Quase sem querer
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Notas iniciais
gente to passando mega rapido pea postar, nem nome pro capitulo eu dei, nao to em casa. quando chegar e puder arrumo td, to pelo cel.
Alguns dias depois.
– K! Karina! – Que foi? – Vai ter um luau hoje à noite, deixaram a gente ir – Sophia disse afobada – Sério? Hãm, que legal – Tentei fingir interesse mas acho que não funcionou muito bem– Qual é, K?! – O quê foi? – Perguntei – Vim aqui toda animada falar da festa e você ai com essa cara de cocô – Dei uma risada– Eu só não to muito disposta hoje, só isso.– Nem hoje, nem ontem. Faz dois dias que você tá nessa indisposição toda, credo garota! O quê deu em você? Chama-se gravidez.– Não sei... Mas ok, nós vamos nesse luau e vamos nos divertir – Tentei dar meu melhor sorriso– Hum, ótimo! – Ela disse e a porta do quarto foi aberta, revelando a silhueta de Pedro.– Oi Sky, oi Esquentadinha – Falou e me deu um selinho assim que chegou até nós. – Ai que lindinhos! – Eu e Pedro rimos – Um de vocês ainda vai me contar toda essa história. – Numa outra oportunidade, Sky. Agora vim chamar vocês porque temos uma reunião de ultima hora. Bufei. Hoje é sexta, domingo de manhã nós vamos voar de volta para o Brasil. Os dias que sucederam-se após a noite da boate fizeram a viajem tornar-se mais divertida. Fora bem cômico no dia seguinte explicar toda a situação para Lucas, Sophia e o coitado do Caleb que ainda está com um hematoma na cara. Já liguei para a minha médica marcando uma consulta logo para a segunda feira no meu horário de almoço. Eu tinha mais um mês pra ficar na agência, era o prazo que eu teria de cumprir porcausa da aposta que fiz com Pedro.Fiz um pequeno esforço pra levantar, calcei o par de vans que estava na beirada da cama e saí do quarto com os dois, pegamos o elevador até o segundo andar onde está localizada a sala onde são feitas as nossas pequenas reuniões pouco necessárias. Esta durou cerca de uns quarenta minutos. Assim que acabamos, abri o rolo de câmera do celular e cliquei na foto que eu tinha tirado do cronograma, verificando o horário e certificando-me de que a partir dali estaríamos livres. – Ô Pê, não deixa a sua Esquentadinha dar o bolo porque eu to quase sentindo que isso vai acontecer – Sophia começou a falar– Dar o bolo pelo quê? – Ele estava aparentemente confuso e eu revirei os olhos. Lesado.– Pode ficar tranquila, eu vou.– Vai onde? – Perguntou Pedro em uma só voz com Lucas. Oh não, mais um lerdo.– Eu já falei pra vocês dois que hoje a noite vai rolar um luau naquela praia que eu nao sei o nome, e nós vamos. – Decretou a morena.– Okay. Que horas vai ser? – Começa às 18h. E nós vamos nos encontrar na frente do hotel quinze minutos antes, o Caleb vai nos levar lá. – Assim que ouvi o nome de Caleb percebi o guitarrista ficar carrancudo e eu apenas ri. – Bom, acho melhor nós já irmos dando um jeito na vida – Foi a vez de Lucas falar, logo depois de olhar seu relógio de pulso. Entramos os quatro novamente na caixa metálica e subimos até nosso andar. Já no quarto, Pedro começou um diálogo. – Karina– Sim? – Daqui dois dias nós voltamos e não temos nada decidido ainda – Não? – Arqueei uma das sobrancelhas– Eu digo em relação aos nossos pais. Acho que devemos contar. – Não tenho tanta certeza disso – Ajeitei meu corpo na cabeceira da cama e ele sentou-se ao meu lado. – Por quê não? – Eu meio que tô com medo– O quê? Karina Assassina Duarte está com medo?! – Ele fez uma cara engraçada que fora impossivel não rir.– O quê? Pedro Mocinha Ramos não está com medo? – Boba – Deu uma risada gostosa. – Temos que encarar a realidade K, e o quanto antes melhor. Além de que, por mais que você esteja com quase três meses e sua barriga não deu uma notória grandiosa, daqui a pouco não vai ser mais assim e será pior ainda pra explicar. – Até que cê tem razão – Embaixo da cabeleira tem um cérebro – Ele deu uma piscadela. – Tô vendo nenhuma cabeleira aí – Tô pensando em deixar crescer daquele tamanho de novo, o quê acha? – Fez uma pose que me deu dor de tanto que eu ri– Já te falaram que você é idiota? – Perguntei-o depois de recuperar o fôlego– Uma mulher vive me dizendo isso – Ah é, é? – Entrei na brincadeira– Sim, senhora – Ele assentiu com a cabeça– E como ela é? – Ah... Ela é linda, tem os olhinhos da cor do céu. Quando ela sorri de lado, eles quase se fecham. Os cabelos dela são do mais puro ouro. Ela tem o dom de me fazer sorrir. Sabe, até quando ela me bate ela me faz sorrir. Até quando ela me xinga ela me faz sorrir. Há muito, muito tempo ela é a minha musa inspiradora – Conforme ele ia dizendo, aproximava-se cada vez mais de mim. – Ela também gosta muito de suco de mamão com laranja. – E de laranja com mamão – Falei ainda sorrindo feito uma boba. Estávamos à milímetros de distância um do outro – Isso aí – Sua voz rouca sussurrou e logo em seguida seus lábios quentes e macios foram colados aos meus. [...]Assim que terminei de passar o batom nude, olhei-me através do espelho, aprovando minha aparência.
– Tá pronta? – Pedro colocou a cabeça pra dentro do banheiro.– Tô. Vamos? – Deu passagem a mim e eu quase engasguei quando o vi. O quê sempre acontecia, convenhamos. E depois desses anos ficou quatro vezes pior. Acho que com essa história de gravidez e hormonios à flor da pele esteja sei lá, umas doze vezes. Ele estava usando uma camisa jeans um tanto quanto apertada e com dois botões abertos e uma calça cenoura vinho. Engoli em seco ignorando o calor que tomara conta do meu corpo e fiz pouco caso da situação soltando um "até que você ta bonitinho" bem falsificado que com certeza ele percebera e riu se achando.Na praia o clima era ótimo, diversas pessoas se divertindo ao som de uma banda ao vivo cantando musicas locais. Aspirei a brisa do mar e relaxei. – Vem – Sophia logo saiu me arrastando sem dar-me chances de protesto. Paramos em frente à um balcão, ela fez seu pedido e eu pedi uma batida de maracujá sem álcool. Ela olhou-me decepcionada e eu soltei uma risadinha. – Algum problema você tem. – Sim, um grande trauma – Acabei falando– O quê? Como assim? – Perguntou interessada e confusa– Não costumo beber então sou meio vulnerável. Numa noite consegui ficar bêbada com três drinks e fiz a maior burrada da minha vida. Mas essa história fica pra outra ocasião. – Ah não, K! Fiquei curiosa agora, me conta vai – Mordisquei o lábio inferior rindo.– Tá muito barulho aqui, nem da pra conversar direito. Ela gargalhou, porque de fato, não estava tão barulhento assim. – Uma bebidinha só. E te deixo em paz, eu prometo. – Eu não posso, agora é sério. – Okay, é algum problema? – Talvez não seja um problema, mas... – Ela interrompeu-me– Tudo bem. – O cara entregou nossos pedidos e eu suguei um pouco do conteúdo pelo canudinho. – Vamos dançar por favor. – Falei e ela concordou me seguindo até onde o pessoal estava dançando. Procurei Lucas e Pedro no meio da multidão mas com a minha estatura bem avantajada, não obtive muito sucesso. Desisti e comecei a dançar com Sophia ao som daquelas músicas que nós desconhecíamos. "Eai gatinha" Ouvi uma voz rouca sussurrar no meu ouvido e dois braços fortes envolveram minha cintura. Sorri automaticamente e senti três beijinhos estalados na minha bochecha. [...] – Que merda, Karina?! – Ele usava um tom irritado.– Cacete, já te falei trezentas vezes que eu não fiz nada! – Então como me explica isso? Puta merda, é perigoso! – E você acha que eu não sei? Não é atoa que não bebi nada, Pedro. – Oh sim, e você tá ai toda tonta e passando mal de tanto refrigerante.– Não quer acreditar em mim não acredita, não te devo satisfação.– Ah não? Cê tem certeza? – Deu ênfase a ultima palavra. "O quê tá acontecendo?" Lucas chegou junto com a amiga. – O quê aconteceu foi que essa maluca aí ta passando mal e tenho certeza que foi porque ela bebeu alguma coisa.– E qual o problema de ela ter bebido? – Lucas perguntou franzindo o cenho– Não, Pedro. Ela não bebeu. O tempo que estive com a Karina ela se recusou a qualquer tipo de bebida alcoólica. Só tomou batida e refrigerante. – Tem certeza? – Absoluta. – Falou convictaEle virou-se na minha direção e antes que ele dissesse algo falei:– Me erra – Dei as costas mas ele puxara-me pelo braço.– K, desculpa. – Qual a dificuldade de acreditar no que eu falo? Hein, Pedro? Até onde eu sei quem tem histórico de mentiraa aqui não sou eu.– DIABOS, KARINA! – Ele gritou perdendo a paciência. – O quê? Tô falando alguma mentira? – Será que dá pra parar de me acusar? – Ri sarcástica e mordi meu lábio inferior.– Acusar? Mil perdões, cabeludinho – A ironia ia escorrendo de cada palavra – Mas quem está acusando aqui é você não eu. – E você fica jogando na minha cara um erro que eu cometi e que me arrependo e me culpo por ele todos os dias da minha vida. Acha que eu gosto disso? – Seus olhos vacilaram e eu quase me arrependi do que disse, mas minha revolta era maior e com razão. – E você? Acha que eu me gosto de quando acredita em terceiros e não em mim? O meu erro foi ter acreditado em você, e o seu ta sendo não acreditar em mim. – Despejei e saí de lá segurando o choro.Eu não vou chorar por ele de novo. Não vou. De longe avistei Caleb e fui até ele.
Notas finais
ta bem grandinho hein? felicidade de perina shipper dura pouco? veremos, hahaha espero que tenham gostado! Beijinhos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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