Dia seguinte

(Escola)

R: — Lucas, precisamos conversar.

L: — Hum...

R: — Eu te perdoo.

L: -Ehh... sério?

R: — Sim, eu sei que você não estava sendo completamente você quando fez isso, está tudo bem, todos cometem erros.

L: — Obrigado.

R: — Está tudo bem?

L: — Aham, por que não estaria?

R: — Lucas, fala logo, não adianta mentir.

L: — Você lembra que eu te falei de um segredo uma vez? Então, a menina que eu beijei, foi a mesma que eu fiz você sabe o que...

R: — Uau... É... Difícil.

L: — Não me diga!

(Sinal bate)

R: — Não vai vir?

L: — Acho melhor ficar aqui, não conseguiria me concentrar na aula agora.

R: — Quer que eu fique? — Ele faz sinal com a cabeça de não. Ela vai para a aula.

(Sala)

C: — Ok, alunos. Advinha o que tenho em mãos?

M: — Uma grande verruga!

C: — Haha, não. Suas provas! Não é maravilhoso?

M: — É sempre maravilhoso... para o Farkle!

C: — Acho que dessa vez, não foi só para ele. Parabéns, Maya, nota máxima.

R: — Viu, você é tão inteligente, Maya.

M: — Obrigada.

R: — Nós deveríamos celebrar! — Cory dá a prova à Riley. — Quem sabe outro dia...

M: — Por favor, você é uma aluna exemplar, só tira 9 e 10.

R: — Acho que está errada, então.

M: — Não deve ter sido tão ruim. — Mostra a prova à ela. — Que? Isso não faz sentido. Farkle, quanto você tirou?

F: — 8,5

M: — Senhor Matthews, tem certeza que fez minha somatória e a deles correta?

C: — Sim, estou. Fiquei muito desapontado com as notas, vocês têm que levar o estudo mais à sério, isso não é mais o ensino fundamental, pessoal!

R: — Isso quer dizer que eu não vou passar?

C: — Apenas se você não quiser. Todos aqui têm um grande potencial, podemos fazer coisas maravilhosas, mas apenas se quiserem. Cadê o Lucas?

R: — Ele precisou resolver algumas coisas.

C: — Bom, ele deveria estar aqui, acho que gostaria de ver sua nota.

A aula acaba

M: — Aonde é que você está indo com tanta pressa?

R: — Preciso falar com ele.

M: — Só me prometa uma coisa?

R: — Hum.

M: — Prometa que vai ter muito cuidado.

R: — Eu vou, porém agora preciso impedi-lo de fazer alguma besteira.

(Bar)

R: — Lucas... — Diz sem fôlego.

L: — O que você está fazendo aqui?

R: — Acho que não terminamos de conversar. Então, o que vai fazer sobre ela?

L: — Não sei, vou encontrá-la daqui a pouco. — Ela chega e senta.

Lola: — Oi, amor. Sentiu minha falta?

R: — Amor? — Diz enciumada.

Lola: — Quem é essa?

L: — Essa é minha namorada.

Lola: — Uau, tenso.

R: — Vou deixar vocês à sós. — Ela saí da cena.

L: — O que você quer?

Lola: — Mais um beijo.

L: — Não, aquilo foi um erro e nunca deveria ter acontecido.

Lola: — O que o nosso filho iria falar se ouvisse isso?

L: — Que filho?

Lola: — Não pense que eu esqueci, todos esses anos, eu sofri, parei de frequentar a escola, todos os meus amigos se afastaram de mim e nada me sobrou, não pense que não vai ter consequências.

L: — Desculpa, eu não queria ter feito isso. Eu nem me lembro direito.

Lola: — É claro, não foi você que foi forçado à fazer algo contra sua vontade.

L: — O que você quer?

Lola: — Bom, eu gostaria que você fosse visitar seu filho de vez em quando.

L: — Tudo bem, eu posso fazer isso.

Lola: — E você também tem que terminar com essa sua namoradinha.

L: — Que? Por quê?

Lola: — Não questione, senão eu vou espalhar pela escola inteira que Lucas Friar estuprou uma menina inocente e nem sequer teve piedade e usou de brinquedos violentos para se divertir. Sua escolha. — Saí andando.