Quando tudo mudou
33 Capítulo 33
Dia seguinte
(Escola)
R: — Lucas, precisamos conversar.
L: — Hum...
R: — Eu te perdoo.
L: -Ehh... sério?
R: — Sim, eu sei que você não estava sendo completamente você quando fez isso, está tudo bem, todos cometem erros.
L: — Obrigado.
R: — Está tudo bem?
L: — Aham, por que não estaria?
R: — Lucas, fala logo, não adianta mentir.
L: — Você lembra que eu te falei de um segredo uma vez? Então, a menina que eu beijei, foi a mesma que eu fiz você sabe o que...
R: — Uau... É... Difícil.
L: — Não me diga!
(Sinal bate)
R: — Não vai vir?
L: — Acho melhor ficar aqui, não conseguiria me concentrar na aula agora.
R: — Quer que eu fique? — Ele faz sinal com a cabeça de não. Ela vai para a aula.
(Sala)
C: — Ok, alunos. Advinha o que tenho em mãos?
M: — Uma grande verruga!
C: — Haha, não. Suas provas! Não é maravilhoso?
M: — É sempre maravilhoso... para o Farkle!
C: — Acho que dessa vez, não foi só para ele. Parabéns, Maya, nota máxima.
R: — Viu, você é tão inteligente, Maya.
M: — Obrigada.
R: — Nós deveríamos celebrar! — Cory dá a prova à Riley. — Quem sabe outro dia...
M: — Por favor, você é uma aluna exemplar, só tira 9 e 10.
R: — Acho que está errada, então.
M: — Não deve ter sido tão ruim. — Mostra a prova à ela. — Que? Isso não faz sentido. Farkle, quanto você tirou?
F: — 8,5
M: — Senhor Matthews, tem certeza que fez minha somatória e a deles correta?
C: — Sim, estou. Fiquei muito desapontado com as notas, vocês têm que levar o estudo mais à sério, isso não é mais o ensino fundamental, pessoal!
R: — Isso quer dizer que eu não vou passar?
C: — Apenas se você não quiser. Todos aqui têm um grande potencial, podemos fazer coisas maravilhosas, mas apenas se quiserem. Cadê o Lucas?
R: — Ele precisou resolver algumas coisas.
C: — Bom, ele deveria estar aqui, acho que gostaria de ver sua nota.
A aula acaba
M: — Aonde é que você está indo com tanta pressa?
R: — Preciso falar com ele.
M: — Só me prometa uma coisa?
R: — Hum.
M: — Prometa que vai ter muito cuidado.
R: — Eu vou, porém agora preciso impedi-lo de fazer alguma besteira.
(Bar)
R: — Lucas... — Diz sem fôlego.
L: — O que você está fazendo aqui?
R: — Acho que não terminamos de conversar. Então, o que vai fazer sobre ela?
L: — Não sei, vou encontrá-la daqui a pouco. — Ela chega e senta.
Lola: — Oi, amor. Sentiu minha falta?
R: — Amor? — Diz enciumada.
Lola: — Quem é essa?
L: — Essa é minha namorada.
Lola: — Uau, tenso.
R: — Vou deixar vocês à sós. — Ela saí da cena.
L: — O que você quer?
Lola: — Mais um beijo.
L: — Não, aquilo foi um erro e nunca deveria ter acontecido.
Lola: — O que o nosso filho iria falar se ouvisse isso?
L: — Que filho?
Lola: — Não pense que eu esqueci, todos esses anos, eu sofri, parei de frequentar a escola, todos os meus amigos se afastaram de mim e nada me sobrou, não pense que não vai ter consequências.
L: — Desculpa, eu não queria ter feito isso. Eu nem me lembro direito.
Lola: — É claro, não foi você que foi forçado à fazer algo contra sua vontade.
L: — O que você quer?
Lola: — Bom, eu gostaria que você fosse visitar seu filho de vez em quando.
L: — Tudo bem, eu posso fazer isso.
Lola: — E você também tem que terminar com essa sua namoradinha.
L: — Que? Por quê?
Lola: — Não questione, senão eu vou espalhar pela escola inteira que Lucas Friar estuprou uma menina inocente e nem sequer teve piedade e usou de brinquedos violentos para se divertir. Sua escolha. — Saí andando.
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