Quarteto
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Já era quase noite quando Dalay e Shirah voltavam de mais um passeio pelos pontos turísticos da cidade.
— Dalay essa cidade é tão linda!
— O que você acha de comprarmos uma casa aqui?
— Aqui? Seria lindo, mas e nossos pais? E as plantações?
— Shirah, eu não a quero trabalhando de sol a sol, machucando suas delicadas mãos... – Falou ele com ar sedutor – Quero que tenha uma vida de rainha.
— Isso parece um sonho do qual não quero acordar.
— Quanto às terras em Rozan, tenho uma pequena reunião hoje a noite com um pessoal que gostaria de comprar nosso arroz, sendo assim teremos como contratar mais trabalhadores e nossos pais ficariam apenas fiscalizando.
— Você tem uma reunião? Mas hoje é a última noite da nossa lua de mel!
— Eu sei querida. Mas pense na eterna lua de mel que teremos quando eu firmar esse acordo.
— Está bem. A reunião será aqui mesmo no hotel? Será que eu posso participar?
— Não será aqui. Eles não marcaram um lugar certo, ficaram apenas de me buscar. Quanto a você ir, acho melhor não, pois seria a única mulher lá e não ficaria mui to a vontade, entende?
— Claro querido. Então, espero que seja um sucesso essa reunião.
— Com certeza será, minha ninfa! – Ele respondeu já imaginado o corpo maduro e sexy de Gueiya.
— Eu te amo muito e estou muito feliz de ser sua esposa, Dalay.
O homem apenas riu e beijou-a na testa.
Mais tarde, numa praça próxima ao hotel, Gueiya o esperava ao lado de um táxi. Ela vestia uma roupa extremamente sedutora, porém não extravagante como as que usa para fazer programas.
— Oi meu bem?! – Ele a saudou beijando-a com luxúria.
— Você vai adorar a casa, Dalay. Vamos?!
Enquanto isso em Rozan, Paradox tentava convencer Shunrei a falar com os pais para ir morar junto com ela em Xangai.
— Por favor, Shunrei, fala, vai! Eu prometo que não vou te atrapalhar em nada e ainda faço toda a limpeza do apartamento!
— Paradox, você sabe que pelo papai tudo bem, mas a mama não vai deixar você ir. Espere ao menos terminar o colegial!
— Mas vai demorar muito, Shunrei. Ainda tenho mais três anos!
— Vai passar rapidinho.
A garota ficou em silencio com ar pensativo.
— Tive uma ideia! – Paradox falou com sorriso enigmático. – Quando você vai viajar Shunrei?
— No próximo mês. Por quê?
— Nada não. Mas prepare meu quarto lá, porque eu tive uma ótima idéia para fazer com que a mamãe me deixe ir morar com você.
— Veja lá o que vai aprontar Paradox.
— Não se preocupe, meu plano vai dar certo.
— E que plano é esse?
— Não posso contar. Mas confie em mim...
Shunrei balançou a cabeça negativamente e deitou.
— É melhor dormirmos. Amanhã é a folga de Ohko e ele vai nos encontrar no piquenique.
Na cidade de Athenas, na Grécia, Shiryu estudava na biblioteca da faculdade de Engenharia Química. Era um rapaz muito estudioso, sempre um passo à frente de seus professores, pelo menos nas lições teóricas, mas também era brilhante nas práticas. Estava no último ano e sua dedicação e foco apenas aumentara, pois tinha sua apresentação, a formatura, etc. Seus pais moravam num castelinho numa ilha, único meio de chegar lá era através de balsa ou lancha, por isso ele os visitava apenas duas vezes no mês. Seu pai era sócio de um famoso laboratório químico de antibióticos, daí a decisão do filho de estudar engenharia química.
— Suiyama, imaginei que o encontraria aqui. – Disse o coordenador do campus.
— Algum problema, senhor Camus?
— Venha comigo, filho. Ao chegar à sala da coordenação, Shiryu viu o motorista da família.
— Linus, o que você faz aqui? Algum problema com meus pais? O homem mantinha um semblante triste segurando seu negro quepe.
— Jovem Suiyama... Eu sinto muito...
— Como sente muito? Do que está falando?
— Seus pais... Aconteceu um acidente... O jatinho que eles estavam sofreu uma pane...
Shiryu, descontrolado, avançou no motorista, agarrando-o pelo colarinho.
— Onde estão os meus pais?! Diga!
— Infelizmente ninguém resistiu à queda.
Lentamente Shiryu o soltou, deixou o corpo cair sentado ao chão, estava em estado de choque, começou a gargalhar e logo depois entrou num choro compulsivo.
— Jovem Suiyama...
— Me deixa. Quero ficar sozinho.
— Suiyama, — começou o coordenador — nós entendemos a dor que sente agora, mas tem que ser forte para tomar muitas decisões, filho. Uma delas, infelizmente é o funeral de seus pais.
Fale com o autor