Quando tudo mudou
42 Capítulo 42
Dia seguinte
(Escola)
C: — Smackle, bom ter você de volta.
S: — Digo o mesmo, senhor Matthews.
C: — Vai nos contar o que aconteceu?
R: — Acho melhor não. — Todos começam a fofocar.
S: — Também acho. Algumas coisas são melhores quando ninguém sabe.
C: — Tudo bem. Precisam de ajuda?
M: — Não, ela tem tudo que precisa.
A aula acaba e cada um vai para sua casa.
(Casa da Smackle)
Pai Júlio: — Como você deixou isso acontecer? — Diz com fúria no olhar. — Achei que você fosse responsável!
S: — Desculpa, aconteceu.
J: — Aconteceu? É assim que você vai reagir toda vez que algo "acontecer"?
S: — O que você queria que eu fizesse?
J: — Eu não sei. Talvez não tivesse feito isso. O que estava pensando, você só tem 15 anos. Continua um bebê sem a mínima ideia do mundo lá fora. É uma irresponsável que nem sua mãe!
S: — Se é assim que você se sente, talvez eu devesse ir morar com ela.
J: — Como se ela fosse te aceitar!
S: — Bom, vamos ver.
(Casa da mãe da Smackle)
Mãe Lúcia: — Oi, amor. O que está fazendo aqui? Já é sábado?
S: — Não, mas eu estorei o limite com o papai.
LC: — Relaxa, não deve ter sido tão grave.
S: — Acredite, foi. Acho que ele nunca vai me perdoar.
Lc: — Por favor, ele te ama. Nada poderia mudar isso. Ele só reage assim porque te ama.
S: — Eu não quero esse tipo de amor que machuca. Eu sei que errei, mas eu ainda tenho meus direitos de ser tratada bem, ser dada um abrigo.
Lc: — Eu sei. Agora me conte o que você fez de tão grave.
S: — Você sabe que eu tenho um namorado, né?
Lc: — Sim, ele é um amor.
S: — Papai queria que eu terminasse com ele, porque ele me....
Lc: — Ele o que?
S: — Você sabe....
Lc: — Não acredito que você deixou isso acontecer. Isadora Smackle!
S: — Por favor não fala isso. Já tenho gente me julgando em todo lugar, não preciso de mais uma.
Lc: — Tudo bem. O que você fez com o bebê?
S: — Eu abortei.
Lc: — Como?
S: — Desculpa, mas não tinha como eu cuidar de uma criança agora.
Lc: — Smackle, você sabia que eu quase abortei você? Porém eu não fiz.
S: — E o que isso tem a ver?
Lc: — Nada. Eu só achei que você seria mais inteligente do que isso para não entrar nessa situação.
S: — Você não me ama mais?
Lc: Nunca. Eu vou para sempre te amar. Mas você me decepcionou.
S: — Como eu posso consertar as coisas?
Lc: — Não pode. O que você pode fazer é se tornar uma pessoa mais responsável.
S: — Tipo, arrumar um emprego?
Lc: — Sim, acho que traria mais responsabilidade para você, agora que está fazendo coisas de adulto.
S: — Eu entendo. Entendo também se não quiser mais me abrigar.
Lc: — Isso é com você. Mas minha porta sempre estará aberta.
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