Notas iniciais
DG: não pude evitar esse título, é a música que estou ouvindo agora e cabeu tão bem nesse capítulo, que quiser o link é esse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=d9462N4T-p0 E sim, tem muita música nesse cap, com muita digo, uma que é o título e duas pelo capítulo, se quiserem os links e tals, me pessam nos comentarios. Sei que esse capítulo demorou muito, mas eu escrevi praticamente rudo sozinha ;--; Quero agradecer ao Emo Boy/ Night Angel/ Dragon/ Putenho, que me deu umas boas ideias nesse capítulo. Também agradeço à Sabrina fics, diva que recomendou essa fanfic ♥ Agora temos duas recomendações, estou tão feliz *--* Vão sentir uma pitada de Nick na narração dessa capítulo, mas é pq eu escrevi sozinha, então não consegui me segurar em alguns aspectos... Memso assim, espero que curtam (esse cap tá giganttttt) Kissus de paçoca e até lá em baixo!

Diário (muito másculo) do Lucas

Nunca estive com tanto medo em toda a minha vida.

~~

Finalmente sábado! Posso passar hoje o dia inteiro com a Nathalie...

Mas se eu me lembro bem, a Nick me mandou acordá-la no fim de semana também, ou ela vai ficar hibernando.

Tomei banho e andei até meu guarda-roupa, peguei uma camiseta do capitão américa, calças jeans escuras e all stars pretos. Fui na cozinha onde a Gigi estava fazendo omeletes — Bom dia Lucas! — fala animada.

— Bom dia — respondo me espreguiçando. — Que cheiro bom...

— Estranho você acordando a essa hora em pleno sábado. Vai ver a Nana, é? — fico meio vermelho e desvio o olhar.

— Ehh... Não... — respondo. Ela me da a omelete e eu logo começo a comer. Minha irmã é ruim em fazer muitas comidas, mas tem a melhor omelete que eu já experimentei. — Ei, faz mais uma e coloca num pote, por favor?

— Claro — ela sorriu. — Adoraria que a Nana experimentasse minha omelete! — ela da à língua e volta a cozinhar. — Mas, eai, com ela é serio ou...?

— Se não for serio eu juro que atiro nosso irmão idiota pela janela — Sophia disse se sentando do meu lado, com seu pijama cinza com um desenho de um gato. — Se uma garota de respeito igual à Nathalie está com você, case-se com ela agora.

— Sophia disse tudo — minha mãe falou, pegando uma maçã e já saindo pela porta da frente. — Tchau garotos, tenho uma reunião com uma nova banda em alguns minutos. Não vou voltar pro almoço.

— Okay... — respondemos em uníssono. Ela abriu a porta e logo vi uma figura baixinha de olhos verdes.

— Bom dia Math! Já estou de saída, mas pode entrar — ela saiu de casa e o estrondo da porta foi ouvido.

— Bom dia gente — o garotinho falou se espreguiçando. Ele sentou ao lado de So e ficaram conversando. Gigi acabou de fazer a omelete da Nana e eu logo saí de casa, sem esquecer meu celular, fones e minha carteira.

Comecei a andar, cliquei no botão aleatório da minha playlist e logo começou a tocar uma música que minha irmã meio que me viciou. Comecei a cantar junto com a vocalista.

(Bright- Echosmith)

I think the universe is on my side

Heaven and Earth have finally aligned

Days are good and that's the way it should be

You sprinkle star dust on my pillow case

It's like a moonbeam brushed across my face

Nights are good and that's the way it should be

You make me sing oh, la, la, La

You make a girl go oh oh

I'm in love, love

Did you see that shooting star tonight?

Were you dazzled by the same constellation?

Did you and Jupiter conspire to get me?

I think you and the Moon and Neptune got it right

'Cause now I'm shining bright, so bright

Bright, so bright

And I see colors in a different way

You make what doesn't matter fade to grey

Life is good and that's the way it should be

You make me sing oh, la, la, la

You make a girl go oh oh

I'm in love, love

Did you see that shooting star tonight?

Were you dazzled by the same constellation?

Did you and Jupiter conspire to get me?

I think you and the Moon and Neptune got it right

'Cause now I'm shining bright (oh) so bright

And I get lost (oh) in your eyes

Did you see that shooting star tonight?

Were you dazzled by the same constellation?

Did you and Jupiter conspire to get me?

I think you and the Moon and Neptune got it right

I think you and the Moon and Neptune got it right

I think you and the Moon and Neptune got it right

'Cause now I'm shining bright, so bright

Bright, so bright

Bright, so bright

And I get lost in your eyes tonight

Depois de escutar essa música inteira e outra do Echosmith vir logo depois (por coincidência), percebi o quanto ela estava me representando naquele momento. Sei lá o porque, apenas comecei a pensar no quanto essa baixinha me mudou desde que a cantei no começo do ano. Ela só aprecia um divertimento a mais e que seria mais duradouro, imaginava que uma hora ela se cederia e eu destruiria o coração de mais uma, eu nem imaginava que ficaria tão apaixonado por uma garota cuja qual eu não queria nada mais que uma boa pegação.

Finalmente cheguei na casa dela. O porteiro abriu a primeira grade — Bom dia! — exclamo.

— Bom dia Lucas, vai ver a Nana? — o velho me perguntou.

— Na teoria — eu ri. — Nick me mandou acordá-la enquanto ela está fora.

— Claro, claro, pode entrar — Seu Afonso disse. Sorri para ele e fui passando pelo outro portão. Subi até o andar das gêmeas. Na porta do lado direito delas vi uma garota de pele morena e cabelos cacheados com um celular na mão. Ela ficou me encarando, mas eu ignorei e entrei na casa, usando a chave que a Nick me emprestou.

Coloquei o pote com a omelete na cozinha e fui para o corredor de portas. Bati de levinho na porta do quarto delas e fui entrando. — Nana, acorda, eu trouxe...

Ela estava dormindo de busto e meio de lado, com uma das pernas dobradas e abraçada a metade do travesseiro, enquanto sua cabeça ficava na outra metade. Sem shorts, só um calcinha preta e uma camiseta branca que ficava nem grande nela, com as cobertas espalhadas pela cama e por ela mesma.

Sinceramente, eu queria subir naquela cama e tomar o lugar do travesseiro, mas sei que não é hora para isso ainda. Me aproximei ela e a cutuquei na bochecha — Nathalie, acorda. — Ela se mexeu um pouco e murmurou alguma coisa. Ela abriu um pouco os olhos.

— Lucas? — perguntou com sono e soltou uma risadinha. — Já levantou?

— Como assim “já levantou”? — perguntei franzindo o cenho — Eu nem dormi aqui noite passada.

— Não dormiu? — fiz que não. Ela olhou pro travesseiro. — Ah, não era você de verdade... Que estranho — ela voltou a rir e caiu no sono de novo. Fiquei um pouco vermelho.

Ela meio que... Sonhou comigo? Chacoalhei a cabeça negativamente e a cutuquei de novo — Nana, levanta, serio — ela abriu um pouco os olhos de novo. — Se você não levantar eu vou... Deitar aí com você.

— Pode vir — ela deu de ombros. — Já dormi com você mesmo.

— Não me faça ter pensamentos errados! — falei bravo e baguncei o cabelo dela, que nem ligou e continuou dormindo. Lucas, se controle, ela só não está completamente acordada ainda. Como acordar uma Nana? Se eu beijá-la ela ainda não vai acordar, já que ela não liga mais pra esse tipo de coisa. Não vou empurrá-la da cama nem subir com ela, se não nós dois vamos ficar dormindo. Já sei! — Eu trouxe comida.

Ela abriu os olhos na hora e se levantou da cama — Onde?

— Cozinha — ela saiu correndo e colocou a comida no micro-ondas. Saí correndo atrás dela — Não pode colocar esse pote no micro, sua trouxa! — gritei e retirei de lá. Coloquei a omelete num prato e de volta no aparelho.

— Desculpa... Eu to com fome...

— Eu imaginei — declaro. Depois de alguns segundos, o aparelho apita e eu pego a comida para a nanica. — Olha, eu te trouxe isso, mas a gente vai sair hoje e eu quero você bem arrumada.

— Como assim “bem arrumada”? — dou a omelete pra ela, que começa a comer.

— Tipo, vestido fofo, saia ou sei lá o que garotas gostam de usar em encontros. Mas coloca uma roupa mais... Como digo isso? Clássica...? — me pergunto. — Sei lá, só vai com saia ou vestido.

— E o que eu ganho com isso? — ela pergunta com um sorrisinho.

— Um beijo.

— Nha, posso ter isso quando quiser. É só ficar na ponta dos pés... Ou subir em algum móvel.

— Certo então... Você pode... Subir nas minhas costas quando quiser...? — digo mais como uma resposta.

— Topo — ela responde sorridente. — Que horas?

— É mais tarde, tipo umas oito horas da noite. O que quer fazer enquanto isso?

— Não sei, mas em casa você não fica. Se eu for ter que me arrumar assim, você vai de smoking — fiquei meio vermelho.

— Certo... Que horas quer que eu vá embora?

— Lá pelas duas horas da tarde, não quero almoçar sozinha — ela acabou a omelete, lavou o prato, pegou uma coberta e foi para o sofá. Me sentei do lado dela, tirei os sapatos e me cobri abraçando ela. — Coloca um filme, né?

— Desculpa oxi, noujenta — falei e peguei o controle remoto. Coloquei em algum canal de filmes e estava passando Príncipe Caspian, mas já tinha começado. Me “aninhei” com ela de novo e dei um beijo na bochecha dela.

Passamos o filme inteiro meio grudados e nos beijando, mas ela decidiu ir se trocar pra gente comer em algum lugar. Fomos a um restaurante perto da casa dela e vi aquela mesma morena de mais cedo comendo com a garota de cabelos tingidos que vi outro dia na escola. Ignorei-as, comemos, deixei a Nana na casa dela e fui para a minha, afinal, eu tinha que me arrumar também.

Diário da Nana

Quando o Lucas saiu, eu fui direto tomar banho e lavar o cabelo.

Acabei de secar o cabelo e essas coisas e fui para frente do armário. Coloquei a roupa intima que o Lucas me deu por completo reflexo.

Ele acertou meu tamanho certinho. Comecei a me olhar no espelho, parei e pensei.

O que caralhos eu vou vestir?

O pior é que a Nick não está aqui, ela sempre consegue pensar em combinações de roupas, acho que ela desenhar ajuda nisso. A Gabi e a Isa também estão viajando então em resta...

A Lia! Isso!

Peguei meu celular, fui nos contatos e corri os dedos até o contato dela. Liguei e ela logo atendeu — Alo quem fala?

— Juziscreiton, quem será que é? Sou eu, Nathalie! — gritei rápido e me deitei na cama.

— Nossa, calma menina, eu esqueci de olhar o contato na tela. Mas eai, o que aconteceu?

— Por favor, com todas as minhas forças eu peço, vem agora na minha casa!

— Eu até queria, mas... — ela foi cortada por uma voz masculina.

— Lia, com quem está falando? — João disse.

— Vem cá! — ela disse. Depois de alguns segundos, ouvi um barulho de porta e ela voltou a falar — Estou falando com a Nana, seu anta!

— João? O que está fazendo com a Lia?! — choraminguei. — Está traindo o Matheus?!

— Primeiramente — o louro pronunciou —, nós não somos namorados. Depois disso, somos dois garotOs, e ainda, Lia é minha prima! O que eu faria com ela?!

— Verdade... Seria nojento — os dois refletiram um pouco e estremeceram. — Que seja, o que você queria falar?

— Vem. Pra minha casa. Agora. — falei pausando.

— Eu. Não. Posso. — respondeu da mesma forma. — Estou em uma espécie de almoço em família e não tenho idéia de que horas saio daqui. Mas, afinal, por que você precisa de mim agora?

— Eu meio que tenho um encontro, mas não sei o que vestir... — mal acabei e os dois começaram a me interromper.

Lia soltou um gritinho — Você e o Lucas vão finalmente se admitir! Eu acho que vou surtar!— como eles sabem que é com o Lucas?!

— Lia, você precisa ir pra lá agora! Não podemos deixar ela atrasar!! — João falou. — Olha, Nana, o Matheus é bom com esses negócios de roupa. Nem me pergunte o “por que”, ele simplesmente quer fazer estilismo. Agora, vou ligar pra ele ir aí pra te arranjar uma roupa que combine com você e, assim que eu puder, vou com a Lia aí pra ela cuidar do que mais precisar! Tchau! — ele desligou o telefone e eu fiquei deitada na minha cama perplexa.

Quem são esses amigos que eu fui arranjar?

Olhei para o teto um pouco perplexa, me levantei e coloquei uma camiseta preta larga para quando o Matheus chegasse eu não estivesse... Você sabe...

Fui para o interfone e avisei o porteiro que ele ia chegar a qualquer momento. Tentei ficar parada no sofá, mas não consegui, então peguei meu celular e fiquei olhando imagens de penteados e maquiagem enquanto andava pela casa. Fui para a sala de música no fim do corredor, andei até nosso piano de parede e comecei a tocar Moonlight Densetsu, uma música que minha irmã havia me viciado e que, quando tocada no piano, acaba por ter notas difíceis e rápidas.

Eu estava em um ritmo frenético, respiração ofegante e as batidas do meu coração se igualavam à música, nenhum som saía da minha boca, o piano falava por si só. Ouvi a porta sendo aberta e não me virei para ver até que tivesse completado toda a musica.

— Incrível... — Matheus murmurou batendo palmas. — Lenda da Luz da Lua, né? — fiz que sim ainda ofegante pela pressa dos meus dedos. — Então você finalmente admitiu que gosta do Lucas, né? João me contou tudo e pediu pra eu te ajudar, mas você precisa jurar uma coisa pra mim — levantei meu olhar para ele. — Não conte a ninguém que eu te ajudei com a parte da roupa, okay? No máximo do máximo para a Nick, mas se muita gente souber vão em zoar mais ainda...

— Okay, eu juro não contar pra ninguém — no caso eu nunca contei, agora, não posso dizer que ninguém nunca bisbilhotou meu diário, né?

— Vamos começar com isso então. Lia vai chegar lá pelas seis horas para fazer seu cabelo e maquiagem, então podemos provar tudo do seu armário e do da Nick pra eu saber exatamente o que fica bom — Olhei para o relógio da parede do quarto de música. Temos duas horas e meia. — Vamos, rápido, eu não posso perder tempo!

— O-okay! — gritei e nós dois fomos para o meu quarto. Tirei todos os vestidos, saias, camisetas mais formais, casaquinhos e jaquetas de dentro do armário. Ele ficou me encarando — O que foi?

— Tem mais coisa que eu esperava... — ele murmurou. — Vem, você tem preferência por alguma cor?

— Vermelho, eu acho... — ele foi tirando algumas peças de roupas, tipo saias brancas, blusas que não fossem pretas ou brancas, mais saias simples, vestidos que não tinham nem preto nem vermelho e jogou o que não precisava pro lado.

— Eu juro que depois ajudo a arrumar isso, mas se vista agora — ele disse, me entregando uma saia preta com uma camisa de seda vermelha. Fiquei olhando pra ele, que não saiu do quarto. — Vai filha, não tenho o dia todo!

— M-mas você é um garoto e... E... Sai do meu quarto...

— Ficaria mais confortável pensando que eu sou gay? — fiz que sim com a cabeça. — Certo, então, a partir de agora me considere gay e se troque logo!

— Ao menos se vire! — declarei. Ele bufou alto e se virou. Comecei a me trocar o mais rápido possível, mesmo que ele seja mesmo gay, ainda tem uma coisa entre as pernas.

— Sabe, Nana, por que a Roberta está na sua porta?

— Que? Quem é essa mina? — pergunto abotoando a blusa de seda e colocando a saia.

— Ela é do clube de stalkers — declarou como se fosse algo obvio. — Acho incrível como não a conhece, ela é praticamente o cérebro dos projetos da escola, foi ela quem tirou suas fotos com o Lucas na festa.

— Sei de nada não, nem sei como ela é... pronto, me vesti — ele se virou pra mim, colocou a mão no queixo e fez um movimento para eu me virar. Girei um pouco enquanto ele me olhava de cima à baixo até ficar corada.

— Viada, se você colocar uma bota e um batom vermelho ele vai pensar que você quer levá-lo para um motel — ele soltou uma risada, eu fiquei mais vermelha e me taquei sentada no chão. — Desculpa, era pra ser uma piada...

— Hum, sei, bela piada a sua — reclamo soprando um pouco da minha franja para trás.

— Vem, vamos achar outra coisa — ele me deu a mão para me levantar e continuou olhando as roupas.

Umas três horas passaram e, finalmente, concordamos em uma roupa. Era um vestido branco com corações pequenos e vermelhos estampados, um cinto bem fininho marrom escuro na cintura, uma blusa de couro vermelha, um anel de bigode em dois dedos na mão direita, meias três quartos marrom escuras e sapatos de salto vermelho escuros no estilo sandália.

Ouvimos o interfone e batidas na porta, eram praticamente 18:30 quando Lia e João finalmente chegaram.

— Nana, rápido! — a loura gritou adentrando a casa. — Que horas ele vai vir te buscar?!

— Nossa, ela está muito bonita... — João murmurou para nada em particular.

— Lógico, foi nosso estilista pessoal quem escolheu! — Lia embraveceu e puxou a Nana para o banheiro. — Sabia que estaria em boas mãos, agora... JOÃO! — ela gritou. — Pegue uma cadeira pra ela se sentar, isso vai ser complicado!

— Okay! — ele gritou do meu quarto, pegou minha cadeira com rodinhas e a levou para o banheiro.

— Matheus, já que aquela bagunça foi sua, vá arrumar o quarto dela. Já você, lourinho, pegue meu quite de cabelo lá na sala, tenho muito trabalho pela frente! — os dois concordaram. Lia aumentou a cadeira e começou a fazer escova no meu cabelo, depois ela foi juntando algumas partes do mesmo e criando uma flor com meus próprios fios. Prendeu com grampos de ponta brilhante e passou spray de cabelo por cima, criando uma flor delicada no lado da minha cabeça.

Me olhei no espelho e meus olhos começaram a brilhar. — Como você fez isso?! Está incrível, é cabelo mesmo?!

— Cada mulher tem seus segredos, os meus são os penteados. Meus tios tem um salão de cabelo, então eles me ensinaram quando eu era mais nova.

— Com tios você diz...

— Meus pais — João falou se encostando na porta. — Eles me ensinaram a fazer também, mas Lia é bem melhor com isso. Não sei o que será daquele salão quando Lia parar de me ajudar. De qualquer jeito, agora a maquiagem...

— Vou me indo, deixo essa pra você — Lia diz com um sorriso e batendo as mãos com o louro.

— Espera, você sabe maquiar?! — perguntei incrédula, virando a cadeira na direção dele.

— Minha mãe me obriga a fazer a maquiagem dela em todas as festas que vai. Ela disse que é uma espécie de talento meu, mas não espalhe isso, no máximo para a Nick — declara virando a cadeira de volta.

Fechei os olhos enquanto ele passava o delineador e a sombra. Achei realmente estranho e perigoso um garoto fazer minha maquiagem, mas se a Lia confia nele, não vejo nada contra. Ele não deixou que eu olhasse até que estivesse pronto, disse que seria uma surpresa.

— Por que estou fazendo tudo isso? — pergunto para ele.

— Eu não sei — ele sorri. — Acho que, quando uma garota conhece alguém que ama, ela passa a querer ficar mais bonita para ele. Só espero que alguma seja assim comigo também... — murmura a última parte.

— O que?! — grito com um pouco de raiva. — Como assim “espero”?! — me viro para ele sem ligar para a maquiagem no momento. — Você é um dos garotos mais incríveis que eu já conheci! É legal, bonito, carismático, engraçado e ainda um ótimo amigo. As garotas seriam loucas para não gostarem de você, e mesmo que não gostem, eu ainda sou do time Matheus!

— Você é mesmo trouxa, em! Nós não gostamos um do outro desse jeito, quando vai entender que somos real e literalmente apenas amigos?

— Quando os dois arrumarem namoradas. Ou melhor, quando se casarem! — impliquei.

— Ah, apenas cale a boca e me deixe terminar isso! — briga me puxando de volta para a cadeira. Bufo alto e o deixo terminar a maquiagem.

Quando acaba, ele me da à mão e nós dois saímos do banheiro. Ele realmente não me deixou me ver no espelho até ter mostrado para os outros dois.

— Você está tão linda! — Lia gritou se segurando para não me abraçar. — Quero tanto amassar, mas eu vou estragar se eu tocar! Kyaaa!

— Eu sei, eu sei, fizemos um ótimo trabalho! — João passou fazendo hi-five com os outros dois, todos com sorriso no rosto.

— Vocês parecem... um trio da transformação — não pude deixar de sorrir. Eles coraram e me puxaram para o espelho de corpo inteiro do meu quarto. Fiquei me encarando de cima à baixo.

João tinha passado maquiagem leve pelo meu rosto, mas um batom vermelho escuro nos lábios, os sapatos e o batom combinaram muito, na verdade. A flor delicada que Lia tinha feito nem havia se mexido e eu estava perplexa com minha aparência.

— Eai, gostou? — Matheus perguntou. Meus olhos começaram a marejar.

— Não! Não chore Nana! Você precisa esperar no mínimo uma hora para poder chorar, assim a maquiagem não vai sair tão fácil! — João disse, assoprando meus olhos para que as lágrimas não caíssem.

— Vocês precisam fazer isso com a Nick... — murmurei. — Pode não parecer, mas ela tem uma autoconfiança muito baixa e se... Se isso que fizeram já me deixa deslumbrada, estou tentando imaginar a reação dela. Ela ficaria tão feliz só de me ver assim, o que dirá se ficar assim...

Ouvi um barulho de foro de celular e Lia me mostrou — Você está linda, e faremos a Nick ficar assim também, algum dia... — na foto, eu estava sorrindo. Ela colocou na “minha história” do SnapChat. — Agora vamos, seu príncipe à espera.

— E-ele já chegou?! — pergunto corada.

— Está esperando há uns cinco minutos, vá com tudo, Nathalie! — Matheus sorri. Dou um abraço em cada um e vou até o elevador enquanto coloco brincos pequenos de coração de prata.

— Vamos arrumar tudo e deixar as chaves com o Iago, certo? — Lia perguntou. Fiz que sim com um sorriso estampado no rosto. O elevador chegou e entrei dando tchau para eles.

Quando cheguei no térreo meu coação estava a mil. Lucas estava do lado de fora do prédio, encostado no carro esporte do pai do Pedro e deitando alguma coisa em seu celular. Ele estava com um smoking preto, sapato social, uma gravata vermelha e seus cabelos arrumados com gel (provavelmente uma obra da Giovana).

O porteiro me cumprimentou e abriu o portão pra mim. Cumprimentei de volta com as bochechas coradas e a voz baixa devido ao ato repentino. Lucas desviou seu olhar de seu celular e me encarou.

Fui descendo lentamente as escadas do prédio até que chegasse em baixo. Olhei para trás e vi que o porteiro já estava de volta em sua cabine, nos observando pela janelinha. — B-boa noite... — murmurei.

Ele continuou me olhando sem dizer nada, até que chegou uma hora que o celular caiu da mão dele e sua boca começou a se abrir lentamente. Quando se deu conta do impacto do aparelho contra o chão, ficou extremamente vermelho e se agachou para pega-lo. Soltei um sorrisinho, não é sempre que vemos um Lucas desamparado.

— V-você está muito bonita... — começou, caminhando até mim e me dando seu braço. — Isso é mal, fico com medo de te beijar e estragar toda essa maquiagem... — murmurou a última parte sem se dar conta que tinha falado aquilo em voz alta.

— Você também está lindo e... Eu trouxe o batom na bolsa — sussurrei a segunda parte, fazendo o rosto dele esquentar. Fomos até o carro, ele abriu a porta para mim e foi para o banco do motorista.

Coloquei o sinto e comecei a sorrir, ele estava me tratando tão bem que nem parecia ele mesmo. Não que ele não me trate bem normalmente, mas, ele está sendo fofo...

O carro começou a andar. Decidimos deixar com o teto fechado por causa do meu cabelo e essas coisas, mas nem estava ligando para isso no momento. Tudo que eu realmente queria fazer é dar um abraço nele e sentir aquele cheiro de baunilha que eu tanto amo.

Fiquei o encarando descaradamente por toda a viagem até que ele ficasse um tanto desconfortável — Esse lugar — comecei— onde ele fica?

— Muito longe — percebi que ele começou a ficar mais relaxado e sorrio.

— Agora fiquei com medo de você me sequestrar.

Ele soltou um riso leve — Como descobriu o meu plano?

— Telepatia... — fechei meus olhos por alguns instantes e comecei a pensar, mas a única coisa que me vinha na cabeça era que eu queria abraçá-lo. Ou melhor, queria ser abraçada por ele.

Mais alguns minutos se passaram e chegamos ao restaurante. O chofer do restaurante abriu a porta do carro pra mim, e logo fui de encontro ao Lucas e dei minha mão para ele, que entrelaçou nossos dedos.

Entramos no local com música ao vivo, estava completamente cheio. Fiquei pensando em como será que ele conseguiu reservas para um lugar como esse. — Você não está me entendendo, tem que me deixar entrar! — ouvi uma voz um tanto fina. — Já deixei tudo combinado com o senhor Antonelli, se duvida de mim, chame-o aqui.

Era aquela garota de cabelos azuis, que estava junto com a morena de mais cedo. A tingida usava um vestido preto e rosa rodado tomara que caia, óculos pretos e legging preta, com um sapato de salto também preto. Já a morena usava um vestido azul escuro um pouco mais colado, mas não vulgar, com legging preta e sapatilha com plataforma enquanto revirava o olhar.

— Sinto muito, mas ele está atendendo alguém no momento...

— Ah, Carlos, pode me ajudar por um instante! — a tingida disse, chamando a atenção de um homem ruivo e bem vestido que parecia bem orgulhoso.

— Ah, veja se não é a Rebeca! Você estava demorando pra chegar, achei que não iria mais querer...

— Senhor Antonelli, isso não vem ao caso agora... — a morena declarou tombando a cabeça para o nosso lado. — Precisamos ir agora.

— Ah, mas é claro! Podem entrar — o ruivo declarou.

— M-mas, senhor... — o guarda tentou falar.

— Se me dá licença, os amigos do meu filho podem se divertir também. Mas então, como anda o Logan? Ah tempos não o vejo... — e assim os três desapareceram dentro do restaurante. Virei meu olhar para Lucas, que não tinha prestado atenção no alvoroço e estava agora me guiando para uma mesa para duas pessoas na varanda do local.

Tenho que dizer, era lindo, por ser longe da cidade tinha a vista para um vasto céu estrelado. — Isso é tão lindo...

— Né? Temos sorte que o Pedro conhece o Julio há bastante tempo, foi ele que conseguiu agendar isso pra mim... — realmente, a varanda era bem espaçosa mas só nós dois estávamos sentados lá fora. — O melhor é que hoje é dia de lua nova, então o brilho dela não vai afetar no das estrelas, sem dizer que, por ser longe da cidade, dá para se o céu estrelado ainda melhor...

— Você gosta de astronomia? — soltei um riso. — Que inesperado...

— Meu pai, quando estava vivo, costumava estudar o universo. Mundos destintos nos quais a sobrevivência era possível, descobrimentos de nova estrelas e se aprofundou em buracos negros. Minha casa era sempre cheia de livros de astronomia, mas hoje em dia eles estão todos guardados na última prateleira do meu armário... — ele falou tudo com um sorriso no rosto. Olhei para ele preocupada, mas percebi que, na verdade, ele já estava superando esse tipo de coisa. Dei a mão para ele, que me levou até o meu lugar e puxou a cadeia para que eu me sentasse.

O garçom chegou e logo nos deu duas taças para vinho — Coloque pouco no dela, é fraca com isso.

— Ei! — fiquei vermelha. Encarei o garçom e concordei com o Lucas — Só dois dedos, por favor...

— O mesmo que ela, tenho que voltar dirigindo ainda, certo? — ele sorriu. Nossas taças foram poucamente preenchidas e os cardápios postos sobre a mesa.

— Sabe, eu sempre gostei de estrelas — falei ao foliar o cardápio. — Quando eu e Nick éramos menores, morávamos numa casa com um quintal gigante que era meio longe da cidade então, nos dias que eu não conseguia dormir, ela sempre me levava para deitarmos na grama e olharmos as estrelas de madrugada. Nunca li um livro sobre o universo, mas parece divertido!

— Sério? Posso te emprestar um algum dia desses — ele soltou um sorriso irresistível e voltou a olhar o cardápio. — Eai, quer pegar alguma coisa para cada, ou um prato para dois?

— Acho que um prato para dois sai mais barato... Além disso a gente pode dividir — respondi.

— Certo, então, vai pra última página.

Fui direto para onde ele me mandou e comecei a ler o nome dos pratos. Minha mãe sempre me levava pra esse tipo de jantar, então já conhecia mais ou menos o nome da cosias. — Esse parece bom, fetuttini ao fredo com filé em cubos...

Lucas começou a rir — Como sempre, a escolha de uma criança... — fiquei vermelha. — De qualquer jeito, é uma boa escolha.

O cardápio dele foi colocado sobre a mesa enquanto ele me encarava. Tentei esconder meu rosto com o cardápio aberto, o que não deu muito certo, já que Lucas segurou as minhas mãos e me fez desestressar. Fiquei vermelha e com muita vergonha. Abaixei o cardápio e comecei a encará-lo e a ser encarada de volta, até que um garçom chegou do nosso lado e interrompeu nossos pensamentos aleatórios. — O que gostariam de pedir?

— Ah, sim — Lucas falou ficando um pouco vermelho e soltado minhas mãos. — Vamos querer esse prato e... Nathalie, refrigerante com vinho não combina, pode ser água com gás? — fiz que sim. — Certo, então com uma água com gás.

— Vocês querem um prato para cada ou o especial de casal? — Lucas me olhou por um tempo pedindo para eu responder.

— Eh... Pode ser o de casal — respondi da boca pra fora. Eu ia pegar o separado, mas eu respondi isso por reflexo. Lucas me encarou arqueando uma sobrancelha, o garçom assentiu com a cabeça, pegou os cardápios e se retirou.

— O de casal, Nana — ele repetiu com um sorriso.

— Cala a boca! Eu falei sem querer — briguei ficando mais vermelha.

— Mas estou feliz, quer dizer que seu subconsciente já nos considera um casal.

— Vá cagar! — falo brava. Peguei um pão da cestinha que o garçom havia colocado sem eu nem perceber.

— Certo, certo, de qualquer jeito, a semana de provas está chegando — arregalo os olhos por um segundo. Merda, esqueci — Você está estudando, né?

— C-claro — minto desviando o olhar. — Que dia começa mesmo?

— Daqui duas semanas. Elas vão do dia 4 de junho por duas semanas e depois tem as aulas até a recuperação que acaba dia 13 de julho. Daí tem as férias de inverno até dia 7 de agosto.

— Como você sabe todo o cronograma?

— É fácil, geralmente as semanas de provas começam duas semanas depois do meu aniversário, e as aulas e recuperação se prolongam até a semana do dia dos namorados.

— Espera — o interrompi—, que dia é o seu aniversário?

— Essa segunda dia 21 — ele sorri.

— Seu trouxa, por que não me falou antes?! — falei com raiva — Não tive tempo de te comprar nada, nem de preparar nada... Por falar nisso, a Nick volta nesse dia e o Pedro também! A gente precisa fazer uma festa, ele dois fazem o bolo e alguma coisa assim...

— Clama Nana, eu sabia que você não sabia. Além disso, não gosto muito do meu aniversário, muitas vezes minha mãe está viajando, Gigi está sempre estuado, a Alessandra só se apodera desse dia para tentar ficar com o Pedro. Acho que só a So, o Matt e o Pedro realmente ligam para esse dia. Geralmente eu só saio para algum lugar e pego algumas meninas...

— Não diga isso novamente! — gritei. — Agora você não está mais sozinho! Você tem a Nick, a Gabi, o João, o Matheus, a Lia, a outras pessoas, assim como a mim! Vou fazer desse aniversário a data especial que deveria ser!

Ele começou a rir descontroladamente e a bater a mão na mesa. Fiquei vermelha, o que esse cretino está pensando agora?

— Desculpa — acho que ele percebeu a minha cara de cu, por que logo tentou se acalmar — É que, de todas as garota que já fiquei, você é a única que liga para alguma coisa que não seja o meu sexy apeal.

— Lucas, se eu fosse como elas eu teria ficado com você desde que te conheci, e com isso digo, desde o "como batatas no banheiro" — ri mais por lembrar desse episódio.

— Então quer dizer que me acha bonito?

— Sinceramente, nesse dia, a primeira coisa que eu e Nick discutimos depois de sair de perto de vocês era de como você era bonito, mas isso não vem ao caso — confessei. Vi as bochechas dele corarem um pouco.

— Desculpa, é que, em tanto tempo, você é a única garota que eu sinto que estou me apaixonando mais a cada vez que falo com você — ele soltou um sorrisinho e desviando o olhar para as estrelas. Confesso que fiquei mais vermelha ainda. — E então, Pedro e Nick te ligaram?

— Não, por que?

— Ah, digamos que os dois passaram juntos para as finais e tiveram que ir um contra o outro, só que valendo um favor para o vencedor.

— Quem ganhou? A Nick, né?

— Sim, não me parece surpresa.

— Não estou, ela ganha esse tipo de competição desde os seis anos de idade contra pessoas bem mais velhas que ela, me surpreenderia se ela não ganhasse. Mas qual favor ela pediu?

— Ela disse que ainda não decidiu, mas me contaria quando soubesse.

— O prato de vocês... — o mesmo garçom de antes disse, colocando o prato na frente do Lucas. — É aconselhável que sentem-se lado a lado para poderem desfrutar melhor as sensações. Em minha opinião, colocar as duas cadeiras viradas para as estrelas é ainda melhor, o que decidem?

— Pode ser virado para as estrelas, por favor — Luas disse. O homem assentiu, pedindo que nos levantássemos é assim o fizemos. Ele colocou as cadeiras para a visão estrelada e logo saiu, me deixando com o Lucas. Nos sentamos.

Olhei com vergonha para o prato. Era um prato grande com dois pares de talheres. Realmente estranho que um restaurante tenha um serviço assim, nunca vi isso antes. Ignorei esse fato enquanto comia e olhava para as estrelas.

— Abre a boca — Lucas falou com um sorrisinho.

— Por que?

— Surpresa, só abre — dei de ombros e abri a boca, fechando os olhos. Ele pegou uma garfada de macarrão e colocou na minha boca.

— Sabe que eu podia ter feito isso por mim mesma, né? — pergunto rindo e limpando o que ele sujou.

— Sim, mas se fosse assim, não seria um beijo indireto — deu a língua e voltou a comer. Puxei um fio do macarrão que ele também estava comendo até que percebi que era o mesmo fio. Ele soltou mais um sorriso e foi comendo até se aproximar da minha boca, me dando um selinho.

Acabamos de comer enquanto riamos, garçom tirou nosso prato e nos deu o cardápio de sobremesas. Escolhi um petti gatou de chocolate, e o Lucas um de nutella. O cara concordou e saiu da varanda, nos deixando a sós. Ficamos conversando por um tempo coisas aleatórias, até que ele tocou num assunto um tanto agudo.

— Nana, você gosta de mim, né? — fiquei vermelha.

— P-por que a pergunta?

— É, é por que eu... Meio que... — ele começou a ficar muito vermelho. Vi que ele estava mexendo em alguma coisa de baixo da mesa já que eu ainda estava do lado dele.

Do nada, ouvi um baque na mesa, as taças de vinho já vazias e as com água voaram, caindo no chão e me dando um susto. Pulei em minha cadeira e me aproximei do Lucas com o coração acelerado.

— Ai... — foi o murmúrio de uma garota. Olhei melhor para a mesa e vi a menina de cabelos azuis claros deitada sobre ela. — S-sobremesa? — perguntou estendendo uma taça de sorvete de flocos em nossa direção.

— N-não mas... como você... De onde você... — perguntei com receio.

— Ah, me desculpem! — ela estendeu um cartãozinho para a minha mão, onde falava o nome completo, telefone e e-mail dela. — Sou Rebeca Oliveira, paparazzi amadora, fotógrafa de paisagens amadora e stalker nas horas livres.

— Rebeca, isso não é hora para apresentações! — a morena de mais cedo desceu por uma corda até chegar do lado da mesa. — Sou Roberta, mas isso não vem ao caso. Desculpem a intromissão, até segunda — ela puxou a mão da branquelinha até que estivessem longe da nossa visão.

Olhei para Lucas que estava com uma cara de “que merda acabou de acontecer”. Suspirei tentando raciocinar o que tinha acontecido e observei o cartão em minhas mãos.

— Sinto muito — o garçom disse se aproximando. — Tentei impedir, mas Rebeca é uma grande conhecida do senhor Antonelli e seu filho — ele colocou as sobremesas na nossa frente. Comecei a rir.

— Essa garota, ela me parece interessante — começamos a comer a logo saímos do restaurante. O dono disse que, por causa do que a Becky fez, nós não precisaríamos pagar dessa vez. Estava muito feliz, mas meu coração começou a doer quando chegamos na portaria do prédio.

Detesto admitir, mas eu definitivamente gosto desse garoto. Estava entrando, mas — Nana, espere... — me virei para ele. — Posso subir com você?

Soltei um sorriso e segurei na mão dele. Entramos no prédio e no elevador. Quando chegamos no nosso andar eu fui até a casa do Iago e dei algumas batidas. — Eu já disse que não estou com humor hoje, Be... Ah, oi Nana — ele falou com um sorriso. — Vou pegar sua chave.

E assim o fez. Destranquei a porta de casa e deixei os sapatos de salto largados perto da entrada. Lucas fez o mesmo, mas colocou o blazer em cima do sofá. Fui para o banheiro e fiquei me olhando no espelho.

Não quero tirar a maquiagem! É um desperdício!

Me sinto ser abraçada de trás. — Eu preciso te falar uma coisa séria...

— O que foi? — pergunto fazendo cafuné na cabeça dele que estava no meu ombro.

— S-sabe, eu... — ele pensou um pouco. — Posso te beijar?

— É só isso? — levanto o rosto dele e lhe dou um selinho. Me viro para ele, o abraçando e sendo correspondida, mas tem algo errado. Parei de beijá-lo e olhei nos seus olhos. — Agora é serio, fala logo o que você quer me falar.

— Você me pegou... — ele colocou a mão no bolso da calça e desviou o olhar dos meus olhos. — É que eu... eu nunca fiz isso antes então...

— Você é virgem?! — pergunto com os olhos arregalados.

— Não, não isso! — ele tira uma caixinha do bolso e me entrega. — Eu só... nunca pedi ninguém em namoro...

Abro a caixa, podendo ver um colar de ancora super bonitinho. Ele tinha corrente de prata, uma rosa de prata e uma ancorazinha listrada em branco e azul com muitos brilhantinhos do lado. Fiquei vermelha, muito vermelha.

— Então, isso é um pedido de namoro? — pergunto olhando para baixo com um sorriso que não podia mostrar.

— Na teoria — ele murmurou. Dei um abraço nele e fiquei na ponta dos pés, puxando-o para um beijo longo. — Isso foi um sim?

— Você ainda tem dúvidas? — ele fez que não e me colocou em cima da bancada do banheiro, aprofundando nosso beijo.

~~

Certo, Lucas desfez meu cabelo e dormiu em casa junto comigo. Acho pessoalmente que esse foi o melhor dia que já vivi até hoje.

Notas finais
DG: Desculpem mesmo a demora para sair, quero agradecer novamente à Sabri-chan e ao Putenho :3 Bem, a energia da casa da Nana meio que acabou pq tá chovendo pra kraiuuu, mas (mesmo que eu tenha escrito esse cap quase inteiro sozinha) espero que tenham gostado! Pfvr, comentem se tiverem algum pedido para os proximos capítulos, eu sempre acabo atendendo os pedidos! Kissus de paçocaa~~ E até! P.s.: Minhas aulas acabaram, eu já passei, mas a Nana não, de qualquer jeito, já estou com ideias pro proximo capítulo, então aguardem ^^