Quase Sem Querer
25 Capítulo 25 - Querida... Cheguei!
–Para com isso Diego! — eu sorri boba, ele afastou a mecha que cobria meu rosto. Fitando-o cuidadosamente, senti corar.
–Porque você ainda duvida que eu consiga viver sem você?
E bem, foi assim que eu notei que estava pensando alto demais. Diego nunca me diria algo disso. Sim, por que se você apertar o CRTL + F nessa história toda você não vai achar um que seja, nem unzinho “eu te amo” ou suas derivações. Eu não era assim, eu não digo coisas assim, não tão rápido, não tão natural ou sem ser pensado minuciosamente ou ser sentido de tal forma. E ele parecia ser do tipo que não dizia isso... Nunca. Bem, talvez ele dissesse para a mãe... Mas isso com certeza eu não iria saber.
O pouco tempo que eu estive lá, eu pude notar que ele tratava todos bem, não do tipo “Ah, noite passada eu passei fazendo plantão no hospital público para ajudar os mais necessitados, só para ajudar” mas uma educação do tipo “eu posso ajudar com isso, fique tranquilo” e então segurava Laura no colo como um pai de 1º viagem.
–Diego é sua vez — eu rolei na cama. Só para vê-lo abrir os olhos e me fitar sonolentamente.
–Tudo bem — ele bocejava. Sentava-se na cama de casal, usando só a bermuda folgada e velha que o deixava ainda mais lindo. Seguia até o quarto ao lado e o choro cessava. Logo depois eu via a luz do corredor ser acesa e ele seguir até a cozinha com o pequeno embrulho nas mãos, cantarolando com a voz rouca e meio fora do ritmo uma canção de ninar. E eu quase podia visualizá-lo confessar o quanto amava a criaturinha que tinha nas mãos.
–Você está tão calada...
Balancei a cabeça. Eu tinha que parar com isso.
–Só estou pensando — sorri de lado.
– Tem certeza que quer voltar para a casa da sua mãe?
–Absoluta.
Ele se calou. O sinal abriu e então ele prosseguiu. Eu tinha lido em algum lugar que a vida é cheia de caminhos e por mais esburacados que alguns deles sejam talvez sejam eles que nos levem aos melhores lugares da vida.
Eu não era tão inocente ao ponto de acreditar que tal caminho me levaria a o País das Maravilhas, longe disso. Meu nome nunca foi Alice e nem tenho um amigo coelho falante.
Nessa história só deu para caber um cachorro louco.
–Eu adoro essa música — preenchi o vazio, aumentando o volume.
–Pelo menos bom gosto com uma banda. — O olhei meio torto, mas decidi ignorar seu comentário em partes.
–Legião Urbana não é uma simples banda.
–Um clássico. — Balancei a cabeça em consentimento.
–Marina – ela falou, como se já esperasse. Assim, nada de “O que você está fazendo aqui e não está no ar daquele lugar fantástico, na piscina do hotel maravilhoso e porque parece branca? Eu queria te ver vermelha!”. Ela sorriu, olhou pelos meus ombros e aí se ela se assustou. – Olá... Matthew. Gostaria de entrar, querido?
–Não... Eu – tossiu. Eu sabia muito bem o que ele estava prestes a fazer. – Eu tenho um compromisso agora.
–Tudo bem – ela respondeu. Ele me entregou a mala que estava no carro. – Você pode vir mais vezes – incentivou minha mãe, sempre com o ar maternal – Para conversar com a Mah, não é?
Minha mãe classifica minha lista de amigos como “Gabriela” e acha isso “inacreditável” vindo de “uma garota adorável” como eu, palavras dela.
Ele assentiu com a cabeça, sorrindo como se quisesse mostrar que viria.
–Eu já vou indo.
–Espera – pedi, abraçando-o, enlaçando seu pescoço. – Obrigada.
–Estava em dívida como irmão mais velho.
–Boa sorte hoje.
–Obrigado.
–Lembre de dizer o discurso. E espere ela parar de chorar e dizer o “sim”.
Ele gargalhou e assentiu. Seu pé batia nervoso no chão, eu ri também.
–Tchau.
Ele acenou e seguiu até o restaurante no centro de uma praça onde tinha encontrado pela primeira vez aquela que pediria em casamento hoje. E 2 horas depois ele esperava ela enxugar as lágrimas, que borravam sua maquiagem, ele sorria como se esperasse calmamente mas na verdade tinha o coração na garganta. E exatamente 2 horas e 6 minutos depois ela o olha nos olhos o puxa para um abraço onde afunda seu rosto em seu ombro e murmura o tão esperando “sim”.
Minha mãe preparou um café preto. Mesmo sabendo que eu raramente tomava daquele líquido. Julgou que esse seria um desses meus momentos raros.
Então encheu minha xícara até a metade e depois colocou um pouco de leite, umas colheres de açúcar e colocou a minha xícara favorita, que minha tia tinha trazido da Inglaterra para mim, bem na frente dos meus braços. Sabendo que aquela xícara me alegrava de qualquer forma, porque eu gritei durante 14 minutos consecutivos pela casa porque minha xícara era em formato dos famosos ônibus vermelhos. Até que meu amado irmão caçula me empurrou gentilmente da escada.
Sim, passava Senhora do Destino na época, e ele estava em um daqueles momentos “não sou filho de vocês, só posso ser da Nazaré Tedesco”.
Minha mãe, assim como eu, não fazia do estilo “Olá, sou sexymamente calada. Sou misteriosa assim. Os homens me adoram”. Muito pelo contrário, tagarelava pelos cotovelos, calos dos dedos, pelos cantos da unha, a ferida no joelho... Bem, um pouco mais que eu, ela adorava falar. Dizia que era um de seus desabafos. E assim falava sobre qualquer coisa, quando digo qualquer coisa é sobre tudo mesmo.
E também era dinâmica nos assuntos. Como das vezes que via um cachorro na rua e confessava em tom baixo que também gostaria de ter um daqueles algum dia, interrompendo a si mesma sobre o assunto do filho da sua amiga que estava com um tumor no cérebro.
Era um jeito um tanto quanto esquisito mas ele me fazia bem. E era ela quem eu procurava um consolo no fim das contas. Porque pode se passar anos, pode ter acontecido uma 3º guerra mundial, os carros já podem estar (finalmente) voando, mas, no quase final, você sempre vai querer voltar para o aconchego da sua casa. E sortudo será se você ainda puder ter a chance de voltar para o colo da sua mãe.
Então foi por isso que eu comecei a contar a história toda. Lógico que editando em algumas partes, meio... Vergonhosas de compartilhar com sua mãe.
–Quer saber o que eu acho? – Beberiquei do café, fazendo uma careta depois.
–O quê?
–Primeiro, eu acho que você deveria ter me contado tudo muito antes.
Eu ri baixinho, imaginando que fosse aquilo.
–Segundo, eu acho que você deveria tomar atitudes mais pensadas e não por impulso. – Apoiou as duas mãos na mesa, me fitou com os olhos cuidadosos. – É o que eu acho. Terceiro, o que você tem pra falar com a Gabi, você fala com a Gabi e não com Diogo.
–Diego.
–Tanto faz. E além do que, era você que vivia repetindo para a Gabriela que “amizade nenhuma se troca por romance, porque ele passa e a amizade continua”. – Ela sabia de cor, droga.
–Mas...
–Me deixa terminar – ordenou e eu abaixei a cabeça. Sei lá, vai ver ela pega o cinturão, como ameaçava quando eu era menor. – Vocês duas tem uma amizade linda. Você espera que ela fale alguma coisa, eu sei que sim, mas você tem que dar uma chance para que ela fale. – Respirou fundo para recuperar o ar – As pessoas uma hora se cansam de correr atrás, Marina. Aproveite que ainda existe alguém correndo atrás de você. Porque vai ter uma hora que você vai olhar pra trás e nem sua sombra estará lá, bem... só eu.
Notas finais
BelleDiniz, allison, Luu Amorim e iMitch.
Entre essas, a do pior mico, numa banca examinadora onde possuía: Eu, minha sombra, minha alma e o tamanho da risada.O que foi muito difícil pq tinha uns realmente que me dava aquele sentimento de vergonha alheia só de me imaginar AUSHUASH
O pior mico foi Adriana Morais.
"Em um dia -quase comum- a prof de história chegou na sala dizendo q iria fazer uma gincana... cada pessoa iria pegar um papel e nele tinha o q a pessoa iria fazer... eu peguei: cante, para uma pessoa da sala... Eu super encabulada fui pensar uma música e o mais importante, uma pessoa... Eu virei para minha melhor amiga e começei a cantar: "agente briga, agente chora, mas agente se ama..."♫♪ só até ai... mas o povo da minha sala começou... "dps na cama fika tudo bem"♫♪ sabe o q é passar quase uma semana ouvindo uma linda música dessa e ser zuada? Pois é! Povo mal!"
Desafio de hoje: Como seria seu nome caso desse a louca em seus pais e eles decidissem fazer aquela mistureba com os nomes?
Exemplo comigo: Maurício + Margarida.
Maurida.
AI QUE BELEZURA EU SERIA. 9 meses de espera, só para lembrar.
Enfim, comentem. Por favor. Estou demorando a postar porque SAPÇLMSPNAINEAPINSDKNALSKNWPADN <
Então que tal vocês me animarem um bocadinho? Estou realmente precisando.
Fale com o autor