Notas iniciais
Mais um capítulo da fic pra ocs! hihihi
amanhã to postando mais nesse mesmo horário e nesse mesmo canal *kra q ridiculo o q eu escrevi* HAHAHAHAHAHAHA

Bjus :) e vlw pelos Reviews! amo vcs!

Peguei o ônibus e nem lembrei em esperar pela minha irmã. Quando cheguei em casa larguei minha bolsa no sofá e abri a geladeira em busca de doce. Estava tão nervosa com aquela noticia. Já pensou ter que aturar o Gerard todos os dias? Seria o fim! Definitivamente o fim! Minutos depois a campainha tocou e quando abri a porta lá estava Gerard parado com a mochila arrastando no chão.

G: oi.

L: voltou atrás é?

G: não tenho outra escolha.

L: entra. – eu disse saindo do caminho pra que ele passasse.

G: Ta sujo aqui. – disse ele apontando pra minha camisa. Quando abaixei a cabeça havia calda de morango na minha camisa.

L: vou me trocar. – eu disse subindo pra trocar minha roupa que estava suja.

Quando desci o peguei mexendo nas coisas...

L: ei ei ei! O que pensa que está fazendo?

G: to só dando uma olhada nessas fotos, não pode?

L: pode, mas vê se não quebra nada.

G: pode deixar não tenho mais três anos de idade.

L: e então, começamos por que matéria? – eu disse me sentando no chão de frente pra mesa de centro da sala colocando os livros em cima da mesa.

G: quem são esses na foto? – perguntou ele me amostrando a foto.

L: meus pais, minha irmã e eu.

G: Você? Qual dessas?

L: deixa eu ver... – olhei pra foto e depois abri um dos livros. – a menor.

G: tem certeza?

L: é lógico!

G: quantos anos tinha nessa foto?

L: uns 10 anos por aí.

G: nossa como você mudou.

L: diz isso por que eu estou magra na foto?

G: Não é só isso, mudou muita coisa.

L: é Sr. Way também já fui magrinha como você.

G: E porque engordou? – vendo meu olhar ameaçador tentou explicar. – calma, só quero saber o motivo, veja o Ray da nossa sala, ele também era magro, mas engordou por causa de remédios.

L: o meu caso não foi nenhum remédio. Eu que comia muito e não engordava, cresci e comecei a engordar e não parei mais. Eu também sofro de ansiedade compulsiva e acabo comendo o que não devia achando que isso irá me relaxar.

G: mas você tem que se controlar. – disse ele sentando ao meu lado.

L: é fácil falar não é?

G: tive uma idéia.

L: sobre?

G: Eu vou te ajudar a emagrecer.

L: e quem disse que eu quero? Não parou pra pensar se estou satisfeita desse jeito?

G: não foi o que eu vi naquele dia na sala de aula.

L: vamos estudar ta? – eu disse abrindo o caderno de anotações que a diretora me deu. – no que você tem mais duvida?

G: Como assim?

L: A matéria que você tem dúvida.

G: o que diria se eu te respondesse que...todas!?

L: eu diria que já imaginava. Prefere começar com que matéria?

G: me diga você.

L: vamos começar com o mais fácil: matemática.

G: Essa é a mais fácil pra você?

L: pra te explicar sim, pois não é tão decoreba. Questão de raciocínio.

G: fudeu. – vendo minha cara de poucos amigos resolveu concordar. — Bom, você quem sabe. Vamos começar por essa mesmo.

L: ta, abre o livro no capitulo um.

G: Não trouxe livro.

L: tem certeza que você vai pra escola?

G: hoje não teve aula de matemática não é anta?

L: quais os livros que você trouxe?

G: nenhum.

L: então eu estava certa na minha pergunta. Ok, fica com o livro, não vou precisar dele. Ta vendo essa formula?

G: ahan.

L: você vai ter que gravar. Antes de ensinar como se aplica os números a cada uma das letras da formula eu vou te dizer quem foi que inventou essa formula e pra que ela é usada, quem inventou foi...

G: isso vai ser um saco. – pensava ele.

E continuamos com o estudo quando eu estava explicando ele a calcular a tal expressão minha irmã chegou e acompanhada como sempre.

S: ué? Já chegou?

L: eu largo meio dia!? – perguntei sarcasticamente.

S: eu pensei que fosse ficar de castigo novamente, eu te esperei e como não veio...vou subir. – disse ela puxando o cara pra escada.

L: Sarah minha irmã posso dar uma palavrinha contigo?

S: claro. Vai subindo. – disse ao acompanhante dela.

L: vamos na cozinha. – eu disse indo pra cozinha e ela me seguindo. Gerard também a seguia com os olhos.

S: o que foi? – perguntou ela se debruçando na mesa da cozinha.

L: olha só, você pode trazer quem você quiser aqui pra dentro que não me importo, mas por favor, no meu quarto não ta?

S: pode deixar ontem foi só porque meu quarto estava muito bagunçado. Mas prometo que não vai mais acontecer.

L: assim espero. Não quero mais ter que dormir no chão com nojo da minha própria cama.

S: ta bom. – disse ela dando uma risadinha se divertindo com minha situação. – agora deixa eu te perguntar uma coisa? Eu não vi bem ou aquele ali sentado na sala é mesmo o Gerard?

L: você enxergou direitinho.

S: eu sabia, você está afim dele.

L: Claro que não.

S: primeiro me pergunta aquelas coisas sobre ele, agora eu encontro os dois sozinhos em casa.

L: não seja ridícula Sarah, eu só to fazendo um favor pra diretora.

S: e que favor bom esse, poderia dá-lo a mim.

L: Sarah vai pro seu quarto que o don Juan lá em cima deve estar esperando. Tchau. – e ela se retirou da cozinha morrendo de rir. Abri a geladeira e procurei refrigerante e depois levei pra sala pra bebermos. – toma. – eu disse dando uma latinha de refrigerante na mão dele.

G: obrigado.

L: então vamos continuar com o nosso estudo. – estava com raiva da minha irmã e nem percebi que Gerard tinha dito pela primeira vez algo educado.

E assim continuamos, percebi que Gerard olhava mais pra escada na esperança de ver minha irmã do que pro livro. E foi assim durante alguns dias. Até que não agüentava mais ver aquilo tudo.

L: Gerard dá pra olhar pro livro?

G: o que acha que estou fazendo?

L: olha só, eu estou dedicando todo meu tempo pra dar explicações da matéria pra você e você só sabe olhar pra escada esperando que minha irmã desça.

G: Nada a ver. Eu to olhando pro livro.

L: se continuar assim você não vai aprender nada. Acho melhor pararmos por hoje.

G: mas nem começamos.

L: faz uma hora que começamos e estou falando com as plantas. Volte amanhã com cabeça pra estudar. – eu disse guardando meus livros na pasta.

G: por favor, não faça isso.

L: amanhã continuamos.

G: eu preciso muito da sua ajuda. Me desculpa eu confesso que tava sim olhando lá pra cima e não aprestei atenção em nada, mas...eu preciso da sua ajuda. Não me abandone. – disse agarrando meu braço.

L: posso perguntar uma coisa? Aceitou vir só por causa da minha irmã não foi? Tinha desistido e voltou por que lembrou que se viesse a veria todos os dias. Não foi? — ele não respondeu, afirmando minha intuição. – sabia.

G: Mas eu quero aprender, eu juro.

L: tchau Gerard.

G: por favor. – disse ele agarrando meu braço novamente. – eu preciso passar de ano ou então minha vida acaba. Eu preciso disso.

L: O que está dizendo, pra que tanto drama?

G: É verdade Lola, há uma parte minha que ninguém conhece.

L: sua? Impossível. Todo mundo sabe de tudo sobre sua vida no colégio.

G: todo mundo me conhece como o cara popular que tem toda mulher que quer, mas não sabem de nada do que aconteceu comigo.

L: ta bom senhor coitadinho, o que aconteceu contigo?

G: eu me envolvi com drogas.

L: o que?

G: isso foi no ano passado. Cheguei a fazer vários tratamentos, mas nada adiantava, eu saia da clinica direto pra fonte e mandava ver.

L: e agora ainda continua?

G: Não, eu parei por mim mesmo depois que meu pai morreu no começo desse ano.

L: ele morreu do que?

G: De desgosto por minha causa, ele se matou. – dizia ele deixando algumas lagrima caírem. – minha mãe ficou...minha mãe ficou decepcionada. Perdeu o marido por causa do filho, tem medo que o irmão mais novo também se envolva, e por qualquer coisa desconfia de mim...eu tinha boas notas antes das drogas...

L: eu lembro, você não era o cara descolado da escola.

G: é...e só fui me afundando cada vez mais.

L: mas quanto tempo durou isso?

G: Quase dois anos. Tem noção do que é isso? Dois anos tirando péssimas notas, mas conseguindo passar por pouco, dois anos...perdidos. as drogas acabaram com a minha vida cara, eu amava meu pai e ele se matou por minha causa. Eu não queria isso...

L: calma. – eu disse acolhendo ele nos meus braços que se deitou em mim chorando.

Eu realmente fiquei comovida com aquele lado do Gerard que acho que ninguém do colégio devia conhecer. O cara maluco que eu conheci sumiu naquele momento e ele se mostrou um garoto frágil e maduro. Fiquei preocupada com ele pela primeira vez.