Quantas Vezes?

25 Separação


Notas iniciais
Eu simplesmente adorei este capítulo, é triste mas é do mal. huahuahauah'

Essa noite eu lembrei do meu sonho sobre a banda cine, e ontem aconteceu exatamente o que eu sonhei, eu estava com eles, em um show, cantando, e apoiando eles. Que estranho né? De repente tudo mudo assim do nada.

- Vai Manuella, levanta agora.

- Não Peeeeeedro – E me virei. Mas a voz não era do Pedro, era diferente, mais aguda. Ele nunca me chamou assim.

- Tá então. Tchau.– E foi saindo.

- Peeeeeerae, Diego que que você ta fazendo aqui as ... – peguei o relógio – 10 da manhã!

- Eu vim conversar sobre aquela criancice que você aprontou ontem. – Ele se sentou na cama.

- É o Pedro falou que você ficou bravinho, qualé Diego, foi um beijo. Eu tinha que por aquela tal de jú no lugar dela.

- Mas não precisava fazer aquilo, ela já vê isso em revistas, sites. – Ele segurou minha mão.

- Quê? Na onde? – Eu levantei rapidamente da cama.

- Toma, olha aqui – E me jogou uma CAPRICHO.

- “Diego, o DH da banda cine, e sua mais nova namorada Manuella Caropreso, prima de um dos integrantes da banda. Já estamos com ciúme hein?!” – Mas que merda de legenda é essa?

- Então, eu também não curti, mais ta ai. – Ele sorriu.

- Então você não ta bravo? – Eu abaixei a cabeça.

- Fiquei bravo ontem só, mais eu vi que era bobeira. Eu não quero ser um objeto a ser mostrado por ai viu? – Ele riu.

- Você não é nenhum objeto, mas é meu. – Eu fui dar um selinho nele.

- Vem vamo toma café. – Ele pegou minha mão.

- Quem ta ai bebê? – Eu perguntei me levantando.

- O Dan só. Porquê?

- Nada, curiosidade. Esperai deixa eu escovar os dentes.

Fui pro banheiro escovei e sai de pijama mesmo, que mal tem?

- BOOOOOM DIA! – Eu sentei na mesa com o Pedro, a Anne o Dan, o Di, e eu.

- Enfim bela adormecida, eu quero falar com você. – Dan saltitou quase.

- Ai Dan, quer comer é? Tá no celular – joguei o celular pra ele.

- Hey, não é assim que funciona, antes vem as preliminares – Todo mundo riu do que o Dan disse.

- Tá me poupe da sua noite amorosa. Onde vamos hoje? – Eu ansiosa.

- Feeeeeeeesta! – Pedro gritou.

- Na onde? – Eu nunca tinha ido a uma festa em São Paulo.

- Na EDEN, eu e o Pedro vamos tocar lá. – Diego sorriu.

- Ok,que horas? – Eu feliz.

- 5 horas. – Dan disse.

- Porra, que cedo! – Eu exclamei.

- É matinê! Por isso começa cedo e termina cedo. Meia noite já deu. – Pedro disse.

- Mas a noite ainda não acabou ai né? – Eu querendo festar.

- Claaaaaaaaaaaro que não né! Depois nós vamos pra Olímpia, lá é sussegado.- Dan disse.

- Ah, aí sim! Então e agora a tarde?

- Churrasco! Vou ligar pro Pin. – Dan pegou o celular.

- Merda, vou sair então. – Apoiei oscotovelos na mesa.

- Ah é, você me deve umas explicações mocinha. – Diego me olhou.

- Pois é, vou contar já! – E me ajeitei na mesa. – Ontem eu fui comprar alguma coisa pra vocês comerem, e eu voltei com a Mari, e com a Lari, e então o Pin perguntou se aquilo tinha virado bordel, e eu mandei ele calar a boca e comer, ai eu joguei o lanche dele, e ele disse. “Só porque ta dando pro Diego, acha que tem moral” E eu mandei ele se foder, com vigor. – O Dan morreu de rir com o “com vigor”.

-Ele disse isso? – Diego olhou com os olhos saltados.

- Disse, eu odeio ele.

- Relaxa amor, ele é chato assim mesmo, eu já nem ligo mais, nem eu nem os meninos, mas eu vou falar com ele. –Diego disse carinhosamente.

- Acho muito bom. – Sorri.

Bom, depois disso fomos para a piscina porque tava muito calor, então eu fui me trocar e o Dan veio atrás.

- Dan, eu acho que eu vou me trocar, e eu acho que você não quer ver, e eu acho que o Diego não quer que você veja.

- O segundo acho ta errado, mas enfim – Ele riu.

- Seu idiota! – Joguei uma blusa nele.

- Brincadeira. Manu, eu quero falar com você. – Ele sentou.

- Conta pra tia vai, já que todo mundo vem chora as pitanga comigo. – E fui me trocar no banheiro enquanto o Dan falava.

- Será que a Mari me quer?

- Não sei, isso você tem que ver com ela, ai é com você bixão. – Eu ri.

- É sério meu, ela é mó gata.

- Eu sei que é – e é mesmo – Hum, MaridoDan – Eu comecei a rir e sai do banheiro.

- Vou ligar pra ela – Ele começou a discar os números.

- Liga – Sentei do lado dele.

Dan MODE ON*

- Alô? – Eu estava ansioso.

- Quem é? – A voz na outra linha era meio bravinha.

-Mari, é você?

- Sim, quem ta falando?

- É o Danilo. Da Cine. – Faltou eu gaguejar.

- Ah, ooi Dan, tudo bem? Desculpa falar assim, eu to em meio a uns problemas de amizade aqui.

- Tudo bem Mari, eu te ligo outra hora.

- Não que é isso, pode falar.

- Então, vai ter um churrasco na casa do Pedro, e eu to ligando pra você vir, pode ser?

- Pode, demoro, só fala aonde é.

- Então, faz assim, vou te buscar no Metrô Consolação.

- Tá bom então. A Manu ta ai?

- Tá sim, quer falar?

- Deixa, eu falo com ela a hora que eu chegar, beijos .

- Tchau beijos.

FIM DO Dan MODE ON*

- Doeu Danilo? Machucou? – Eu ria loucamente. – tava quase gaguejando já.

- Não tem graça Manuella, vamo lá pra fora logo.

Saimos em direção a piscina aonde já se preparava tudo para o churrasco.

-Quem vem dessa vez? – Eu emburrada.

- O Pin, os meninos da banda, a Mari, você, a Anne, a Isa se pá, a Jamila namorada do Dave, o Quarter vai vim, o Volk também, e umas amigas deles que eles vão trazer. – Pedro disse mexendo na churrasqueira.

- Que bom, pena que a Feny não vem.

- PENA? – Diego olhou arregalado.

- É. – Eu sorri.

- Manuella, nós já conversamos sobre isso. Se bem que seria

- Agora então. uma boa. – Diego riu. – Deixa que eu mesmo ligo.

- Feny? Oi amor tudo bem? Então ta rolando um churrasco aqui na casa do Pedro, cola aqui. Não, ela ta, mas ignora ela. – Ele me olhou e riu – Então ta, beijos.

- Parecemos duas crianças, mas e daí? – Eu cai na risada.

- Essa sim merece um desprezo fácil. – Diego todo feliz que ia dar um fora.

- E porque a de ontem não merece? Pra mim é igualzinho. – levantei uma sombrancelha.

- Fãs Manuella, fãs são fãs e são tratadas de forma diferente, tem as louquinhas como ela, mas fazer o que. O espírito é de Feny, mas a Feny é caso antigo, nunca foi fã de merda nenhuma. Gosta mesmo é de sair com cara de banda pra ficar famosinha. – Diego explicou.

- Hum, acho que eu to entendendo, mas enfim vem cá. – Puxei ele pra piscina.

Ficamos ali a tarde toda, até a festa a Feny saiu mordida de lá assim que me viu com ele, o Dan foi buscar a Mari, e nós ficamos lá, os três casais, Anne e Pedro, Eu e o Diego, a Mari e o Dan, bebemos loucamente e logo fomos nos arrumar para a festa, eu coloquei uma saia balone preta, uma blusinha branca com prata, e minha sapatilha vermelha, soltei o cabelo,passei lápis preto,e um batom vermelho na boca, estava pronta. Enfim fomos todos na van, e chegamos lá de fato haveria tumulto, eue a Anne entramos na EDEN na pista mesmo, e os meninos no camarote, ta nós também podíamos, mas que graça tem? Vamos aproveitar aqui embaixo. Tinha umas meninas lá com eles, dez no total, era os camarotes vendidos para ficarem com eles lá.

- Eu não gosto delas lá com eles. Mas enfim.

- Nem eu Manu, mas relaxa – Anne me puxou pra lá.

Ficamos lá dançando e bebendo refri, energético, essas coisas já que não tinha bebida. Conheci um pessoalzinho lá, o Zec, a Boo, o Felipe Nardoni, e conversei bastante com um menino lá, o Gabriel Merling, eu odiava ele, o sotaque dele era lindo mas enfim, ficamos lá com os quatro sem nada pra fazer, então eu olhei pra cima pra ver os meninos de novo, e aquela vadia tava lá com ele, aquela loira maldita, a tal da Jú. Mais eu nem liguei porque o Diego nem dava bola pra ela, ficamos ali ainda com o pessoal, trocamos celulares, msn’s e coisas a mais, e os meninos vieram nos chamar para ir pra VILA OLÍMPIA.

- É, foi uma festa e tanto. – Eu tava cansadona já.

- Você ainda não viu metade! – Bruno ainda tava animado.

- Eu não gostei dela lá – Eu olhei pro Diego do meu lado na van.

- Nem eu, mas ela pagou pra ta lá. – Diego realmente não podia ter feito nada.

Então partimos para a vila Olímpia, era um lugar lindo, e só tinha gente linda, aaah como eu adorei aquele lugar, logo entramos e aí sim, tinha bebida de verdade. Eu havia ligado pra Mari que logo estava lá, então eu ela e a Anne partimos para pegar bebidas, a minha era uma verde, era tão linda, a da Anne era Pink e a da Mari era azul. Perdemos os meninos de vista várias vezes. Enquanto bebíamos começou tocar “Just Dance” da Lady Gaga então corremos para a pista dançar, logo avistei os meninos todos bêbados, menos o Dave e o Dan, pelo menos alguém tinha consciência naquele lugar, fui indo em direção a eles, e a Anne e a Mari logo atrás de mim, vi que tinha umas duas meninas lá com eles, as duas eram loiras, na hora eu percebi quem eram, a Lari, e a tal da Jú, dando em cima do MEU Diego. Dando em cima é pouco, ela tava dançando se esfregando loucamente nele, e ele segurando uma vodka, com os olhos vermelhos, e dançando junto com ela, cambaleando, mas dançando. Já a Lari, eu sabia que ela não era dessas santinhas, ela logo estava se agarrando com o Pedro, dando selinhos, e enfim, sem beijo, até aonde eu vi, o Pedro também tava igualzinho ao Diego, mas ele bêbado dá menos bafão, o Diego parece um, sei lá o que viu, me estressei na hora e parti pra cima, a Anne fez o mesmo, e a Mari coitada, ficou com o Dan, gritando quase chorando, tentando apartar a briga. Vuei na Ana Júlia direto nos cabelos dela, puxei eles até o chão, ela veio junto.

- Você, NUNCA MAIS – destaquei as palavras- nunca mais chegue perto do Diego de novo ta ouvindo? – E virei um tapa na cara dela. Em seguida ela cuspiu em mim, lhe virei um soco no nariz que começou a sangrar imediatamente, larguei ela no chão, e chutei suas costas. Ela gritava agonizando. – Aprendeu? Porque se eu precisar ensinar de novo vai ser pior.

- Sua vadia! – Foi o que ela conseguiu dizer apenas.

- Eu tenho dó de você – Logo senti alguém me puxar pra trás, era o Diego, me virei para ele – E você, não chega perto de mim de novo ouviu? – Mais um tapa se seguiu pro rosto dele.

Fui tirar a Anne de cima da Larissa, a lari acabou com um olho roxo e a boca sagrando, quando íamos sair, os seguranças mesmos se encarregaram de fazer o serviço.

- Pode me soltar! Eu mesmo sei a saída. – Me soltei e fui com as meninas.

- Manuella, Anne, vocês piraram de vez? Nunca mais vocês pisam aqui se for o caso! – Mari disse espantada.

- Olha minha cara de quem vai voltar aqui – Eu disse arrumando meu cabelo.

Estávamos sentadas no muro de entrada do Olímpia quando o celular da Mari tocou.

- Alo? Aham, a gente ta aqui fora, ta, beijos. – E desligou.

- Quem era? – Anne perguntou.

- O Danilo, ele ta vindo aqui. – Mari colocou o celular na bolsa.

- Eu odeio ele, eu quero ir pra casa. – Eu disse começando a chorar de raiva, e ao mesmo tempo eu estava triste.

- A gente vai Manu, calma. – Anne me abraçou.

- Eu quero a minha casa, o meu Rio de Janeiro, e quero esquecer que ele existiu, pra mim ele podia morrer, eu sabia que ele não ia mudar, eu sabia! – Comecei a chorar loucamente, eu estava péssima.

- Manuella, Anne, vocês estão bem? – Dan chegou correndo.

- OLHA PRA MIM! EU TO COM CARA DE QUEM TÁ BEM? EU TO DANILO? EU TO?! – Eu estava pior do que antes.

- Eu vou te levar pra minha casa, e vocês duas vem junto. – Danilo destravou o carro.

- Não Danilo, deixa. – Anne me segurou nos braços. – Temos que avisar a tia dela.

- Eu ligo no caminho não tem problema, agora vamos, as três. – E entramos no carro.

Eu fui no banco da frente, eu estava destruída, destruída pelo Diego Cunha Silveira, o amor da vida de muitas meninas, que dariam a vida, dariam tudo que elas tem pra estarem no meu lugar, se elas soubessem metade das coisas do Diego, elas odiariam ele pro resto da vida, assim como eu odeio. Tava indo tudo tão bem, tão perfeito, mas ele sempre tem que estragar tudo, sempre. Ele nasceu com esse dom e isso jamais vai sair dele, ele foi feito pra música, pra festa, pra curtição, ele nunca vai mudar, infelizmente. Estava imersa nos meus pensamentos que nem percebi que estava chorando mais do que antes, a cada hora isso aumentava ainda mais.

- Chegamos, Manuella vem – Dan abriu a porta pra mim.

Ele me pegou no colo e entramos os quatro, logo a tia Sonia veio perguntar o que houve pra gente.

- Ela ta mal, o Diego aprontou de novo, aliás, estão todos lá bêbados, menos o Dave, a essas horas ele já deve estar em casa.

- Meu Deus Danilo, leva essa menina pra cama já! Eu vou preparar alguma coisa pra ela.

Danilo me deitou na cama dele, e arrumou três colchões do lado da cama, os três dormiram ali, e eu na cama.

- Anne amor, você ta bem? – Mari perguntou pra ela.

- Eu vou ficar – Eu ouvi ela fungar.

Ela não estava como eu, mas estava mal, eu queria poder ajuda — lá, mas nem eu to me aguentando. Eu demorei para dormir lembrando daquela cena. Fui dormir tarde eu tenho certeza, porque levantei morrendo de sono no outro dia.

- Manuella do céu! Seus olhos! – Mari se assustou comigo.

- O que tem eles? Corri pro banheiro.

Inchados era pouco, meus olhos estavam reduzidos pelas bolsas que se formou abaixo, e eles estavam vermelhos, mas vermelho vivo! O que estava acontecendo comigo Deus, Diego eu te odeio.

- O que fazer? – Eu corri pro quarto.

- Coloca isso – Ela me passou uma bolsa de água fria.

Coloquei e acho que adormeci, estava com sono por não dormir direito. Acordei mais ou menos uma hora da tarde com um escândalo na frente da casa do Dan.

- Diego você não vai entrar eu já disse! – Danilo gritava.

- Abre essa porta Danilo, ou eu vou ser obrigado a pular, arrombar, o que for preciso eu faço!

- Ela não quer te ver, você acabou com ela, ela ta péssima. Não vale a pena Diego, outra hora você volta.

- Não. Deixa ele entrar. – Minha expressão era dura, eu o olhava friamente, mas era possível ver o meu ódio ardendo nos meus olhos.E a marca do tapa no rosto dele. Fiquei totalmente fria, esperando ele entrar.

- Meu amor, me perdoa pelo amor de Deus – Ele colocou as duas mãos no meu rosto. Continuei parada ali. Ele me deu um selinho.

- Fala comigo pelo amor de Deus – Ele dizia chorando, e em nenhum momento eu pensei em me render. Cuspi no chão.

- Cala a boca Diego, acabou, pra sempre, agora me deixa em paz, e não me procura nunca mais ta ouvindo? Eu cansei de você, e das suas desculpas, são sempre as mesmas, ontem você não pensou nem um pouco antes de encher a cara e pegar aquela vadia, vai lá com ela vai. Me deixa em paz, eu to indo embora essa semana, e não ouse me procurar. Agora me solta. – Disse calmamente, e tirei delicadamente as mãos dele do meu rosto.

Notas finais
reviews?