontade com qualquer outro homem.

— Você tem certeza que não acha problemático demais tudo isso? – Perguntei a ele sorrindo.

— Acho sim. – Ele afirmava olhando para o lado. – Mas parece que eu me dei muito bem com esse problema.

Comecei a rir baixinho e Shikamaru me perguntou:

— O que foi? Você ainda não me respondeu. – Ele disse rindo também.

— Eu aceito com uma condição. – Respondi a ele e levantei uma de minhas sobrancelhas. Shikamaru me olhava desconfiado e eu continuei. – Aceito se você for sempre assim comigo.

— Só sei ser assim! – Shikamaru me beijou, entrelaçava sua língua a minha. Tirou a taça de minha mão e me levantou, começamos a nos beijar em pé. Ele me beijava com muita vontade, apertava a minha cintura e me trazia contra ele, eu o sentia duro.

Então, de surpresa, Shikamaru me pega no colo.

— O que você tá fazendo? – Disse assustada.

— Vamos para cama!

FIM!

Notas finais
Espero que tenham gostado pessoal ♥ Essa foi a minha primeira história de universo paralelo! Obrigada a todos pelo carinho e apoio
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!