Quase Primos
31 Prólogo
-Hey, psiu? – Ouvi alguém chamando, mais apenas ignorei e continuei conversando com a noiva. Mais precisamente Victória Poltronieri. Conhecida como Vicky! È você não se enganou, é a Vicky minha prima querida. Hoje um dia extremante especial pra ela, e eu fico muito feliz por ela. – Hey madrinha mais linda... – A pessoa falou e eu sorri largamente assim que reconheci a voz Vicky, olhou para a pessoa atrás de mim e sorriu.
-Hey Joe! – Ela disse, e eu estremeci só de ouvir seu nome.
-E ai noivinha?! – Ele disse sorrindo e se aproximando parando enfrente a nossa mesa. Ela sorriu e ele voltou a atenção para mim. – ‘Tava te procurando. – Ele disse se abaixando a minha frente, mordi o lábio inferior e ele entrelaçou nossos dedos. – Hum... – Ele passou a mão sobre o pescoço e afrouxou o nó da gravata e sorriu sapeca. Sorri, e passei a mão livre sobre seu cabelo até então arrumadinho, bagunçando-o. Deixando do jeito que eu gosto. Ele sorriu e se levantou. – Vamos dançar... – Ele disse já me puxando para o meio do salão de festas entre outros casais que dançavam a musica lenta que tocava. Entrelacei meus dedos em seu pescoço, e ele descansou as mãos em minha cintura. Respirei seu perfume e me deixei embalar pela musica suave. – Você tá tão linda... – Ele disse com a boca perto do meu pescoço, me arrepiei ao sentir sua respiração bater no mesmo. — ... e sexy! – Ele riu, e eu dei um leve tapinha nele.
-Cala boca! – Eu pedi sorrindo ele riu mais, e depois abraçou a minha cintura me trazendo pra mais perto dele.
-Okay eu calo... – Ele disse encostando nossas testas. – Mais antes preciso te dizer uma coisa... – Ele disse e eu mordi o canto do lábio inferior, assentindo.
-Paulinha, Paulinha... – Chelsea veio me chamando apressadamente. Me virei para encará-la. – A Vicky vai jogar o buquê, corre... temos que pegar. – Ela disse sorridente, sorri sem graça e me virei para Joe.
-Err... Eu prometi pra Vciky que participaria disso. – Revirei os olhos rindo. Ele sorriu lindamente e me deu um selinho demorado.
-Vai lá e agarre aquele buquê! – Nós rimos, e eu assenti me encaminhando até onde estava Vicky e mais um monte de garotas que gritavam para ela jogar o buquê, olhei rapidamente para trás e vi Joe se sentando na mesa com o restante dos nossos primos, ele sorriu e acenou brevemente com a cabeça, revirei os olhos e dei de ombros me virando para onde a noiva estava.
-Prontas? – Vicky gritou e todas gritaram de volta uníssonas um belo. ‘SIM!’ . – Okay... – Ela disse sorrindo. – É um... – Ela começou a contar, se virando de costas. – É dois... – Eu estava nervosa, nem sabia o porque. – É três e... – As mulheres ao meu lado gritavam. — ... Já! – Vi o buquê ser lançado como se fosse em câmera lenta, mais em poucos segundos vi ele parar nas mãos de uma garota ao meu lado, que começou a dar pulinhos e gritinhos. Sorri e dei parabéns a ela que agradeceu. – Ah, Paulinha... Era pra você ter pegado.
-Ah, deixa pra próxima Vicky! – Dei de ombros, e ela se convenceu. Acenei e avisei que ia para a mesa onde estavam os meninos. E assim eu fiz, quando me sentei ao lado de Adrian percebi que Joe estava escrevendo alguma coisa em um guardanapo, franzi a testa mais ignorei.
-Ih Paulinha, você nem pegou o buquê... Vai ficar encalhada mais um pouco... – James disse rindo, e eu mostrei língua pra ele. – È melhor você dar uns toques pro Joe sabe? – Ele me cutucou e apontou para Joe, que colocava a caneta dentro do bolso do paletó. – Quanto tempo de namoro mesmo?
-Dois anos e meio! – Eu respondi sorrindo, ele fez um ‘Ah!’ de compreensão.
-Fica quieto ai, o Jimmy! — Joe disse pegando um guardanapo sujo e tacando nele, que xingou alto. Eu ri, e senti os olhos dele sobre mim. Mordi os lábios e o encarei. Ele apoiou o cotovelo sobre mesa, e a cabeça sobre mão. Me fitou e sorriu, sorri tímida e abaixei o olhar, logo depois fitando um guardanapo que foi empurrado pra mim, sorri de orelha a orelha quando li o que estava escrito. Olhei pra ele, que gesticulou um ‘É serio!’ e eu gelei e me arrepiei rapidamente. Conhecia aquele olhar e sabia que ele não estava brincando. Respirei fundo e fiz um sinal com a mão pedindo a caneta, ele sorriu e me entregou a mesma. Escrevi rapidamente sem hesitar, e devolvi a ele a caneta e o guardanapo juntos. Ele leu o que eu respondi e me olhou surpreso. – Não tá brincando né?
-Não! – Eu respondi e sorri. Ele se levantou e estendeu a mão para mim, que peguei rapidamente. Ele me puxou para levantar e assim eu fiz, segurou firme em minha cintura e roçou o nariz no meu.
-Te amo pra sempre! – Ele disse e selou os lábios ao meus, fogos de artifícios fizeram a festa no meu estomago esse dia. Que se dane, esses fogos estarão pra sempre dentro de mim.
-Ih, o casalzinho! – Ouvi Adrian brincar, mais não parti o beijo. – Oh, estavam até trocando bilhetinho e... – Ele parou de repente – Puta que pariu! – Ele exclamou alto e os outros presentes a mesa, perguntaram o que tinha acontecido. – Olha o que ele fez... – Ouvi ao longe e sorri durante o beijo, ele me acompanhou e encostou a boca no meu pescoço rindo. Tudo ficaria bem...
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