Quarteto Fantastico
9 Dylan
Notas iniciais
Dylan estava extremamente irritado. Sua mãe já havia ido trabalhar em seu turno vespertino na escola, e ele passará um tempo planejando como seria sua magnifica tarde assistindo séries e documentários com potes de sorvete por todo lado. Mas como poderia fazer tal coisa com seus amigos discutindo e brigando?
Dylan, deixando de lado seus planos, foi ate a casa do Jason, o mais rápido que pôde, e quando chegou lá, viu Jason em um de seus estados bipolar, e depois dormindo, e também viu Thomas indo embora, enquanto Dylan não fazia nada nos dois casos.
— Edward... Eu vou te afogar. – Dylan disse, caminhando pela rua ao lado de Edward.
— O avo do Jason não estava nos meus planos. – Edward estava olhando os prédios calmamente.
— Voce planejou que eu fosse lá antes disso acontecer...? – Dylan começou a procurar uma poça de agua, funda o bastante para afogar Edward.
— Sinto muito, pode me pedir alguma coisa, eu pago. – Edward simplesmente deu de ombros, e Dylan quase podia ouvir seus pensamentos: “Não é como se um peixe fosse custar muito mesmo”.
— Hm... – Dylan olha em volta, um pouco mais em frente viu um parque de diversão, e rapidamente começa a puxar Edward para aquela direção.
— Buda... – Edward começou a rezar, com medo do que viria mais a frente em seu futuro.
— Vamos lá Edward, voce disse que pagaria tuuudo o que eu quiser. – Dylan diz em frente à bilheteria.
— Eu disse que iria pagar alguma coisa para voce, não que seria seu banco por um dia. – Edward pega sua carteira e paga por doze bilhetes. – Vamos ir á apenas seis brinquedos, ok?
— Sim mamãe! – Dylan fala alegremente e puxa Edward para o “carrinho bate-bate”.
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Depois de um tempo, enquanto saiam do pula-pula, Dylan percebeu que Edward estava mexendo no celular.
— Ei, com quem esta conversando? – Dylan parou em meio ao Edward e seu filho preferido, o quão Dylan se sentia trocado por ele.
— Com o Thomas, licença. – Edward se vira para o outro lado, mas Dylan começou a perturbá-lo mais ainda.
— Eh? Trocando-me por ele? Mamãe, como pode trocar seu filho pelo seu marido? – Dylan começou a fingir ter lagrimas nos olhos, mas alguns segundos depois, não foi mais preciso fingir. – Ai! Ok ok, desculpa, mas poderia bater menos forte?
— Voce mereceu, não fique considerando as pessoas...- Edward ia falar alguma coisa, mas parou. – Ok, aonde voce quer ir agora? – Ele começou a afagar a cabeça de Dylan, mais tecnicamente aonde havia batido.
—... – Dylan ficou um pouco surpreso, mas logo soltou um belo sorriso. – Vamos na montanha-russa!
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Depois de uma tarde como aquela, Dylan começou a reclamar de fome, e Edward o levou á uma lanchonete.
— Boa tarde, o que irão querer? – Uma jovem garota, com o uniforme completo e um boné que tampava seu rosto e cabelo chega até eles com um pequeno caderno, ela tinha uma voz extremamente estranha e grossa.
— Boa tarde, vou querer um sanduiche com ketchup extra e suco de abacaxi, por favor. – Edward fala, olhando diretamente o cardápio.
— Hm...Eu vou querer um sorvete tamanho família e uma latinha de Coca-Cola, por favor. – Dylan sorri com seus belos dentes branco, e podia ver a garçonete perguntando como poderia estar vivo e com os dentes brancos daquele jeito comendo esse tipo de coisa.
— Anotado, voltarei daqui a alguns minutos com seus pedidos. – Ela se afasta.
— Edward, terminou de conversar com o Thomas?
— Ele parou de me responder por algum motivo. – Edward pega um sache de ketchup da vasilha encima da mesa.
— Hm...Voce sabe que ketchup não faz bem á saúde, não é? – Dylan olha desconfiado para Edward, que o olha com os olhos arregalados, e quase deixa seu sache cair.
—......Cara, voce realmente acha que esta em posição de me dizer o que é saudável ou não...? – Edward continuava olhando estupefato para ele.
— Acho que tem razão. – Dylan olha para a janela, e depois fecha os olhos, concordando consigo mesmo.
— Aqui estão seus pratos, por favor, aproveitem. – A moça trouxe com certa facilidade um enorme copo com varias bolas de sorvete em apenas uma mão, e na outra havia apenas uma bandeja com um magnifico sanduiche com bastante ketchup e um copo de suco tamanho normal aos olhos humanos.
— Muito obrigado. – Edward a ajuda a colocar o supremo sorvete na mesa, e ela agradece timidamente. – Incrível, esse sorvete pesa muito, como voce- antes que pudesse terminar, a moça havia saído, indo em direção á geladeira pegar a lata de refrigerante de Dylan. – Ela é muito forte...
— Não é? Mas o que importa é que ela trouxe meu sorvete intacto. – Dylan estava preste a atacar, ate que a moça trouxe sua Coca-Cola. –Muito obrigado.
— Moça, qual o seu nome? – Edward pergunta, quase em desespero.
— Cliente. – Ela disse, dando uma estranha ênfase na palavra, e Dylan pode ver seu sorriso sobre o boné. – Por favor, coma sua refeição, temo que ela esfrie logo. Bem, com sua licença. – Ela coloca a conta na mesa e se afasta, indo em direção á cozinha.
— Eu já senti essa sensação antes... – Edward esfrega seu braço, como se estivesse sentindo frio.
— Qual? A de ser pisado por uma mulher? – Dylan pergunta, com a boca cheia.
—... – Edward fica em silencio, e depois murmura alguma coisa, que Dylan não pode ouvir. – Coma.
— Já estou comendo.
— Então cale a boca.
Depois disso, Dylan fez um discurso, estilo presidente, sobre a importância de conversar durante uma refeição, enquanto um centímetro de sorvete diminuía a cada meio minuto.
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Edward pediu para Dylan pagar, e quando chegou no balcão, viu a moça arrumar o cabelo, e pode ver seu rosto...
— Elizabetty...? – Inconscientemente, Dylan falou seu nome, e depois começou a ser encarado por ela. – Não direi a ninguém. Trabalhe duro. Até. – Ele colocou o dinheiro no balcão e andou o mais rápido que pode para fora, onde Edward o estava esperando.
— O que houve? Por que esta ofegante? – Edward pergunta, preocupado.
— Não é nada, não se preocupe. Vamos. – Dylan mais uma vez puxa Edward.
— Já esta anoitecendo, venha, vou te levar para casa. – Edward fica ao lado dele, e calmamente eles caminham para a casa de Dylan.
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— Muito obrigado, foi muuuito divertido hoje. – Dylan fala, abrindo o portão de sua casa.
— Não foi nada, se cuide. – Edward bagunça o cabelo de Dylan e se vira.
— Hm? Não vai entrar?
— Está ficando tarde, meus pais devem estar preocupados.
— Entendo. Me deixe pegar uma blusa, esta começando a esfriar.
— Não precisa, eu não vou ficar doente com um friozinho desse, as mães nunca ficam doentes, eu vou cuidar de voce amanha, não se preocupe. – Edward sorri, e mais uma vez bagunça os cabelos castanhos de Dylan. – Seu cabelo está incrivelmente macio.
— Voce acha- Dylan solta um espirro.
— Buda, entre logo, vamos, vamos. – Edward começa a empurra-lo para dentro.
— Ok ok, até amanha, Edward. – Dylan se vira e acena.
— Até amanha. – Edward levanta a mão e acena de leve, depois de alguns segundos, ele se virou e foi embora.
Dylan pulou para dentro de casa, e começou a cantar e pular animado.
— É isso ai baby! Foi para isso que te criei creme! Para alegrar a mamãe!
— Voce sempre fica usando minhas toucas sem permissão, como eu poderia me alegrar? – Dylan ouviu a voz de sua mãe na cozinha e correu para abraça-la.
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