Quase Impossível
3 Nostalgias
Notas iniciais
Outro dia amanhece em Okinawa. Mesmo que Riku e Saya estivessem relutantes em levantar, era isso o que deveriam fazer. Haji abriu as grandes janelas da sala, onde eles estavam e observou sua rainha com olhos frios, porém cobertos de algum sentimento que ele não poderia distinguir.
–Saya...
–Hm? — A garota se revirou debaixo dos lençóis, num protesto silencioso de que não queria sair dali
–Temos que ir. O navio para a França sairá ás 11:00
–Mas.. Haji! — Ela olhou para o cavaleiro e fez um bico. Então aquela era a birra dela?
–Não. Levante-se — O homem foi forte, e estendeu um dos braços para que ela pudesse segurar.
Logo sentiu algo no peito. A saudade de antigamente, quando Saya era realmente feliz e tinha que se preocupar apenas com coisas banais. Queria muito estar cansado de tudo aquilo, mas infelizmente, ele não se cansava.
A garota saiu do banheiro com seu traje usual. Olhou para todos por alguns segundos e sorriu, para aliviar a tensão no local. Algumas palavras foram ditas por David, como alerta e todos saíram em direção ao porto.
–x-x-x-x-x-x-
David olhou ao redor, a maré estava alta, um bom dia para navegar. Colocou todas as malas no convés e olhou para Júlia, com um olhar estranhamente feliz. A chegada ao porto não teve muitas turbulências. Apenas uma discussão que já era usual entre Kai e Haji, onde apenas Kai falou. Todos riam de forma descontraída cada vez que Kai mandava o cavaleiro responder, mas era totalmente ignorado.
–Ei! Saya! — Era Riku gritando
Ela se virou para ouvi-lo.
–Eu tenho mesmo que ir? É que eu tenho medo da Diva..
–Riku, não se preocupe, nós protegeremos você — Haji falou antes que Saya pudesse dizer qualquer coisa e ela sorriu — Além disso você não pode ficar aqui sozinho...
–Vamos, rapazes, o navio já vai sair!
–x-x-x-x-x-x-
–Amshell... — A voz doce e infantil de Diva ecoou pelo quarto escuro em que estava
A noite estava tomando conta do céu, o crepúsculo estava lindo, do jeito e das cores que ela gostava.
–Fale — Uma taça de vinho foi erguida diante a face branca do cavaleiro. Ele apreciava esses momentos mais do o normal. E bebia, mesmo que não precisasse.
–Por quê nunca mais me deu presentes? Eu quero agora!
–Claro — Ele levantou-se sem cerimônias e saiu andando, deixando sozinha a garota, que torturava um pássaro que havia capturado — Fique aí
–Amshell... — Ela tornou a chama-lo
–O que? — Ele se virou para ouvi-la, algo raro
–Quando eu verei minha irmã novamente?
–Logo, ela já está vindo...
Diva olhou pela porta, quando seu cavaleiro já estava longe, soltou o animal, que saiu voando, assustado. Recostou-se no grande sofá branco que tomava metade do cômodo e suspirou. Sabia que Saya estava a perseguindo. Um sorriso discreto abriu-se em seus lábios e seus pensamentos desviaram-se, passeando pelas madeixas negras do homem alto e atraente.
–Então eu te verei novamente, cavaleiro Haji....
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