Quanto tempo ...

2 Bundas pra que te quero


Notas iniciais
Espero que gostem e qualquer erro em avisem! ^^'

Mãe? Chamei-a meio assustada com o que tinha acabado de acontecer.

–Que demora filha, estou atrasada. Tem comida na geladeira, eu não vou demorar. Tome conta da casa.

–Ah, sim, claro mãe! Respondi.

–Filha, aconteceu algo? Você parece assustada- disse ela preocupada.

–Estou bem, só estou cansada, vim correndo da escola até aqui.

– Ah! Disse ela sem prestar atenção alguma no que eu tinha dito antes.

–Sabe aquela rua perto da casa dos Cabappell? Perguntei

–A esquisita com cheiro de mofo?Perguntou ela.

–Essa mesma, respondi.

–-Sim sei o que tem ela?

–Nada. É só que passei por lá hoje e fiquei curiosa, ela parece abandonada e na rua anterior tinha umas coisas mortas- Deixei sair para ver a sua reação após o comentário.

–Mortas? Perguntou minha mãe curiosa e furiosa ao mesmo tempo ao saber que estive sozinha por lá- Os vizinhos falaram que existem bruxas por ali, completou ela.

–Bruxas? Você só pode ta brincando com a minha cara – falei enquanto ia ate a cozinha beber um copo de água.

–Quer saber? Tenho que ir.Tome cuidado e fique perto do celular, preciso falar com você para ter certeza que não vai aprontar.

–Aaah! Mãe será que você pode ligar para meu celular? Não consigo encontrar ele.

–Hmmm!Está bem, eu ligo a caminho do consultório! Cuidado filha, disse ela que saiu logo em seguida.

Depois que minha mãe saiu eu fiquei pensando no que tinha acontecido, mas o que tinha acontecido? Eu devo ter ficado impressionada com o que eu tinha visto lá, só isso... A quem eu estou enganando. Havia alguém lá, alguém próximo o bastante de mim a ponto de quase me tocar enquanto me seguia, não estou delirando, mas será que... Como sou burra, sai correndo pra casa, não acho meu celular, devo ter deixado cair enquanto corria da “sombra’’ ou do sombra, aaah vai saber.Já sei , vou ligar pro Will e pedir pra ele voltar lá comigo depois da aula, quem sabe não acho a misteriosa sombra atrás de mim ou descubro algo assustador pra contar pros meus irmãos.

–Willeeer? Sou eu, a Kler. É que eu acho que deixei cair meu celular na rua esquisita por trás da cafeteria e não queria voltar sozinha, ah claro , te encontro lá então, beijos de luz gostoso !

Estava aliviada pelo Will ir comigo até lá até porque nossa história era muito complexa , mas nessa situação eu estava bem por estar indo lá com ele. Enquanto pegava o casaco pra sair novamente eu fui pensando em tudo o que havia acontecido com ele, fechei a porta e fui caminhando lentamente, vendo o céu, sentindo o vento soprar os meus cabelos e imaginando tudo o que havia acontecido entre eu e o Will. Nem sempre fomos amigos, na verdade eu o odiava. Quando ele chegou na escola ,não dava a mínima para nada , era um típico bad boy que só queria saber de pegar as lideres de torcida e arrumar encrenca e eu como “MISS PERFEIÇÃO’’(era assim que ele me chamava só para me tirar do sério, não poderia me envolver com ele), o fato é que éramos pessoas diferentes, ele me irritava e eu descontava ferrando ele nas matérias a qual era boa, o enchendo de perguntas nos questionários livres e o massacrando nos debates .Durante uma de nossas discussões a nossa professora de álgebra decidiu nos colocar de castigo depois da aula e foi ai que eu realmente me abri para as possibilidades e conheci o Willian Scoller que todos amavam, no fundo ele era uma boa pessoa. Depois que viramos amigos a gente meio que teve um caso , quer dizer , nada mais que umas pegadas de verão, estávamos bêbados e a culpa é sempre da cerveja, essa é a minha desculpa toda vez que fico com um carinha e depois me arrependo ‘’ ESTAVA BEBADA’’ , sempre funciona. O Will não ficou zangado quando eu disse que queria um tempo a mais para mim , ele entendeu o fora e continuou com a nossa amizade , desde então ele me olha meio torto como se ainda sentisse algo, mas ele é forte e um dia vai superar.

Cheguei ao local que marquei com o Will e lá estava ele em pé me esperando, era a hora de descobrir onde estava meu celular e quem era a pessoa misteriosa.

–Ai, me desculpa pelo atraso é que eu implorei uma ultima tentativa em casa em buscar do meu celular.

–Sem problemas, acabei de chegar mesmo – Disse ele na maior cara de pau, pois pelo jeito já estava me esperando ali por um tempinho – Então você perdeu o celular? Perguntou ele.

–É, devo ter deixado cair enquanto corria...

–Corria? Perguntou ele curioso.

–Nem me pergunte, é complicado. Procura por ali e eu vou pra lá, se achar grita – disse a ele.

–Está bem! Respondeu.

Fui procurar meu telefone próximo aonde eu tinha visto onde aquela sombra estava, era perto da casa dos Cabappell e era meio assustador dado às circunstâncias. Olhei por todo canto:no chão, próximo a escada da varanda, no jardim, nas latas de lixo , em todos os locais onde um telefone pudesse se esconder e nada! Já estava escurecendo quando eu ouvi algo se mexer por trás do arbusto então virei, pensei que poderia ser o Will e por isso comecei a chamá-lo.

–Will? Will é você? Achou o telefone?Will?Ué, tem alguém na casa, Will sai daí agora, Will...

Ele não me respondeu, mas era ele eu o vi. Estava de costas pra mim em frente à porta da casa dos Cabappell como estivesse entrando lá, então fui até o encontro dele, mas antes que pudesse chegar perto ele entrou e então decidi ir atrás e ver o quê ele estava fazendo lá e com um desconhecido. Pensei que fosse mais uma brincadeira típica dele para tentar me assustar e então o chamei novamente.

–Will? Deixa de brincadeira vambora ta ficando tarde e eu não achei o telefone, minha mãe vai me matar, mas prefiro ser morta em casa do que aqui... Will ?Quem era o garoto ou a garota que tava conversando com você na porta, eu o conheço? Will ?

SOCOROOO! Alguém havia gritado, parecia com a voz do Will.

Poow poow poww!

Foram o barulho de tiros, foi a única coisa que eu ouvi antes da policia chegar, não sei o que houve. Em um momento estava do lado de fora da casa procurando meu telefone com o Will e do outro alguém estava morto dentro da casa mais assustadora do bairro. Segundo a policia eles ainda não haviam identificado o corpo, o tiro foi dado bem na cabeça e ela se despedaçou em vários pedaços, pelo que parece havia alguém morando lá há alguns meses, estava muito nervosa com o que pudera ter acontecido. E se fosse o Will? E se fosse outra pessoa? Talvez a que estivesse me perseguindo logo cedo? E se estivesse atrás de mim? E aquele grito? Parecia muito com a voz do Will. Será que deveria ter contado a policia? Mas o que diria?Que fui perseguida por uma sombra e ela poderia ter atirado no Will, isso se fosse realmente o Will lá, mas eu vi as costas, as roupas, era ele, era o meu amigo que tinha entrado na casa, era ele que estava morto, Will Will Will , só conseguia pensar nele e ainda não podia acreditar, estava nervosa, com medo e confusa.

–Filha, ai meu Deus, quando me disseram que você estava aqui eu... Ai meu Deus, rezei tanto para não ser você- disse minha mãe chorando – O que houve? Completou ela.

–Mãe- Me debulhei em lágrimas, não conseguia falar nenhuma só palavra, estava muito assustada pra isso então só fiquei lá, sentada em uma cadeira no hospital Central, deitada sobre o colo da minha mãe chorando e esperando que alguém me trouxesse noticias, boas ou más, mas noticias. A família do Will estava lá, a mãe dele estava inconsolável com a demora da polícia para falar o que tinha acontecido, só haviam encontrado um corpo e ele estava massacrado, não acharam o assassino ou aquele era o assassino e o Will fugiu? Será que foi ele quem atirou? Eram muitas perguntas e minha cabeça estava quase explodindo, ia dar umas oito da noite quando a policia e os médicos retornaram a sala de espera do hospital com as primeiras noticias.

–Boa noite a todos e me desculpem a demora, esse é o Doutor Sidney, ele quem examinou o corpo- disse o policial que estava tomando conta do caso.

–Boa Noite, respondeu o médico.

– Por favor, doutor cadê o meu filho? – perguntou a mãe do Will ainda inconsolável por não ter noticias do filho

–Olha senhora, se acalme. O corpo ainda não foi identificado. Iremos analisar e dentro de algumas horas eu os aviso do resultado, mas o corpo encontrado era de uma mulher, ainda não identificamos, mas em breve lhe daremos noticias- foi tudo o que o medico disse antes de sair em caminho do enorme corredor vazio.

Estava aliviada, pois não era o Will, mas mesmo assim ainda estava confusa. Nada fazia sentido pra mim. Se não foi o Will então porque ele gritou? Porque ele sumiu? Será que enquanto estamos aqui morrendo de preocupação ele está em casa?Quem era aquela garota que estava lá? E porque ela estava lá? Será ela a moradora misteriosa? Deixei o hospital e então fui para casa. Na manha seguinte o telefone da minha casa tocou e eu desci para atender.

Dim Dim Dim Dim

–Alô? Perguntei

–Aaah, Olá, meu nome é Edgard, achei um telefone e queria devolve-lo, abri os contatos e vi esse numero- disse a pessoa do outro lado da linha.

–Aah, É meu eu estava procurando ele, será que a gente pode se encontrar e você me devolve ele?Disse feliz da vida após saber que não teria que voltar lá novamente.

–Sim, sim. Sabe onde fica a cafeteria ClockHouse’s?Podemos nos ver lá depois da aula? Perguntou ele.

–Sim, perfeito, obrigado, mas como saberei quem é você? Perguntei.

–Eu irei te achar, disse ele ates de desligar.

Então esse é o cara misterioso que achou meu celular, espero que seja bonito. Estava feliz por telo encontrado, mas meio receosa por estar indo me encontrar com um completo estranho que tinha poderes mediúnicos pelo visto já que disse que sabia quem eu era, mas a única coisa que não me toquei no momento era daquela grande mentira, como por exemplo: Meu telefone tinha uma senha de bloqueio, como ele conseguiu acessar meus contatos? Será ele um psicopata que estava me levando para um plano maquiavélico e iria me seqüestrar e me fazer virar garota de programa? Me perguntei.

–Nãaaaaaaaaaaaao – disse logo após cair na gargalhada.

Então subi novamente, me arrumei e fui para a escola. A manha não foi fácil, todos comentavam o que tinha acontecido na tarde anterior, do desaparecimento do Will, era meio estranho não ter explicações para dar. Depois de muitos comentários eu finalmente fui pegar meu celular na cafeteria, então fiquei no balcão e comi alguns pães de queijo e se passaram 10, 20, 30 minutos e nada do garoto misterioso.

–É. aquele idiota ficou com meu celular, por favor, a conta!

–Você deve ser a Kler? Disse ele.

–Depende, eu te devo algum dinheiro- perguntei.

–Não, não – ele riu- Sou o Edgard, o garoto com o celular. Desculpe-me.

–Pelo atraso? Não que isso, acabei de chegar- respondi

–não, mas por desbloquear seu telefone, abrir a lista telefônica e ver suas fotos – disse ele após rir.

–Fotos? Porque você viu minhas fotos, perguntei após o seguir ate uma mesa.

–Só queria saber se valia pena vir até aqui.

–E valeu? Eu disse .

–Esta me vendo aqui não está? Então o que acha?

–Que você tem uma bunda incrível... Quer dizer, que você não deveria vir ate aqui e ficar com o estomago vazio, quer pães de queijo? Falei sem graça alguma e quase um tomate de vergonha.

Sentamos em uma mesa e começamos a conversar e nem vimos à hora passar, quer dizer... Ele havia feito o favor de devolver meu telefone então era o mínio que poderia fazer. Ta. Achei a bunda dele atraente e os olhos cinza eram incríveis, nunca havia visto aquela cor de olhos antes.

–Eai, que tipo de musicas você curte? Perguntei.

– Me diga você, acho que nosso gosto é parecido.

–Uau , nunca tinha ouvido essa cantada antes, na verdade nunca tinha visto um cara feito você antes- Falei.

–Também não tinha ouvido a sua.

–Qual? Sobre a sua bunda? Porque aquilo não era exatamente uma cantada, ela é... Fofa!

–Aaah, fofa? Uau, não sei se estou feliz ou triste por uma garota me acha ‘’fofo’’, isso é meio gay não acha? Disse ele- Ai meu Deus, você acha que eu sou ...

–Aaah, não, não! A culpa não é sua de ser...

–Perfeito – completou ele.

–Ia dizer sexy, mas essa palavra também serve.

Uau, tipo UAU! Ele era incrível e pelo que tinha notado estava disponível, era simpático e ao mesmo tempo misterioso, dava ótimas cantadas e era uma mistura de coreanos fofos com o Brad Presley ( o carinha do fim do quarteirão).

–Sabe, poderíamos marcar de sair e terminar essa conversar, é que tenho que ir – disse ele.

(Aaaaaaah! Ele quer me ver novamente, ele é lindo e quer me ver novamente, ai meu Deus, ai se eu te pego bundudo)

–Ah, sim pode ser, respondi.

–Aa, que tal amanhã à noite? Posso te pegar na sua casa.

(Que roupa eu vou usar? Na minha casa? Ai , as coisas estão mais serias do que pensei, mas qual é? Ele vale a pena a tentativa, que bunda é essa, e esses olhos e essa boca)

–Sim, vou anotar aqui meu endereço, passa lá as 7 P.M e a gente pode ir para sei lá, um cinema e depois comer?

( Ou um cinema onde eu posso te pegar e depois te fazer me pagar comida, se não der certo pelo menos eu comi. )

–Está bem, tenho que ir. Foi bom te ver Kler, Até mais – disse ele antes de virar aquela bunda deusa e sair dali e entrar em um belo carro, pelo visto era bem de vida.

Eu estava feliz, mas mal sabia eu que aquele tinha sido o meu maior erro, o que estava pensando? Tinha acabado de dar meu endereço para um assassino e ainda não sabia disso, mas estava prestes a descobrir já que antes do jantar ele tinha deixado uma mensagem muito estranha na minha caixa postal que dizia que ...