Quantas Vezes?

27 Churrasco, acidente, hospital.


Notas iniciais
Capítulo dedicado a Ana_css que me pediu *-*

Então entrei melhor do que eu pensei que estaria eu sei que eu não preciso mais dele. Anne estava na pior ainda, ela achou em algum momento que o Pedro gostava dela? Tá, eu também achei. Alguns dias se passaram desde o dia do ocorrido, os meninos ainda faziam shows, mas as casas não lotavam mais como antes, sem falar que o clima entre os meninos não estava bem, e o pin tinha deixado a banda,o produtor agora era o luck trax, um amigo deles também. Mas as coisas não iam bem como antes, a banda deixou de gravar um DVD, e por isso eles perderam o contrato com a Universal, as coisas iam piorando cada vez mais. Mas pra mim ia na mesma. Até a campainha tocar.

- Ah, oi – Eu sorri. — Oi Manu, o Pedro ta ai?- Como o sorriso dele era lindo Deus. -Tá sim, entra aí,mas como você sabe meu nome? – Fiquei meio sem jeito. — Oh linda, todo mundo em São Paulo sabe seu nome. – Ele foi entrando. -Ah, e eu ainda me pergunto porque. – Fechei a porta.

Era o Navega, Thiago Navega pra ser mais preciso, baixista da banda QUARTER, muito boa por sinal, abriram o show dos meninos semana passada em Campo Grande, mas nem prestei muita atenção nele.

- PEDRO! – eu gritei – o Nav ta aqui. — Hum, ta to indo. – Ele seco.

Eu e o Pedro não íamos bem desde aquele dia no Olímpia, e a Anne já havia ido embora, ela não era obrigada a ficar na mesma casa do que o “ex” dela. Bom, o Pedro e o Nav conversaram um tempão e eu pude ouvir alguma coisa sobre o aniversário de fulano de tal, e blá blá blá, e que ia ter uma festa hoje a noite, e que era pra mim ir também. Mas é claro que eu ia, como não.

- Bom valeu Pedro, a gente se vê a noite, liga pros meninos. – Ele foi saindo, e eu fui atrás. — Ok. –Ele disse pro Nav. – E aonde você vai? – Ele me encarou. — Eu sou educada diferente de você, to mostrando a saída. — Oferecimento: Casa da ferradura. – Disse o Nav rindo.

Saímos então, e eu levei o Nav até o portão.

- Você vai viu? Quero você lá – Ele sorriu, filho da puta, para de sorrir. — É, eu vou sim, pode deixar. – Escorei no portão.

Ele me deu um beijo no rosto, e logo em seguida entrou no seu NOVO UNO AMARELO, que eu nem queria um igual, mas tudo bem. Entrei e fui pro quarto.

- Mal largo um e já ta dando em cima de outro Manuella? – Pedro se jogou na cama dele. — Problema é de quem? É meu eu acho né. – Eu deitei no meu sofá.

- Na boa, o Diego não vai gostar disso. — Meu foda-se pra ele, eu não tenho nada com ele. – Eu levantei. — Aonde você vai? – Ele sentou. — Vou pra sala ver TV e ligar pra Mari, to precisando falar com alguém CONFIÁVEL. — Eu não sou confiável então? – Pedro dramático. — Depois daquele dia, não. – Eu sorri. — Ai Manuella, esqueci, é que você nunca ficou bêbada, verdade. – Ele tinha sido irônico. — Já fiquei bêbada sim, e sei das minhas responsabilidades que eu tinha com o Diego, bebi no dia que estávamos em Ilha bela, passei mal e não precisei catar ninguém, depois eu bebi no Olímpia, e não precisei trair ninguém como vocês fizeram. — Ninguém traiu ninguém e você sabe disso. – Ele estava sério. — O que você faria se encontrasse sua namorada bêbada se esfregando com um cara melhor do que você? – Ele abaixou a cabeça. – Então, ta aí um bom motivo agora né? – Eu bati a porta. — Querida, vocês vão sair a noite? – Minha tia apareceu do nada. — Sim tia, vamos a um aniversário e eu ainda não sei nem de quem é. — Ah sim, é que eu e seu tio vamos sair.

Hum legal, e eu com isso? Eu já estava farta daquela casa, as férias estavam no fim graças a Deus. O Pedro tinha acabado de me tirar do sério agora, mas eu não iria me abalar, simplesmente ia me arrumar pra festa, que ia ser a festa pra mim, sim eu ia dar uma de criança esta noite. Iria ser pior que ele. Fui pra sala ligar pra Mari como tinha dito, ela disse que o Dan havia chamado ela já, e perguntou se eu ia, depois ela me contou que o Dan tinha uma surpresa, e eu nem preciso dizer qual é. Então eu fui pro quarto. Estava ouvindo “Poppin’ Champagne” do ATL quando o Pedro saiu do banheiro.

- Você quer realmente ir? Ele vai estar lá – Pedro disse passando a toalha pelos poucos cabelos que ele tinha.

- Sim, eu não movida por ele, eu vou aonde eu quiser, com quem eu quiser, e quando eu quiser. – Eu disse áspera.

- Tudo bem então, só não diga que não avisei – Ele colocou uma camiseta.

O que ele quis dizer com isso será? Enfim não importa mesmo. Fui me arrumar pra tal festa, fui direto pro banheiro depois que o Pedro saiu. Tomei banho e eu decidi que ia tacar fogo na pista e apagar com o cabelo, coloquei uma saia justa de cós alto curta, uma blusa básica preta com decote em V, e um salto 15 roxo, com uma flor de lado no cabelo roxa também, carreguei nos olhos com o preto, e passei um vermelho na boca que destacou minha pele branca.

- Que é isso hein? – Pedro me olhou de cima abaixo. — Poisé, pra você ver – sorri.

Entramos no carro e fomos pro churrasco, demorou uns 30 minutos para chegar até lá, quando chegamos o carro do Diego já estava lá, então já abri um largo sorriso e sussurrei comigo “é hoje” entramos na tal festa, e todos olharam pra mim.

- Nossa hein? Tá linda – Nav chegou na minha direção.

- Obrigada, você também- Sorri maliciosamente.

Avistei o Diego me olhando, enquando bebia uma dose de tequila, então Nav passou o braço pela minha cintura e me levou para conhecer toda a banda dele, o Quarter.

- E aí galera, essa é a Manuella. – Eu fiquei meio tímida confesso.

- Er, oi gente – eu sorri tentando ser simpática.

O baterista da banda, o Marcelo, era lindo demais, muuuito lindo, mas eu tinha o Nav que é mais lindo ainda.Logo fomos pro meio dançar, eu e a Mari, já que a Anne havia ido embora. A Mari e o Danilo estavam namorando definitivamente, com aliança e tudo. Isso sim daria certo, o Danilo é uma ótima pessoa, diferente de outras. Enquanto eu dançava e bebia horrores, Nav chegou para dançar comigo, ele se encaixou atrás e logo me lembrei daquela cena do Diego e da Feny na casa do meu primo, e desejei que ele tivesse a mesma reação que a minha. Mas, eu me enganei. Diego levantou e pegou uma menina lá, a tal da Boo, amiguinha da Feny, eu e ela éramos parecidas confesso, os cabelos negros os olhos azuis e a pele branca, mas nada que se compare a minha humilde beleza. – ta parei – então eu virei e beijei o Nav na frente de todo mundo naquele churrasco, e me virei pra ver o que o Diego fizera, ele havia sumido, mas a Bruna continuava ali, ótimo. Eu consegui.Enquanto dançávamos, e o Pedro me olhava com cara de retardado, achando que eu ia ficar de boa, ouvimos uma barulho da rua, como se fosse um cavalo de pau, e logo saímos apavorados para fora, e eu fiquei em choque quando vi o carro do Diego todo ferrado de frente com outro carro, e saindo fumaça do capô, logo sai correndo em direção ao carro, mas o Nav me segurou.

- Me solta! Eu tenho que ver ele! – Me soltei e corri, torci o tornozelo por causa do salto, mas continuei correndo manca, acho que meu pé havia quebrado, mas eu não estava nem aí.

- Diego! Diego fala comigo! – Abri a porta do carro, e fui tirando o cinto de segurança dele. Ele tinha um ferimento grande na testa saindo sangue e sua perna estava presa entre a sucata, a batida não havia sido forte mas o estrago foi grande.

- Manuella, sai daqui – Ele gemeu baixo, depois que ele disse isso ele cuspiu sangue. Aquilo revirou meu estomago, comecei a chorar compulsivamente, ajoelhada no chão, enquanto o resgate chegava, os médicos me tiraram dali e me colocaram na ambulância, e eu gritava que queria ficar ali com ele, eu queria ir junto com ele para onde ele fosse. Os médicos precisaram me dopar, só me lembro de acordar no dia seguinte no hospital com o Pedro, Danilo, Mari e Dave olhando pra mim.

- Você é louca – Pedro disse destacando as palavras, mas ele estava calmo.

- Han? O que aconteceu? – Eu tentei levantar mas algo me impedia.

- Você fraturou o pé mas não quebou, em uma semana no máximo duas isso passa. – Eu vi meu pé engessado enquanto Danilo falava.

- Mas como aconteceu? – Eu olhei pro Pedro.

- O Diego bateu o carro, e você saiu correndo atrás dele, e quase quebrou o pé. – Mari disse.

E então a cena se passou pela minha cabeça, e deduzi que a culpada disso tudo era eu, apenas eu. Logo comecei a chorar e pedir por ele.

Notas finais
reviews?