Quarteto
16 Capítulo 16
Notas iniciais
A noite chegara e depois de passearem a tarde toda pela cidade e comprado muitas lembrancinhas, Dalay e Shirah repousavam, depois de se amarem mais uma vez.
— Você quer jantar no quarto ou prefere ir a algum restaurante?
— Gostaria de jantar aqui mesmo, só nós dois. – Ela falou abraçando-o.
Dalay beijou-lhe a teste e depois telefonou para o recinto pedindo o jantar. O mesmo fora servido numa mesinha próxima a janela. Tudo era perfeitamente romântico, Shirah estava nas nuvens com seu casamento.
Em Rozan, a casa de Dohko estava em festa por causa de Shunrei e Paradox terem terminado mais um ano escolar com sucesso e louvor.
— Paradox estamos muito orgulhosos de você. Saiu-se maravilhosamente bem na escola, apesar de recebermos três solicitações para comparecermos lá devido o seu comportamento não muito educado. – Disse Kokoro.
— Eu sinto muito mãe. Prometo que no ano que vem vou melhorar!
— Shunrei querida – Kokoro pegou as mãos da moça nas suas – terminou uma etapa da sua vida. Agora começará outra um pouco mais difícil devido às decisões que agora são mais sérias, mas quero que aproveite muito. Parabéns filha! – Concluiu abraçando-a.
— Ei! Eu trouxe presentes!
— Presentes! Que legal, pai! Cadê o meu?
— Aqui está, Paradox.
Dohko entregou a garota uma caixa média, nela continha duas paletas de maquiagens mais alguns pincéis.
— Não acredito! – Jogou-se nos braços dele – Obrigada, pai!
— Já que você quer ser uma modelo, acho bom começar a aprender, não é?
— Dohko?! – Repreendeu Kokoro – Não pode influenciá-la depois que eu disse não.
— Mãe, você não deixou ir viajar com aquelas pessoas, mas isso não quer dizer que eu tenha perdido meu sonho, tá?!
Kokoro olhou para Dohko que deu de ombros apenas.
— E esse é para você, Shunrei. Shunrei pegou uma pequena caixa de veludo carmesim e ficou surpresa e confusa com o conteúdo da mesma.
— Papai! Será que é o que estou pensado? Mas o senhor tem certeza?!
— Nunca estive tão certo de algo, querida.
Shunrei pegou dois chaveiros, um de um apartamento e outro de um carro.
Depois do jantar, Dohko e Shunrei conversavam no escritório sobre o futuro.
— Querida, não quero que se sinta pressionada a fazer qualquer coisa, seja de ficar ou ir para Xangai.
— Eu sei papai. Não me sinto pressionada pelo senhor nem por ninguém, sabe? Mas eu sempre vivi aqui, sempre o ajudando...
— E eu aprecio muito querida. Você é a pessoa que me faz mais feliz. Por isso quero que seja feliz também. E você não pode dizer que é feliz estando aqui se ainda não conheceu o mundo lá fora.
— Mas eu sou feliz aqui papai! – A garota falou rindo – O senhor não está falando coisa com coisa, mas entendi a mensagem.
— Então, vá para a faculdade, tenha suas experiências e sempre conte comigo pra tudo, ok?
— Eu sei papai. O senhor também pode contar comigo a qualquer hora para ajudar com os negócios.
— Quanto a isso não se preocupe. Nas minhas viagens consegui uma ótima sociedade e não precisarei me ausentar freqüentemente.
— Que bom! A Kokoro sente muito sua falta, sabia?
Dohko apenas riu e envolveu sua filha num abraço. Paradox ouvia a conversa através da porta e vibrou em silencio com a decisão de Shunrei de ir estudar fora. Ela correu para o quarto e ficou sonhando acordada com sua carreira de modelo.
No hotel, Shirah ainda parecia estar cansada, afinal ela não estava acostumada a ter uma vida tão agitada. Mais um gole de vinho e um bocejo. — Deveria ir dormir um pouco, querida.
— Não preciso Dalay. Não quero deixá-lo sozinho. – Falou bocejando em seguida.
— Venha – Pegou-a pela mão — deite-se um pouco. Não precisa se preocupar comigo. Vou aproveitar enquanto descansa para pegar uns livros na biblioteca da universidade.
Shirah apenas acenou. Não demorou muito para estar em sono profundo. Dalay aprontou-se e perfumou-se, logo deixando o quarto com sua jovem esposa adormecida. Andando pela rua próxima a faculdade, Dalay fora abordado por uma mulher de programa.
— E aí, bonitão?! Que tal um programinha prazeroso?
Ao se virar, Dalay viu a bela mulher de cabelos negros com corte Chanel, a franja caía-lhe sobre a teste como veludo contrastando com a pele branca e os lábios vermelhos e brilhantes abriam em um sorriso sedutor mostrando a brancura dos dentes. Ela vestia um vestido de alças finas, na cor preta e de paetês muito curto e colado ao corpo.
— Não esperava vê-la tão rápido. – Olhando-a de alto a baixo comentou ele — Você está mais linda e gostosa, sabia?
A garota sorriu para ele, tentava lembrar-se de onde o conhecia.
— Fico triste por não me reconhecer, Gueiya! O seu Playboy!
— Dalay?!
— Sentiu minha falta? – Ele falou abrindo os braços para Gueiya que não hesitou nenhum um pouco e correu aninhar-se.
— Quando voltou Dalay?
— Hoje.
— Vai voltar a morar aqui?
— Eu estou em lua de mel, Gueiya.
A garota afastou-se um pouco confusa com o que ouvira, depois caiu na gargalhada. — Não acredito que você aceitou o tal casamento arranjado? Me conta como é sua noiva! É nova ou velha?
— Uma ninfa. – Dalay falou com um sorriso malicioso, como um lobo quando dá um bote num carneirinho.
— Se deu bem, hein? E onde sua ninfa está?
— Dormindo no hotel. Ela não está acostumada com bebidas, viagens, etc.
— Entendo.
Dalay agarrou a mulher pela cintura e falou:
— Eu estava com muita vontade de te ver. Logo em seguida ele a beijou com volúpia a qual Gueiya não teve como e nem queria evitar.
— Vamos para minha casa? – Ela disse e Dalay logo concordou.
No dia seguinte, Shirah acordava sozinha na cama.
— Não acredito que dormi tanto assim! Onde será que está o Dalay? A garota começou a procurá-lo pela suíte.
— Bom dia, meu amor! – Respondeu o chinês ao ver sua jovem esposa entrar no banheiro. – Quer se juntar a mim?
Shirah corou ao ver o marido se levantar da banheira em espuma com a água lhe escorrendo pelo corpo e espuminhas teimosas agarradas a sua pele. Foi até ela, tirou-lhe a camisola e a calcinha, sentou-se na banheira colocando-a entre suas pernas de costas para ele, começou a banhá-la.
— Dalay, desculpe-me ter dormido tanto.
— Você estava cansada.
— Você conseguiu o livro que queria?
— Não. A biblioteca já estava fechada, andei um pouco e voltei.
Um breve silencio se fez. Apenas o ruído da água se ouvia. Dalay e Shirah fizeram amor ali mesmo. Depois foram para cama.
— Querida, eu não dormi bem essa noite, vou descansar um pouco e já vamos almoçar está bem?
— Dalay meu amor, deveria ter me acordado. Sinto-me tão responsável...
— Já disse que você precisava descansar amor.
Shirah beijou-lhe a testa e sentou-se na cama como sinal para Dalay deitar a cabeça em seu colo. E com as carícias da mulher ele adormeceu.
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