Quase Como Se Fosse A Primeira Vez...
2 Capítulo 1 - Parte II.
Notas iniciais
Akira sorriu para o ruivo que o fitava, parecia que o nome dele era John, mas o moreno ainda não podia ter certeza.
_ O que está olhando? — perguntou Akira friamente, sem se importar com o loiro assustado ao lado do ruivo.
_ Bom, você matou o cara e quer que eu faça o que? — soltou John, indignado.
Akira revirou os olhos e se virou, continuando a andar.
_ Ele está morto mesmo, John? — ele ouviu uma voz, mas nem quis se virar.
_ Vou ter certeza, Max, fica quieto aqui que eu vou ver se o coração dele parou. — disse a voz do ruivo.
_ Isso pode me causar problemas... — refletiu Akira, jogando uma faca para atrás, aonde deveria estar o ruivo, ao mesmo tempo em que o loiro jogou o outro para trás, andando para frente.
_ Eu vou ver, vai que tem alguma doença... — soltou o loiro, arregalando os olhos para a faca que se fincou bem no meio da sua testa, caindo.
_ MAX! — berrou o ruivo, pegando o amigo nos braços.
_ Eu juro que eu não mirei nele. Mas tanto faz. — murmurou Akira, pegando outra faca. Sinceramente, eu não sei quantas facas ele tinha no bolso.
_ VOCÊ VAI ME PAGAR! — berrou o ruivo, correndo para cima do moreno, que se desviou facilmente do ataque desesperado.
_ Vou? Nem dinheiro tenho aqui... — murmurou Akira, quase dando uma risada, mas foi interrompido por um soco, que o acertou em cheio.
_ Ah, se vai... — disse o ruivo, cerrando os punhos novamente, se preparando para dar outro soco.
Akira pulou para trás, surpreso com a rapidez do outro.
_ EI, SE ACALMA! — berrou uma garota, agarrando o ruivo por trás para interromper a briga. — O que aconteceu?
_ Quando foi que ela chegou para... — soltou Akira, se interrompendo e se amaldiçoando por ter falado em voz alta.
_ ELE MATOU O MAX! MATOU DE VERDADE! — berrou o ruivo, tentando se soltar dos braços da garota, que parecia decida a pará-lo.
_ Pare, se ele matou o Max, ele é mais forte do que você, sabe disso. — disse ela.
Akira nem prestava atenção na aparencia da guria, apenas se virou e saiu andando. "Antes que chegue mais gente. Depois eu lido com esse moleque. " pensava o moreno, saindo daquele lugar e procurando um certo alguém para que pudesse limpar a sujeira.
O moreno andou bastante, até que começou a chover. "Ótimo." pensou, "É agora que meu dia está perfeito.". Até que finalmente chegara, ensopado, até uma casa velha no fim da rua. Abriu a porta, já entrando sem permissão, encontrando um cara só de cueca assistindo televisão na sala.
_ Você não deveria entrar assim. — disse o sujeito que estava coberto pelas sombras da sala, já que o sofá ficava bem distante da televisão.
_ Kevin, você não tem o direito de mandar em mim. Aliás, eu matei uns caras lá, vai limpar. — disse Akira, simplesmente, saindo dali, voltando para a chuva, sem deixar de olhar para o céu com raiva.
Logo ele foi, um pouco apressado, até um prédio, tocou o interfone e esperou alguém atender, dizendo seu próprio nome, fazendo com que o porteiro abrisse a porta.
_ Bem vindo novamente, senhor. — disse o porteiro, ensopado também.
_ Se tiver alguma correspondencia, jogue por baixo da porta. — disse Akira.
Logo o moreno estava em casa. Era um apartamento bem razoável, na sua opinião. Ele morava no último andar, vigésimo andar. Tinha uma sala bem aconchegante, as paredes eram cinzas e haviam tapetes por toda a casa. Um típico apartamento de alguém rico. Afinal, como não ser rico levando a vida que levava?
Uma das empregadas que trabalhavam ali trouxe uma toalha e roupas secas para Akira, que tirou os sapatos e entrou, se trocando. Logo depois, foi para o quarto, e se deitou. Logo fechou a porta, que tinha esquecido aberta, pondo uma placa de: "Não incomode" e se jogando na cama novamente, caindo no sono.
Notas finais
Beijos,
Moukiki.
Fale com o autor