Quarteto

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Estou amando escrever essa fic!! Boa leitura

Estava na época do florescer dos pessegueiros. Naquele dia, uma coisa muito inusitada aconteceu. Já era fim de tarde, Kokoro pegara as garotas na escola e estava quase chegando em casa quando avistou algo. Uma van lilás com umas figuras de flores amarelas e róseas estava estacionada em frente a casa.

– Boa tarde, posso ajudá-los? – Kokoro perguntou descendo do carro após estacionar ao lado da van.

– Boa tarde. A senhora mora aqui?

– E qual o interesse?

– Nós somos da revista Tsubame. Eu sou Rhao-Mei – Apresentou-se uma mulher de cabelo curto — E estas são Tah-Ni, Chan e a nossa modelo Jaun-Ni. Estamos aqui para fazer uma sessão de fotos...

– Sessão de fotos? Essa é uma área particular, sabia?

– Sabemos sim. – Disse Rhao-Mei – Por isso estamos esperando alguém para acertarmos tudo.

Nesse momento, um pouco distante, Dohko aparece. Shunrei e Paradox pulam fora do carro e correm para encontrarem com o pai.

– Papai! – Ambas falaram.

– Minhas lindas... Que saudade! -Dohko abraça e beija cada uma das filhas.

– Boa tarde. – Dohko cumprimenta ao aproximar-se as mulheres da revista depois de dar um selinho na esposa.

– O meu marido está chegando de viagem e precisa descansar. Vocês poderiam vir amanhã no final da manhã. – Decidiu Kokoro.

– Está bem. Até amanhã então.

A família estava reunida na sala, Dohko falava do sucesso que havia sido sua viagem e como outros agricultores ficaram fascinados com o método dele de ter uma boa plantação e colheita de forma natural e saudável, sem uso de agrotóxicos. Muitos donos de restaurantes postularam para que para Dohko fornecer diretamente a eles. O que renderia muito para o chinês, mas por outro lado, ele precisaria gastar um bom dinheiro para transportes e outros detalhes.

– Mas o senhor pode fazer isso, não é papai? – Indagou Shunrei.

– Eu preciso ver com calma, filha. É certo que temos uma boa quantia no banco, mas temos que pensar em você e sua irmã. No próximo ano você vai fazer faculdade e...

– Mas papai, investindo nesse negócio e senhor estará investindo em nós! – Disse Shunrei — E acho que até eu ir para a faculdade...

– Não, minha filha. Esse fornecimento é certo que irá render muito para nós, mas não será um retorno monetário tão rápido devido ao grande gasto. Será em longo prazo.

– Mas eu posso trabalhar papai. Até lá não vamos nos preocupar, está bem?

– Shunrei tem razão, Dohko. Porém, primeiro temos que ver a situação bancária.

– Gente, eu estou com tanta fome! – Reclamou Paradox.

– Eu também, minha filha. O que temos para comer? – Dohko falou olhando para Kokoro e Shunrei sendo seguido por Paradox.

– Que tal jantarmos fora?! – Sugeriu Kokoro com um sorrisinho amarelo.

– Shunrei, vamos nos arrumar! – Chamou-a a irmã já puxando-a pelo braço.

Dohko e Kokoro estavam sozinhos na sala.

– Senti muito sua falta, querido. – Ela acariciava o maxilar dele enquanto falava.

– Também, senti a sua. Lentamente começaram a se beijar. Seus lábios se juntavam e afastavam ao mesmo tempo, como se estivessem provando um sabor um do outro até que finalmente se uniram num longo encontro. Suas línguas dançavam lentamente tocando-se. Dohko tinha uma das mãos atrás do pescoço dela, enquanto a outra descia pela cintura até o glúteo e dali, carícias pela coxa e percorrendo o mesmo caminho de volta a cintura. O momento foi quebrado por uma voz vinda lá de fora chamando Shunrei. Era Ohko.

– Eu já desço Ohko. – Gritou Shunrei olhando da janela.

O rapaz ficou esperando na varanda. Dohko foi recebê-lo.

– Olá, Ohko!

– Como vai, senhor? Não sabia que já havia retornado.

– Cheguei há pouco tempo. Veio falar com Shunrei?

– Na verdade, recebi o recado que ela queria falar comigo.

– Hum... Sei. – Dohko parecia desconfiado o que deixou o rapaz sem jeito. — Ohko, eu não tive oportunidade de falar com minha filha ainda – enfatizou o ainda – Mas não quero que ela se envolva num namorico ainda no colegial, ok?!

– Hã?! Nã... Não é o que o senhor está pensando – Ohko olhava para o chão, vermelho de vergonha

– Somos apenas amigos

– Que fique apenas na amizade, mesmo. Não que você não seja... Adequado para ela, mas Shunrei é uma menina ainda.

– Eu admiro o seu cuidado com sua filha, mas não venha com a desculpa que Shunrei é uma menina, ela é uma moça já e não vai ficar muito tempo debaixo de sua asa, entenda e saiba deixá-la voar com suas próprias asas.

– Pode até ser, Ohko, mas não será hoje e nem amanhã.

– Ohko, preciso muito falar com você – Shunrei chegou interrompendo os dois.– Mas antes – Virou-se para o pai. – Papai, posso convidar Ohko para ir com a gente?

Ohko avermelhou-se mais uma vez e Dohko, franziu o cenho.

– Claro, filha. – entregou-se o pai.

Em outro lugar, duas famílias se encontravam.

– Boa noite senhor Zairy. – Saudou a mãe de Shirah.

– Boa noite. Eu vim para tratar do casamento dos nossos filhos.

– Entre, meu marido está no escritório. O senhor Zairy acompanhado do filho esperava na sala. A senhora Dayu foi até o quarto da filha, ela estava com a cara nos livros, estudava para duas provas.

– Filha, larga esses livros e se arrume rápido!

– O que foi mãe? Por que toda essa afobação?

– Seu noivo, Shirah, está lá na sala, ele veio marcar a data do casamento!

– Oh! Não acredito! – A moça corre até o roupeiro a procura de um vestido bonito e também tenta dar um jeito nos cabelos.– Finalmente!

Na sala, os senhores Dayu e Zairy conversavam sobre coisas amenas. Dalay só pensava nas garotas promíscuas dos cabarés quando levantou os olhos e avistou Shirah descendo as escadas. Ela vestia um vestido acima dos joelhos de cor amarela com pequenas estampas de pétalas de cerejeira e seus cabelos estavam presos num rabo de cavalo alto. “Que linda essa garota”!”- Pensava o rapaz –” Linda, virgem e idiota... “Acho vou gostar desse tal casamento”.

Notas finais
Ounnnnt, ciuminho de pai!!!Dohko seu lindinho"! Eitxa, o que esperar desse casmento arranado, hein? Kissus