Quase Normais

12 Cócegas são do mal...


Notas iniciais
DG: Yooe~~ Como não postamos semana passada, acabamos por escrever um cap BEEEEM grande, mas vamos dividi-lo em duas partes, a da Nick e a da Nana. NANA: A da Nana, se não sair daqui a pouco, sai amanha a noite (pq nois vai no shopping a tarde *--*) CABO FERIAS, CABO FELICIDADE, CABO CAPÍTULOS NA VELOCIDADE DA LUZ, CABO TUDO! DG: mas vamos dar o nosso melhor! Até lá em baixo!

Diário da Nick

“Nunca brinquem com cócegas”

–Lispector, Lucas.

~~

Acordei do nada, nem me lembrava do que tinha acontecido ontem. Tentei me levantar mas senti dois braços ao meu redor, me impedindo de levantar. Isso, definitivamente, não é o colchão — Pedro, véi, que você ta fazendo aí? — Perguntei sonolenta. Eu estava de braços abertos e minha blusa estava no meio da barriga, igual sempre.

— Hum — me respondeu no mesmo tom —, meu beijo foi tão hipnotizante que você não consegue mais ficar longe de mim — Suas pernas estavam entrelaçadas às minhas, e seus olhos quase não abriam. Olhei para o lado, onde Lucas dormia no sofá em cima da Nana.

Não sei como ela não morreu ainda. Abri um pouco mais meus olhos, e pude ver que Lucas, na verdade, estava acordado. — Lucas — comecei — toma cuidado.

— Como assim? — me perguntou — Como isso faria alguma coisa comigo?

— A Nana, quando está com sono, faz coisas que nem ao menos eu poderia imaginar — falei tentando, falhamente, sair de cima do Pedro — Deixa eu sair — falei cutucando o rosto dele.

— Só se me der um beijinho — afirmou cheirando meu pescoço.

—Da um tempo! — disse dando um tapa na cabeça dele. Ele me soltou com as mãos na cabeça.

— Era só uma brincadeira — falou — mas não custa tentar... — olhei pra ele, mortalmente. — Que isso? Não leva nada na brincadeira?!

Bufei e fui fazer o café da manha. Panquecas de nutella com morango, sempre uma boa idéia.

Comecei a fazer a mistura de massa de chocolate, e vi Pedro entrando pela cozinha. Seu “pijama”, sim, entre aspas, porque ele tava só de bermuda com a cueca preta aparecendo, não que fosse ruim pro inicio de tanquinho dele, mas... — Quero ajudar — me falou, abraçando pela cintura. Dei um soco na cabeça dele, o que fez que ele me soltasse.

— Não fique todo atirado só porque teve meu primeiro beijo, inútil — falei indo para o fogão e colocando a massa na frigideira.

— Foi seu primeiro beijo?! — me perguntou surpreso.

— N-não... — falei desviando o olhar — T-talvez... — ele deu um sorriso — O que foi?!

— É que foi o meu também! — seu tom animador me deixou vermelha. Continuei as panquecas — De qualquer jeito, posso fazer alguma coisa?

Balancei a cabeça pro lado da geladeira — Corta os morangos e faz glacê de nutella.

— Por que as únicas coisas que eu faço são cortar os morangos e fazer glacê? — reclamou se espreguiçando.

— Vem virar as panquecas então — falei me distanciando e deixando-o tomar conta do fogão. Peguei os morangos, lavei-os, cortei-os e coloquei em um pote, fiz o mesmo com bananas. Depois comecei o glacê de nutella na bancada virada pra sala.

— Dê-me paciência Lucas — Nana falou sonolenta — Se for dormir em cima de alguém, ao menos vire esse bafo de onça pra lá.

— Que você disse? — Lucas retrucou — Ei! O que você ta fazendo? — vi uma mãozinha puxando a cabeça do Lucas pra baixo.

— Sua sobrancelha tava franzida, então eu pensei no que aconteceria se eu a beijasse. Sabe, se ficaria normal — ela disse dando um risinho. Lucas deve estar extremamente corado nesse momento — Lucas, a textura do seu cabelo é tão gostosa, é bem mais macio do que eu imaginei... Será que tem cheiro de baunilha?

— E-ei, você não vai... N-Nana! A jaqueta ta aberta!

— Eh? Foda-se — respondeu com a voz suave e sonolenta, Nana em modo *yandere: On.

— Não vai cheirar meu cabelo! Eu vou ficar vendo seus seios! — ele falou em tom de culpa, mesmo que não fosse dele.

— E você não quer ver? — continuou.

— I-isso não vem ao caso! — ele falou e logo ouvi um ronco da Nana. — Como você consegue dormir tão rápido?!

— Se você não estivesse com tanto mau hálito, eu te beijava só pra você calar a boca — a baixinha respondeu.

— Eu avisei, Lucas! — gritei da cozinha enquanto ria. Pedro riu também.

— Acabei aqui — ele me falou enquanto eu colocava o glacê em um pote.

— Okay, vou chamar as meninas, vai colocando as coisas no kotatsu — falei indo para o meu quarto, mas passei pelo sofá, onde Lucas tentava fechar o zíper da jaqueta da Nana. — O que você ta fazendo?

— Estou tentando não estuprar sua irmã — ele falou.

Suspirei alto — Não diga nada Nick, só sorria e concorda — falei pra mim mesma, indo pro quarto e trombando com a Gabi.

— PANQUECA DE NUTELLA DA NICK! — ela falou gritando e sentando no kotatsu antes que Pedro acabasse de arrumar a mesa.

— Panqueca da Nick?! — Nana falou acordando bruscamente e derrubando Lucas no chão.

— Só é bonitinha dormindo mesmo... — Lucas falou enquanto sentava. Ele também estava sem camisa, só que com o jeans de ontem ao invés de uma bermuda.

— Vai fechar esse zíper Lucas — falei revirando os olhos e entrando no quarto. — Meninas, café da manha...

Mal tive tempo de falar e elas saíram correndo por mim, e sentando com as outras. Pedro ainda não tinha colocado a comida na mesa e estava fazendo café enquanto a Nana e a Gabi morriam em cima da mesa.

— Cadê a comida? — Gabi falou desapontada.

— Nick... O Pedro está nos torturando — minha irmã complementou.

— O que tem de tão especial nas panquecas da Nick? — Lucas perguntou indo pra mesa também.

— Espere um pouco e irá saber — Gabi falou olhando para mim. Pedro acabou de coar o café, e colocou a massa na mesa, se sentando também. Peguei as frutas e o glacê.

— Um. De. Cada. Vez — falei com uma aura negra.

— Eu primeiro! — Nana falou rapidamente, pegando quatro massas e esperando eu colocar o resto na mesa. Coloquei lá e ela logo atacou o glacê. A Gabi fez o mesmo, depois o Lucas, a Lia, a Isa, o Pedro e, finalmente, eu.

— Caraca, isso é muito bom! — Lucas exclamou — Por que a Nana vai comer mais do que eu?! Quero quatro também! — tinha quatro pedaços no da Nana e no da Gabi, três no do Lucas, da Lia e da Isa, enquanto eu e Pedro nos contentávamos com míseros dois pedaços.

— Se você quer mais, faça você mesmo — falei meio triste, colocando mais panquecas na boca.

— Que foi, Nick? — Lia me perguntou preocupada.

— Eu e Pedro que fizemos tudo e só ganhamos dois pedaços cada... — respondi.

— Ah, eu dou metade da minha pra você — Nana disse, e depois me olhou com um sorriso malvado — Espera, tem banana...

— O que isso tem?! — Isa disse. — Espera, você não gosta?

— A bananinha é frescurenta — Nana disse com biquinho.

— Não conta pra eles o meu apelido de infância! — falei escondendo meu rosto vermelho.

— Ops — Nana falou com as sobrancelhas arqueadas e um sorriso malvado.

— Ah é? Toco de amarra jegue! — falei mostrando a língua e me levantando.

— Namorada do Pedro! — falou vermelha e se levantando.

— Namorada do Lucas — retruquei rapidamente.

— Ei! Eu sou um homem correto! — Lucas falou enfiando mais panqueca na boca — Eu fechei a jaqueta ao invés de estuprá-la, a maior parte dos meninos não faria isso!

— Quando foi isso?! — Nana perguntou olhando-o.

— Logo depois que você falou que me beijaria se eu não tivesse com bafo — o menino respondeu cruzando os braços.

— Então foi por isso que eu sonhei com ovo podre e baunilha...

— Nana! Conta o seu sonho! Eu amo os seus sonhos! — Gabi falou com mais panqueca na boca. Eu e minha irmã nos sentamos e ela começou. — Só não deixa nada passar, porque eu sei os significados desse sonho, só preciso ter certeza.

— Eu tava jogando Mortal Kombat X com o Lucas no fundo do mar e toda vez que alguém perdia tinha que tirar uma peça de roupa, por sinal, o Lucas estava só de cueca. Quando eu olhei pro lado e vi a Nick e o Pedro se beijando e do nada começou a chover baleias e uma acabou me esmagando. Do nada eu me vi em um campo de flores de baunilha, mas a cada passo que eu dava, eu pisava num ovo podre — ela falou tudo olhando pra cima como se fosse o sonho mais normal do mundo.

— Isso quer dizer que, primeiramente, você quer jogar Mortal Kombat com o Lucas, assim como quer vê-lo de cueca. Você também gostou muito do beijo da Nick com o Pedro, já a baleia quer dizer que você está se achando gorda, assim como o fundo do mar queira dizer que você quer ir pra praia. Já os cheiros de baunilha e de ovo podre foram uma mistura do cheiro do Lucas com o hálito do mesmo.

— Você é uma interpretadora de sonhos... — Nana falou com os olhos brilhando. — A única coisa que não fez sentido é...

— Você quer emagrecer?! — Lucas falou assustado — Vai ficar anoréxica!

— As baleias, Lucas... Isso que não fez sentido — Nana falou — Por que eu ia querer emagrecer? Minhas costelas aparecem mano.

— Por falar nessas coisas aí, Lucas, Pedro, vocês tem tanquinho, né? — Isa disse com sobrancelhas arqueadas mesmo já sabendo a resposta.

— Bem... eu tenho inicio de tanquinho, caso a minha falta de camisa não tenha transparecido — Pedro disse revirando os olhos.

— Se querem tanquinho, não devem olhar pra esse fracote aí — Lucas falou de nariz empinado. Isa foi chegando perto dele.

— Então friendi.... Você tem uma bela arte aí — ela soltou um sorrisinho e começou a fazer cócegas no Lucas, fazendo ele cair de barriga pra cima. Nana foi junto com a Isa.

Olhei pra Gabi, ela olhou pra mim, nós olhamos pro Pedro.

— Ah merda... — ele falou indo pra trás. Pulei em cima dele e comecei a fazer cócegas também, paralisando-o. — P-para! Por favor! — ele dizia entre risos. A Gabi chegou e ficou fazendo a mesma coisa, enquanto a Lia estava sentada com um sorriso falso.

— Isa! — Gabi gritou.

— Diga, sargento! — Isa falou.

— Permissão para atacar a Lia? — ela perguntou.

— PARTIU! — Isa falou, indo atrás da Lia com a Gabi.

— Isa, você irá me deixar?! — Nana disse.

— Desculpe Nana, mas um gigante só precisa de uma baixinha — Isa falou indo atrás de Lia.

— GUARDA BAIXA! — Lucas gritou se passando pra cima da Nana — Sabe o que eu passei na hora que você acordou?! Vai sofrer o mesmo! — ele disse com uma cara assustadora enquanto Nana choramingava e ria pelas cócegas, mas ela se debatia tanto que chutou... aquela parte — Meus filhos! — ele falou e Nana passou por cima voltando a fazer cócegas.

— Desculpa! — Ela falou enquanto fazia cócegas.

— Você nem ta arrependida! — ele gritou. Me virei pra Pedro que já estava se passando pra cima de mim, ou tentando.

— CAPAZ que você faz isso! — falei voltando a fazer cócegas nele. Ele me olhou como se não funcionasse mais e começou a fazer em mim, me fazendo cair em cima dele.

— Você anda muito mal criada! — Lucas falou segurando nos pulsos da Nana — Vou ter que te ensinar de novo?

— Ensinar o que? — ela falou revirando os olhos.

— A respeitar os mais velhos! — ele falou passando por cima dela de novo — Se me chutar lá de novo... Vou apertar seu seio!

— Pervertidoooo! — Nana falou choramingando e rindo ao mesmo tempo. — Eu não tenho controle das minhas pernas!

— O que fazemos quanto a isso? — Pedro perguntou segurando minhas mãos.

— O de sempre — falei me livrando de suas mãos grandes e voltando a fazer cócegas nele. — Ignoramos!

— Eu me rendo, eu me rendo!! — falou se debatendo.

— Então você é.... Um covarde? — perguntei bem próxima ao rosto dele, o que o fez corar muito forte — O Pedro fofo voltou! — falei sorrindo e saindo de cima dele.

— N-não fiquei corado porque você estava perto! Fiquei porque..... Você me chamou de covarde! — ele falou se sentando.

— Isso não fez nenhum sentido — falei rindo. Ele me puxou pelo pulso pro colo dele e mostrando a língua de olhos fechados. Quando os abriu, começou a se aproximar.— O que você ta fazendo?

— Mostrando que o Pedro fofo não está de volta! — ele falou encostando a testa na minha e me olhando nos olhos.

— Isso quer dizer que você era fofo antes? — falei provocando-o.

— Não mude de assunto! — retrucou.

— Eh... Eu preferia o Pedro fofo... — falei inflando as bochechas e olhando para a diagonal.

— O que?! — ele falou com vergonha. — Eu tive ao máximo que não sentir vergonha e te pedir um beijo em público! Eu fiz isso pra nada?!

— Por que? — perguntei.

— V-você falou que preferia bad boys... — ele murmurou corado — E-e eu queria provar que não sou “fofinho”! Isso não é coisa que quero ouvir de você.

— Não podemos fazer nada a respeito disso se você... é fofinho — falei dando a língua.

— Sai daqui, vagabunda! — ele falou com falsa raiva.

— Você não me chama de vagabunda que eu não sou tuas nega — falei dando um tapa na cabeça dele, que colocou as mãos no lugar com expressão de dor.

— Por falar em vagabunda, ainda tem bolo? — fiz que sim — Vamos comer então? Eles pegaram quase toda a panqueca.

— Boa idéia — falei me levantando — Mas o que isso tem a ver com vagabunda?

— Segundo dia de aula, aquele bolo lindo e você o roubando — ele disse com tom entristecido. Revirei os olhos e dei a mão pra ele levantar.

— Nada disso teria acontecido se você não tivesse derrubado meu bolo primeiro — revirei os olhos.

— Isso não vem ao caso — respondeu se levantando e olhando em volta. — Cadê as meninas?

— Devem estar se trocando. Vamos comer antes que esse trogloditas lembrem do bolo — puxei-o para a cozinha, e enquanto ele pegava os garfos eu ia tirando o bolo da geladeira.

— Esse cheiro... — ouvi a voz de Nana — EU QUERO BOLO!

— Caralhinhos de olfato de Lúcifer, rápido Pedro, enfia tudo na boca! — falei pegando um garfo com um pedaço de bolo gigante e enfiando na boca dele. O moreno me olhou com raiva e enfiou um na minha também, começando a rir.

— Lucas! Eles vão comer todo o bolo — Nana falou choramingando.

— Já não está farta?! — o maior perguntou — Você comeu quatro panquecas!

— Nunca me fartarei de bolo! — a baixinha respondeu. Quando Pedro abriu a boca, coloquei mais bolo lá.

— Não temos tempo pra conversa, só come logo — falei colocando em minha boca também. Ouvi um estrondo e tinha um Lucas caído no chão e uma Nana correndo até a cozinha — Merda, merda, merda! Corre Pedro! — nós dois começamos a colocar um monte de pedaço na boca.

— Não adianta tentar esconder todo o bolo — minha irmã falou entrando na cozinha — Eu sei que vou achar. Mas, como eu sou uma pessoa correta, vou ficar só com um pedaço e vocês comem o resto.

— Podia ter disso isso antes — Pedro falou de boca cheia e tentando engulir.

— A culpa não é minha se vocês pensam que eu sou uma máquina que come tudo que vê pela frente — Nana disse dando de ombros e pegando um prato. Ouvimos Lucas murmurar de dor.

— O que você fez com o Lucas? — o moreno perguntou.

— Nada de mais — ela falou dando de ombros.

— Como assim nada de mais?! — Lucas falou se levantando e correndo até a cozinha — Você me deu um golpe louco ninja dos paranauê! Como você fez sas macumba?!

— Nana é um prodígio do karate, ela luta desde que tinha uns cinco anos e consegue derrubar pessoas com até o dobro da altura dela — falei colocando mais bolo na boca. — Na verdade ela é boa em todos os esportes.

— Mas os que envolvem luta são mais os legais — ela falou comendo.

— Por que toda vez que eu te prendia você não se soltava? — Lucas perguntou.

— Porque eu não entrava em desespero — a baixinha respondeu.

Lucas fez uma cara de indignado — Mas isso não faz sentido!

~~

Bem, esse povo vem aqui em casa e fica fazendo barraco, nem consegui escrever o dia todo! Só posso dizer que foi muito estranho, ou legal ou... Tanto faz, não é importante!

Notas finais
DG: SDDS FÉRIAS ;U; NANA: vamo q vamo, já q a gente posta o proximo, q vai se passar no mesmo dia q esse, entenderam?! Espero que sim, não quero pessoas bugadas igual a DG :v Por falar em bugs, vlw Marry And The Roses por ter mandado a DG pro concerto, tava difícil aqui -.- Emo boy tbm :3 Kissus de paçoca, Kissus de pandas e até lá *u*