Quase Normais

27 Mas que merda, eim...


Notas iniciais
DG: To bem mal pq vcs n estão mandando muitas perguntas ;--; quero fazer um especial legal, mas poderiam mandar mais perguntas ;--; Ah sim, eu tentei postar de madrugada mas não foi, então leiam ae~~

Diário do Rique

Hahaha! Tomem essa haters, eu tenho meu próprio diário agora! Um passo mais perto da Nick!

~~

Estava procurando a Nick pelos lugares da escola que ela me disse que gostava de ficar, tipo a casa da árvore ou a sala de artes, já que achei estranho o fato dela não estar sendo seguida por aquele resto de aborto (lê-se Pedro).

Faltavam alguns minutos para o sinal tocar e revirei os olhos. Aguentar escola já é ruim, sem ter ela pra me ajudar entender química é pra fuder de vez, né?

De toda forma, voltei pra sala, me sentando no meu lugar de sempre. Apoiei meu cotovelo na mesa e minha cara na minha mão, olhando para a porta.

Cade elaaaa??

— Procurando sua princesa no seu pônei encantado? — um dos meus amigos, o Carlos, zoou, fazendo todos os outros em volta rirem.

— Vá se fuder, Carlos — revirei os olhos. — Pelo menos eu busco uma princesa e não um príncipe. — Consegui ouvir alguns sons de deboche e vi alguns garotos batendo na parte de trás da cabeça dele.

— Mexeu com o rei, perdeu, idiota — outro deles falou.

— Calem a boca — Carlos falou. — Quer que eu pergunte para a anãzinha real onde está a irmã gata dela? — meus olhos brilharam por um segundo, me virei pra ele.

— Faria isso por mim? — perguntei piscando os olhos.

— Não.

— Seu filho de uma puta! Por favor, eu tenho um pouco de... medo da Nana...

— Mano, como você tem medo da Nana?! — Carlos perguntou. — Ela é super pequenininha e fofinha, é só dar um peteleco que sai voando!

— Existem boatos de que ela derrubou o Lucas com um golpe de karate — outro menino do grupo falou. Qual é? Minha cara de quem vai lembrar do nome de todo mundo.

— Duvido — Carlos reforçou. Ele olhou para a direção onde a Nana senta, e ela estava quase matando o André... Com os peitos... Não sei se tenho dó dele, ou inveja...

Que foi? Eu gosto da Nick, mas também gosto de peitos, acho que essa é a vida, não?

— Viu porque eu tenho medo dela? — falei.

— Não sei se ela está fazendo um favor a ele, ou não... — o idiota também conhecido por ser meu melhor amigo falou. Ficamos um tempo conversando até que o sinal bateu, o que fez cada um ir pro seu respectivo lugar.

Engraçado, porque antes da Nick sentar por aqui, ninguém ficava no próprio lugar por muito tempo, ela que botou ordem na porra toda, na verdade, foi muito engraçado o primeiro dia dela aqui.

Achei que ela seria uma menina chata que nem compensaria tentar alguma coisa, mas quando fomos como dupla e começamos a criar o diálogo entre o Lucas e a Nana, foi muito incrível. E então ela chamou o Pedro de cuzão! O que mais eu preciso alem disso?!

E eu ainda dancei com ela, cara.

Eu dei um selinho nela, mano!

Eu me senti realizado, e olha que eu nunca na vida me senti realizado só com um selinho.

E ainda tem mais, ela estava dançando comigo e ainda estava sem camiseta.

Eu não conseguia parar de olhar pros peitos dela, tipo, meu Deus, é muito grande! Que família abençoada! Lembro até que ela estava usando um sutiã de galáxia, nossa, eu podia ter ficado a noite toda só abraçado com ela, já seria o suficiente.

Mas não!

NÃO PODE SEEEER!

COMO EU ODEIO O PEDRO, NOSSA, ESSE INFELIZ, NERDZINHO ANTI-SOCIAL!

Admiro o Thiago, como ele consegue não fazer nada pra não estragar o relacionamento da Nana com o Lucas?! Ele finge tão bem que não está apaixonado, agora, quando é só comigo, ele só fala dela! É Nana pra cá, é Nana pra lá! Que caralho, da vontade de mandar ele matar o Lucas e pegar ela pra ele de uma vez!

Certo, em compensação eu falo o tempo todo da Nick, mas pelo menos eu tento alguma coisa, né? Tipo, eu pedi pro Logan dar bebida pra ela pra saber no que dava, nunca na minha cabeça se passaria o que aconteceu!

Até agora eu tenho alguns probleminhas pra processar que eu dei um selinho nela, se bem que ela provavelmente nem se lembra, sem contar que depois ela lascou um puta beijo no Pedro.

Como eu queria ter levado um desses também, mas que drogaaa!

Eu pareço até uma adolescente apaixonada, mas que merda!

— Mano, que que tu ta fazendo? — Carlos me perguntou, ao em ver batendo na minha própria cabeça.

— N-nada de mais — revirei os olhos.

— Vem, vamos falar com a Nana — ele falou, se levantando e indo até a mesa dela, enquanto eu o seguia. Ela tava dormindo (novidade), então ele a cutucou algumas vezes. — Nana, Nana, acorda...

Quando eu vi, o Carlos estava quase que no chão com um estojo na cara. — O que foi, desgraça? — ela perguntou.

Ta vendo? São um metro e cinquenta de puro ódio!

O Carlos, filho de uma parideira nórdica, me empurrou para mais perto da cadeira dela. — O Rique queria falar com você. — e saiu correndo.

— O que você quer, desgraça? — comecei a gaguejar procurando as palavras certas. Não importa por onde veja, ela me da medo. — Se vai desperdiçar meu tempo, prefiro que volte mais tarde, estou tentando dormir aqui.

Como o Thiago não tem medo disso?

— Ei Nana — por falar no demônio. — Eu trouxe café, quer um pouco? — Thiago perguntou.

— Café! — ela falou com os olhos brilhando e foi até ele saltitando e pegando o copo de plástico.

Ah, ele sabe domá-la...

— Se precisa falar com ela, fale agora enquanto tem café — o loiro falou, me fazendo botar as palavras pra fora.

— Sua irmã não vem hoje? — perguntei, ela fez que não.

— Ela bebeu demais... — começou. — E não consegue se lembrar sequer, qual era o nome daquela mulher, a flor da noite da boaaati azuuuul — cantarolou rindo logo em seguida.

— Que? — pergunte com as sobrancelhas franzidas.

— Ela ta de ressaca então não veio. — Cara, essa menina é louca, não em admiraria se ela aparecesse com uma metralhadora na escola e matasse todo mundo, acho melhor ficar amigo dela antes que ela realmente faça isso, quem sabe ela me poupa.

Manchete do dia!

Anã do reino encantado entra em uma escola e mata todos! Foragida já que tem um centímetro de altura, ninguém consegue achá-la!!

— Bem, você pode me passar o endereço de vocês pra eu, sei lá, falar com ela ou algo assim? — perguntei com a mão na nuca.

— Ah, claro, ela não tem trabalho hoje, então é um bom dia, a não ser que você prefira ir na quinta...

— N-não! Q-quer dizer, pode ser hoje mesmo!

— Okay, eu tenho clube de música até as quatro da tarde, mas se você quiser ir indo mais cedo, fique a vontade. Da seu celular que eu vou te passar o lugar.

— Okay — falei pegando-o do meu bolso e dando para ela, que adicionou seu numero e depois entrou nas notas pra colocar o endereço.

— Ah sim, eu sempre tive curiosidade disso, mas — ela subiu o olhar do celular pros meus olhos. — Por que você e o Pedro se odeiam tanto? Tipo, certo que os dois gostam da Nick e tals, mas...

— É tipo assim...

Flashback on

Pedro estava na minha casa, como sempre, inquieto. Acho incrível como costumávamos ser tão unidos. Nós estávamos ambos deitados no chão de mármore frio, era um dia de verão afinal.

— Nossa mano — ele disse. — Eu acho que estou gostando da Amanda.

— A Amanda Linker?

— Essa mesma... Eu sei lá, ela... Ela tem aqueles olhos castanhos profundos, e os cabelos compridos e enrolados, e o sorriso dela — ele suspirou. — O sorriso dela me conquistou!

Eu me sentia assim também, apenas não me sentia no direito de dizer. Acho engraçado como mundo sempre decidiu fuder com nós dois.

— É, ela é boazinha — falei, como quem não queria nada.

— Acho que vou contar pra ela, o que você acha?

— Romance me dá diabetes.

— Você é muito pessimista...

Alguns dias se passaram e eu já não aguentava mais ver o Pedro com a Amanda, eu sabia que era inveja, e, mesmo que ele fosse meu amigo na época, algo dentro de mim falou mais alto e eu acabei ficando com ela.

— Eu te odeio! — ele gritou para mim, me empurrando contra a parede e socando minha cara.

— Eu te odeio mais! — retruquei como uma criança e revidei, socando-o em seu estomago, e depois começando a bater mais nele, até que caísse no chão. — Não preciso de um nerdzinho como você perto de mim, falando coisas de romance e pensando que o mundo será justo — o chutei.

— Você diz isso, mas você é só um delinquente covarde! Seu idiota — ele gritou do chão, com a força que nem deveria possuir. Subi em cima dele e desci a porrada o máximo que pude, até que algumas professoras e inspetores nos desprenderam.

Nós dois fomos suspensos e, quando voltamos para a escola, paramos de nos falar. Ele estava mais com o Lucas do que o normal, evitava a Amanda com tudo que podia e não olhava mais na minha cara, começou a jogar xadrez pra se ocupar e se tornou apenas uma pessoa que eu costumava conhecer.

Flashback off

— Caralho, o que foi isso? Parece até que eu fui pro passado! Como você fez isso?! — Nana falou animada.

— Nem sei — respondi. André entrou com um papelzinho na mão na sala de aula.

— Tenho o resultado do sorteio das olimpíadas! — falou sorrindo.

— Serio? Que país tiramos? — Lucas perguntou, brotando atrás da Nana e abraçando a cintura dela. Olhei para Thiago, que não estava muito bem, mas tentava disfarçar ao máximo.

— Itália! — falou sorrindo.

— Olha, o japinha é sortudo — Lia falou, passando a mão nos cabelos dele, os bagunçando.

— Valeu, eu acho — ele sorriu mais. — Bem, como a Nick faltou e eu sou o vice, tenho que fazer a votação do casal que vai desfilar, dos dois que vão carregar a bandeira e ainda precisamos decidir como vai ser a camiseta e quem vai jogar em cada categoria...

— Calma, André — Ana Flavia disse, mandando todos se sentarem. Ela pegou um giz e escreveu no quadro negro o nome do nosso país. — Certo, primeiramente, quem da sala vocês votariam para serem do casal que vai desfilar com a roupa típica na abertura?

Lia levantou a mão — Acho que o menino deveria ser o Pedro, tem descendência italiana, então a família dele provavelmente teria alguma ideia do que fazer.

— É uma boa, acho que a tia concordaria — Lucas falou. Olhares se direcionaram para Pedro, que estava apoiando o rosto em mãos sem conseguir manter os olhos abertos por muito tempo.

— Ah, sim, pode ser — ele falou, sem ter consciência de seus atos.

— Certo, então Pedro vai ser parte do casal. Quem será a garota?

— Ele mesmo, é claro... — murmurei para mim mesmo.

— Disse algo, Henrique?

— Ah, e-eu disse que poderia ser a... A Bianca! Sim, ela tem descendência italiana também, seria legal se nós pegássemos os dois já que possuem isso em comum.

— Que? — Bianca perguntou do outro lado da sala. Ela escondeu o console que jogava de baixo da mesa. — O que tem eu?

— Pode ser parte do casal desse ano? — a professora perguntou.

— Ah, eu... eu sei lá, pode, eu acho... — ela murmurou, revirando seus olhos castanhos e tirando o cabelo loiro de seu rosto.

— Okay, então o casal do desfile está decidido. Providenciem a roupa a caráter, o desfile vai ser logo antes das férias e as olimpíadas começam depois das férias, okay? — os dois que serviriam de casal concordaram e voltaram a fazer o que faziam antes. — Bem, decidimos o resto em alguma outra aula, vamos continuar a matéria.

Oh não, de alguma forma, essa aula passou como um breu pra mim, mas que pena!

De toda forma, assim que a aula acabou, peguei minha mochila, minha dignidade e minha coragem e fui para a casa da Nick.

Elas até que não moravam tão longe da escola, então não demorou muito pra chegar. O porteiro era meio velinho mas parecia ser legal, ele disse que nunca tinha visto meu rosto por essas bandas e teve que interfonar lá para cima, mas logo fui liberado pra entrar.

Fui para o andar mandado, mas aí vem o fato, qual era mesmo o numero do apartamento delas?!

Vi um cara de pele morena, bermuda e sem camisa batendo em uma porta aleatória e gritando: — Ô Nick, tua irmã pegou minhas xícaras de novo!

A porta foi aberta e só vi uma Nick de shorts de pijama e uma blusa longa. — Porra, de novo?! Vem, entra ae, eu acabei de fazer bolo de cenoura com chocolate, come um pedaço e depois leva suas xícaras.

— Opa! Bolo da Nick? Já to entrando — ele falou sorrindo. Ela correu os olhos pelo corredor e logo me viu.

— Ah, Rique, vem, pode entrar — ela sorriu, me deixando um pouco corado, porra, o sorriso dela é lindo. Eu entrei na casa dela, observando a sala de estar. — Eai, como achou minha casa? Seu stalker — ela falou, colocando o pé na parte de trás do meu joelho me fazendo desequilibrar.

— Sua irmã me passou — falei. O cara estava sentado no chão, em uma mesa baixinha, mexendo em seu celular. Ele levantou o olhar pra mim.

— Nunca vi esse aí, quem é?

— Ah, Iago, esse é o Henrique, amigo da escola — ela pegou o bolo e o levou pra mesinha. Ela empurrou o mais velho com o pé. — Vem ajudar, mal educado.

— Já vou — revirou os olhos. — Pode sentar aí, já a gente volta.

E assim os dois sumiram na cozinha. Sentei na mesa e fiquei olhando em volta... Qual será o relacionamento deles?

— Não Iago, não aí! — ouvi a Nick gritar. — O armário de pratos é do outro lado!

Soltei uma risada. Logo os dois vieram com canecas, uma jarra de café, alguns pratos e garfos, se sentando cada um em um lado da mesa. — Mas, eai, o que faz aqui? — ela me perguntou enquanto cortava um pedaço de bolo e colocava café em uma caneca.

— Vim ver se você estava bem — falei.

— Nossa, que trouxa, ele nem trouxe a matéria — ela falou rindo, me fazendo franzir as sobrancelhas. — Mas obrigada... Graças ao Pedro eu to bem, digamos que, se ele tivesse me deixado nas mãos da Nana durante a noite eu poderia nem existir mais — ela deu a língua.

Ciúmes? Claro que sim, né, porra!

— Perai, Nick, você ficou de ressaca? — Iago perguntou. — E eu achava que você era responsável...

— Mas eu sou, é só que alguém me desafiou e... E eu não lembro de mais nada — ela bateu com a cara na mesa.

— Sorte sua que você não lembra — falei. Melhor pra mim, ué, bem, mais ou menos...

— Tanto faz, eu estou com sono, acho que vou descansar mais a cabeça daqui a pouco.

— Quer que eu fique com você até a Nana chegar? — perguntei, mas no fundo eu só pensava “diz que sim, diz que sim, diz que sim.”

— Se não for te causar problemas, pode ser, mas provavelmente eu vou dormir e te deixar falando sozinho — ela soltou uma risada. Como essa garota pode me fazer me apaixonar por ela cada vez que vejo um maldito sorriso?

— Vou ficar aqui então — sorri para ela. Continuamos comendo e conversando, mas logo o Iago foi embora dizendo que tinha trabalho de faculdade. Nick levou as louças para a cozinha e começou a lava-las, quase desmaiando de sono. — Nick, deixa aí que eu lavo, vai descansar ou amanha não vai conseguir ir pra escola de novo.

— Certo... — ela murmurou, secando as mãos no pano. Quando ela estava saindo, ela trombou em mim, apoiou a cabeça e ficou por um minuto lá. Amaldiçoei mentalmente meu coração por estar batendo tão rápido e passei meus braços ao redor dela, a abraçando.

Não sei como, nem porque, mas sentia que um abraço era tudo que eu queria dela no momento. Passei minha mão direita na cabeça dela, numa tentativa falha de fazer cafuné.

— Você não sabe fazer cafuné — ela falou rindo.

— Desculpa, senhorita, como se faz então? — ela abriu um sorriso inocente e pousou a mão em minha cabeça, abrindo e fechando levemente e deixando bem separados.

Ouvi a porta da casa sendo aberta, na expectativa de ser Nathalie. Sozinha. Sem ninguém.

Mas não, não era a Nana, era o Pedro.

Mas que merda, eim...

— Por que tem um delinquente na minha casa? — ele perguntou, tirando os sapatos na entrada e colocando a bolsa perto da porta.

— Desde quando a casa é sua mesmo? — Nick perguntou sonolenta.

— Fazem alguns meses que eu e Lucas decidimos que essa casa também é nossa, e você sabe muito bem disso — ele deu a língua.

Ela se soltou de meus braços e foi até ele, o abraçando e relaxando a própria cabeça no ombro dele. — Obrigada por hoje a noite, e desculpa pelo suéter, eu já coloquei pra lavar.

— Tudo bem — ele falou, fazendo cafuné na cabeça dela e me olhando, mandando que eu saísse.

Não neguei, estava cansado demais pra isso. — Tchau, Nick, te vejo amanha — falei, dando um beijo e sua testa.

— Tchau Rique, se cuida — ela respondeu, ainda quase desmaiando de sono.

~~

Saí da casa e fui para o elevador, queria tanto que ela tivesse olhos pra mim, mas quanto mais tempo eu convivo com ela, melhor vejo que ela o ama... Mas não faz do meu feito desistir assim...

Notas finais
NF: DG: Se tiver erros, perdão, mas a nana ha d dormir w wu rdyiu morrendo de sono ;---; espero que tenha gostado dos dois cap;itulos de hoje e que tenha compensado um pouco nosso gemoi dem posts não vou corrirgir as notas por soino, kissus de paçoquita e até la!~!