Quase Sem Querer
32 Traços
Notas iniciais
Nos vemos lá em baixo.
Boa leitura, espero que gostem.
Minhas mãos tremiam. Tremiam tanto que eu tive que me apoiar na pia do banheiro para tentar enxergar o que eu tinha em mãos. Dois traçinhos, era o que dizia a embalagem.
Seriam precisos dois.
Mas eu tremia. Minha visão estava turva e ao invés disso, na minha frente apareciam 6 traçinhos.
Engoli em seco. Fechei os olhos novamente.
E se aquilo não fosse o certo? E se estávamos indo rápido demais?
Então eu voltei a abrir os olhos. Segurei com as duas mãos firmes.
Dois traçinhos.
Eram nítidos dois traços.
Rasguei outra caixa e decidi conferir mais uma vez. Depois de algum tempo, aqueles benditos dois traçinhos vieram.
E agora? Como eu daria notícia a ele?
Destranquei a porta do banheiro ainda trêmula.
Lá estava ele, com as mãos segurando a cabeça e os cotovelos apoiados nos joelhos, parecia distante até que notou minha presença de volta ao quarto.
–E então? – Ele levantou da cama com um pulo, olhando-me entre ansioso e nervoso. Estendi em sua direção o exame de gravidez e ele teve que segurar nas mãos para poder vê-lo direito. – Dois traços? Não era para ser azul ou outra cor? O que quer dizer?
–Isso... – respirei fundo, minha voz soava tão diferente – Isso significa positivo.
–Certeza? – quase pude ouvir seu coração acelerado e sua fisionomia em choque.
–Absoluta.
Então eu senti os braços de Diego ao meu redor. Seu caloroso abraço.
–Eu vou ser pai. – A voz tão baixa, como se ele estivesse mais dizendo para si mesmo.
Eu sentei em nossa cama de casal. Fitando com cuidado a fotografia que tinha na cabeceira da cama, uma foto nossa em uma das cabines do London Eye na Inglaterra, onde passamos nossa lua de mel.
Imaginando que aquela realmente fosse a próxima fase. Ter um filho. Ser responsável por uma miúda criaturinha. Apesar de Diego ter começado a se estabilizar no escritório do meu pai (as coisas não são como planejamos no passado, caro presente). Estar longe dos pais, uma boa distância entre nossas cidades natais, trouxe algumas consequências não tão boas e isso abalou um tanto quanto as estruturas de nosso relacionamento.
Ele não tinha um trabalho luxuoso, na verdade se resumia basicamente em estar colado ao meu pai desde organizando a papelada dos documentos da empresa de advocacia a acompanhá-lo nos tribunais, mas nós dois tínhamos a certeza que seria algo temporário, até porque ele estava correndo atrás e estudando de noite para garantir seu diploma ou como gostávamos de batizar “carta de alforria”.
Eu estava bem sendo redatora de uma pequena revista. O salário não era ‘ai meu Deus vou parar de trabalhar durante uns 3 meses e só dormir’ mas era algo mais para ‘não vou morrer até o final do mês’.
–Como serão os nomes? – Diego quase me fez tomar um susto de cair da cama, ambos estávamos absortos.
–Já está pensando nos nomes?
–Só temos 9 meses.
–Ou 8. – Falei meio em dúvida.
–Se for menina... Será Madalleine, em homenagem a minha avó. – Torci o nariz mais deixei quieto, ainda tinha 8 meses para poder convencê-lo que nossa filha poderia sofrer bullying na escola e querer sair de casa antes dos 18 por causa disso. – E se for menino...
Diego deveria ser como os “mocinhos” geralmente são, ele deveria ser aquele cara que todas queriam ter por perto, mas ele não estava nem perto de ser aquilo, ele tinha uma coleção de defeitos que eu poderia listá-los e ainda não caberia em todos os dedos (contando os dos pés) e a verdade era que eu também colecionava um bocado. Eu estava longe de fazer o papel da mocinha perfeitamente delicada e todas essas características semelhantes delas, quiçá ser a “mocinha”. E talvez por isso eu gostasse tanto dele e gostasse tanto daqueles olhos azuis e além do mais, eu aceitasse tão bem aqueles defeitos gigantescos.
Eu diria que estaria realmente cometendo o maior erro da minha vida quando cedi o pedido da minha melhor amiga, há algum tempo atrás para servir de criado-mudo em sua viagem em família. Eu estava cometendo um erro e tanto. Mas o melhor erro da minha vida.
Respirei fundo e num meio sorriso de dúvida movimentei os lábios.
–Será Marcel. – Completei, decidida.
–Hey você está chorando? – ele se certificou, alarmado.
–Sã-são... os hormônios, tá legal?
Ele sorriu e me abraçou por trás, de um modo que suas mãos entrelaçassem minha cintura. Acho que isso era um consentimento.
–Podemos chamar a Ivy* para comemorar? – Ele perguntou, feito criança. E eu ri concordando. Então ele assobiou e segundos depois, passadas bruscas vieram do corredor e então um labrador misturado com Golden Retriever se jogou na nossa cama recém-forrada. Ivy era da união de Dougie com sua ex-vizinha, digamos assim.
Seu rabo em formato de lontra chicoteou por todos os lados até que com o focinho abrisse o caminho entre nós dois e se acomodasse ali, agachada e de orelhas atentas.
–Quando vamos dar a notícia para o pessoal? – Ele perguntou meio ansioso.
–Podemos chamar pelo Dougie e então ele entregaria o recado amarrado na coleira.
–Um ótimo plano – ele revirou os olhos. – Mais tarde vamos para o outro lado – assim ele chamava a casa da sua prima ou minha melhor amiga ou simplesmente nossa vizinha.
–Certo.
Ivy estava mordendo meus dedos enquanto com a pata golpeava a mão irritantemente brincalhona de Diego. Eu ria baixinho da cena.
–Então... – ele começou, brinquei com seus cabelos, bagunçando-os só um pouquinho a mais. – Continua sendo o destino?
Eu ri baixo, ele bagunçou meus cabelos também e logo em seguida colou nossas testas. Seus olhos azuis nos meus. Um suspiro baixo escapou de meus lábios. Estávamos longe de viver num “felizes para sempre” ou de ser o casal perfeito. Havia momentos que eu revivia tudo em minha mente e me perguntava se tinha feito o certo, se tudo aquilo seria o melhor para mim. E vinha esses momentos, justamente esses que mostravam que nada poderia ser melhor como aquilo. Nenhum caminho.
Então eu o corrigir num tom brincalhão e nostálgico:
–Alguns chamam de destino, eu prefiro chamar de quase sem querer.
Notas finais
Eu estive em alguns momentos de querer arrancar os cabelos nos últimos tempos, problemas meus. Dai eu chegava aqui, um refúgio só meu e vocês pareciam acomodá-lo para mim de melhor maneira possível.
Comentou, recomendou e ainda por cima gosta dos desafios é a JessicaMoraes. Ela recomendou primeiro e depois me deixou mega feliz com cada comentário (acena JuliaTenorio). Descobri até que tenho uma irmã GEMA andando por ai né Adriana Morais? As novatas que também são top TOPSECRET. CACILDA a AnaMartins que quase fez prometer que leria mais 4 fic assim. A ameblifls_smart ou Amie para as íntimas ~beijos~ que marcou presença aqui 'o q mais gostou no capítulo?' TUDO 'e o que precisa melhorar?' NADA, brigada Amie. A Allison que está comigo desde o primeiro capítulo e que não desistiu até o último. E a Nathalia DOS OLHOS AZUIS KKKKKKKK que me fez comentários gigantescos, me fez rolar de rir e ainda caiu na minha macumba. A BelleDiniz que parou um dia pra comentar dai comenta até hoje :3,a LUU Amorim que eu adoro cada comentário, sério, fico até triste quando passo um capítulo e não tem comentário dela. Sonhadora00 ou simplesmente SOH que se esforça pra escrever cada comentário e ainda diz que não tem tanta criatividade e eu adoro.
Tem algumas meninas que não comentaram no capítulo anterior mas que também comentam. Tipo a Isa ou iMitch que chama o cachorro Golden do primo de Dougie kkkk ou a Leti Mathias que escreve muitos comentários que faz parar para analisar e admirar. A lik e a EspelhoDoZayn também e... SE EU ESQUECI SEU NOME PODE VIR AQUI ME DA PUXÃO DE ORELHA QUE EU AGRADEÇO NA RESPOSTA DO REVIEW.
Enfim, talvez vocês ainda vejam meu nome por ai, a DaniiBrito me convidou para escrever uma história, até que minhas aulas comecem, mas promete tá gente? kkkk Fazendo propaganda aqui.
E eu não iria esquecer de você Lana, eu sei que você tá procurando seu nome.
VOCÊS NÃO TEM NOÇÃO DO QUANTO EU SOU GRATA A ESSA IDIOTA METIDA A DIVA. Que pode ser uma nova leitora dessa história, mas que é uma VELHA-PRA-CARAMBA leitora das minhas histórias. Então essa história é meio que sua também Lana. Obrigada por tudo, metida a leoa; Pai, mãe e Xuxa. AMO VOCÊS!
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Essa história foi escrita por mim e metade feita por vocês.
Ou bem... Isso foi o que vocês fizeram sem querer. QUASE sem querer.
Selo de aprovação de tosquisse da Loly Vieira.
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