Quase Sem Querer

13 Capítulo 13 - Get The Party Started


Minhas pernas tremiam no banco de trás. Gabi havia contestado que seu vestido iria amassar inteiro e sobrou pra minha pessoa ter que ficar exprimida feito um atum na caixa.

No som tocava o clássico Blink e eu fiquei grata por isso, não conseguindo engolir a exclamação de felicidade. O que me fez ganhar uma olhadela bem estranha pelo retrovisor de Diego.

Mas eu o ignorei da mesma forma que ele praticamente vinha fazendo comigo. Ok, costumam dizer que eu sou dramática para certos assuntos, mas olhem pelo meu lado, é, olhem pelo lado bom da força: O que você pensaria no meu lugar?

Porque nós dois estávamos indo estranhamente... bem. É, bem se você, assim como eu, considera que abraços, beijos, carícias e palavras sussurradas no pé do ouvido, sejam ir bem. Porque eu considero, eu só não sabia se ele também considerava.

O tempo passava e Gabi tentava puxar assunto comigo, já que como ela havia me dito anteriormente, Diego estava longe de ser seu primo favorito, perguntei o por quê e ela me dissera de maneira curta que era implicâncias do passado. No carro, eu respondia, às vezes cantarolava, acompanhando o som do rádio ou apenas grudava a testa na janela, admirando a vista escura.

-Finalmente, finalmente — A loira já batia palminhas do banco da frente. Eu segurei o riso. O garoto acabava de estacionar o carro quando eu cambaleei para o lado de fora, nem tinha bebido e já parecia uma bêbada. Uma das mãos de Diego envolveu minha cintura para que eu não caísse, mas logo que notou que eu já estava estabilizada, ele tratou de se afastar.

Eu suspirei. Tinha prometido pra mim mesma que nenhum homem me faria sentir assim, do modo que ele me fazia sentir. Mas ali, agora, eu já não conseguia controlar mais. Diego me enlouquecia.

Palmas e risos, auditório.

-É permitido menor de idade no pub? — arqueei uma sobrancelha na direção da loira que já se remexia ao som da música gritante.

-Não — ela respondeu rindo.

-E como é que vamos entrar? — eu gritei.

-Relaxa Mah — e ela me puxou para o começo da fila, digo, praticando a arte de furar filas. — Oi moço — falou com a voz maliciosa para o homem que coordenava a entrada.

-Começo da fila — ele respondeu seco.

Gabi riu baixinho, roçando sua mão na dele, suavemente. Mordendo o lábio.

-Mas eu tenho entrada VIP.

Oi? Cadê o Diego, mesmo? Olhei em volta, desesperada. Nada.

O moreno alto, bonito e sensual (8). Brincadeira. O homem estendeu a palma da mão na direção da loira, mas nem sequer olhava em seus olhos direito.

E surpreendentemente Gabi espalmou sua mão, tirando-a delicadamente e deixando dois bilhetes para baixo. Ela sorriu, enquanto retirava uma das cordinhas para nos dar passagem. A loira jogou o cabelo para trás e mandou um beijinho.

-Agora corre — ela cochichou para mim. Já andando rápido em disparada para o meio das pessoas.

Eu arregalei os olhos e não andei de forma rápida, como Gabi fazia, foi estilo “PERNAS PRA QUE TE QUIERO” mesmo. E deu que eu já estava perto de um bar quanto Gabi me puxa pelo punho, rindo loucamente.

-Sua loca, besta, idiota — eu batia em seu ombro, com raiva. — Aquilo não era entradas VIPs eram?

-Só se você considera tíquete de 10% de desconto numa pizzaria entradas VIPS.

Eu arregalei os olhos, encarando para o lugar de onde tinha vindo se o homem não iria nos perseguir.

-Meu Deus!

-Relaxa, Mahzinha — Gabi riu, pedindo pro barmen um tipo de coquetel que sinceramente eu não fazia idéia do nome. — Não seremos as únicas penetras daqui, acredite. — Gargalhou ainda mais, jogando pra mim um panfleto qualquer. — Aqui ó, tem desconto até pra táxi.

Eu respirei fundo, ignorando o panfleto na bolsa de mão que ela tinha me obrigado a usar.

-Agora vem, bebe um pouco e seja feliz — ela ergueu o copo pra cima e bebeu. Sorrindo e já movimentando os quadris no ritmo da música eletrônica. Aquilo me dava nos nervos. Será que Diego tinha usado a mesma estratégia que nós? Tíquetes de desconto em pizzarias?

-Cadê o Diego? — gritei para ela, que já parecia uma surda.

-Esquece dele, Mah. Tem mais uns 100 homens aqui — ela sorriu e me entregou seu copo pela metade. — Eu vou dançar.

E saiu pela pista de dança, me deixando sozinha naquela cadeira, com um barmen me olhando esquisito e com um coquetel com muita vodka.

Notas finais
Quem ai já dançou essa música da P!ink?
E a do moreno alto, bonito e sensual? UASHSUAH Pra quem quer saber da boa música: http://www.youtube.com/watch?v=M9o4PqDTutw Latino também já cantou, mas esse clipe é mais emocionante. Vocês vão entender.
Levanta dai, dá aqueles saltinhos e alongamentos e começa a aplaudir as: Allison, Ameblifls_smart, Nathalia, Joyce Nunes, Adriana Morais e a Luu Amorim.
Orgulhosamente comentaram no capítulo anterior e me fizeram quase dar um mortal para trás, 3 para frente e todas aquelas frescuras, se eu não fosse tão sedentária.
Mudei a capa da fic, podem ser sinceras e digam qual foi a que vocês preferiram, por favor. Podem falar, eu não vou me queixar. Se não gostou de nenhuma das duas pode dizer.
Hey! Uma última coisa.
A festa vai começar.