Quase Sem Querer
18 Capítulo 18 - Hey... Obrigada, seu idiota
-Quem é o filho da – Vocês-sabem-a-continuação – Que me ligou a essa hora?
Rolei os olhos. Idiota. Só ele mesmo para ser quase meio dia e ainda está dormindo.
-Matthew levanta da cama e vem me buscar.
Um silêncio seguiu do outro lado da linha.
-Marina? Você tá tirando onda com a minha cara?
-Já está saindo de casa? A ligação não tá muito boa – menti, fazendo uns barulhos ridículos com a boca de chiado. Tinha nascido pra isso, senhoritas e... Algum senhor se habilita a ser enquadrado?
-Deixa de ser besta – ele grunhiu – Não vou levantar da minha preciosa cama até...
-Por favor – pedi. – Você sabe, eu nunca te ligo, nunca te procuro e nem quero. Mas eu realmente estou precisando de uma ajuda e...
-Quem foi que você matou, sequestrou ou roubou?
-Matthew eu to falando sério.
-Onde é que você tá? — Ele suspirou alto.
-Na rodoviária, aquela a mais antiga.
-O que diabos você...
Mas a ligação caiu. Meus créditos tinham acabado.
Coloquei a alça da mochila no ombro, fazendo com que meu corpo tombasse um pouco para o lado graças ao peso. Tomei coragem e fui até o bebedouro da rodoviária, um lugar tenebroso e não aconselhável pelas mães.
Perigo! Ministério das mães advertem: tomem cuidado em locais públicos quando o assunto é higiene.
Empurrei a porta do banheiro feminino e eu me assustei com o que ali tinha: o espelho.
Céus, eu estava horrível. Não confiei em colocar minha mochila nem sequer ao meu lado, mas não desisti de jogar meio mundo de água em meu rosto. Crianças em fase de “estou vendo na escola sobre a economia de água” não deem valor a frase anterior.
Eu estava mesmo com olheiras? Eu nunca tinha olheiras. Sempre dormi como uma grávida de meses eternos. Mas agora ali estava eu, com uma aparência três vezes pior do que o normal.
Tirem às crianças da frente do computador, eu estou aqui.
Sorri ironicamente. Estava tirando onda da minha situação, estava realmente tentando fazer com que minha mente pense em algo bom para rir para simplesmente não desabar bem ali. E nada melhor do que tirar onda do meu precioso ser. Soltem as risadas agora produção.
Fechei a torneira, quase levando-a junto e inundando o banheiro. Soltei meus cabelos para tentar disfarçar minha triste situação. Lembro perfeitamente o que ocasionou da ultima vez que eu fiquei assim.
-Não vale a pena – murmurei pra mim mesma. Uma mulher do lado com o short curto e justo e uma blusa que só lhe cobria até os seios (se é que cobria) me encarou de cima a baixo com um olhar repugnante de alguém que está prestes a vomitar e sujar meu precioso all star e eu lhe mandei meu dedo do meio mais lindo, que é o da mão direita, lógico.
Brincadeira. Eu não fiz isso com a mulher. Acenei para ela enquanto saia do banheiro. Não poupava dedos em sua direção. Piranha.
Procurei a saída da rodoviária, mas aquilo era muito grande para um ser tão perdido quanto eu. Por fim, eu estava sentada num daqueles carrinhos para carregar malas, dividindo-o com uma garotinha tagarela de 7 anos. Estávamos do lado de fora do aeroporto. Todas as tardes ela esperava seu pai sair da rodoviária, onde o mesmo trabalhava na central de dúvidas, para finalmente ambos irem para casa.
-Olha – ela me mostrou os dentes num sorriso banguela. – Acabei de arrancar esse – e apontou para o local onde antes havia um dente de leite em cima.
-Como você tirou? – puxei assunto. Fazendo de tudo e mais um pouco para desviar de mim mesma.
- Com fio-dental – ela sorriu orgulhosa. – Meu irmão prendeu uma ponta do fio no meu dente e a outra ponta na porta.
Fiz uma cara de surpresa e a garotinha se encheu toda.
-Você é muito corajosa.
Ela sorriu ainda mais e balançou a cabeça positivamente.
-Vou colocar debaixo do travesseiro hoje, pra fada do dente. – Esticou as pernas. – Depois vou comprar mil balas.
-Tem certeza que da pra comprar tanta bala assim?
Ela me fitou como se eu fosse uma ingênua. Colocou a mão em minhas costas e sorriu cheia de compaixão.
-Eu divido com você, se quiser.
-Ah claro – sorri envergonhada por duvidar da riqueza da fada do dente – Vou cobrar.
-Marina? – ergui a cabeça e um cara de óculos escuros estava parado na nossa frente. Ele ergueu os óculos e me encarou abismado, de mim para a garotinha. Aqueles olhos verdes nunca mudavam.
-Acabei de conhecer a Mel – esclareci e ele pareceu aliviado, sorrindo para ela que repentinamente estava toda envergonhada. – Mel esse é meu irmão Matt.
-Então... — limpou a garganta. Usava uma camisa pólo e uma bermuda cinza. Matthew nunca deixaria esse lado certinho e todas essas coisas. Só poderia ser filho do meu pai.
-Ah – me levantei com um pulo, Mel fez uma careta entre tristeza e decepção. – Eu deixo você ficar com minha parte de balas da fada do dente, não faz essa cara.
-Tudo bem...
-Tchau Mel, não se esquece de colocar debaixo do travesseiro, ok?
-Tchau Mah – a garotinha acenou. Sorrindo banguela logo em seguida.
Estávamos caminhando até o estacionamento quando ele me olhou de relance, tirando a mochila de minhas mãos, carregando-a sem o mínimo de esforço. Franzi o cenho em sua direção.
-Você não vai continuar com a birra de criança, vai?
-Não... – neguei. – É só estranho. Nunca achei que poderíamos conversar como civilizados.
E era verdade, nós dois vivíamos em pé de guerra quando nosso pai nos obrigava a ficar no mesmo recinto. Eram pontapés, tapas, socos, xingamentos e muitos hematomas em uma única visita.
Ele revirou os olhos e desativou o alarme do carro, sentei no banco do carona.
-Te levo pra casa da sua mãe?
-Qualquer lugar menos lá – apoiei a cabeça no vidro do carro.
Minhas pálpebras pesavam.
-Você está péssima.
-Obrigada, maninho – respondi sarcástica.
-O que foi que aconteceu com você? – Eu sabia que mais cedo ou mais tarde ele faria essa pergunta.
E quando eu respondi tive a plena certeza da incerteza.
-Eu não sei, mas também queria saber.
E por isso que eu tinha escolhido Matt, porque depois daquilo ele ligou o som em um uma música baixa e calma dos Beatles e sem mais perguntas me levou para qualquer lugar.
-Hey Mah – senti um cutucão no ombro. Grunhi qualquer coisa, tentando afastar aquele ser dos zinfas, eu deveria estar babando. – Levanta vai, chegamos.
-Eu to com sono – falei o que estava na cara, pintado de gliter e brilhava no escuro.
-Você dorme quando chegarmos, agora vem que você é muito pesada pra eu te carregar.
Abri os olhos, irritada. Só podia ser o grosso do Matthew. Saltei do carro um pouco zonza, cambaleando para todos os lados, até sentir um braço pelos meus ombros e meu corpo parecer não pesar tanto mais assim. Deixa só minha vó ver isso e achar que eu tinha feito dieta.
-Matt você não tá me levando pra a batcaverna, tá? – Ele riu baixinho. Paramos.
-Você vai conhecer minha casa.
-Desde quando você tem casa? – o olhei ainda meio lesada.
-Não nos vemos a um bom tempo – esclareceu. Entramos no que parecia ser o elevador.
Ali estava eu, quase sendo carregada pelo meu meio irmão mais velho, tudo isso graças a uma dupla show de bola, sim eu disse isso. O que eu poderia fazer?
Desde o começo, desde que eu cedi os desejos da minha melhor amiga, desde daí, desde o 1º capítulo dessa história eu sabia que estava cometendo um erro.
Porque eu sabia que ninguém se interessaria por mim quando se tinha ao meu lado minha espetacular melhor amiga, eu só me esqueci de lembrar isso.
-Eu sou feia né Matt? – perguntei repentinamente.
-Do que vo... – Daí ele olhou em meus olhos cheios d’água.
Funguei baixinho.
-Eu devo ser muito feia mesmo – falei mais uma vez o obvio. O elevador deu uma leve interrompida. Havíamos chegado. – Você tinha razão Matt, todas aquelas vezes que você gritava o quanto eu era feia quando crianças.
-Ah cala a boca Marina, eu era um menino.
-Não mudamos tanto assim – funguei mais uma vez. Agora ele me arrastava para fora do elevador. – O que eu tenho de tão errado? – perguntei quase pra mim mesma. Matt procurava a chave certa no molho para colocá-la na fechadura. – Parece que eu afasto as pessoas de mim.
Minha voz estava trepidada, chorosa. Ele conseguiu abrir a porta e com o pé a empurrou.
-Eu afastei até o papai – confessei baixinho. Matt me arrastava com esforço até mais uma porta. – Você sempre teve razão Matt, eu consegui afastar até o papai de mim.
Solucei.
-E... E... — respirei fundo, ele me acomodava numa cama de casal e tirava meus sapatos.
-Você só está cansada — falou finalmente, jogando um edredom por cima do meu corpo. – Porque não tira um cochilo e depois, se você quiser falar, você me conta o que aconteceu?
Ele fechou as cortinas, deixando o quarto escuro. Ouvi seus passos se afastar e ele abrir a porta.
-Matt — o chamei.
-Hm?
-Hey... Obrigada, seu idiota — resmunguei. Ele riu, a risada escandalosa de Matthew.
-Sua estúpida — ele revidou.
Ouvi mais alguns passos, mas meus olhos já estavam muito pesados para que eu me certificasse se ele tinha ido embora.
-Você não tem nada de errado, Mah — sussurrou, beijou o topo da minha cabeça e ajeitou o edredom ao redor do meu corpo. — Nunca teve.
Notas finais
Agradecendo as minhas Bilas-Bilus, minhas ratinhas rosas e amarelas e ok, vocês entenderam: ameblifls_smart, Luu Amorim,
Sonhadora00, Mandii, allison, Adriana Morais, mengelkep, BelleDiniz, Leti Mathias.
Minha mãe tá vindo me buscar e eu tenho que ser rápida AIOINASKM SOS
Gostaram do Matt? Odiaram? Gostam de incestos? NÃO, BRINCADEIRA. PELOAMORDEDEUS.
Eu adoro incesto, só com primos -qqn
Meu aniversário viu? Daqui a 9 dias, cai no dia das mães, presente duplo pra mim.
U-U Eu tenho bando de filho pelo mundo. Já cansaram de me falar 'Loly, para... Mãe, já chega, viu?' Isso que dar puxar na orelha, se preocupar tanto assim ASHAUSH
Não vai dar pra ter desafio ://
Mas nomes significavam:
Geliofobia medo de rir;
Anuptafobia medo de ficar solteiro (a);
Selenofobia medo da lua;
Não era fobia da selena gomez gente kkkkkkk todas tentaram isso, masok.
Eu ri horrores lendo as tentativas U-U
Comentem, presente de aniversário.
Beijo que minha mãe vai me denunciar no ECA por eu ser uma má filha O.o
Fale com o autor