Notas iniciais
Penúltimo capítulo da fic!

[...]

Brinquei, na verdade é o penultimo capítulo da 1º temporada da série então não desanimem com o final, pq depois vem mais + + + + + +

Tô postando hoje em Homenagem a Patty que está aniversariando hoje, sei que já tá tarde, mas o q vale é a intenção!!! bjussssss

Brigadauuuuum bem grande pra todos que mandam reviews e são sempre legais comigo. um beijo pra vcs! :)

Acho que foi o dia que eu cheguei mais cedo no colégio. Nem minha irmã eu esperei. A porta do colégio ainda estava fechada. Eu não consegui dormir porque ainda estava eletrizada pelo beijo. Quando cheguei no colégio não acreditei ao ver Gerard já na porta do colégio naquela hora. ele me olhou com a cara emburrada e depois a virou sem falar comigo. Ele estava realmente sentido por que não tinha contado nada a ele, eu queria contar, mas não podia. Ele ficou distante de mim e nem tocou nenhum assunto comigo. E foi assim na aula também ele não falou comigo a aula inteira e ficou lá no fundão com os amigos. Quando acabou a aula eu ia falar com ele, mas ele saiu depressa da sala e eu não tive tempo de ir atrás por que ainda ia arrumar minhas coisas. Foi quando vi que ele tinha esquecido o caderno dele na cadeira. Quando sai da sala, já no corredor, parei uma menina que era da minha sala pra perguntar por ele.

L: você viu o Gerard?


J: vi não Lola. – respondeu a menina sem parar pra me responder.


D: está procurando o Gerard? – perguntou uma menina que era da sala da minha irmã e era sua amiga e já havia ido lá em casa algumas vezes.


L: é Dani você o viu?


D: ele passou correndo com aquele menino da sua sala o Frank, foram lá pra trás.


L: valeu Dani.


D: De nada. – e depois ela seguiu sua rota pra fora da escola.

O corredor já estava vazio, poucos alunos passavam por ali. Quando estava chegando perto de um outro corredor que cortava o corredor principal na metade dele, do lado esquerdo desse corredor que dava pro banheiro pude ouvir duas vozes familiares. Aquele com certeza era Gerard. Andei mais depressa, mas logo parei pra ouvir quando ouvi meu nome.


G: diga Frank que não é verdade o que eu disse. Não pode né? Você a usou.


F: calma cara, foi só um beijinho. Não precisa ficar bravo por causa disso. Ta parecendo até dono da garota.


G: ela é uma menina muito legal pra ser feita de babaca. Por que fez isso com ela?


F: calma cara você está muito estressado. Eu fiz um favor a ela.


G: responde o que queria em troca disso!?


F: eu queria cola é isso. Eu queria que ela me desse às respostas de todas as provas.


G: e pra isso precisou beija-la? Iludi-la?


F: foi só um beijo.


G: mas pra ela não, significou mais.


F: é claro, feia e gorda daquele jeito, qualquer um que a beijasse viraria sua paixão de imediato.


G: Tem noção do que causou agora?


F: olha, não vai rolar mais nada. Fica tranqüilo. Aliás, ela nem beijar sabia, nem isso é bom nela.


Eu não estava acreditando em tudo que estava ouvindo. Fui andando pra trás quando dei de costas com alguém. Olhei pra trás e era o professor de artes.


P: Lola, o que está fazendo aí parada? – perguntou ele que tinha uma voz alta o que fez com que os dois lá parassem a briga e viessem ver quem era. Eu sai correndo pelo corredor, mas mesmo assim eles puderam me ver.

Eu não fui pra casa, peguei o ônibus e soltei um quarteirão antes e me sentei no banco de uma praça que tinha por ali. Fiquei pensando no que tinha ouvido e como fui burra em ter acreditado que alguém pudesse se apaixonar por mim. Aquilo tudo doía muito dentro de mim. Ouvir da pessoa que estava apaixonada que você foi apenas um fantoche pra tirar boas notas, não era nada legal. Depois de chorar bastante e refletir resolvi ir pra casa e andando. Quando cheguei em frente minha casa vi Gerard que estava sentado no degrau da porta.


G: oi. – me cumprimentou quando me aproximei.


L: oi.


G: está tudo bem? – eu respondi com a cabeça que não. – eu imaginei. Então vim te fazer companhia.


L: você quer entrar? – perguntei a ele.


G: seria ótimo.

Entramos em casa e eu fui direto pra cozinha e peguei o pote de sorvete e o pote de calda e uma colher e comecei a comer.


G: Isso não vai adiantar, só vai piorar sua auto-estima.


L: por favor, me deixa comer, só hoje. – eu disse com voz de choro.


G: posso fazer companhia?


L: primeira gaveta à esquerda. – ele abriu a gaveta e pegou uma colher e comeu comigo, mas logo comecei a chorar e o abracei.


G: não fica assim, calma. – disse me abraçando também.

Ele insistiu pra que pudesse dormir ali na minha casa e eu acabei deixando que ele dormisse comigo só que num colchão ao lado da minha cama. Ficamos conversando até pegar no sono.


L: Como...como você descobriu? – perguntei ainda emocionada com tudo. eu estava deitada na minha cama olhando pro teto do quarto.


G: eu roubei o papel do seu estojo. – disse ele se sentando no colchão.


L: por que você fez isso?


G: eu quis saber o que o Frank queria com você, sabia que tinha algo a mais do que me disse.


L: por isso você veio até aqui não foi? naquele dia...


G: na verdade eu vim ver se eu estava certo. E sua irmã disse que você havia saído com alguém. Ela subiu e eu aproveitei e abri sua mochila que estava na sala e peguei seu estojo, eu vi quando guardou o papel dentro dele na sala de aula e o li.


L: fui tão burra.


G: você não ia imaginar que seria desse jeito, tentei te alertar sobre ele...


L: não me repreenda agora, to mal.


G: ok, mas se tivesse me contado não deixaria nada disso acontecer com você.


L: por que não? — me virei pra olhá-lo e ele ficou bem sério me olhando.


G: por que você é minha amiga.


L: quase amiga. – eu disse fazendo ele dar um sorriso sem graça e me fazendo rir também por tê-lo deixando sem graça.


G: percebi que to conseguindo fazer você ficar melhor.


L: eu vou dormir a qualquer momento.


G: eu estarei do seu lado.


L: cuidado pra não ser esmagado caso eu caia.


G: não se preocupe eu sou muito forte. Malho todos os dias. – quando ele me olhou eu já estava dormindo. Ele ficou me observando dormir e depois me desejou boa noite. Como sei disso? Eu não estava realmente dormindo, estava apenas de olhos bem fechados, mas logo apaguei.

No dia seguinte Gerard acordou com o barulho do meu armário que eu abri pra retirar minhas roupas.


G: o que está fazendo? – disse esfregando os olhos.


L: arrumando as minhas coisas,


G: vai viajar?


L: vou.


G: hoje? Pra onde?


L: vou partir daqui a pouco pra casa dos meus pais. Eles estão vindo me buscar.


G: mas por que? Você vai voltar?


L: sim, mas não agora.


G: quando?


L: quando tiver bem comigo mesma. Conversei com a minha mãe e resolvi entrar num SPA. Ela concordou comigo e eu me interno amanhã.


G: mas...você não precisa disso.


L: eu não consigo me controlar. Vai ser melhor assim.


G: É isso que você quer de verdade?


L: é. – falei quase que sussurrando.


G: então boa sorte. – ele se levantou e me abraçou. – Você me espera, preciso pegar uma coisa lá em casa. Eu prometo não demorar.


L: ta. – e quando ele ia saindo eu agarrei ele pelo braço. – Preciso te falar uma coisa.


G: fala.


L: eu conversei com a minha irmã no mesmo dia que você me pediu aquilo, ela disse que aceitaria sair com você. Não falei antes por que queria te deixar irritado. – eu disse rindo.


G: eu já imaginava.


L: apesar de não achar que ela seja pra você, prefiro esclarecer isso antes de partir.


G: valeu. – em seguida ele saiu depressa. Continuei arrumando minha mala.


Minutos depois meus pais chegaram e já estavam lá embaixo falando com minha irmã. Quando desci meu pai me ajudou com a mala e minha mãe veio me abraçar.


D: que bom tomou essa decisão minha princesa. Você vai ver como será melhor pra você. – disse minha mãe enquanto me abraçava.


L: tchau Sarah.


S: boa sorte. Vou ficar morrendo de saudades.


L: eu também. – abracei ela e depois sai com meus pais pro carro. Quando ia entrar lembrei de Gerard. – espera! Tenho que esperar uma pessoa. – olhei pra todos os lados e nada dele aparecer, já estava ficando aflita e meu pai irritado por esperar, foi quando vi o Gerard dobrando a esquina. Ele me viu e correu pra chegar até mim mais rápido quando chegou me entregou um caderno.


G: isso aqui é pra você, estava preparando pra te dar agradecendo o que fez por mim.


L: obrigado Gerard.


G: e a escola?


L: depois dou meu jeito ou senão repito um ano.


G: e eu?


L: você sabe se virar sozinho. Espero que quando eu voltar não me desaponte e continue tirando ótimas notas.


G: pode deixar. Boa sorte. Vou sentir sua falta minha quase amiga. – disse me abraçando.


L: amiga Gerard! Amiga! – disse em seu ouvido. Quando deixei seus braços ele estava chorando. Entrei no carro e dei tchau pra ele e pra minha irmã que também estava ali.

No carro minha mãe olhou pra mim que chorava encostada na janela do carro e segurou minha mão.


D: quem era o rapaz?


L: um grande amigo. – respondi emocionada.

Como o caminho era um pouco longo fiquei lendo o caderno que Gerard me deu. Era como um diário contando todos os dias que passamos juntos com exceção de ontem. Era ótimo ver que ele era meu amigo de verdade. Tinha também o plano dele pra me ajudar a emagrecer. Havia algumas canções dele escritas ali também. Planos e várias outras coisas. Fechei o caderno e fiquei me concentrando no meu futuro. O que seria dali pra frente. Foi a melhor escolha? Isso veríamos com o passar do tempo. Só esperava que o meu reencontro com Gerard fosse breve. Já sentia saudades dele.